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Como distinguir o ouro do latão

Aprendendo as diferenças metálicas entre o ouro e o latão
Tanto o ouro como o latão são metais brilhantes e amarelados.
Distinguir entre eles pode ser difícil para algumas pessoas sem experiência. Felizmente, existem algumas formas de diferenciá-los. Se você souber o que procurar, normalmente encontrará sinais que facilitarão a identificação. Também é possível testar as propriedades físicas e químicas do metal para determinar se ele é ouro ou latão.
laser diodo
Peças de latão usadas nos eletrônicos
Na sucata eletrônica algumas peças são confundidas como sendo de ouro mas não são. Geralmente no bloco de alojamento de laser de diodo são de latão, eles são encontrados sobretudo nos leitores de disco CD dos computadores e nos eletrônicos. Algumas placas de telefones celulares principalmente do tipo flip há um barramento em latão que muitos pensam se tratar de ouro, mas não são, pinos e peças de contatos são de latão, sendo que alguns são revestidos com uma fina camada de ouro que melhoram as passagens de dados ou energia.
pêndulo de latão com câmara para adicionar o que se quer detectar
Também os pêndulos para detectar ouro são feitos a partir de latão, os melhores são da liga Aich, já na maioria dos pêndulos não se conhecem as ligas.

O latão é o metal amarelo mais confundido com o ouro.
Latão é uma liga metálica de cobre e zinco com percentagens deste último entre 3% a 45%, dependendo do tipo de latão.

Como diferenciar o ouro e o latão
Observando propriedades físicas
Observe a cor:
Embora o latão e o ouro possuam cores semelhantes, o ouro é mais brilhante e amarelo. A cor do latão é mais opaca, e o amarelo não é tão vibrante como o do ouro puro. No entanto, se o ouro for misturado com outros metais, esse método pode ser menos eficaz.

Toque o metal com um ímã:
Ao contrário do latão, o ouro não interagirá com um ímã. Aproxime o ímã ao metal e observe se ele o atrai. Se atrair, o metal é latão, se não, é ouro.

Arranhe o metal em uma superfície de cerâmica:
O ouro é um metal bastante macio. Quando arranhado em uma superfície de cerâmica, ele deixará um rastro dourado. Em contrapartida, o latão é mais duro e deixará um rastro preto. Basta pressionar o metal em uma superfície de cerâmica não polida e arrastá-lo.

Teste a densidade do metal:
A forma mais precisa de testar a densidade do metal é medir o volume e a massa, e em seguida calcular a densidade matematicamente. Felizmente, há um método mais rápido e fácil. Basta jogar o metal para cima e deixá-lo cair (ou simplesmente levantá-lo e abaixá-lo rapidamente sem tirá-lo da mão). Como o ouro é mais denso que o latão, ele parecerá mais pesado do que o esperado. O latão parecerá mais leve, pois sua densidade é menor.

Identificando peças de jóias ou barras de ouro falsas
Procure pela contagem de quilates:
O quilate é uma medida utilizada para designar a pureza do ouro. Uma proporção maior de ouro em relação a outros metais equivale a uma contagem maior de quilates. O ouro puro equivale a 24 quilates. Uma peça de latão não possuirá uma marca com a contagem de quilates. A contagem normalmente é encontrada em um lugar discreto, como na parte de baixo ou por dentro do item, embora isso possa variar.

Procure pela palavra “latão”:
Embora não possua uma contagem de quilates, o latão às vezes é marcado. Muitos itens feitos do metal possuem a palavra “latão” escrita em alguma parte. A palavra normalmente é estampada ou gravada quando o metal é forjado. Assim como no caso da contagem de quilates, a localização variará, mas a palavra normalmente se encontra na parte de dentro ou de baixo do objeto.

Descubra o preço do metal:
Se você souber o preço do metal, será fácil distinguir entre o ouro e o latão. O ouro pode ser bastante caro, dependendo de sua pureza. O latão é relativamente mais barato comparado a metais preciosos como o ouro e a prata.

Testando propriedades químicas
Procure por áreas enferrujadas:
Um dos aspectos mais apreciados do ouro é o fato de que não enferruja. No entanto, o latão reage ao oxigênio no ambiente. Essa reação é denominada oxidação e dará um aspecto enferrujado e descolorado ao metal. Caso observe áreas oxidadas, o metal é de latão. Porém, a ausência da oxidação não serve como confirmação de que a peça é de ouro.

Teste uma área discreta:
Ao fazer um teste das propriedades químicas de uma peça de metal, escolha uma área que não seja muito visível. Isso evitará que o objeto seja arruinado. Procure por alguma borda com uma parte escondida, ou algum local do metal que permaneça coberto ou invisível.

Aplique ácido ao metal:
Aplique ácido concentrado no metal. Ao contrário do ouro, o latão reagirá ao ácido. Caso observe bolhas ou descoloração no local onde o ácido foi aplicado, a peça é de latão. Se não houver mudança após a aplicação, a peça é de ouro.

ATENÇÃO:
Os ácidos são corrosivos e tóxicos, use sempre equipamentos de proteção e manuseie longe de crianças e animais.
A aplicação do ácido a um objeto valioso pode diminuir seu valor.

Tipos de latão que são confundidos com o ouro
Liga de Aich:
Usado em atmosfera marinha e em muitos dos eletrônicos devido a sua resistência a corrosão, dureza e tenacidade.
Latão de príncipe Rupert.
É um tipo de latão alfa contendo 75% de Cobre e 25% de zinco. Devido a sua bela cor amarela característica, é utilizado em bijuterias como imitação de ouro.
Latão aluminado: 
Contém alumínio, o que aumenta sua resistência a corrosão. É usado para serviço em atmosferas marinhas e também em moedas (também conhecido como ouro nórdico).
Latão para cartuchos:
botão de cartucho de latão para controlador de playstation
É um latão com 30% de zinco com boas propriedades para trabalho a frio. Utilizado para cartuchos de munição de armas de fogo.

Pedras parideiras um raro fenômeno geológico

Alguma vez você já ouviu falar que uma pedra pare, sim, que uma rocha tem filhos, ou seja pedrinhas?
Pedras parideiras um raro fenômeno geológico
Pois bem, isto existe,este é um fenômeno muito raro, sendo que só acontece em dois locais no planeta e em poucas matrizes de rocha.
Os dois únicos locais no mundo agraciados com estes fenômenos estão situadas na Serra da Freita em Portugal e na Rússia, perto de S. Petersburgo.

A afirmação da existência de Pedras Parideiras noutras latitudes até agora não são comprovadas.

Pedras parideiras, a pedra que pare pedras.
Pedras parideiras um raro fenômeno geológico
Pedras Parideiras é um fenómeno geológico raro, sendo elas um tipo de pedras que brotam de uma rocha-mãe, um bloco nodular de origem granítica, daí serem chamadas Parideiras. Os nódulos de 1 a 12 cm de diâmetro com formas discóides e biconvexas são compostos pelos mesmos elementos mineralógica do granito, a camada externa é composta por biotite e a interna possui um núcleo de quartzo e feldspato potássico. Estes nódulos ao se desincrustarem dos núcleos da rocha-mãe por termoclastia/crioclastia deixam uma camada externa em baixo relevo nos núcleos da rocha-mãe e espalham-se à volta desta.
amuleto da fertilidade
As Pedras Parideiras simbolizam a fertilidade na tradição ancestral da região, esta tradição está ainda presente nas populações locais. Acredita-se que dormir com uma pedra parideira debaixo da almofada aumenta a fertilidade.
mother nodule stone, a rare geological phenomenon
São um fenómeno raro no Planeta Terra, este sendo o motivo para que se pede aos visitantes destes locais que não recolham pedras para uso como amuleto pessoal ou para coleção de minerais. Por estes motivos o local é vedado e as visitas são acompanhadas.
mother nodule stone, a rare geological phenomenon

Pedras parideiras um raro fenômeno geológico
Este fenômeno raro ocorre no meio dos xistos metamórficos num pequeno afloramento de granito (alguns autores consideram como sendo um quartzodiorito) constituído por oligoclase, quartzo, moscovite, biotite e um pouco de albite.
queda de água do rio Caima, Frecha da Mizela, Arouca, Portugal
A queda Frecha da Mizarela, com cerca de 75 metros de altura situa-se no contacto desta rocha com os xistos metamórficos (com grandes cristais de estaurolite).
location of a rare phenomenum
O geossítio, “Pedras Parideiras”,  corresponde a um pequeno corpo granítico, com a área aproximada de 1 km2, com idade estimada de 313-320 Ma e contemporâneo do Granito da Serra da Freita, sendo geologicamente conhecido por Granito nodular da Castanheira, nome que lhe advém da sua proximidade à aldeia da Castanheira e à sua textura nodular. Este corpo granítico é diferenciável dos restantes pela presença de nódulos, que lhe conferem características únicas em Portugal e no mundo. Os nódulos possuem uma dimensão variável entre 1 e 12 cm e são constituídos externamente por uma capa de biotite e internamente por um núcleo quarzto-feldspático, apresentando-se fortemente achatados, com uma distribuição diferenciada e orientação bem determinada no seio do corpo granítico.
mother nodule stone, a rare geological phenomenon
O granito (quartzodiorito) apresenta uma particularidade notável e única em granitóides portugueses, ou seja abundantes nódulos de biotite que lembram medalhões. Esses nódulos destacam-se facilmente da rocha deixando nela o seu molde côncavo forrado pela biotite. Em geral, os nódulos apresentam contorno equatorial circular a secção biconvexa. As suas dimensões são variáveis. Aparecem ora separadas uns dos outros ora bastante concentradas na rocha. De um modo geral constam de um núcleo quartzo-feldspático de albite-oligoclase, sendo o quartzo em geral, mais abundante que o feldspato. Este núcleo é envolvido por capas concêntricas.

Como acontece a libertação dos nódulos da rocha mãe?
A explicação para este fenômeno segundo José  Lobo e Bruno Novo, do Visionarium, a termoclastia constitui um tipo de agente de meteorização, provocada pela variabilidade da temperatura na superfície dos materiais rochosos, provocando uma variação no volume.
explicação do fenômeno de parir pedras
Os encraves dilatam-se, como reacção a temperaturas elevadas, e contraem-se por reacção ao arrefecimento. Como as rochas são em geral agregados poliminerálicos, e devido ao facto de cada mineral apresentar diferentes valores de coeficiente de dilatação, surgem diferentes velocidades de expansão e contracção. As partes mais externas das rochas, sujeitas a fortes amplitudes térmicas diurnas vão-se fracturando.

A desagregação pela gelivação é das mais eficazes em termos de fracturação, embora seja um mecanismo de carácter sazonal e que ocorre, predominantemente, em zonas de alta montanha. Este agente, contribui activamente para o “parir” do nódulo de biotite. A água contida nas fracturas, quando a temperatura é menor que 0ºC, começa a gelar na parte mais superficial. À medida que a temperatura exterior baixa, as cunhas de gelo vão crescendo no interior das fracturas. A água ao congelar, aumenta de volume (cerca de 10%), exercendo consequentemente, uma grande pressão, no interior dessas fracturas, provocando o seu alargamento e prolongamento. Logo, promove a desagregação das rochas, e o consequente “parir” do encrave biotítico.
mother nodule stone, a rare geological phenomenon

As Pedras Parideiras, paulatinamente afloram à superfície da rocha, desprendem-se e vão-se acumulando no solo. Por isso, os camponeses da região chamam à rocha “a pedra que pare pedra”, isto é, a rocha que produz uma outra rocha.

Fontes e fotos:
http://geomuseu.ist.utl.pt

Marcação de visitas ao Centro de Interpretação Casa das Pedras Parideiras:
http://aroucageopark.pt

Mica, pirita vs ouro

Conheça as diferenças da Mica, da Pirita e do Ouro
diferenças da Mica, da Pirita e do Ouro

Mica
Quase todos de nós sabemos de alguma história sobre pessoas que foram enganadas ao pensar que mica era ouro, ou então que uma pedra de pirita se tratava de uma pepita de ouro.
Normalmente, elas olhavam para a bateia de ouro no rio e viam as areias brilhando ao sol parecendo muito com o que de fato foram à procura, ou seja, ouro.
É divertido ver uma bateia de ouro e tentar manter a mica enquanto lava os materiais leves. É tão leve e abundante que as pessoas que nadam em um lago podem sair com sua pele e cabelos salpicados de milhares de minúsculos flocos dourados brilhantes de mica.
Mica pode ser muito prevalente onde as rochas circundantes são de granito, porque o granito pode conter mica. Onde o leito rochoso é exposto, você pode encontrar mica em todos os riachos e rios que encontrar.
Mica há em muitas variedade de cores, incluindo preto, branco, marrom, amarelo, verde e vermelho. A cor da mica é, em parte, resultado do seu teor de ferro.
O magma rico em ferro e a rocha vulcânica influenciam a formação de micas de coloração escura que vão do marrom-amarronzado a uma variedade marrom-escura profunda conhecida como mica muscovita.
Enquanto pedaços maiores de mica mostram uma cor distinta, quando ela (facilmente) é moída em minúsculos pedaços, a maior parte da cor é perdida e tudo tende a adotar uma cor marrom-amarelada.
Geralmente próximos de antigas minas de mica,n os rejeitos podem conter blocos de mica e quartzo do tamanho de um punho a peças enormes que uma pessoa teria dificuldade em pegar.
Mica é formada em camadas muito mais finas do que uma folha de papel e estas são empilhadas uma em cima da outra, se comparando como um "livro" de folhas finas. Nos últimos anos, grandes livros de mica foram cuidadosamente descolados em camadas finas com cerca de 6 mm de espessura e usadas como janelas à prova de fogo em fogões a lenha e isoladores elétricos. Hoje em dia, a mica é usada às vezes em fios de aquecimento ou em torradeiras.
Embora você possa dobrar folhas finas de mica, quando submetido aos efeitos de moagem do cascalho do rio, os "livros" são gastos nas bordas produzindo pequenos flocos muito finos.
A ação capilar vai puxar água para os espaços microscópicos entre as folhas, e isso aumenta a refletividade da mica e muitas vezes cria uma tonalidade amarela iridescente perolada.

Mica é milhares de vezes mais abundante que ouro.
Se você suspeitar que a maioria das coisas amarelas em sua bateia é mica, você pode estar correto.
Porém, Mica é 5 vezes mais leve que o ouro. É muito fácil de mexer na areia e no cascalho. Será um dos primeiros e mais fáceis materiais a serem retirados quando saõ garimpados em uma bateia.
No entanto, alguns pequenos flocos provavelmente ficarão para trás, alguns flocos podem permanecer na bateia levando-o a iludir que se trata de ouro.
A mica é flexível, mas também tem uma natureza um tanto frágil. Portanto, um teste é cutucá-lo com um alfinete. Se for mica ele se partirá em flocos ainda menores, mas se for ouro vai se amassar ou se espalhar como um chumbo macio.
A mica mudará de cor quando você inclinar a bateia. Segure a bateia de um jeito, a mica poderá ter uma maravilhosa cor dourada, mas quando você inclinar a bateia para outro lado a maior parte da "cor dourada" desaparece.
A mica reúne a cor da luz refletida muito mais dramaticamente que o ouro, mas perderá sua cor quando os flocos forem inclinados em outra direção.
Flocos de ouro parecem "brilhar" e manterão esse brilho, não importando o quanto a bateia esteja inclinada. Se a cor dourada desaparecer quando você inclina a bateia, ela provavelmente não é ouro.

Cuidado ao pensar que é mica na superfície da água, mas algumas pessoas dizem que a flor de ouro flutua na superfície, use uma gota de sabão de lavar louça líquido, para quebrar a tensão superficial geralmente dura água.

A confusão com a mica e o ouro é devido ao fato de que, quando se raspa o topo de uma linha de mica, você obterá um pouco de ouro, mas isso se deve à forma dos flocos que criam um efeito de riffle e prendem o ouro quando ele desce o rio.

Mica na areia do mar
 Se você olhar de perto ao longo da costa, poderá ver flocos de mica em uma fina linha amarela na areia, bem dentro da borda da linha de água. Eles tenderão a vagar de um lado para o outro sempre tão ligeiramente coincidente com as ondulações que chegam à costa. Ouro, claro, não vai fazer isso.

Pirita o ouro de tolo
O ouro de tolo é uma mistura de ferro e enxofre conhecida como pirita de ferro ou, simplesmente, pirita.

A pirita pode fazer seu coração pular de alegria enquanto você garimpa uma bateia e pega aqueles 8 ou 10 "pedaços de pepita", mas depois quando você for mostrar para alguém que realmente conhece ouro nativo, ou então você vai fazer o teste ou for vender o seu coração vai reiniciar em modo normal ou então vai quase parar com o desgosto em ter encontrado um mineral que não o tão sonhado ouro.

Se você adicionar um pouco de arsênico, o resultado é arsenopirita.
Se riscado, cheira a alho.
Adicionar cobre em vez de arsênico, e se torna pirita de cobre conhecida como calcopirita.
chalcopyrite
Calcopirita

Acredita-se que a pirita é produzida pela ação da água vulcânica rica em enxofre em contato com rochas vulcânicas ricas em ferro. Sob condições ideais, a pirita de ferro formará cubos, às vezes com cantos achatados e faces brilhantes como espelhos. O minério de ouro pode ser associado à arsenopirita, mas nem sempre. Arsenopirita no filão, forma-se em lâminas achatadas levemente sulcadas que têm uma aparência cromada.

A pirite é muito comum, geralmente na forma "não-cristalina" massiva, à medida que veios e cordões são entrelaçados na rocha. Os cubos são mais raros, e os maiores são geralmente menores que 1/4 "de diâmetro.
Exposta ao meio ambiente, a pirita começa a oxidar, formando uma mancha que começa como um amarelo pálido variável, progride para um amarelo profundo e finalmente amadurece em uma cor marrom profunda.
Grandes veios de pirita de ferro "maciça" (não cristalina) são igualmente suscetíveis ao desenvolvimento de uma camada de óxido que imita o ouro.

A arsenopirita parece muito mais resistente ao embaciamento e, mesmo quando moída em pedacinhos no cascalho, tende a manter sua cor prata-cromo brilhante.
Calcopirita tende a manchar com um tom esverdeado, às vezes um vermelho-marrom sem brilho.

Como saber a diferença entre mica, pirita e ouro
native gold nuggets
Foto do site geology.com
1) Pirita de ferro oxidada a uma rica cor amarela tem sido confundida com ouro por milhares de anos, daí o apelido de "tolos de ouro". Embora algumas piritas que combinavam bem com ouro de 22 quilates, a maioria das piritas manchadas de amarelo está mais próxima do ouro de 10-12 quilates, que é visivelmente mais claro (mais branco prateado) do que ouro puro.
2) Embora a pirita tenha um alto teor de ferro e seja surpreendentemente pesada pelo seu tamanho, ela é mais leve que 1/4 do peso do ouro.
3) A pirita é frágil e quebradiça e, se for golpeada com uma ferramenta pontiaguda, quebrará em vários tamanhos de fragmentos de cor prata. Por causa de sua natureza macia e maleável, o ouro não se despedaçará, e essa é uma das melhores maneiras de distinguir entre esses dois materiais no campo.
4) O brilho dourado da pirita é apenas um efeito de superfície. Se você raspar a pirita manchada ou esfregá-la com uma pedra, a abrasão revelará uma pirita prateada que lhe dirá que não é ouro.
5) Se você esfregar ouro contra uma pedra, o ouro deixará estrias amarelas na rocha, enquanto a pirita deixará um risco (raia) cinza-prata opaca.
6) Se você não tiver certeza, use uma lupa e um alfinete para ajudá-lo a distinguir entre ouro e mica.
7) A pirita também se transforma rapidamente em fumos e um pó de ferrugem quando aquecido com o maçarico, enquanto outros compostos de ferro de cor dourada perdem rapidamente aquele brilho dourado se similarmente aquecidos.
8) Pirita perde o brilho na sombra emquanto o ouro permanecerá de um amarelo opaco.

Se depois de tudo isto ainda tiver dúvidas, pode fazer o teste de densidade por gravidade específica, veja como no link a seguir:
http://www.oficina70.com/2017/10/como-identificar-um-mineral-por.html
O ouro tem uma gravidade relativa de 19,3.

Nota:
Nos rejeitos de minas de micas e de piritas antigas ainda podem haver ouro, pois antigamente o método de recuperação não valia a pena, mas hoje em dia com a escalada do preço e da procura do ouro, pode ser que vala a pena recuperar o ouro destes rejeitos.
Um método bem simples e moer parte dos rejeitos e adicionar água e deixe assentar. Demora um pouco, mas acabará com umas 3 camadas e água limpa. A camada superior sera o lodo meio bronzeado claro, a segunda camada sera avermelhada e um pouco como areia preta e a terceira camada se houver vestígios de ouro nestes rejeitos de minas antigas sera dourada contendo partículas de ouro.

No mais...
Gold is good.

Fonte:

Como identificar pedras de sílex e de obsidiana

Muitas das vezes o Sílex é confundido com a Obsidiana, e por menos vezes, o contrário, dai ter a atenção em fazer testes de dureza e ou densidade com ambas, isto para as pessoas que não as conhecem.

Ambas foram usadas em períodos pré-históricos, devido a sua dureza e ao seu fio de corte.
Ambas são constituídas quase integralmente de 70% ou mais de sílica (SiO2 - dióxido de silício) na sua composição química.

Sílex
Uma amostra de sílex com uma camada de marga calcária
Uma amostra de sílex com (patine) uma camada de marga calcária

Sílex é uma rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada. Apresenta-se geralmente compacta, de cor branco, preto, cinza, castanho-avermelhado ou azul escuro. Com fratura conchoidal. Ocorre sob a forma de nódulos ou massas em formações de giz ou calcário. Pode apresentar várias impurezas como argilas, carbonato, silte, pirita e matéria orgânica.

Pela perda de água vai se transformando parcialmente em opala amorfa e, no final, em calcedônia finamente cristalina. Frequentemente são encontrados com inclusão de vários tipos de matérias orgânicas como restos de organismos fósseis.

Elas são encontradas em muitos lugares do mundo. Alguns dos lugares mais comuns para encontrá-las são perto de leitos de rios, nas margens de lagos e em terrenos que já foram cobertos pela água.

Procure por rochas que tenham uma aparência robusta como a pirita ou rochas que tenham lados bem lisos. Procure pedregulhos grandes ou rochas com resíduos de giz. Como a pedra de sílex é um certo tipo de giz, esses são os melhores lugares para procurá-la.

Às vezes, as suas bordas podem estar lascadas o que por sorte indicaria que já foi usada como ferramenta num período pré-histórico.

Para ter certeza de que se trata de uma pedra de sílex, pegue uma faca de aço ou de ferro e golpeie a pedra. Se soltar faíscas depois de várias tentativas, então se trata de uma sílex.

Ao colidir a sua pedra de sílex com um metal, certifique-se de que a pedra esteja seca, pois uma pedra úmida não pode produzir faíscas. Porém se tiver outra pedra de sílex, então colida uma contra a outra e mesma húmidas elas irão produzir faíscas.

Use uma faca de aço carbono ou ferro com a sílex; uma faca de material inoxidável não vai funcionar.

Quando estiver procurando pedras de sílex, CUIDADO pois as bordas afiadas das pedras podem te cortar.

flint
Fragmentos de Sílex
SISTEMA CRISTALINO: Trigonal / Amorfo.
PRINCÍPIO DE FORMAÇÃO: Secundária.
FRATURA: Conchoidal.
CLASSE MINERAL:  Variedade criptocristalina do quartzo. Silicatos.
FÓRMULA QUÍMICA, ELEMENTOS MINERAIS: SiO2.
DENSIDADE: 2,6
DUREZA: 3, 5 - 4 na escala de Mohs.

Obsidiana
Obsidian
Uma amostra de obsidiana com sua aparência de vidro e bordas afiadas.
A obsidiana é classificada como um mineralóide por não ser cristalina, já que ter estrutura cristalina é condição necessária para que um material geológico de ocorrência natural possa ser considerado um mineral.
Obsidiana é uma rocha ígnea extrusiva constituída quase integralmente por um tipo de vidro vulcânico.
Forma-se quando uma lava de composição félsica e baixo teor em água (menos que 2-3% mássicos) arrefece rapidamente sem permitir a formação de cristais em quantidade substancial. Apesar do rápido arrefecimento ser necessário, a vitrificação ocorre essencialmente porque a riqueza em silicato das lavas félsicas induz uma elevada viscosidade e polimerização que dificultam a cristalogénese.

A obsidiana pura tem em geral uma coloração escura, mas a cor varia em consequência da presença de impurezas. Ferro e magnésio tipicamente dão à obsidiana uma coloração negra ou castanho escuro. São conhecidas algumas raras ocorrências de obsidiana quase incolor. Em algumas rochas, a inclusão de pequenos cristais brancos de cristobalite, forma aglomerados radiais no seio do vidro negro que produzem um padrão de manchas, por vezes em forma de floco de neve (obsidiana floco de neve).

A obsidiana pode conter padrões formados por bolhas de gás que permaneceram do fluxo da lava, alinhadas ao longo de camadas criadas à medida que a rocha fundida fluía antes de arrefecer. Essas bolhas podem produzir interessantes efeitos tais como um brilho dourado (obsidiana brilhante). Um brilho iridescente, em forma de arco-íris (obsidiana arco-íris) é causado pela inclusão de nanopartículas de magnetite.

A obsidiana pode ser encontrada em locais onde tenham ocorrido erupções riolíticas, pelo que apesar de não ser uma rocha comum ocorre em múltiplas áreas de vulcanismo recente, desde a Australásia, à Eurásia e às Américas, para além de diversas regiões insulares.
A nível mundial, são conhecidas cerca de 70 localidades onde a obsidiana pode ser extraída (dados até 2010).

Quando estiver procurando pedras de obsidianas, CUIDADO pois as bordas afiadas ou fragmentos de vidro podem te cortar.

obsidian
Fragmentos de Obsidiana
SISTEMA CRISTALINO: Amorfo.
PRINCÍPIO DE FORMAÇÃO: Secundária.
FRATURA: Concoide.
CLASSE MINERAL:  Vidro vulcânico.
FÓRMULA QUÍMICA, ELEMENTOS MINERAIS: SiO2.
DENSIDADE: ~2.4
DUREZA: 5 - 6 na escala de Mohs.

Fontes:

Metais preciosos nos automóveis

Metais preciosos usados na fabricação de carros
Nós explicamos o papel surpreendente que os metais preciosos desempenham nos carros.
metais preciosos no carro
Ao contrário do que muitos pensam, o ouro esta presente em um pequena quantidade no carro, ele esta contido apenas em alguns componentes como em memórias e em chips no interior da centralina dos automóveis.

Circunstâncias atuais em torno dos automóveis
Os automóveis usam muitos componentes feitos de metais, incluindo aço, alumínio e cobre, mas você sabia que muitas das peças também contêm metais preciosos?
Abaixo, explicamos o papel surpreendente que os metais preciosos desempenham nos carros.

À medida que se tornaram mais comuns, os carros melhoraram a qualidade de nossas vidas. No entanto, eles também deram origem a vários problemas, incluindo o esgotamento de recursos energéticos, o aquecimento global, a poluição ambiental e as questões de segurança. Existem muitos esforços importantes para abordar a preservação do meio ambiente global, incluindo a melhoria da eficiência de combustível e a redução de emissões. Uma vez que os Estados Unidos estabeleceram padrões de emissão de automóveis na década de 1960, a indústria automobilística cumpriu regulamentos cada vez mais rigorosos usando tecnologia avançada. Além disso, a inovação tecnológica para automóveis está em contínua demanda, já que os regulamentos Euro 6 entraram em vigor em países da UE em setembro de 2014, com controles ainda mais rigorosos sobre emissões de partículas (PM) e óxidos de nitrogênio (NOx). Esses desenvolvimentos estão ocorrendo não só em países desenvolvidos, mas também estão se expandindo para países que estão passando por motorização, como China, Tailândia, Brasil e outras regiões.

As vendas gerais de automóveis de próxima geração, como veículos elétricos e veículos de células de combustível, começaram e as circunstâncias em torno dos automóveis estão prestes a entrar em um período de grandes mudanças. Em 2010, a produção global de automóveis foi de 80 milhões de veículos, e este número deverá aumentar para 200 milhões até 2050. A produção anual de veículos com motores alternativos, incluindo veículos híbridos, deverá atingir 130 milhões de veículos em 2040.

Tabela periódica que mostra a composição de metais usados em um automóvel
oscaro

Principais metais preciosos usado no carros:
principais metais preciosos usado no carros
A maioria destes metais estão nos sensores e nos catalisadores.

As funções dos metais preciosos que são essenciais para os automóveis
À medida que os mercados automotivos em todo o mundo continuam a expandir, serão aplicados requisitos cada vez mais rigorosos aos automóveis, incluindo o uso de menos recursos, redução de emissões e segurança e conforto aprimorados.

À medida que as unidades de poder se tornaram cada vez mais diversificadas nos últimos anos, estão sendo feitas demandas maiores, incluindo motores de injeção direta, motores com sobrealimentação reduzida, motores diesel limpos e sistemas híbridos. Além disso, as demandas de melhor eficiência de combustível, desempenho de saída, durabilidade e confiabilidade que mantêm o desempenho nos ambientes mais severos e o melhor desempenho ambiental que reduz os poluentes ambientais nas emissões até o ponto de tornar os veículos inofensivos. Os metais preciosos são usados ​​em várias peças de automóveis para atender a essas demandas abrangentes.

Unidades de motor
As peças de automóveis que utilizam os metais mais preciosos são as unidades de motores, o coração do automóvel. Os metais preciosos são encontrados na unidade de bomba de combustível que fornece combustível para o motor, sensores que medem a quantidade de combustível, equipamentos de injeção de combustível e velas de ignição que inflamam a mistura de combustível e ar na câmara de combustão do motor. Eles também são usados ​​nos sensores de emissão e sensores de oxigênio que impedem a liberação de poluentes ambientais em emissões, incluindo hidrocarbonetos (HC), monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e partículas (PM).
A  centralina eletrônica, controla o motor para manter as condições ideais e os inúmeros sensores que detectam e medem várias informações que a Unidade de Controle do Motor (em inglês ECU - Engine Control Unit) necessita para funcionar, também usam metais preciosos.

Principais peças que utilizam metais preciosos:
onde estão os metais preciosos nos automóveis, oscaro
1. Unidade de controle do motor (ECU),
2. Remetente de combustível,
3. Sensor de posição do acelerador,
4. Sensor de aceleração,
5. Sensor de fluxo de ar,
6. Injetor de combustível,
7. Sensor de pressão,
8. Velas de ignição,
9. Sensor de oxigênio,
10. Catalizador de controle de emissão de gases de escape,
11. Sensor de temperatura do gás de escape.
Comutadores
Os relés, que detectam o estado de ligar/desligar de vários interruptores ou a posição dos interruptores multi-etapas utilizados para vários dispositivos, como janelas elétricas e ar-condicionado, utilizam metais preciosos para permitir a circulação de eletricidade. O número desses relés está aumentando, pois eles têm alta confiabilidade para suportar diferenças extremas de temperatura no interior do veículo, variando de -30° C a 90° C. Além disso, os contatos elétricos que usam metais preciosos como a prata possuem maior condutividade, durabilidade e confiabilidade e são compatíveis com uma ampla gama de cargas a partir de correntes de minutos.

Peças de carro que utilizam metais preciosos:
onde estão os metais preciosos nos automóvei, oscaro
1. Interruptor rotativo
(Sinais direcionais, faróis, limpadores de pára-brisas, etc.);
2. Botões de controle
(Janelas eléctricas, ar condicionado, sistema estéreo, sistema de navegação, etc.).

Outras Partes
Uma ampla gama de peças de automóveis usam metais preciosos.
onde estão os metais preciosos nos carros, oscaro
1. Filme reflexivo em espelhos interiores e laterais;
2. Conectores de fio de ligação.

Reciclando os metais preciosos contidos nos carros:
oscaro
Os metais preciosos são usados ​​em várias peças de automóveis como discutido acima, os veículos em fim de vida tornaram-se em um recurso valioso através da reciclagem.
Existem de 3 a 7 g de platina em uma tonelada de minério natural, cerca da quantidade em um único anel, o suficiente em cerca de quatro automóveis inteiros, incluindo o catalisador usado em sistemas de purificação de emissões.

À medida que o uso de TI e equipamentos elétricos em automóveis aumenta, os metais preciosos continuarão a desempenhar um papel importante como matéria-prima usada em autopeças. Ainda mais metais preciosos serão necessários à medida que o maior desempenho ambiental é exigido e o número de veículos continua a crescer. Sob as circunstâncias, estoques estáveis ​​de metais preciosos e redução de custos são cruciais para manter a produção de automóveis.

Fonte:

Geologia do ouro e indicadores naturais do ouro

Lição da geologia do ouro
Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
Um pedaço de quartzo branco pode ser um ótimo indicador de que uma área pode ter ouro.

 Geologia e os Indicadores Naturais que podem ajudá-lo a encontrar ouro
Nem todos os depósitos de ouro foram encontrados e extraídos. Ainda há lugares que contêm ouro e que nunca foram encontrados, apesar de empresas, mineiros e garimpeiros  terem procurado ouro por centenas de anos até agora. Se você encontrar algum desses depósitos de ouro não descobertos, tem uma boa chance de ter encontrado algo especial. Para encontrar um desses depósitos, você precisa identificar os indicadores naturais que o levarão a encontrar o ouro.

Nós vamos te ajudar a entender e a conhecer melhor a geologia dos solos que contém ouro, ou os solos que tem as melhores hipóteses de se encontrar ouro.
Aprenda a geologia da região onde quer explorar
Veio de ouro no quartzo - Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
É extremamente importante aprender sobre a geologia de um local em particular onde quer começar a garimpar. Todas as áreas são diferentes, e você precisa entender o que procurar numa área específica onde você quer procurar ouro. Há certas coisas que são comuns a todos os locais que tem ouro, mas entender exatamente onde e como o ouro é encontrado no distrito particular que você está procurando é extremamente importante.

Tipos de rocha para uma área indicar presença de ouro
Ao pesquisar um local de mineração, boas referências de geologia de ouro indicarão os tipos de rocha geral que são associados às minas de ouro. Preste atenção a esses tipos de rochas mais comuns e sempre esteja procurando por elas quando estiver em prospecção. Elas podem ser um bom indicador de onde o ouro estará.

Porém, o tipo de rocha por si só geralmente não é um ótimo indicador ou onde procurar, já que provavelmente é comum quando você está dentro de um local conhecido por conter ouro, mas é uma das muitas coisas que vale a pena considerar.

Provavelmente, tão importante como identificar as rochas associadas ao ouro é poder identificar as rochas hospedeiras que geralmente não estão associadas ao ouro. Se a sua pesquisa nunca indicou que o ouro ocorre dentro de um certo tipo de rocha, então você certamente não quer gastar uma quantidade significativa de tempo procurando nesse tipo de geologia.
Muitas das vezes o ouro está misturado com algum minério.

Conheça algumas dos minerais que indicam ou estão associadas ao ouro no link a seguir:
http://www.oficina70.com/2017/07/quais-minerais-estao-associados-ao-ouro.html

Zonas de contato geológico
Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
Ser capaz de identificar pontos de contato geológicos é muito importante (e muitas das vezes isto é completamente ignorado) pelos garimpeiros para encontrar áreas em que o ouro irá ocorrer. Simplificando, esta é uma área onde dois tipos diferentes de rohas se juntam. Uma pesquisa geralmente indicará que os tipos de rocha serão os mais produtivos a partir de uma perspectiva de prospecção de ouro, mas o mais importante é que existe um contato. Muitas vezes, os tipos de rocha são irrelevantes, como o ouro parece ocorrer em todos os tipos diferentes. O que é mais importante é que ocorreu algum tipo de contato, que criou pressão e, muitas vezes, temperaturas extremamente elevadas que provocaram a formação de fissuras faz com que o ouro seja empurrado para a superfície.

Um livro inteiro poderia ser escrito sobre o assunto de pontos de contato e formações de ouro. Para simplificar, o ideal será dizer que identificar essas áreas com diferentes tipos de rocha reunidos são muitas vezes extremamente importantes.

A tendência geral da geologia dentro do local onde quer encontrar ouro é muito importante. Procure por pontos de contato onde diferentes tipos de rocha se juntam em um ângulo de 90 graus. Esses contatos resultaram em condições de alta pressão e alta temperatura que normalmente produzem ouro. Muitas dessas áreas terão algum funcionamento histórico, ainda há áreas por aí que são zonas de contato de "livros didáticos" que são muito ricas em ouro e que nunca foram extraídas.

Geologia do ouro e as alterações da cor do solo
Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
As mudanças de cor no solo são outro indicador de um ponto de contato. Dependendo de quanto a rocha é exposta em uma área, você pode ou não ser capaz de identificar facilmente pontos de contato onde diferentes tipos de rocha se juntam, mas você poderá ver onde a cor do solo muda. Uma vez que o solo é composto da rocha hospedeira, mesmo uma pequena alteração na cor do solo pode ser um excelente indicador de uma zona de contato.

Algumas mudanças de cor podem ser facilmente evidentes, enquanto outras podem ser bastante sutis. Você não está procurando pequenas áreas com pequenas mudanças aqui, você quer tentar identificar linhas distintas de diferentes tipos de solo.

Essas zonas de contato podem ser geralmente curtas, mas às vezes elas serão executadas em uma linha geralmente reta por muitos quilômetros. Você também pode ter sucesso ao encontrar novas áreas de ouro, localizando minas produtivas e depois anotando uma mudança de cor que se estende da mina.
Pode haver valiosos depósitos de ouro em uma drenagem próxima que são uma extensão da mesma zona de contato que ocorre em uma mina bem conhecida, sobre uma colina, por exemplo.

Lembre-se de sempre estudar os diferentes tipos de geologia do ouro e logo você descobrirá que há muitas áreas que ainda não foram encontradas.

Mancha de ferro, Hematite, Magnetite, Areias pretas
Areia preta - Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
Quem alguma vez garimpou ouro, provavelmente sabe que o ouro e o ferro têm um relacionamento muito forte. O ouro esta quase sempre associado ao ferro. As areias negras entre o ouro fino é geralmente um composto de hematita e magnetita. Estes são ambos os tipos de óxido de ferro que são comuns a praticamente todas as áreas de ouro.

Também descobrirá que a maioria das áreas onde se encontram pepitas de ouro com um detector de metais também possuem alto teor de ferro.

Isso é facilmente visível pela presença de solos muito escuros. Eles são freqüentemente de cor preta ou avermelhada, mas podem até mostrar roxo, laranja, amarelo e uma variedade de cores diferentes. Estes solos escuros ou de cores vivas podem ser um indicador de alto teor de ferro, bem como muitos outros minerais associados ao ouro.

Esta é a razão pela qual é recomendável que se use detectores de metal especificamente projetados para detectar pepitas de ouro, uma vez que eles são especificamente projetados para lidar com esses ambientes altamente mineralizados e ricos em ferro.

 O Quartzo e o Ouro
traços de ouro nativo no quartzo
A maioria das pessoas conhece a associação comum de ouro com o quartzo. Os veios dourados geralmente se formam na rocha de quartzo e certamente é um indicador a ser procurado. No entanto, muitos prospectores dão mais atenção ao quartzo do que realmente merece.

O quartzo é o segundo mineral mais abundante na superfície da Terra, e pode ser encontrado em muitos locais que têm muito pouco ou nenhum ouro. Assim, a presença de quartzo por si só é um indicador bastante pobre do potencial de ouro.

Embora a presença de quartzo sozinho não seja um indicador muito bom de onde o ouro pode ser encontrado, não há dúvida de que existem muitos locais de ouro onde ouro e quartzo têm uma forte correlação.

Considere o quartzo como um bom indicador, uma vez que se esta em uma área conhecida de ouro existe uma relação entre ouro e quartzo.
ouro nativo em quartzo - Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
Existem algumas áreas onde ouro e quartzo são comumente encontrados juntos. Muitas vezes, as pepitas de ouro que são encontrados terão uma textura muito grosseira e ainda terão o quartzo anexado a eles nos sulcos da pepita. Isso indica que eles foram corroídos diretamente do quartzo. Nessas áreas, vale a pena passar algum tempo com um detector de metal em torno de afloramentos de quartzo e escanear peças de quartzo com seu detector.

No entanto, existem muitas áreas que pode encontrar pepitas de ouro que parecem ter pouca ou nenhuma associação com o quartzo. Pode haver presença de quartzo na área, simplesmente porque é tão comum, mas o ouro não atravessa o próprio quartzo, está apenas lá.

A pesquisa é mais uma vez uma boa maneira de determinar o valor do quartzo como um indicador em uma área. Um relatório de mineração da área onde você quer prospectar ouro mencionam frequentemente se os veios de ouro ocorrem no quartzo.
Quartzo e ouro - Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
Outra coisa que vale a pena notar sobre o quartzo é que o tipo de quartzo que o ouro geralmente é encontrado não é puro branco. Mais comumente, mostrará manchas de ferro significativas, e o quartzo terá uma aparência suja com manchas avermelhadas ou castanhas. O ouro pode ser encontrado em quartzo branco puro, mas é muito mais raro e altamente colecionável, não sendo aconselhável corroer o quartzo para se extrair o ouro.

Aparência semelhante nas proximidades de uma mina de ouro já existente
Uma das melhores maneiras de encontrar novos depósitos de ouro é estudar a geologia do ouro e em seguida, explorar as franjas desses locais já conhecido.

Não estamos discutindo nenhum indicador específico aqui. Este poderia ser um ou vários indicadores naturais que são semelhantes a um local de ouro com uma história conhecida de produção de ouro. Esta é uma das melhores maneiras de encontrar uma área que ninguém tenha prospectado antes, mas pode levar muito tempo e paciência, e você provavelmente passará muito tempo procurando antes de tropeçar com qualquer ouro.

Depósitos bancários de ouro
Depósitos bancários de aluviões - Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
Os depósitos em bancas são locais próximos ao atual canal do rio que foram deixados "altos e secos" à medida que o rio corroeu e se moveu ao longo do tempo. Alguns rios estão constantemente em movimento e mudando seu caminho. Alguns rios que estão profundamente arraigados na rocha realmente não se movem muito, mas muitos rios que têm um caminho mais largo e sinuoso mudarão a localização com freqüência com cada grande evento aquático. Essas mudanças podem ser tão pequenas quanto alguns metros ou às vezes são centenas de metros. Quando isso acontece, os depósitos de placeres ricos em ouro podem ter "deixados para trás" pelo rio uma boa quantidade de ouro preso entre as rochas, e permanecerem no local longe do atual leito do rio.

A grande incôgnita sobre os depósitos bancários é a frequência com que a maioria dos garimpeiros ignoram os antigos percursos dos rios e estão focados na borda da água e não olham ao redor para estudar o rio. Mesmo em áreas que foram prospectadas ao longo dos anos, encontrar uma pepita perto da água pode ser difícil, os depósitos bancários são muitas vezes deixados quase intocados.

Canais de rios antigos
Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
Um pouco semelhante aos depósitos de bancada, a presença de canais de rios antigos é algo que muitos prospectores ignoram completamente, ou nem sequer conhecem. A coisa emocionante sobre a localização de rios antigos é que eles são praticamente desconhecidos e podem nunca ter sido pesquisados ​​com detectores de metal.

Então, o que é um rio antigo?
Geologia do ouro, indicadores naturais de ouro
Imagine por um momento que estamos no período jurássico há aproximadamente 200 milhões de anos. Um rio rico em ouro está fluindo; um rio que nunca foi prospectado e que não foi tocado pelo homem. Tem muito ouro no seu cascalho. Isto acontece principalmente nos Estados Unidos e em alguns países europeus e asiáticos.

À medida que os anos passam, a Terra muda de maneiras dramáticas. As placas tectônicas se juntam e criam as montanhas. O maior exemplo disto é que isto ocorre em todo o oeste dos Estados Unidos, designadamente na Califórnia, onde todos os anos garimpeiros encontram milhares de kilos de pepitas de ouro. Algumas áreas que antes eram fundos do vale agora estão localizadas no alto de uma montanha.

Muitas pessoas têm dificuldade em compreender o quanto a Terra pode mudar ao longo de milhões de anos. Existem rios antigos que já estavam cheios de água e ricos em ouro que agora são encontrados acima da linha de água existente. Claro que eles não contêm mais água, mas o antigo canal do rio (e ouro) permanece.

Identificar um antigo canal do rio é realmente bastante simples, uma vez que você sabe o que procura. Pense em quão diferente é a rocha usada pela água em comparação com a rocha média que você encontra no lado de uma montanha. A aparência lisa e polida do cascalho dentro de um canal do rio realmente tem muita chance, mesmo depois de milhões de anos.

Se você notar rochas desgastadas pelo rio e cascalho longe de uma via navegável atual, pergunte-se "Como?"
Mais uma vez, estudar relatórios de mineração pode fornecer uma visão sobre onde canais de rios antigos podem ser encontrados.

Em caso de dúvida, coloque seu equipamento de caminhada e comece a explorar.

ATENÇÃO:
IBAMA -Fiscalização Ambiental
As leis ambientais estão ai para serem cumpridas, não depedre a natureza, se for garimpar ouro faça-a de forma ordeira e de preferência cumprindo as normas ambientais de seu país, sob o risco de pesadas multas.
Se encontrar um grande veio de ouro poderá entrar em contacto com alguma empresa mineradora ou informe-se sobre a legislação mineral no Departamento Nacional de Produção Mineral (ANM), se for prospectar em terreno alheio, peça antes autorização do proprietário.

Não faça da sua mina outra Pontes e Lacerda
Pontes e Lacerda e a Geologia do ouro, indicadores do ouro natural
Caso encontre uma área com ouro para garimpar, siga alguns conselhos de bom senso:
Nunca tente explorar uma área que desconheça sem um acompanhante;
Não divulguem e não comentem com ninguém a suas descobertas;
Não depedre a área ou desmate, tente manter o local o mais simulado possível;
Tente não usar grandes equipamentos, ou seja, não chame a atenção ou no outro dia terá centenas de garimpeiros a recolher o que era suposto ser seu ouro;
Depois de remexer a área, tente reflorestar ou pô-la com antes.

Quer formar um Grupo de Prospectores na sua região para irem à procura de ouro?
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