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Origem e autenticidade de pedras preciosas e diamantes

Determinando a origem e autenticidade de pedras preciosas usando EDXRF
A fluorescência de raios X dispersivos de energia (EDXRF) é uma ferramenta não destrutiva para determinar a autenticidade de pedras preciosas coloridas e sua origem geográfica.
origem e autenticidade de pedras preciosas
Pedras preciosas incluem diamantes e pedras coloridas, como rubis, esmeraldas e safiras.
Embora o diamante continue sendo a pedra preciosa mais cara, as gemas coloridas estão ganhando popularidade rapidamente, e com seus usos crescentes passaram a ser alvos de falsificações.
À medida que o valor das gemas coloridas aumentam, aumentam também a necessidade de verificar sua autenticidade e origem, porém isto é impossível de se observar a olho nú.
Grandes joalherias e laborátórios gemológicos usam equipamentos de dispersão de energia por raios X.

Como você pode ter certeza de que uma pedra preciosa colorida é real?
Veja o exemplo da imagem abaixo e diga qual desses Rubis é o natural, qual é sintético, qual é o rubi que levou tratamento térmico e qual é o vidro.
A resposta esta no final do artigo e assim você vai ver o quanto 
é difícil uma identificação a olho nú, até mesmo para um gemólogo.
comparação de Rubi sintético e Rubi natural
Imagem comparativa de Rubi sintético e Rubi natural.

Tal como acontece com o ouro, as falsificações de pedras preciosas ou pedras sintéticas podem ser confundidas com as verdadeiras. Índia e China são de onde provém a maioria destas pedras preciosas falsas ou sintéticas.
Outro fator importante para estabelecer o valor de uma pedra preciosa é saber de onde ela veio, tanto geologicamente quanto geograficamente, o que não pode ser determinado visualmente.

A fluorescência de raios X dispersivos por energia (EDXRF) é uma ferramenta importante para a determinação da autenticidade de gemas coloridas e sua origem geográfica. Dependendo do cenário geológico, pedras preciosas como rubis, esmeraldas ou safiras de diferentes origens geralmente exibem uma combinação característica de oligoelementos em diferentes concentrações.
Como exemplo, a identificação e quantificação de tais elementos podem permitir rastrear uma esmeralda até seu local de origem, como Colômbia, Brasil, Afeganistão, Zâmbia ou Zimbábue afim de determinar os diferentes valores para aquilo que parece ser uma mesma pedra, a esmeralda, porém, uma esmeralda proveniente da Colômbia e mais cara que uma congênere brasileira ou Zambiana pela sua maior qualidade.
Da mesma forma, a presença de certos oligoelementos também ajuda a distinguir entre uma pedra preciosa valiosa formada naturalmente (por exemplo, rubi) e um cristal sintético quase sem valor (por exemplo, rubi sintético).


Determinando a origem dos Diamantes
A "genética" (DNA) dos diamantes
famosos diamantes em bruto do Brasil
Famosos diamantes brutos do Brasil

Já para deteminar a origem de um diamante só é possível graças às pesquisas com mais de 30 anos do Instituto de Geociências (IGC), cujo trabalho foi coordenador pelo Profº. Mario Luiz de Sá Carneiro Chaves. Estes diversos estudos realizados levaram à confecção de uma tabela em que são relacionados os atributos básicos de um diamante.
Estes estudos ajudam a determinar a origem de um diamante para fins de certificação Kimberley.
Destinadas à caracterização mineralógica de diamantes de diversas regiões do Brasil e do mundo, parte desses resultados podem contribuir para o combate ao contrabando com o objetivo de combater também a comercialização de pedras extraídas de áreas de conflito, conhecidas como “diamantes de sangue”.
A partir de sete características como seu brilho e formas, predominantemente octaédricas e rombododecaédricas, além da quilatagem e de outros atributos, exames acurados podem reunir todos os aspectos e então sua origem pode ser revelada.

O DNA dos diamantes brasileiros
(créditos da imagem: Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress)
genética dos diamantes brasileiros
Rondônia - Terra Indígena Roosevelt:
Cristais sem cor ou com tom amarelo claro, intactos e tetraédricos (piramidais com quatro lados).
Bahia - Chapada Diamantina:
Diamantes com muitas manchas verdes e morrons, sobre um amarelo-acastanhado.
genética dos diamantes brasileiros
Bahia - Braúna:
Cristais sem manchas e com coloração mais diversificada.
Mato Grosso - Juína:
Cristais quebradiços ou fragmentados, com uma cor amarelo-acastanhado.
genética dos diamantes brasileiros
Minas Gerais
Coromandel:
Cristais quebradiços ou fragmentados sem manchas, em geral amarelos ou marrons.
Espinhaço:
Cristais amarelados, com muitas marcas e manchas verdes e marrons.


RESPOSTA:
Comparação de Rubi sintético, natural, tratado termicamente e vidro.
comparação de Rubi sintético e Rubi natural
Imagem comparativa de Rubi sintético e Rubi natural.

A- Rubi de fusão, sintético.
B- Rubi de Moçambique natural não aquecido e não tratado.
C- Rubi birmanês natural aquecido (intensificação da cor).
D- Rubi composto de vidro.

MITO, quanto mais limpa a pedra, maior a chance de ser sintética.
ERRADO, como visto na imagem acima, isso não é verdade.
Na verdade, a única maneira de saber se o rubi é natural ou sintético é verificando as inclusões ao microscópio ou usando fluorescência de dispersão de Raio-X (EDXRF).


Fontes:

Quartzo Pink Fire, uma gema rara

Quartzo Pink Fire
Parece nome de perfume famoso, mas é um mineral super charmoso e raro.
pink fire quartz

O Quartzo Pink Fire, é um quartzo com inclusões de micro-cristais de Covelita, produzindo um brilho rosa.

covellite inclusion in rough quartz, from Bahia - BRAZIL
Inclusão de Covelita no Quartzo, Bahia - Brasil

Este raro quartzo contendo inclusões de covelita de Minas Gerais - Brasil, foi exibido pela primeira vez na Feira de Joalheria em Tucson 2005. Nesta altura nenhum material não polido/não cortado foi fornecido, portanto a origem deste material era considerada desconhecida.
No entanto John Koivula do GIA confirmou que as inclusões eram de fato Covelita.

Quartzo Pink Fire é um “nome comercial” não oficial usado pelos vendedores de minerais e gemas.
Quartzo Pink Fire não é um nome aceite pelo IMA - (International Mineralogical Association) como uma nomenclatura ou novo mineral, sendo esta a organização responsável por identificar e nomear os novos minerais que são descobertos.

schiller efect in pink fire quartz
 O efeito schiller rosa elétrico na gema.

Um belo efeito ocorre quando a luz reflete da superfície das inclusões e um brilho rosa vívido viaja através da superfície do mineral lapidado, como cabochão, em um efeito conhecido como schiller.
O efeito schiller rosa elétrico é melhor visto nas joias destas pedras raras e é o motivo pelo qual alguns entusiastas as chamam de 'Pink Fire Quartz' ou 'Tinkerbell Quartz'.
Dificilmente o efeito schiller será visto em pedras brutas a menos que esta esteja muito limpa naturalmente.

Quartzo Pink Fire uma gema rara:
O Quartzo Pink Fire é uma gema com inclusões realmente cobiçadas por designers de joias e por colecionadores de minerais.

É uma raridade que vem do Brasil, pois é um cristal deslumbrante e único.
É semelhante ao quartzo claro na aparência (quartzo hialino), mas com manchas de cor magenta em seu corpo.
A cor vem como um reflexo da covelita dentro do Pink Fire Quartz.
A gema é muito cobiçada o que muitas vezes está esgotada e é difícil de encontrar.

Sobre a inclusão e os preços:
A inclusão de Covelita neste tipo de quartzo pode estar agrupada ou estar muito dispersa ou ainda pode estar com outras inclusões minerais fazendo das peças, únicas.
Além do tamanho (carat), o agrupamento da covelita é o que vai ditar a diferença no preço, sendo que uma pedra que tem mais agrupamento vai ser mais valiosa ante uma em que a covelita esta mais dispersa no quartzo.

Sobre o Quartzo Pink Fire bruto:
rough quartz pink fire from Bahia, Brazil
Quartzo Pink Fire, Bahia - Brasil

Um quartzo raro com inclusões de Covelita, que é um raro sulfeto de cobre (CuS).
É o mais raro e o mais caro de todos os quartzos com inclusões.
O brilho rosa é visível apenas de um ângulo porque os cristais de covelita são iso-orientados em um crescimento epitático sobre uma face fantasma do cristal de quartzo.
É muito difícil ver esse efeito com uma foto nas pedras brutas existente, tornando este um dos materiais mais raros de pedras preciosas até hoje.
É muito difícil ver o efeito schiller em uma pedra bruta em uma foto e muito mais incrível pessoalmente com a iluminação correta.
rough quartz pink fire from Espírito Santo, Brazil
Quartzo Pink Fire bruto, Espírito Santo - Brasil

Embora esta pedra só se deu a conhecer ao mundo na Feira de Tucson em 2005, exemplares destas pedras foram obtidas na década de 1990 no estado do Espírito Santo no Brasil, muito antes de se saber que Covellite existia em quartzo como uma inclusão.

Imitações e/ou falsificações:
Recentemente foram encontradas algumas pedras sintéticas "Made in China".
(então todo cuidado é pouco se você quer adquirir uma destas gemas)
Também alguns sites estão a mostrar e vender Quartzo Aventurina Rosa como se tratase de Quartzo Pink Fire.  


Locais de ocorrências:
Brasil:
Minas Gerais e Espírito Santo.
(locais desconhecidos)
Mina de Caraíba, Vale do Curaçá, Bahia
(Mina de onde se extraem diversos minerais como Alexandrita, Apatita, Bornita, Covelita, etc, e que por raras vezes são encontrados quartzos com inclusão de covelita)

Portugal:
Vila Real - Peso da Régua, Poiares e Canelas
(mina de covelita com poucos raros quartzos com inclusão, por mindat.org)

Fontes:

Como funciona um testador de diamantes

Diamante, um bom condutor
Existem dois tipos de condutividade nos Diamantes
condutividade térmica é uma medida de quão bem um material conduz o calor.
condutividade elétrica expressa o quão bem uma substância conduz eletricidade.
Diamond Selector II, by Culty Japan
Diamond Selector II, by Culty Japan

Um diamante tem os dois tipos de condutividade a térmica e a elétrica, e estas características é que podem ser usadas para ajudar a distingui-lo de outros materiais e identificar impurezas em um diamante genuíno.

O princípio dos Testadores de Diamantes, Diamond Selector é o de tirar proveito da capacidade térmica e elétrica do diamante para saber se o mesmo é de fato um diamante verdadeiro, seja ele um diamante bruto ou lapidado e cravado em uma jóia.
Diamond Selector III, by Culty Japan
Diamond Selector III, by Culty Japan

A alta condutividade térmica do diamante é usada por joalheiros e gemologistas que podem empregar uma sonda térmica eletrônica para distinguir os diamantes de suas imitações. Essas sondas consistem em um par de termistores alimentados por bateria montados em uma ponta de cobre fina.


Como funciona um testador de diamantes
diamond tester by presidium
Um termistor funciona como um dispositivo de aquecimento, enquanto o outro mede a temperatura da ponta de cobre: se uma pedra testada para um diamante, conseguir conduzir a energia térmica da ponta com rapidez suficiente para produzir uma queda mensurável de temperatura, ela será verdaeira.
Este teste leva cerca de 2 a 3 segundos.
No entanto, as sondas mais antigas serão enganadas pela moissanita, uma forma mineral cristalina de carboneto de silício introduzida em 1998 como uma alternativa aos diamantes, e  que tem uma condutividade térmica semelhante aos diamantes.

Diamantes, qualidades minerais únicas
A maioria dos diamantes são condutores térmicos extremamente eficientes, mas isolantes elétricos. O diamante conduz bem o calor como resultado das fortes ligações covalentes entre os átomos de carbono em um cristal de diamante. A condutividade térmica do diamante natural é de cerca de 22 W/(cm·K), o que torna o diamante cinco vezes melhor na condução de calor do que o cobre. A alta condutividade térmica pode ser usada para distinguir diamante de zircônia cúbica e vidro.
A Moissanite, que é uma forma cristalina de carboneto de silício que se assemelha ao diamante, tem uma condutividade térmica comparável. As sondas térmicas (diaomond tester) modernas podem diferenciar entre diamante e moissanita, à medida que a moissanita ganhou popularidade.

Condutividade elétrica dos diamantes
A resistividade elétrica da maioria dos diamantes é da ordem de 1011 a 1018 Ω·m.
A exceção é o diamante azul natural, que obtém sua cor a partir de impurezas de boro que também o tornam um semicondutor. Os diamantes sintéticos dopados com boro também são semicondutores do tipo p. O diamante dopado com boro pode se tornar um supercondutor quando resfriado abaixo de 4K. No entanto, certos diamantes azuis acinzentados naturais que contêm hidrogênio não são semicondutores.

Filmes de diamantes dopados com fósforo, produzidos por deposição química de vapor, são semicondutores do tipo n. As camadas alternadas dopadas com boro e com fósforo produzem junções p-n e podem ser usadas para produzir diodos emissores de luz ultravioleta (LEDs).
Junções de diodo pn e diodos emissores de luz UV (LEDs, em235 nm) foram capazes de deposição sequencial de camadas do tipo p (dopado com boro) e tipo n (dopado com fósforo). As propriedades eletrônicas do diamante também podem ser moduladas por engenharia deformação.

Condutividade térmica dos diamantes
Ao contrário da maioria dos isoladores elétricos, o diamante é um bom condutor de calor devido à forte ligação covalente e ao baixo espalhamento de fundos. A condutividade térmica do diamante natural foi medida em cerca de 2200 W/(m·K), que é cinco vezes mais do que a prata, o metal mais termicamente condutor.
Como o diamante tem uma condutância térmica elevada, ele já é usado na fabricação de semicondutores para evitar que o silício e outros materiais semicondutores sofram um superaquecimento.
Tecnologicamente, a alta condutividade térmica do diamante é usada para a remoção de calor eficiente em eletrônicos de alta potência. O diamante é especialmente atraente em situações onde a condutividade elétrica do material dissipador de calor não pode ser tolerada, por exemplo, para o gerenciamento térmico de micro-bobinas de radiofrequência (RF) de alta potência que são usadas para produzir campos de RF fortes e locais.

Diamond Selector III, by Culty Japan
Diamond Selector III, by Culty Japan.



Instruções de uso do testador de diamantes JEM-II GemVue
https://www.oficina70.com/como-usar-o-testador-de-diamantes-jem.html


Tenha mais informações e testes sobre diamantes clicando no link a seguir:

Fonte:

Fenacita a pedra preciosa astuciosa

Fenaquita a pedra preciosa astuciosa
A fenaquita é um silicato de berílio que pertence ao grupo de minerais fenaquita.
Também chamada de fenacita, fenaquita (phenakita), é um mineral raro, principalmente em cristais bem formados e transparentes.
É encontrado em bolsões pegmatíticos e está associado a gemas como topázio, berilo, especialmente esmeralda, crisoberilo e quartzo fumê.
Esta pedra é transparente a translúcida com um brilho vítreo.
Seu nome é derivado do grego phenakos - “enganador”, em alusão à sua semelhança com o quartzo quando incolor. Por culpa disto esta pedra ganhou reputação como a "gema da enganação".
Isso ocorre porque a fenaquita varia tanto na forma que é facilmente confundida com outros tipos de cristal, como quartzo, topázio ou mesmo turmalina.
Na aparência geral, o mineral não é diferente do quartzo, com o qual de fato é mais confundido.
Seu aspeto transparente, brilhante com tons de amarelo, rosa ou roxo fazem-nas parecer diamantes.
Ela ocorre como incolor e branco, mas também ocorre com tons de amarelo, marrom e rosa.
Seu sistema cristalino é hexagonal (trigonal) e frequentemente se cristaliza em prismas curtos.
No entanto, a fenaquita varia muito na forma de um local para outro.

A fenaquita é encontrada no Brasil, Sri Lanka, Madagáscar, México, Zimbábue, Zâmbia, Noruega, Rússia, Tanzânia, Suíça e EUA.

Informações sobre a Fenaquita
Fenaquita é um mineral da família dos silicatos, subclasse nesossilicatos, contendo berílio. Sua formula é Be2SiO4.
Ocasionalmente usada como gema, a fenacita ocorre como cristais isolados, que são romboédricos com hemiedrismo de face paralela e são lenticulares ou prismáticos no hábito: o hábito lenticular é determinado pelo desenvolvimento de faces de vários romboedros obtusos e ausência de faces prismáticas .
Seus cristais apresentam sistema cristalino trigonal.
Não há clivagem e a fratura é concoidal.
É transparente a semitranslúcido, brilho vítreo, incolor ou tons de amarelo, rosa, roxo ou vinho, com raias de cor branca.

A gravidade específica é 2,96.
Com uma dureza de Mohs de 7,5 a 8, a fenaquita é uma pedra preciosa relativamente resistente e durável.

Minerais do grupo da Fenaquita:
Eucriptita,
Fenaquita e
Willemita, Mina da Preguiça, Beja - Portugal
Willemita.

Locais de ocorrências no mundo
A fenaquita foi encontrada pela primeira vez no início do século 19 nas minas de esmeralda da região de Sverdlovskaya, no sopé oriental dos montes Urais, no sul da Rússia. Mais tarde, também foi encontrado em outras partes dos Urais. Hoje, pode ser encontrado em quase todos os continentes, mas nunca em quantidades significativas.

Cristais bem definidos de fenaquita também foram encontrados na região do Pikes Peak, no Colorado (EUA).
Outras ocorrências incluem; Kragero, Noruega; Província da Alsácia, França; Mogok, Mianmar; Brasil, Suíça, África Oriental, Birmânia, Madagáscar, Itália, Sri Lanka, Zimbábue e Nigéria.

As descobertas recentes mais importantes foram em Madagáscar e na Nigéria.
Em Madagáscar, o material foi extraído na virada do milênio de uma única localidade remota em Abalavato. Alguns anos depois, esse depósito foi coberto por um deslizamento de terra e, desde então, nenhuma ocorrência significativa de fenaquitas de Madagáscar foi relatada.

Na Nigéria, a fenaquita foi descoberta no ano de 2008 por Tunde Jimba (Min.), o minerador líder da Salistone Ventures. A pedra foi encontrada a uma profundidade de 15 metros e alguns cristais grandes, limpos e impressionantes foram recuperados. A mina Salistone está localizada em Jos Plateau, no estado de Plateau da Nigéria. O nome "OKUTA-DIDAN" na língua nativa iorubá, que significa "Uma pedra brilhante", foi dado a esta pedra preciosa e é frequentemente referido como o nome da mina, o que não é. Este nome local foi dado à fenaquita por causa de sua alta transparência e refletividade diferente de qualquer outra pedra na região. A produção continua em um nível limitado e nunca há muito material no mercado.

Fenaquita na terapia holística
A fenaquita é sempre procurada por suas propriedades metafísicas e sempre esteve no topo de todas as listas de pedras preciosas fortalecedoras usada nas terapias com cristais. Diz-se que possui uma série de valores corretivos. Diz-se que oferece energia protetora e aumenta a perceção de si mesmo. Supostamente, a fenaquita se livra de emoções negativas. Desespero, negação, desejo de vingança ou desejo de morte são aliviados com fenaquita. Com esta pedra preciosa, nossos problemas supostamente se tornam nossos professores, possibilitando um caminho para o futuro.  

Ocorrência e minerais associados
Fenaquita na canga de esmeralda, Campo Formoso - Bahia
A fenaquita é encontrada em veios pegmatíticos de alta temperatura e em micaxistos associados a quartzo, crisoberilo, apatita e topázio. Há muito que se conhece da mina de esmeralda e crisoberilo no riacho Takovaya, perto de Yekaterinburg, nos Urais da Rússia, onde grandes cristais ocorrem no micaxisto. Também é encontrada com topázio e pedra amazonita no granito das montanhas Ilmen, no sul dos Urais, e na região do Pikes Peak, no Colorado (EUA). Grandes cristais de hábito prismático foram encontrados em uma pedreira de feldspato em Kragero, na Noruega. Framont, perto de Schirmeck, na Alsácia, é outra localidade bem conhecida. Cristais ainda maiores, medindo 1 a 2 pol. de diâmetro e pesando 13 kg foram encontrados em Greenwood no Maine, mas estes são pseudomorfos de quartzo após fenaquita.

Fenaquita na lapidação para ornamentar joias
Fenaquita está entre as gemas incolores mais duras e brilhantes. Com dureza de 7 1/2 a 8 e sem clivagem, a fenaquita é fácil de trabalhar e dura o suficiente para facilitar um excelente polimento.
Fenaquita bruta e
fenaquita lapidada.

Para fins de gema, a pedra é lapidada na forma brilhante, da qual existem dois belos exemplares, pesando 34 e 43 quilates (6,8 e 8,6 g), no Museu Britânico. Os índices de refração são superiores aos do quartzo, berilo ou topázio; uma fenaquita facetada é, portanto, bastante brilhante e às vezes pode ser confundida com diamante.
Embora suas cores possam variar do branco ou rosa ao amarelo ou marrom, a fenaquita é conhecida predominantemente como uma pedra preciosa transparente e incolor. Muitas pedras são perfeitamente incolores, sem nenhum traço de qualquer alteração de cor.

Hoje em dia, vendedores inescrupulosos de pedras brutas ou lapidadas ainda tentam fazer passar espécimes de quartzo abundantes como sendo fenaquitas muito mais valiosos.

Com pouca dispersão, essas gemas não geraram muito entusiasmo além dos coletores de minerais incomuns. No entanto, o aumento do interesse da Nova Era por cristais na década de 1990 alcançou essa pedra. Com ou sem auras místicas, dureza excecional (7,5 - 8) e clivagem indistinta fazem desta uma boa, embora incomum, pedra para joalheria.

Recentemente, laboratórios gemológicos confirmaram joias de olho de gato retiradas de fenaquitas de Madagascar e Sri Lanka.

Fenaquitas sintéticas
Os laboratórios sintetizaram esse mineral, começando com uma semente de willemita, nada menos. No entanto, é mais provável que você encontre joias de quartzo erroneamente ou deliberadamente apresentadas como fenaquitas. Por ser áspero, esse mineral pode cumprir sua etimologia.
Em pelo menos um caso, fenaquita bruta quase incolor foi submetida à análise gemológica como diamante suspeito. Apesar das semelhanças externas, incluindo características semelhantes a trígonos, essas gemas têm propriedades ópticas e físicas muito diferentes.
Por exemplo, a fenacita tem birrefringência e uma gravidade específica mais baixa do que o diamante.

Quando encontrados em esmeraldas como inclusões, as próprias fenaquitas comumente indicam origens sintéticas.

Os tratamentos de radiação podem transformar fenaquitas incolores em amarelo-marrom.

Perfil da Fenaquita:
Informação de cor: branco
Índice de refração: 1,651-1,696
Composição Química: Be2SiO4
Dureza: 7,5-8,0
Densidade: 2,94-2,96
Grupo Cristal: Hexagonal

Inclusões e ocorrência:
Em pegmatitos de granito, frequentemente em bons cristais. Além disso, depósitos de esmeralda e alexandrita hospedados em xisto.
Cristais de aikinite; também mica (Brasil) como forma de tubos finos em forma de agulha podem causar cálculos em olhos de gato na fenaquita mas isto são casos raros.

Minerais associados à Fenaquita:
A fenacita encontrada predominantemente na Rússia esta associação com a Alexandrita.
Já na moior parte do mundo a Fenaquita está associada ao Quartzo, Quartzo Fumê, Microclino, Fluorita, Schorl, Albita, Muscovita, Esmeralda, Flogopita e Bertrandita.

Locais catalogados de ocorrências no Brasil:
Bahia:
Campo Formoso, Érico Cardoso, Paramirim das Crioulas e Pindobaçu.
Espírito Santo:
Mimoso do Sul.
Goiás:
Cavalcante e Monte Alegre de Goiás.
Minas Gerais:
Aimorés, Araçuaí, Caraí, Marambainha, Santa Maria de Itabira e no Rio Piracicaba.

Locais catalogados e de ocorrências em Portugal:
Braga:
Vieira do Minho, Anjos e Vilar do Chão.
Vila Real:
Chaves e Vidago.
Viseu:
Penalva do Castelo, Sezures, Sátão, Ferreira de Aves, Aldeia Nova, Vila Nova de Paiva, Queiriga e em Viseu na U.F Repeses e São Salvador.

Locais de ocorrências em Moçambique:
Província da Zambézia no Distrito Alto Ligonha,
Distrito de Mocuba - Mocuba.


Fontes:

Diamante negro e Safira negra

Diamante negro e Safira negra
rough sapphire from Australia
Safiras negras da Austrália
Para quem gosta de pedras negras há muitas opções a considerar como: hematita, magnetita, cassiterita, schorlita (turmalina negra), azeviche (jet), shungite, obsidiana, safira, melanite, diopsídio estrela negra (com asterismo), diamante (carbonado, bort) serendibita, tectitos ou até mesmo coral negro.
Para quem gosta de colecionar pedras por cor considere esta uma pequena lista de pedras pretas.
rough black diamonds
Diamantes negros brutos
No entanto para quem gosta de pedras pretas em uma jóia, as melhores são o diamante preto e a safira negra.
Se uma o inconveniente é o preço a outra se torna a opção mais próxima.

Curiosamente, poucas pessoas sabem que diamantes e safiras podem ser encontrados em variedades negras.

Breve descrição dos prós e contras da Safira negra vs Diamante negro:
Ao contrário de suas contrapartes incolores e coloridas, tanto os diamantes pretos quanto as safiras negras foram considerados pedras preciosas inferiores e de baixo grau e não eram comumente usados ​​em jóias. No entanto, desde os anos 90, os diamantes negros viram um aumento inesperado em popularidade, em parte devido a táticas de marketing inteligentes e designers de jóias que incorporaram a pedra em seus trabalhos. As safiras negras não são tão prestigiadas quanto os diamantes negros. Elas ainda são consideradas pedras preciosas de segunda categoria e não são muito valorizadas.

Diamante negro
anel de diamante preto
Os diamantes negros, também conhecidos como carbonado, contêm grafite e carbono amorfo em sua composição. Os diamantes negros ficam com a cor preta devido a presença de grandes quantidades de impurezas de grafite na pedra. Os diamantes negros naturais são muito raros sendo encontrados principalmente na África Central e no Brasil.
Os diamantes pretos são 10 na escala de Mohs e são os mais resistentes de todas as variedades de diamantes, devido à sua composição compacta. A cor dos diamantes pretos é classificada como Preto extravagante e pode variar de cinza fraco a preto sólido. Diamantes pretos uniformemente saturados são os mais procurados. Essas pedras também são bastante lustrosas e geralmente são facetadas para obter o máximo efeito. Diamantes negros são mais densos, então, como essas pedras são mais densas que suas contrapartes incolores, um diamante preto de 1 quilate será um pouco menor que um diamante incolor de 1 quilate.
Os 4 cs dos diamantes:
Os diamantes pretos são avaliados de maneira um pouco diferente dos outros diamantes incolores ou coloridos.
Ao contrário de outros diamantes coloridos, os diamantes pretos não têm variações de tom ou saturação. É por isso que eles têm apenas uma série - Fantasia .

Como já discutimos, a cor da pedra provém de minúsculas impurezas e pode ser encontrada do cinza ao preto vívido. A cor depende do tipo de inclusões.
Os diamantes negros naturais podem ser muito caros, dependendo da qualidade da pedra, com alguns quilates custando milhares de dólares.
Corte e lapidação de diamante negro:
Você já deve ter ouvido falar que o corte é o fator mais importante em um diamante e que ele é maximizado para destacar o brilho da pedra. Isso vale para diamantes incolores, mas não para diamantes pretos.
Como os diamantes negros não refletem a luz adequadamente, eles não brilham e têm um brilho muito suave. A lapidação de um diamante preto dará à pedra a reflexão da luz e mais vida. Os diamantes pretos podem ser cortados em todos os cortes populares de pedras preciosas, como redondo, princesa, almofada, marquise, pêra, coração ou almofada.
Sabendo que os diamantes negros são mais duros de cortar e polir, devido aos seus padrões estruturais, como resultado, eles podem facilmente quebrar durante o árduo e longo processo de corte e lapidação. É necessário um conhecimento muito especializado do lapidário para trazer o melhor do diamante preto sem danificá-lo durante esse processo.

Safira negra
anel de safira negra
Já as Safiras negras são coríndon com inclusões que causam a cor da pedra. Ao contrário dos diamantes negros, as safiras negras são encontradas em quantidades abundantes, sendo a maioria originária da Austrália.
Safiras pretas são encontradas em variedades translúcidas a opacas e podem aparecer em preto sólido. As safiras negras são geralmente facetadas em formas sofisticadas para dar profundidade e aprimorar o brilho da pedra. Eles também são frequentemente cortados em cabochão. 

Como a safira preta é muito acessível, tome cuidado se o preço da pedra parecer alto. Embora a safira preta em si possa ser bastante acessível, a configuração e metal em que é colocada pode ser mais valiosa do que a própria pedra.
 Eles têm muito boa durabilidade 9 na escala de Mohs e usabilidade. Como safiras negras não são quebradiças, elas não são propensas a quebrar. As safiras pretas são geralmente de cor preta sólida e parecem absorver toda a luz que a toca. Não reflete a luz e não é uma pedra brilhante. Eles são frequentemente facetados ou cortados em cabochão.
Na contra mão dos diamantes, Safiras pretas, são muito acessíveis.

Pedras sintéticas e tratadas
Devido ao alto preço dos diamantes pretos naturais, a maioria dos diamantes pretos no mercado é feita por tratamento térmico de diamantes incolores de baixa qualidade para torná-los pretos. Existem também diamantes pretos sintéticos, que são versões feitas pelo homem. Estes são exatamente parecidas com as pedras naturais.

Às vezes, safiras pretas podem ser tratadas termicamente para melhorar sua cor. Existem também versões sintéticas de safira estrela negra (safira com asterismo), que é uma variedade mais cara de safiras negras.

Outras pedras negras
Pedras tradicionalmente conhecidas por variar de cores de vermelho a violeta também apresentam variações de preto e incluem: fluoritos pretos, jaspe preto, zircônia negra, granadas pretas, espinélio preto, pedras da lua pretas e berilo pretos conhecidas como esmeraldas na forma verde muito escura.

Fonte:

Dia Internacional do Ouro

Dia Internacional do Ouro
Dia do Ouro
Gold International Day
preço do ouro hoje, cotação do ouro hoje, bolsa de são paulo, cotação do dólar
Você sabia que existe um dia dedicado ao ouro?
 O Dia do Ouro é comemorado no dia 7 de Setembro (7.9).
Este é o número atómico do ouro na tabela periódica.
Dia Internacional do Ouro - Gold International Day
Símbolo: Au
Ponto de ebulição: 2 700 °C
Ponto de fusão: 1 064 °C
Massa atômica: 196,96657 u ± 0,000004 u
Densidade relativa: 19,33 g/cm3

O ouro é um elemento químico com o símbolo Au (do latim: aurum) e o número atômico 79, o que o torna um dos elementos de maior número atômico que ocorre naturalmente. Em sua forma mais pura, é um metal brilhante, levemente avermelhado, denso, macio, maleável e dúctil. Quimicamente, o ouro é um metal de transição e um elemento do grupo 11. É um dos elementos químicos menos reativos e é sólido sob condições padrão. O ouro geralmente ocorre na forma elementar livre (nativa), como pepitas ou grãos, nas rochas, nas veias e nos depósitos aluviais. Ocorre em uma série de soluções sólidas com o elemento nativo prata (como electrum) e também naturalmente ligado com cobre e paládio. Menos comumente, ocorre em minerais como compostos de ouro, muitas vezes com telúrio (teluretos de ouro).

O ouro é resistente à maioria dos ácidos, embora se dissolva na água régia, uma mistura de ácido nítrico e ácido clorídrico, que forma um ânion tetracloroáurato solúvel. O ouro é insolúvel em ácido nítrico, que dissolve prata e metais de base, uma propriedade que tem sido usada há muito tempo para refinar ouro e confirmar a presença de ouro em objetos metálicos, dando origem ao termo teste ácido. O ouro também se dissolve em soluções alcalinas de cianeto, que são usadas em mineração e galvanoplastia.
O ouro é atacado e se dissolve em soluções alcalinas de cianeto de potássio ou sódio, formando o cianeto de ouro salino - uma técnica que tem sido usada na extração de ouro metálico de minérios no processo de cianeto. O cianeto de ouro é o eletrólito usado na eletrodeposição comercial de ouro em metais básicos e eletroformação.
O ouro se dissolve em mercúrio, formando ligas de amálgama, mas isso não é uma reação química.

Ouro é um elemento relativamente raro, é um metal precioso que tem sido usado para cunhagem de moedas, jóias e outras artes em toda a história registrada. No passado, um padrão-ouro era frequentemente implementado como uma política monetária, mas as moedas de ouro deixaram de ser cunhadas como moeda circulante nos anos 1930, e o padrão-ouro mundial foi abandonado por um sistema monetário fiduciário após 1976.

O consumo mundial de ouro novo produzido é usado em cerca de 50% para jóias, 40% é usado para investimentos e 10% é usado na indústria. A alta maleabilidade do ouro, a ductilidade, a resistência à corrosão e a maioria das reações químicas e a condutividade da eletricidade levaram à sua utilização contínua em conectores elétricos resistentes à corrosão em todos os tipos de dispositivos computadorizados (seu principal uso industrial). O ouro também é usado em proteção infravermelha, produção de vidro colorido, folhas de ouro e restauração de dentes. Certos sais de ouro ainda são usados ​​como antiinflamatórios na medicina.

Origem do ouro
Teorias de origem celestial
Acredita-se que o ouro tenha sido produzido na nucleossíntese de supernovas, a partir da colisão de estrelas de nêutrons, e de ter estado presente na poeira a partir da qual o Sistema Solar se formou. Como a Terra estava derretida quando foi formada, quase todo o ouro presente na Terra primitiva provavelmente afundou no núcleo planetário. Portanto, acredita-se que a maior parte do ouro que está na crosta e no manto da Terra tenha sido entregue à Terra mais tarde, devido ao impacto de asteróides durante o último bombardeio pesado, cerca de 4 bilhões de anos atrás.

Tradicionalmente, acredita-se que o ouro tenha se formado pelo processo r (captura rápida de nêutrons) na nucleossíntese de supernovas, mas mais recentemente tem sido sugerido que o ouro e outros elementos mais pesados ​​que o ferro também podem ser produzidos em quantidade pelo processo na colisão de estrelas de nêutrons. Em ambos os casos, os espectrômetros por satélite detectaram apenas indiretamente o ouro resultante: "não temos evidências espectroscópicas de que elementos [tais] tenham sido realmente produzidos", escreveu o autor Stephan Rosswog. No entanto, em agosto de 2017, as assinaturas de elementos pesados, incluindo ouro, foram observadas por detectores de ondas gravitacionais e outros observatórios eletromagnéticos no evento de fusão de estrelas de nêutrons GW170817. Modelos astrofísicos atuais sugerem que um único evento de fusão de estrelas de nêutrons gerou entre 3 e 13 massas terrestres de ouro.

O asteróide que formou a cratera Vredefort há 2.020 bilhões de anos atrás é frequentemente creditado com a semeadura da bacia de Witwatersrand na África do Sul com os depósitos de ouro mais ricos da Terra. No entanto, as rochas de ouro de Witwatersrand foram estabelecidas entre 700 e 950 milhões de anos antes do impacto Vredefort. Essas rochas contendo ouro tinham sido cobertas por uma camada espessa de lavas de Ventersdorp e pelo Supergrupo de rochas do Transvaal antes do meteoro ser atingido. O que o impacto Vredefort alcançou, no entanto, foi distorcer a bacia de Witwatersrand de tal forma que as rochas portadoras de ouro foram trazidas para a atual superfície de erosão em Johannesburgo, no Witwatersrand, dentro da borda da cratera original de 300 km de diâmetro pelo ataque do meteoro. A descoberta do depósito em 1886 lançou a Corrida do Ouro de Witwatersrand. Cerca de 22% de todo o ouro que existe hoje na Terra foi extraído dessas rochas de Witwatersrand.

Características do Ouro
dia internacional do ouro - Gold International Day
O ouro é o mais maleável de todos os metais; uma única grama pode ser batida até ser transformada em uma folha de 1 metro quadrado. Uma folha de ouro pode ser batida suficientemente se tornar em uma folha semi-transparente. A luz transmitida aparece em azul esverdeado, porque o ouro reflete fortemente amarelo e vermelho. Essas folhas semi-transparentes também refletem fortemente a luz infravermelha, tornando-as úteis como escudos infravermelhos (calor radiante) em viseiras de roupas resistentes ao calor, e em viseiras para trajes espaciais. O ouro é um bom condutor de calor e eletricidade.

O ouro tem uma densidade de 19,3 g / cm3, quase idêntica à do tungsténio a 19,25 g / cm3; como tal, o tungstênio tem sido usado na falsificação de barras de ouro, por exemplo, plaqueando uma barra de tungstênio com ouro, ou pegando uma barra de ouro existente, furando e substituindo o ouro removido com hastes de tungstênio. Em comparação, a densidade do chumbo é de 11,34 g / cm3 e a do elemento mais denso, o ósmio, é de 22,588 ± 0,015 g / cm3.

Abundância e obtenção em seu estado nativo
Na Terra, o ouro é encontrado em minérios na rocha formada a partir do tempo pré-cambriano.
Por ser relativamente inerte, pode-se encontrá-lo como metal, às vezes como pepitas grandes, mas geralmente se encontra em pequenas inclusões em alguns minerais, como quartzo, rochas metamórficas e depósitos aluviares originados dessas fontes. 
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O ouro está amplamente distribuído, e amiúde encontra-se associado ao quartzo e pirite. É comum como impureza em muito minérios, de onde é extraído como subproduto.
O ouro às vezes ocorre combinado com telúrio (telureto de ouro) como os minerais calaverita, krennerita, nagyagita, petzita e silvanita, e como a rara bernutida maldonita (Au2Bi) e o antimonídeo aurostibito (AuSb2). O ouro também ocorre em ligas raras com cobre, chumbo e mercúrio: os minerais auricuprida (Cu3Au), novodneprite (AuPb3) e weishanite ((Au, Ag) 3Hg2).

O ouro é extraído por um processo denominado lixiviação com cianeto. O uso do cianeto facilita a oxidação do ouro formando-se (CN)22- em dissolução. Para separar o ouro da solução procede-se a redução empregando,por exemplo, o zinco. Tem-se tentado substituir o cianeto por outro ligante devido aos problemas ambientais que gera, porém não são rentáveis ou também são tóxicos.

Pesquisas recentes sugerem que os micróbios podem às vezes desempenhar um papel importante na formação de depósitos de ouro, transportando e precipitando ouro para formar grãos e pepitas que se acumulam nos depósitos aluviais.

Outro estudo recente afirmou que falhas na água evaporam durante um terremoto, depositando ouro. Quando um terremoto atinge, ele se move ao longo de uma falha. A água freqüentemente lubrifica falhas, preenchendo fraturas e movimentos. A cerca de 10 km abaixo da superfície, sob incríveis temperaturas e pressões, a água carrega altas concentrações de dióxido de carbono, sílica e ouro. Durante um terremoto, a corrida falha de repente se abre mais. A água dentro do vazio vaporiza instantaneamente, fazendo o vapor fluir e forçando a sílica, que forma o mineral de quartzo, e o ouro dos fluidos para as superfícies próximas.

Ouro nos oceanos
Nos oceanos do mundo contêm ouro
Espalhado em toda a crosta terrestre numa baixíssima concentração média (5 gramas em 1000 toneladas), e mais baixa ainda nas águas dos oceanos (de 0,1 µg/kg a 2 µg/kg), onde se estima haver bilhões de toneladas de ouro mas de exploração economicamente inviável pelos métodos atuais (um trilhão de litros de água do mar contém 120 kg, ou 1 quilo em mais de 8,3 bilhões de litros, a água consumida por uma cidade como São Paulo em mais de 10 anos). As minas onde o ouro se encontra em teores econômicos têm geralmente acima de 3 gramas por tonelada; se o mesmo teor fosse encontrado no mar, 1 trilhão de litros poderia fornecer 3 mil toneladas de ouro.

As águas profundas do Mediterrâneo contêm concentrações ligeiramente mais altas de ouro (100-150 femtomol / L) atribuídas a poeira e / ou rios soprados pelo vento.

The Ocean Gold Rush
A próxima corrida ao ouro no mundo "The Ocean Gold Rush", já esta acontecendo. Uma das primeiras nações a fazê-la foi a China, cujo já esta a efetua-lo em algumas áreas de Direito Marítimo Internacional, porém já esta a comprar direitos em áreas delimitadas de muitos países pobres asiáticos.

Provas e cores do ouro
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Diferentes cores do ouro em ligas de Ouro - Prata - Cobre
São mundialmente reconhecidas as seguintes provas de ouro: 375, 500, 583, 585, 750, 958, 996, 999,9 (usada na indústria aeroespacial). Encontra-se com maior frequência a mistura (liga) de ouro com o nº 583. As ligas desta prova podem ter diferentes cores, dependendo da quantidade e composição dos metais. Por exemplo, se na liga de ouro da prova nº 583 (58,3% de ouro) contém cerca de 36% de prata e cobre 5,7%. Esta liga tem um tom de cor ligeiramente verde, se for 18,3% de prata e 23,4% de cobre - fica com cor de rosa, se for 8,3% de prata e 33,4% de cobre - uma cor avermelhada. Ouro com a prova nº 958 é de três componentes, para além de ouro contém prata e cobre e é usado, geralmente, para fazer alianças.

Esta liga tem uma cor amarela-forte e é próxima de cor de ouro puro. Na liga nº 750 também existe cobre e prata, mas às vezes podem ser usados paládio, níquel ou zinco. Tem uma cor amarela-esverdeada, também tons avermelhados até a cor branca. Esta liga é facilmente difundida, mas se contém mais de 16% de cobre a cor perde gradualmente o seu brilho. A liga de prova nº 375 normalmente contém: ouro 37,5%, prata 10,0%, cobre 48,7%, paládio 3,8% e é usada para fazer alianças. Também existe uma vasta utilização de "ouro branco", que contém:
a) na liga de ouro de nº 583: prata 23,7-28,7%, paládio 13,0-18% ou níquel 17%, zinco 8,7%, cobre 16%;
b) na liga de ouro nº 750: prata 7,0-15,0%, paládio até 14%, níquel até 4%, zinco até 2,4% ou níquel 7,5-16,5%, zinco 2,0-5,0% e cobre até 15%.

O Ouro na joalheria
Por causa da suavidade do ouro puro (24k), geralmente é ligado com metais básicos para uso em jóias, alterando sua dureza e ductilidade, ponto de fusão, cor e outras propriedades. Ligas com menor quilate, tipicamente 22k, 18k, 14k ou 10k, contêm maiores porcentagens de cobre ou outros metais básicos ou prata ou paládio na liga. O níquel é tóxico e sua liberação do ouro branco de níquel é controlada pela legislação na Europa. As ligas de paládio-ouro são mais caras do que as que usam níquel. As ligas de ouro branco de alto quilate são mais resistentes à corrosão do que a prata pura ou a prata de lei.
aliança de casamento em estilo japones Mokume-gane, gold international day
Mokume-gane
é um procedimento de usinagem japonesa que explora os contrastes da cor do ouro entre as ligas de ouro laminado colorido para produzir efeitos decorativos de grão de madeira.
Mokume-gane se traduz estreitamente em "metal de grão de madeira" ou "metal de olho de madeira" e descreve a maneira como o metal assume a aparência do grão de madeira natural.

Solda de ouro é usada para unir os componentes de jóias de ouro por solda dura de alta temperatura ou brasagem. Se o trabalho deve ser de qualidade de marca, a liga de solda de ouro deve corresponder à fineza (pureza) do trabalho, e as fórmulas de liga são fabricadas para combinar cor de ouro amarelo e branco. Solda de ouro é geralmente feita em pelo menos três faixas de ponto de fusão referidas como Easy, Medium e Hard. Usando a solda de alto ponto de fusão, seguida por soldas com pontos de fusão progressivamente mais baixos, os ourives podem montar itens complexos com várias juntas soldadas separadas. O ouro também pode ser feito em linha e usado em bordados.

O ouro nos eletrônicos
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Apenas 10% do consumo mundial de ouro novo é destinado à indústria, mas, de longe, o uso industrial mais importante para o ouro novo é na fabricação de conectores elétricos livres de corrosão em computadores e outros dispositivos elétricos. Por exemplo, de acordo com o World Gold Council, um telefone celular típico pode conter 50 mg de ouro.

Embora o ouro seja atacado por cloro livre, sua boa condutividade e resistência geral à oxidação e à corrosão em outros ambientes (incluindo a resistência a ácidos não clorados) levaram ao seu uso industrial generalizado na era eletrônica como um revestimento de camada fina em conectores elétricos , garantindo assim boa conexão. Por exemplo, o ouro é usado nos conectores dos cabos eletrônicos mais caros, como cabos de áudio, vídeo e USB. O benefício do uso de ouro sobre outros metais conectores, como estanho nessas aplicações, tem sido debatido; os conectores de ouro são frequentemente criticados por especialistas em audiovisual como desnecessários para a maioria dos consumidores e vistos simplesmente como um truque de marketing. No entanto, o uso de ouro em outras aplicações em contatos eletrônicos deslizantes em atmosferas altamente úmidas ou corrosivas, e em uso para contatos com alto custo de falha (certos computadores, equipamentos de comunicação, espaçonaves, motores a jato) é muito comum.
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Além de deslizar os contatos elétricos, o ouro também é usado em contatos elétricos devido à sua resistência à corrosão, condutividade elétrica, ductilidade e falta de toxicidade. Os contatos de chave geralmente são submetidos a uma tensão de corrosão mais intensa do que os contatos deslizantes. Fios finos de ouro são usados ​​para conectar dispositivos semicondutores às suas caixas por meio de um processo conhecido como ligação de fios.

A concentração de elétrons livres em metal dourado é de 5,91 × 1022 cm3. O ouro é altamente condutor de eletricidade e tem sido usado para fiação elétrica em algumas aplicações de alta energia (somente prata e cobre são mais condutivos por volume, mas o ouro tem a vantagem da resistência à corrosão). Por exemplo, os fios elétricos de ouro foram usados ​​durante alguns dos experimentos atômicos do Projeto Manhattan, mas grandes fios de prata de alta corrente foram usados ​​nos ímãs separadores de isótopo de caldeira no projeto.

Estima-se que 16% do ouro mundial e 22% da prata mundial estejam contidos em tecnologia eletrônica no Japão.

O ouro na Bíblia
O ouro é mencionado freqüentemente no Antigo Testamento, começando com Gênesis 2:11 (em Havilá), a história do Bezerro de Ouro e muitas partes do templo, incluindo a Menorá e o altar de ouro. No Novo Testamento, está incluído nos dons dos magos nos primeiros capítulos de Mateus. O livro de Apocalipse 21:21 descreve a cidade de Nova Jerusalém como tendo ruas "feitas de ouro puro, claro como cristal". Diz-se que a exploração de ouro no canto sudeste do Mar Negro data do tempo de Midas, e esse ouro foi importante no estabelecimento daquela que é provavelmente a mais antiga cunhagem do mundo na Lídia por volta de 610 aC.

O Ouro na cultura popular
Grandes realizações humanas são freqüentemente recompensadas com ouro, na forma de medalhas de ouro, troféus de ouro e outras decorações. Vencedores de eventos esportivos e outras competições classificadas geralmente recebem uma medalha de ouro. Muitos prêmios como o Prêmio Nobel também são feitos de ouro.
Outras estátuas e prêmios são representados em ouro ou banhados a ouro (como o Oscar, o Globos de Ouro, o Emmy Awards, o Palme d'Or e o British Academy Film Awards).

Aristóteles, em sua ética, usou o simbolismo do ouro ao se referir ao que hoje é conhecido como a média dourada. Da mesma forma, o ouro está associado a princípios perfeitos ou divinos, como no caso da proporção áurea e da regra de ouro.

O ouro está ainda associado à sabedoria do envelhecimento e da fruição. O quinquagésimo aniversário de casamento é de ouro. Os últimos anos mais valorizados ou mais bem-sucedidos de uma pessoa são às vezes considerados "anos dourados". Os anos mais prósperos de uma nação ou uma civilização é referida como uma idade de ouro.

Em algumas formas de cristianismo e judaísmo, o ouro tem sido associado tanto à santidade quanto ao mal. No Livro do Êxodo, o Bezerro de Ouro é um símbolo de idolatria, enquanto no Livro de Gênesis, Abraão foi dito ser rico em ouro e prata, e Moisés foi instruído a cobrir o propiciatório da Arca da Aliança com puro ouro. Na iconografia bizantina, os halos de Cristo, Maria e os santos cristãos são freqüentemente dourados.

Segundo Cristóvão Colombo, aqueles que possuíam algo de ouro possuíam algo de grande valor na Terra e uma substância que até mesmo ajuda as almas ao paraíso.
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Alianças de casamento são feitas de ouro, pois é duradouro e não é afetado pela passagem do tempo e pode ajudar no simbolismo do anel de votos eternos diante de Deus e da perfeição que o casamento significa. Nas cerimônias de casamento cristãs ortodoxas, o casal é adornado com uma coroa de ouro durante a cerimônia, uma fusão de ritos simbólicos.
cartão ouro
Cartões de crédito ou cartões de fidelidade de clientes são descritos como "cartão ouro" ou "gold card", são alguns de outros exemplos.

Mitologia e lendas
Midas é um personagem da mitologia grega e foi Rei de uma região cujo nome era Frígia.
O principal mito atribuído a Midas, o de transformar em ouro tudo o que tocava, adquiriu um caráter simbólico e metafórico na sociedade contemporânea, sendo facilmente compreensíveis na nossa cultura analogias simbólicas como a de um “complexo de Midas”, ou atribui-se que um indivíduo que possui o "toque de Midas" é aquele que têm a capacidade de fazer algo prosperar, que multiplica os lucros.
dia internacional do ouro
A principal história ligado ao ouro no Brasil é A Mãe de Ouro, veja mais sobre ela clicando no link a seguir:

dia internacional do ouro
A maior peça em ouro do mundo é o Buda de Ouro de Wat Traimit na Tailândia e pesa nada mais nada menos do que 5 toneladas de ouro puro, veja:

Usos medicinais do ouro
Compostos metálicos de ouro são usados ​​há muito tempo para fins medicinais. O ouro, geralmente como o metal, é talvez o remédio mais antigo administrado (aparentemente pelos praticantes xamânicos) e conhecido pelos dioscórides. Nos tempos medievais, o ouro era muitas vezes visto como benéfico para a saúde, na crença de que algo tão raro e belo não poderia ser nada mais do que saudável. Até mesmo alguns esoteristas modernos e formas de medicina alternativa atribuem ao ouro metálico um poder de cura.

No século XIX, o ouro tinha a reputação de "nervine", uma terapia para distúrbios nervosos. Depressão, epilepsia, enxaqueca e problemas glandulares, como amenorréia e impotência, foram tratados e, principalmente, o alcoolismo (Keeley, 1897).

O aparente paradoxo da toxicologia real da substância sugere a possibilidade de sérias lacunas na compreensão da ação do ouro na fisiologia. Apenas os sais e radioisótopos de ouro são de valor farmacológico, uma vez que o ouro elementar (metálico) é inerte a todos os produtos químicos encontrados no corpo (ou seja, o ouro ingerido não pode ser atacado pelo ácido gástrico). Alguns sais de ouro têm propriedades anti-inflamatórias e, atualmente, dois ainda são usados ​​como produtos farmacêuticos no tratamento de artrite e outras condições semelhantes nos EUA (aurotiomalato de sódio e auranofina). Essas drogas foram exploradas como um meio de ajudar a reduzir a dor e o inchaço da artrite reumatóide, e também (historicamente) contra a tuberculose e alguns parasitas.

As ligas de ouro são usadas na odontologia restauradora, especialmente em restaurações dentárias, como coroas e pontes permanentes. A ligeira maleabilidade das ligas de ouro facilita a criação de uma superfície de acoplamento molar superior com outros dentes e produz resultados geralmente mais satisfatórios do que os produzidos pela criação de coroas de porcelana. O uso de coroas de ouro em dentes mais proeminentes, como os incisivos, é favorecido em algumas culturas e desencorajado em outras.

Soluções de cloreto de ouro (ácido cloruráico) são usadas para fazer ouro coloidal por redução com citrato ou íons ascorbato. O cloreto de ouro e o óxido de ouro são usados ​​para produzir cristais ou vidros vermelhos, que, como as suspensões de ouro coloidal, contêm nanopartículas esféricas de ouro de tamanho uniforme.
Preparações de ouro coloidal (suspensões de nanopartículas de ouro) em água são intensamente vermelhas, e podem ser feitas com tamanhos de partículas rigidamente controlados até algumas dezenas de nanômetros através da redução do cloreto de ouro com citrato ou íons ascorbato. 
Ouro coloidal é usado em aplicações de pesquisa em medicina, biologia e ciência dos materiais. A técnica de rotulagem imunogold explora a capacidade das partículas de ouro para adsorver moléculas de proteína em suas superfícies. Partículas de ouro coloidal revestidas com anticorpos específicos podem ser usadas como sondas para a presença e posição de antígenos nas superfícies das células.  Em seções ultra-finas de tecidos vistos por microscopia eletrônica, os rótulos de imunogold aparecem como pontos redondos extremamente densos na posição do antígeno.

Ouro, ou ligas de ouro e paládio, são aplicados como revestimento condutivo a espécimes biológicos e outros materiais não condutores, como plásticos e vidro, para serem vistos em um microscópio eletrônico de varredura. O revestimento, que geralmente é aplicado por pulverização catódica com plasma de argônio, tem um papel triplo nesta aplicação. A condutividade elétrica muito alta do ouro drena a carga elétrica para a Terra, e sua densidade muito alta fornece energia de parada para os elétrons no feixe de elétrons, ajudando a limitar a profundidade na qual o feixe de elétrons penetra no corpo de prova. Isso melhora a definição da posição e topografia da superfície da amostra e aumenta a resolução espacial da imagem. O ouro também produz um alto débito de elétrons secundários quando irradiado por um feixe de elétrons, e esses elétrons de baixa energia são a fonte de sinal mais comumente usada no microscópio eletrônico de varredura.

O isótopo de ouro-198 (meia-vida de 2,7 dias) é usado, em medicina nuclear, em alguns tratamentos de câncer e para o tratamento de outras doenças.

O ouro na cozinha
O ouro pode ser usado em alimentos e tem o número E 175. Em 2016, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos publicou um parecer sobre a reavaliação do ouro como aditivo alimentar. As preocupações incluíam a possível presença de quantidades mínimas de nanopartículas de ouro no aditivo alimentar e que as nanopartículas de ouro mostraram ser genotóxicas em células de mamíferos in vitro.
Folha de ouro, floco ou pó são amplamente usados em alguns alimentos gourmet, especialmente doces e bebidas como ingrediente decorativo. O floco de ouro era usado pela nobreza na Europa medieval como decoração em alimentos e bebidas, na forma de folhas, flocos ou pó, tanto para demonstrar a riqueza do hospedeiro quanto na crença de que algo valioso e raro deveria ser benéfico para a saúde.
Danziger Goldwasser (em alemão: Gold gold of Danzig) ou Goldwasser (em inglês: Goldwater) é um licor de ervas tradicional alemão produzido no que hoje é Gdańsk, na Polônia, e Schwabach, na Alemanha, e contém flocos de folhas de ouro. Há também alguns coquetéis caros que contêm flocos de folhas de ouro. No entanto, como o ouro metálico é inerte a toda a química do corpo, ele não tem sabor, não fornece nutrição e deixa o corpo inalterado.
Vark é uma folha composta de um metal puro que às vezes é ouro, e é usado para enfeitar doces na culinária do sul da Ásia.

Conheça outras bebidas que contém ouro:

Ouro na alta tecnologia
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Espelho do Telescópio Espacial James Webb revestido em ouro para refletir a luz infravermelha
O ouro produz uma cor vermelha profunda e intensa quando usado como corante em vidro de amora.
Na fotografia, os toners dourados são usados ​​para mudar a cor das impressões em preto-e-branco com brometo de prata para tons marrons ou azuis, ou para aumentar sua estabilidade. Usado em impressões em sépia, os toners dourados produzem tons vermelhos. A Kodak publicou fórmulas para vários tipos de toners de ouro, que usam ouro como cloreto.
O ouro é um bom refletor de radiação eletromagnética, como luz infravermelha e visível, bem como ondas de rádio. Ele é usado para revestimentos de proteção em muitos satélites artificiais, em placas de proteção de infravermelho em roupas de proteção térmica e capacetes de astronautas, e em aviões de guerra eletrônica como o EA-6B Prowler.
O ouro é usado como camada reflexiva em alguns CDs de última geração.
Automóveis podem usar ouro para blindagem térmica. A McLaren usa folha de ouro no compartimento do motor do seu modelo da F1.
O ouro pode ser fabricado tão fino que parece semitransparente. Ele é usado em algumas janelas de cockpit de aeronaves para degelo ou anti-gelo, passando eletricidade através dele. O calor produzido pela resistência do ouro é suficiente para impedir a formação de gelo.

Toxicidade do ouro
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O ouro metálico (elementar) puro é não-tóxico e não irritante quando ingerido e às vezes é usado como decoração de alimentos na forma de folhas de ouro. O ouro metálico também é um componente das bebidas alcoólicas Goldschläger, Gold Strike e Goldwasser. O ouro metálico é aprovado como aditivo alimentar na UE (E175 no Codex Alimentarius). Embora o ião de ouro seja tóxico, a aceitação do ouro metálico como aditivo alimentar deve-se à sua relativa inércia química e à resistência à corrosão ou à transformação em sais solúveis (compostos de ouro) por qualquer processo químico conhecido que seja encontrado no corpo do ser humano.

Os compostos solúveis (sais de ouro), como o cloreto de ouro, são tóxicos para o fígado e os rins. Os sais comuns de cianeto de ouro, como o cianeto de potássio e ouro, usados ​​em galvanoplastia de ouro, são tóxicos em virtude de seu teor de cianeto e ouro. Há casos raros de envenenamento letal por ouro a partir de cianeto de ouro e potássio. A toxicidade do ouro pode ser melhorada com terapia de quelação com um agente tal como o dimercaprol.

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O metal dourado foi eleito o Allergen of the Year em 2001 pela American Contact Dermatitis Society, alergias de contato com ouro afetam principalmente as mulheres. Apesar disso, o ouro é um alérgeno de contato relativamente não potente, em comparação com metais como o níquel.
Geralmente uma alergia a uma aliança não se trata de uma alergia ao ouro mas sim de uma alergia de algum outro metal contido na liga de ouro desta aliança.

Uma amostra do fungo Aspergillus niger foi encontrada crescendo a partir da solução de mineração de ouro, e verificou-se conter complexos de ciano-metal; como ouro, prata, cobre e zinco. O fungo também desempenha um papel na solubilização de sulfetos de metais pesados.

7 de setembro
FELIZ DIA DO OURO
international gold day´s
Dia Internacional do Ouro

Transmutação do Ouro
Transmutar ouro, ou seja, transformar metais de baixo valor, como o chumbo, em ouro.
Sobre a transmutação do ouro vamos falar em outro artigo, mas já é possível, então fique atento aos nossos artigos para saber mais sobre isto.

Fontes: