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Colecionadores de minerais

Colecionar minerais
A coleta de minerais é o hobby de coletar, identificar e exibir sistematicamente espécimes minerais.
Colecionadores de minerais
Nos Estados Unidos e no Canadá a geologia amadora é conhecida como rockhounding, e é o estudo recreativo e o hobby de coletar rochas e espécimes minerais do ambiente natural.
A coleta mineral também pode fazer parte da profissão de mineralogia e especialidades geológicas aliadas. Colecionadores individuais geralmente se especializam, por exemplo, coletando exemplos de várias cores e formas.

Até 1 de agosto de 2017 haviam no mundo cerca de 5.272 minerais conhecidos, estudados e devidamente catalogados, sendo 208 produzidos artificialmente.

Motivações de um colecionador de minerais
Coletores de minerais encontram uma variedade de razões para coletar minerais. Muitos minerais são incrivelmente bonitos e coletados por seu valor estético. Outros se reúnem para aprender mais sobre mineralogia, a indústria de mineração local e/ou a geologia local. Alguns simplesmente gostam de explorar a natureza e socializar e negociar com outros colecionadores de minerais. Colecionadores sérios irão longe e podem viajar grandes distâncias para encontrar o espécime certo.
Uma razão para o aumento da popularidade da geologia amadora é que uma coleção pode começar simplesmente pegando uma pedra.

A.F.S2 coletando pedras na praia por oficina70

Esta atividade não só é interessante mas é uma arte colecionar minerais.
Segundo um dos mais importantes mineralogistas norte-americanos, Frederick H. Pough, entre as ciências básicas somente a mineralogia é um passa-tempo educacional, pois combina os conhecimentos da Química, da Física e da Matemática. Podemos acrecentar também, fruto dessa atividade, a Geografia e o Turismo, pois ao coletar minerais para nossas coleções, invariavelmente, podemos nos deslocar aos mais remotos e longínquos locais do planeta, além de nos orientarmos através de mapas geográficos, relacionando assim, as localidades onde os minerais são encontrados.

Por que colecionar minerais?
Colecionar objetos é inerente à natureza humana. Quando crianças, colecionamos figurinhas, adesivos, chaveiros, entre outros objetos. Já quando adultos preferimos objetos mais valiosos como relógios, objetos de arte, moedas e selos. Dentre estas atividades, colecionar minerais se reveste em uma das mais gratificantes formas de coleções. Suas cores, formas e diversidade nos encantam. Tal atividade é bastante desenvolvida em países como os Estados Unidos da América, Itália, Japão, Alemanha e Rússia. 
Colecionadores de minerais
Embora o Brasil seja um país muito rico em minerais são poucos ainda os que se interessam por colecionar minerais, mas existem boas razões para se iniciar uma coleção. A primeira delas é a facilidade relativa de se conseguir uma grande quantidade de espécies, pois são substâncias que ocorrem livremente na natureza. Outro aspecto interessante é a possibilidade de se conseguir materiais formados fora de nosso planeta, como amostras derivadas de meteoritos e, até mesmo da Lua e de Marte, além de se conseguir objetos formados a bilhões ou milhões de anos. É também uma oportunidade de se manter contato constante com a Física, a Química, a Matemática e a Geografia, coisa que nenhum outro campo do conhecimento proporciona simultaneamente.

Como colecionar minerais?
Uma coleção sistemática de minerais abrange todas as formas e tipos de substâncias possíveis. São coleções que precisam de amplo espaço  afinal existem mais de 5.272 minerais conhecidos, e muitos exigem cuidados de especialistas e isto pode ter sempre um custo muito elevado, estando na maioria das vezes vinculadas à instituições de ensino e pesquisa e, companias mineradoras.

Colecionadores particulares de minerais
Já coleções específicas são aquelas iniciadas por particulares e podem abranger somente algumas das classes mineralógicas, como também se restringirem à grupos específicos de minerais.
Você pode colecionar minerais por motivos geográficos, por exemplo, como os de sua região, de seu estado ou de seu país. Pode colecionar as diversas variedades de quartzo, por exemplo. Você pode colecionar minerais brutos encontrados na natureza, ou comprar minerais e pedras roladas e polidas.
Ou então por classificação química, sistema cristalino, magnéticos ou por cores, isto reduz a grande diversidade de uma coleção mais ampla e completa e dá ênfase a algo mais específico tornando sua coleção mais organizada.
O tamanho das peças que vai colecionar também é algo com que deve ter atenção, uma vez que elas devem seguir um padrão de tamanho consoante ao espaço que você tem disponível para a sua coleção.
As amostras, tanto numa modalidade quanto na outra, podem variar desde peças avantajadas (maiores que 3 m de diâmetro) a amostras-de-mão, chegando até "micromounts", que são amostras diminutas, geralmente de minerais muito raros.
Você poderá organizar sua coleção desde pequenas caixas ou até prateleiras.
Você também pode colecionar fósseis ou então pode colecionar meteoritos, mas isto terá um custo muito mais elevado.

Coleta de minerais
Os primeiros geólogos amadores eram garimpeiros em busca de minerais valiosos e pedras preciosas para fins comerciais. Eventualmente, no entanto, mais pessoas foram atraídas para a geologia amadora para fins recreativos, principalmente pela beleza que as rochas e os minerais proporcionam.
Os locais ideais para coletas de minerais são pedreiras abandonadas, minerações em atividade e rejeitos de mineradoras.

Identificar e catalogar seus minerais
Nas catalogações de uma coleção de minerais são imprescindíveis as seguintes informações: nome da espécie, composição química, classe mineralógica, sistema cristalino e origem da procedência.
Proceda a identificação do seu mineral antes disto.
Compre e leia livros de mineralogia, esteja em contato com outros colecionadores, ou geólogos. Participe de feiras de minerais e grupos de minerais e garimpeiros nas redes sociais.
Há também muitos clubes e grupos que procuram espécimes e os comparam em grupos como hobby. Os centros de informações turísticas e as câmaras de comércio de pequenas cidades também podem fornecer informações locais valiosas. A Internet também pode ser uma ferramenta de busca útil, pois pode ajudar a encontrar outros geólogos amadores.

Onde Oficina70 pesquisa os minerais
oficina de carro, barco, caminhão, oficina de moto
Nós pesquisamos em um dos maiores e melhores banco de dados de minerais que estão disponíveis na internet gratuitamente, o mindat.org tem sido um recurso insubstituível para todos os campos relacionados à geologia. Seu objetivo original era compartilhar informações sobre minerais, suas propriedades e onde elas são encontradas. Hoje, é o maior banco de dados público mundial de informações sobre minerais, apoiado em todo o mundo por voluntários que adicionam e verificam novas informações diariamente.
Há outros bancos de dados, mas nós sugerimos este para as suas pesquisas assim como o Wikipédia.

Equipamentos
ferramentas e geólogo amador e coletores de minerais
O equipamento principal do geólogo amador é o martelo de geólogo. Esta é uma pequena ferramenta com um ponto de escolha em uma extremidade e um martelo chato na outra. A ponta do martelo é para quebrar pedras, e a extremidade da palheta é usada principalmente para espreitar e cavar em fendas. A ponta da maioria dos martelos de pedra pode embotar rapidamente se for batida na rocha nua. Os colecionadores de minerais também podem trazer uma marreta para quebrar rochas duras.
Outra ferramenta eficaz é a lupa de geólogo 10X ideal para uma observação mais detalhada do mineral.

Locais para coletar minerais
Bons locais para um colecionador olhar são pedreiras, cortes de estradas, colinas rochosas, montanhas, córregos, afloramentos expostos, falhamentos geológicos, minas
abandonadas e/ou em atividade, a céu aberto ou subterrâneas.
Os falhamentos geológicos são excelentes locais para coleta de minerais, pois muitas dessas substâncias costumam cristalizar ao longo dos mesmos.
As coletas de minerais também são feitas em campo ao longo dos alinhamentos tectônicos (zonas demarcadoras dos grandes falhamentos geológicos).
As minas a céu aberto são excelentes pontos de coleta mas tome em atenção aos perigos de desabamento.
Outros locais favoráveis à coleta de minerais são os rejeitos das mineradoras, onde deve se dar atenção especial aos minerais supergênicos.
Também as minas subterrâneas fornecem excepcionais amostras para colecionadores, tanto em suas paredes, como principalmente nos planos de falha, mais uma ves tome especial atenção relativamente a minas abandonadas com risco de desabamentos.
Como a oficina70.com não dispõe de muito tempo livre para se dedicar à coleta de minerais na natureza, eu estou colecionando através da coleção Minerais do Mundo da National Geographic, através de doações e compras de minerais os mais difíceis de se obter.

Uma coisa leva à outra
Coleção de Pedro Serra - Minerais
Os ávidos colecionadores de rochas costumam usar seus espécimes para aprender sobre petrologia, mineralogia e geologia, bem como habilidades na identificação e classificação de amostras de rochas, e prepará-las para exibição. O hobby pode levar naturalmente a projetos de lapidação, e também ao corte, polimento e montagem de gemas e minerais em jóias. O equipamento necessário para isso inclui serras de rocha e polidores. Muitas belas variedades de cristais são normalmente encontradas em amostras muito pequenas, o que requer um bom microscópio para trabalhar e fotografar a amostra. Você pode também criar um site ou até mesmo uma loja e iniciar um negócio à volta dos minerais e manter-se economicamente disto. O hobby pode ser tão simples quanto encontrar belas pedras para um peitoril da janela ou se transformar em uma exibição detalhada e abrangente de qualidade de museu expondo-a na sua sala de visitas.

Manutenção e limpeza da coleção
Coletores e colecionadores
Tenha sempre sua coleção limpa e organizada.
A limpeza após a coleta na natureza deverá ser feita usando uma escova de cerdas média apenas com água ou com ácido oxálico. ATENÇÃO ao uso de ácidos. ATENÇÃO também aos tipos de minerais, pois alguns não são laváveis pois são solúveis em água, outros podem ser tóxicos, por isto um conhecimento básico sobre minerais é essencial.

Leis de coletas de minerais e multas
Existem muitas leis diferentes em relação à coleta de rochas e minerais em áreas públicas, por isso é aconselhável ler as leis locais antes da prospecção. A coleta de rochas e minerais é proibida na maioria, se não em todos os parques e reservas nacionais.


Fontes:

Como distinguir o ouro do latão

Aprendendo as diferenças metálicas entre o ouro e o latão
Tanto o ouro como o latão são metais brilhantes e amarelados.
Distinguir entre eles pode ser difícil para algumas pessoas sem experiência. Felizmente, existem algumas formas de diferenciá-los. Se você souber o que procurar, normalmente encontrará sinais que facilitarão a identificação. Também é possível testar as propriedades físicas e químicas do metal para determinar se ele é ouro ou latão.
laser diodo
Peças de latão usadas nos eletrônicos
Na sucata eletrônica algumas peças são confundidas como sendo de ouro mas não são. Geralmente no bloco de alojamento de laser de diodo são de latão, eles são encontrados sobretudo nos leitores de disco CD dos computadores e nos eletrônicos. Algumas placas de telefones celulares principalmente do tipo flip há um barramento em latão que muitos pensam se tratar de ouro, mas não são, pinos e peças de contatos são de latão, sendo que alguns são revestidos com uma fina camada de ouro que melhoram as passagens de dados ou energia.
pêndulo de latão com câmara para adicionar o que se quer detectar
Também os pêndulos para detectar ouro são feitos a partir de latão, os melhores são da liga Aich, já na maioria dos pêndulos não se conhecem as ligas.

O latão é o metal amarelo mais confundido com o ouro.
Latão é uma liga metálica de cobre e zinco com percentagens deste último entre 3% a 45%, dependendo do tipo de latão.

Como diferenciar o ouro e o latão
Observando propriedades físicas
Observe a cor:
Embora o latão e o ouro possuam cores semelhantes, o ouro é mais brilhante e amarelo. A cor do latão é mais opaca, e o amarelo não é tão vibrante como o do ouro puro. No entanto, se o ouro for misturado com outros metais, esse método pode ser menos eficaz.

Toque o metal com um ímã:
Ao contrário do latão, o ouro não interagirá com um ímã. Aproxime o ímã ao metal e observe se ele o atrai. Se atrair, o metal é latão, se não, é ouro.

Arranhe o metal em uma superfície de cerâmica:
O ouro é um metal bastante macio. Quando arranhado em uma superfície de cerâmica, ele deixará um rastro dourado. Em contrapartida, o latão é mais duro e deixará um rastro preto. Basta pressionar o metal em uma superfície de cerâmica não polida e arrastá-lo.

Teste a densidade do metal:
A forma mais precisa de testar a densidade do metal é medir o volume e a massa, e em seguida calcular a densidade matematicamente. Felizmente, há um método mais rápido e fácil. Basta jogar o metal para cima e deixá-lo cair (ou simplesmente levantá-lo e abaixá-lo rapidamente sem tirá-lo da mão). Como o ouro é mais denso que o latão, ele parecerá mais pesado do que o esperado. O latão parecerá mais leve, pois sua densidade é menor.

Identificando peças de jóias ou barras de ouro falsas
Procure pela contagem de quilates:
O quilate é uma medida utilizada para designar a pureza do ouro. Uma proporção maior de ouro em relação a outros metais equivale a uma contagem maior de quilates. O ouro puro equivale a 24 quilates. Uma peça de latão não possuirá uma marca com a contagem de quilates. A contagem normalmente é encontrada em um lugar discreto, como na parte de baixo ou por dentro do item, embora isso possa variar.

Procure pela palavra “latão”:
Embora não possua uma contagem de quilates, o latão às vezes é marcado. Muitos itens feitos do metal possuem a palavra “latão” escrita em alguma parte. A palavra normalmente é estampada ou gravada quando o metal é forjado. Assim como no caso da contagem de quilates, a localização variará, mas a palavra normalmente se encontra na parte de dentro ou de baixo do objeto.

Descubra o preço do metal:
Se você souber o preço do metal, será fácil distinguir entre o ouro e o latão. O ouro pode ser bastante caro, dependendo de sua pureza. O latão é relativamente mais barato comparado a metais preciosos como o ouro e a prata.

Testando propriedades químicas
Procure por áreas enferrujadas:
Um dos aspectos mais apreciados do ouro é o fato de que não enferruja. No entanto, o latão reage ao oxigênio no ambiente. Essa reação é denominada oxidação e dará um aspecto enferrujado e descolorado ao metal. Caso observe áreas oxidadas, o metal é de latão. Porém, a ausência da oxidação não serve como confirmação de que a peça é de ouro.

Teste uma área discreta:
Ao fazer um teste das propriedades químicas de uma peça de metal, escolha uma área que não seja muito visível. Isso evitará que o objeto seja arruinado. Procure por alguma borda com uma parte escondida, ou algum local do metal que permaneça coberto ou invisível.

Aplique ácido ao metal:
Aplique ácido concentrado no metal. Ao contrário do ouro, o latão reagirá ao ácido. Caso observe bolhas ou descoloração no local onde o ácido foi aplicado, a peça é de latão. Se não houver mudança após a aplicação, a peça é de ouro.

ATENÇÃO:
Os ácidos são corrosivos e tóxicos, use sempre equipamentos de proteção e manuseie longe de crianças e animais.
A aplicação do ácido a um objeto valioso pode diminuir seu valor.

Tipos de latão que são confundidos com o ouro
Liga de Aich:
Usado em atmosfera marinha e em muitos dos eletrônicos devido a sua resistência a corrosão, dureza e tenacidade.
Latão de príncipe Rupert.
É um tipo de latão alfa contendo 75% de Cobre e 25% de zinco. Devido a sua bela cor amarela característica, é utilizado em bijuterias como imitação de ouro.
Latão aluminado: 
Contém alumínio, o que aumenta sua resistência a corrosão. É usado para serviço em atmosferas marinhas e também em moedas (também conhecido como ouro nórdico).
Latão para cartuchos:
botão de cartucho de latão para controlador de playstation
É um latão com 30% de zinco com boas propriedades para trabalho a frio. Utilizado para cartuchos de munição de armas de fogo.

Pedras parideiras um raro fenômeno geológico

Alguma vez você já ouviu falar que uma pedra pare, sim, que uma rocha tem filhos, ou seja pedrinhas?
Pedras parideiras um raro fenômeno geológico
Pois bem, isto existe,este é um fenômeno muito raro, sendo que só acontece em dois locais no planeta e em poucas matrizes de rocha.
Os dois únicos locais no mundo agraciados com estes fenômenos estão situadas na Serra da Freita em Portugal e na Rússia, perto de S. Petersburgo.

A afirmação da existência de Pedras Parideiras noutras latitudes até agora não são comprovadas.

Pedras parideiras, a pedra que pare pedras.
Pedras parideiras um raro fenômeno geológico
Pedras Parideiras é um fenómeno geológico raro, sendo elas um tipo de pedras que brotam de uma rocha-mãe, um bloco nodular de origem granítica, daí serem chamadas Parideiras. Os nódulos de 1 a 12 cm de diâmetro com formas discóides e biconvexas são compostos pelos mesmos elementos mineralógica do granito, a camada externa é composta por biotite e a interna possui um núcleo de quartzo e feldspato potássico. Estes nódulos ao se desincrustarem dos núcleos da rocha-mãe por termoclastia/crioclastia deixam uma camada externa em baixo relevo nos núcleos da rocha-mãe e espalham-se à volta desta.
amuleto da fertilidade
As Pedras Parideiras simbolizam a fertilidade na tradição ancestral da região, esta tradição está ainda presente nas populações locais. Acredita-se que dormir com uma pedra parideira debaixo da almofada aumenta a fertilidade.
mother nodule stone, a rare geological phenomenon
São um fenómeno raro no Planeta Terra, este sendo o motivo para que se pede aos visitantes destes locais que não recolham pedras para uso como amuleto pessoal ou para coleção de minerais. Por estes motivos o local é vedado e as visitas são acompanhadas.
mother nodule stone, a rare geological phenomenon

Pedras parideiras um raro fenômeno geológico
Este fenômeno raro ocorre no meio dos xistos metamórficos num pequeno afloramento de granito (alguns autores consideram como sendo um quartzodiorito) constituído por oligoclase, quartzo, moscovite, biotite e um pouco de albite.
queda de água do rio Caima, Frecha da Mizela, Arouca, Portugal
A queda Frecha da Mizarela, com cerca de 75 metros de altura situa-se no contacto desta rocha com os xistos metamórficos (com grandes cristais de estaurolite).
location of a rare phenomenum
O geossítio, “Pedras Parideiras”,  corresponde a um pequeno corpo granítico, com a área aproximada de 1 km2, com idade estimada de 313-320 Ma e contemporâneo do Granito da Serra da Freita, sendo geologicamente conhecido por Granito nodular da Castanheira, nome que lhe advém da sua proximidade à aldeia da Castanheira e à sua textura nodular. Este corpo granítico é diferenciável dos restantes pela presença de nódulos, que lhe conferem características únicas em Portugal e no mundo. Os nódulos possuem uma dimensão variável entre 1 e 12 cm e são constituídos externamente por uma capa de biotite e internamente por um núcleo quarzto-feldspático, apresentando-se fortemente achatados, com uma distribuição diferenciada e orientação bem determinada no seio do corpo granítico.
mother nodule stone, a rare geological phenomenon
O granito (quartzodiorito) apresenta uma particularidade notável e única em granitóides portugueses, ou seja abundantes nódulos de biotite que lembram medalhões. Esses nódulos destacam-se facilmente da rocha deixando nela o seu molde côncavo forrado pela biotite. Em geral, os nódulos apresentam contorno equatorial circular a secção biconvexa. As suas dimensões são variáveis. Aparecem ora separadas uns dos outros ora bastante concentradas na rocha. De um modo geral constam de um núcleo quartzo-feldspático de albite-oligoclase, sendo o quartzo em geral, mais abundante que o feldspato. Este núcleo é envolvido por capas concêntricas.

Como acontece a libertação dos nódulos da rocha mãe?
A explicação para este fenômeno segundo José  Lobo e Bruno Novo, do Visionarium, a termoclastia constitui um tipo de agente de meteorização, provocada pela variabilidade da temperatura na superfície dos materiais rochosos, provocando uma variação no volume.
explicação do fenômeno de parir pedras
Os encraves dilatam-se, como reacção a temperaturas elevadas, e contraem-se por reacção ao arrefecimento. Como as rochas são em geral agregados poliminerálicos, e devido ao facto de cada mineral apresentar diferentes valores de coeficiente de dilatação, surgem diferentes velocidades de expansão e contracção. As partes mais externas das rochas, sujeitas a fortes amplitudes térmicas diurnas vão-se fracturando.

A desagregação pela gelivação é das mais eficazes em termos de fracturação, embora seja um mecanismo de carácter sazonal e que ocorre, predominantemente, em zonas de alta montanha. Este agente, contribui activamente para o “parir” do nódulo de biotite. A água contida nas fracturas, quando a temperatura é menor que 0ºC, começa a gelar na parte mais superficial. À medida que a temperatura exterior baixa, as cunhas de gelo vão crescendo no interior das fracturas. A água ao congelar, aumenta de volume (cerca de 10%), exercendo consequentemente, uma grande pressão, no interior dessas fracturas, provocando o seu alargamento e prolongamento. Logo, promove a desagregação das rochas, e o consequente “parir” do encrave biotítico.
mother nodule stone, a rare geological phenomenon

As Pedras Parideiras, paulatinamente afloram à superfície da rocha, desprendem-se e vão-se acumulando no solo. Por isso, os camponeses da região chamam à rocha “a pedra que pare pedra”, isto é, a rocha que produz uma outra rocha.

Fontes e fotos:
http://geomuseu.ist.utl.pt

Marcação de visitas ao Centro de Interpretação Casa das Pedras Parideiras:
http://aroucageopark.pt

Mica, pirita vs ouro

Conheça as diferenças da Mica, da Pirita e do Ouro
diferenças da Mica, da Pirita e do Ouro

Mica
Quase todos de nós sabemos de alguma história sobre pessoas que foram enganadas ao pensar que mica era ouro, ou então que uma pedra de pirita se tratava de uma pepita de ouro.
Normalmente, elas olhavam para a bateia de ouro no rio e viam as areias brilhando ao sol parecendo muito com o que de fato foram à procura, ou seja, ouro.
É divertido ver uma bateia de ouro e tentar manter a mica enquanto lava os materiais leves. É tão leve e abundante que as pessoas que nadam em um lago podem sair com sua pele e cabelos salpicados de milhares de minúsculos flocos dourados brilhantes de mica.
Mica pode ser muito prevalente onde as rochas circundantes são de granito, porque o granito pode conter mica. Onde o leito rochoso é exposto, você pode encontrar mica em todos os riachos e rios que encontrar.
Mica há em muitas variedade de cores, incluindo preto, branco, marrom, amarelo, verde e vermelho. A cor da mica é, em parte, resultado do seu teor de ferro.
O magma rico em ferro e a rocha vulcânica influenciam a formação de micas de coloração escura que vão do marrom-amarronzado a uma variedade marrom-escura profunda conhecida como mica muscovita.
Enquanto pedaços maiores de mica mostram uma cor distinta, quando ela (facilmente) é moída em minúsculos pedaços, a maior parte da cor é perdida e tudo tende a adotar uma cor marrom-amarelada.
Geralmente próximos de antigas minas de mica,n os rejeitos podem conter blocos de mica e quartzo do tamanho de um punho a peças enormes que uma pessoa teria dificuldade em pegar.
Mica é formada em camadas muito mais finas do que uma folha de papel e estas são empilhadas uma em cima da outra, se comparando como um "livro" de folhas finas. Nos últimos anos, grandes livros de mica foram cuidadosamente descolados em camadas finas com cerca de 6 mm de espessura e usadas como janelas à prova de fogo em fogões a lenha e isoladores elétricos. Hoje em dia, a mica é usada às vezes em fios de aquecimento ou em torradeiras.
Embora você possa dobrar folhas finas de mica, quando submetido aos efeitos de moagem do cascalho do rio, os "livros" são gastos nas bordas produzindo pequenos flocos muito finos.
A ação capilar vai puxar água para os espaços microscópicos entre as folhas, e isso aumenta a refletividade da mica e muitas vezes cria uma tonalidade amarela iridescente perolada.

Mica é milhares de vezes mais abundante que ouro.
Se você suspeitar que a maioria das coisas amarelas em sua bateia é mica, você pode estar correto.
Porém, Mica é 5 vezes mais leve que o ouro. É muito fácil de mexer na areia e no cascalho. Será um dos primeiros e mais fáceis materiais a serem retirados quando saõ garimpados em uma bateia.
No entanto, alguns pequenos flocos provavelmente ficarão para trás, alguns flocos podem permanecer na bateia levando-o a iludir que se trata de ouro.
A mica é flexível, mas também tem uma natureza um tanto frágil. Portanto, um teste é cutucá-lo com um alfinete. Se for mica ele se partirá em flocos ainda menores, mas se for ouro vai se amassar ou se espalhar como um chumbo macio.
A mica mudará de cor quando você inclinar a bateia. Segure a bateia de um jeito, a mica poderá ter uma maravilhosa cor dourada, mas quando você inclinar a bateia para outro lado a maior parte da "cor dourada" desaparece.
A mica reúne a cor da luz refletida muito mais dramaticamente que o ouro, mas perderá sua cor quando os flocos forem inclinados em outra direção.
Flocos de ouro parecem "brilhar" e manterão esse brilho, não importando o quanto a bateia esteja inclinada. Se a cor dourada desaparecer quando você inclina a bateia, ela provavelmente não é ouro.

Cuidado ao pensar que é mica na superfície da água, mas algumas pessoas dizem que a flor de ouro flutua na superfície, use uma gota de sabão de lavar louça líquido, para quebrar a tensão superficial geralmente dura água.

A confusão com a mica e o ouro é devido ao fato de que, quando se raspa o topo de uma linha de mica, você obterá um pouco de ouro, mas isso se deve à forma dos flocos que criam um efeito de riffle e prendem o ouro quando ele desce o rio.

Mica na areia do mar
 Se você olhar de perto ao longo da costa, poderá ver flocos de mica em uma fina linha amarela na areia, bem dentro da borda da linha de água. Eles tenderão a vagar de um lado para o outro sempre tão ligeiramente coincidente com as ondulações que chegam à costa. Ouro, claro, não vai fazer isso.

Pirita o ouro de tolo
O ouro de tolo é uma mistura de ferro e enxofre conhecida como pirita de ferro ou, simplesmente, pirita.

A pirita pode fazer seu coração pular de alegria enquanto você garimpa uma bateia e pega aqueles 8 ou 10 "pedaços de pepita", mas depois quando você for mostrar para alguém que realmente conhece ouro nativo, ou então você vai fazer o teste ou for vender o seu coração vai reiniciar em modo normal ou então vai quase parar com o desgosto em ter encontrado um mineral que não o tão sonhado ouro.

Se você adicionar um pouco de arsênico, o resultado é arsenopirita.
Se riscado, cheira a alho.
Adicionar cobre em vez de arsênico, e se torna pirita de cobre conhecida como calcopirita.
chalcopyrite
Calcopirita

Acredita-se que a pirita é produzida pela ação da água vulcânica rica em enxofre em contato com rochas vulcânicas ricas em ferro. Sob condições ideais, a pirita de ferro formará cubos, às vezes com cantos achatados e faces brilhantes como espelhos. O minério de ouro pode ser associado à arsenopirita, mas nem sempre. Arsenopirita no filão, forma-se em lâminas achatadas levemente sulcadas que têm uma aparência cromada.

A pirite é muito comum, geralmente na forma "não-cristalina" massiva, à medida que veios e cordões são entrelaçados na rocha. Os cubos são mais raros, e os maiores são geralmente menores que 1/4 "de diâmetro.
Exposta ao meio ambiente, a pirita começa a oxidar, formando uma mancha que começa como um amarelo pálido variável, progride para um amarelo profundo e finalmente amadurece em uma cor marrom profunda.
Grandes veios de pirita de ferro "maciça" (não cristalina) são igualmente suscetíveis ao desenvolvimento de uma camada de óxido que imita o ouro.

A arsenopirita parece muito mais resistente ao embaciamento e, mesmo quando moída em pedacinhos no cascalho, tende a manter sua cor prata-cromo brilhante.
Calcopirita tende a manchar com um tom esverdeado, às vezes um vermelho-marrom sem brilho.

Como saber a diferença entre mica, pirita e ouro
native gold nuggets
Foto do site geology.com
1) Pirita de ferro oxidada a uma rica cor amarela tem sido confundida com ouro por milhares de anos, daí o apelido de "tolos de ouro". Embora algumas piritas que combinavam bem com ouro de 22 quilates, a maioria das piritas manchadas de amarelo está mais próxima do ouro de 10-12 quilates, que é visivelmente mais claro (mais branco prateado) do que ouro puro.
2) Embora a pirita tenha um alto teor de ferro e seja surpreendentemente pesada pelo seu tamanho, ela é mais leve que 1/4 do peso do ouro.
3) A pirita é frágil e quebradiça e, se for golpeada com uma ferramenta pontiaguda, quebrará em vários tamanhos de fragmentos de cor prata. Por causa de sua natureza macia e maleável, o ouro não se despedaçará, e essa é uma das melhores maneiras de distinguir entre esses dois materiais no campo.
4) O brilho dourado da pirita é apenas um efeito de superfície. Se você raspar a pirita manchada ou esfregá-la com uma pedra, a abrasão revelará uma pirita prateada que lhe dirá que não é ouro.
5) Se você esfregar ouro contra uma pedra, o ouro deixará estrias amarelas na rocha, enquanto a pirita deixará um risco (raia) cinza-prata opaca.
6) Se você não tiver certeza, use uma lupa e um alfinete para ajudá-lo a distinguir entre ouro e mica.
7) A pirita também se transforma rapidamente em fumos e um pó de ferrugem quando aquecido com o maçarico, enquanto outros compostos de ferro de cor dourada perdem rapidamente aquele brilho dourado se similarmente aquecidos.
8) Pirita perde o brilho na sombra emquanto o ouro permanecerá de um amarelo opaco.

Se depois de tudo isto ainda tiver dúvidas, pode fazer o teste de densidade por gravidade específica, veja como no link a seguir:
http://www.oficina70.com/2017/10/como-identificar-um-mineral-por.html
O ouro tem uma gravidade relativa de 19,3.

Nota:
Nos rejeitos de minas de micas e de piritas antigas ainda podem haver ouro, pois antigamente o método de recuperação não valia a pena, mas hoje em dia com a escalada do preço e da procura do ouro, pode ser que vala a pena recuperar o ouro destes rejeitos.
Um método bem simples e moer parte dos rejeitos e adicionar água e deixe assentar. Demora um pouco, mas acabará com umas 3 camadas e água limpa. A camada superior sera o lodo meio bronzeado claro, a segunda camada sera avermelhada e um pouco como areia preta e a terceira camada se houver vestígios de ouro nestes rejeitos de minas antigas sera dourada contendo partículas de ouro.

No mais...
Gold is good.

Fonte:

Como identificar pedras de sílex e de obsidiana

Muitas das vezes o Sílex é confundido com a Obsidiana, e por menos vezes, o contrário, dai ter a atenção em fazer testes de dureza e ou densidade com ambas, isto para as pessoas que não as conhecem.

Ambas foram usadas em períodos pré-históricos, devido a sua dureza e ao seu fio de corte.
Ambas são constituídas quase integralmente de 70% ou mais de sílica (SiO2 - dióxido de silício) na sua composição química.

Sílex
Uma amostra de sílex com uma camada de marga calcária
Uma amostra de sílex com (patine) uma camada de marga calcária

Sílex é uma rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada. Apresenta-se geralmente compacta, de cor branco, preto, cinza, castanho-avermelhado ou azul escuro. Com fratura conchoidal. Ocorre sob a forma de nódulos ou massas em formações de giz ou calcário. Pode apresentar várias impurezas como argilas, carbonato, silte, pirita e matéria orgânica.

Pela perda de água vai se transformando parcialmente em opala amorfa e, no final, em calcedônia finamente cristalina. Frequentemente são encontrados com inclusão de vários tipos de matérias orgânicas como restos de organismos fósseis.

Elas são encontradas em muitos lugares do mundo. Alguns dos lugares mais comuns para encontrá-las são perto de leitos de rios, nas margens de lagos e em terrenos que já foram cobertos pela água.

Procure por rochas que tenham uma aparência robusta como a pirita ou rochas que tenham lados bem lisos. Procure pedregulhos grandes ou rochas com resíduos de giz. Como a pedra de sílex é um certo tipo de giz, esses são os melhores lugares para procurá-la.

Às vezes, as suas bordas podem estar lascadas o que por sorte indicaria que já foi usada como ferramenta num período pré-histórico.

Para ter certeza de que se trata de uma pedra de sílex, pegue uma faca de aço ou de ferro e golpeie a pedra. Se soltar faíscas depois de várias tentativas, então se trata de uma sílex.

Ao colidir a sua pedra de sílex com um metal, certifique-se de que a pedra esteja seca, pois uma pedra úmida não pode produzir faíscas. Porém se tiver outra pedra de sílex, então colida uma contra a outra e mesma húmidas elas irão produzir faíscas.

Use uma faca de aço carbono ou ferro com a sílex; uma faca de material inoxidável não vai funcionar.

Quando estiver procurando pedras de sílex, CUIDADO pois as bordas afiadas das pedras podem te cortar.

flint
Fragmentos de Sílex
SISTEMA CRISTALINO: Trigonal / Amorfo.
PRINCÍPIO DE FORMAÇÃO: Secundária.
FRATURA: Conchoidal.
CLASSE MINERAL:  Variedade criptocristalina do quartzo. Silicatos.
FÓRMULA QUÍMICA, ELEMENTOS MINERAIS: SiO2.
DENSIDADE: 2,6
DUREZA: 3, 5 - 4 na escala de Mohs.

Obsidiana
Obsidian
Uma amostra de obsidiana com sua aparência de vidro e bordas afiadas.
A obsidiana é classificada como um mineralóide por não ser cristalina, já que ter estrutura cristalina é condição necessária para que um material geológico de ocorrência natural possa ser considerado um mineral.
Obsidiana é uma rocha ígnea extrusiva constituída quase integralmente por um tipo de vidro vulcânico.
Forma-se quando uma lava de composição félsica e baixo teor em água (menos que 2-3% mássicos) arrefece rapidamente sem permitir a formação de cristais em quantidade substancial. Apesar do rápido arrefecimento ser necessário, a vitrificação ocorre essencialmente porque a riqueza em silicato das lavas félsicas induz uma elevada viscosidade e polimerização que dificultam a cristalogénese.

A obsidiana pura tem em geral uma coloração escura, mas a cor varia em consequência da presença de impurezas. Ferro e magnésio tipicamente dão à obsidiana uma coloração negra ou castanho escuro. São conhecidas algumas raras ocorrências de obsidiana quase incolor. Em algumas rochas, a inclusão de pequenos cristais brancos de cristobalite, forma aglomerados radiais no seio do vidro negro que produzem um padrão de manchas, por vezes em forma de floco de neve (obsidiana floco de neve).

A obsidiana pode conter padrões formados por bolhas de gás que permaneceram do fluxo da lava, alinhadas ao longo de camadas criadas à medida que a rocha fundida fluía antes de arrefecer. Essas bolhas podem produzir interessantes efeitos tais como um brilho dourado (obsidiana brilhante). Um brilho iridescente, em forma de arco-íris (obsidiana arco-íris) é causado pela inclusão de nanopartículas de magnetite.

A obsidiana pode ser encontrada em locais onde tenham ocorrido erupções riolíticas, pelo que apesar de não ser uma rocha comum ocorre em múltiplas áreas de vulcanismo recente, desde a Australásia, à Eurásia e às Américas, para além de diversas regiões insulares.
A nível mundial, são conhecidas cerca de 70 localidades onde a obsidiana pode ser extraída (dados até 2010).

Quando estiver procurando pedras de obsidianas, CUIDADO pois as bordas afiadas ou fragmentos de vidro podem te cortar.

obsidian
Fragmentos de Obsidiana
SISTEMA CRISTALINO: Amorfo.
PRINCÍPIO DE FORMAÇÃO: Secundária.
FRATURA: Concoide.
CLASSE MINERAL:  Vidro vulcânico.
FÓRMULA QUÍMICA, ELEMENTOS MINERAIS: SiO2.
DENSIDADE: ~2.4
DUREZA: 5 - 6 na escala de Mohs.

Fontes:

Metais preciosos nos automóveis

Metais preciosos usados na fabricação de carros
Nós explicamos o papel surpreendente que os metais preciosos desempenham nos carros.
metais preciosos no carro
Ao contrário do que muitos pensam, o ouro esta presente em um pequena quantidade no carro, ele esta contido apenas em alguns componentes como em memórias e em chips no interior da centralina dos automóveis.

Circunstâncias atuais em torno dos automóveis
Os automóveis usam muitos componentes feitos de metais, incluindo aço, alumínio e cobre, mas você sabia que muitas das peças também contêm metais preciosos?
Abaixo, explicamos o papel surpreendente que os metais preciosos desempenham nos carros.

À medida que se tornaram mais comuns, os carros melhoraram a qualidade de nossas vidas. No entanto, eles também deram origem a vários problemas, incluindo o esgotamento de recursos energéticos, o aquecimento global, a poluição ambiental e as questões de segurança. Existem muitos esforços importantes para abordar a preservação do meio ambiente global, incluindo a melhoria da eficiência de combustível e a redução de emissões. Uma vez que os Estados Unidos estabeleceram padrões de emissão de automóveis na década de 1960, a indústria automobilística cumpriu regulamentos cada vez mais rigorosos usando tecnologia avançada. Além disso, a inovação tecnológica para automóveis está em contínua demanda, já que os regulamentos Euro 6 entraram em vigor em países da UE em setembro de 2014, com controles ainda mais rigorosos sobre emissões de partículas (PM) e óxidos de nitrogênio (NOx). Esses desenvolvimentos estão ocorrendo não só em países desenvolvidos, mas também estão se expandindo para países que estão passando por motorização, como China, Tailândia, Brasil e outras regiões.

As vendas gerais de automóveis de próxima geração, como veículos elétricos e veículos de células de combustível, começaram e as circunstâncias em torno dos automóveis estão prestes a entrar em um período de grandes mudanças. Em 2010, a produção global de automóveis foi de 80 milhões de veículos, e este número deverá aumentar para 200 milhões até 2050. A produção anual de veículos com motores alternativos, incluindo veículos híbridos, deverá atingir 130 milhões de veículos em 2040.

Tabela periódica que mostra a composição de metais usados em um automóvel
oscaro

Principais metais preciosos usado no carros:
principais metais preciosos usado no carros
A maioria destes metais estão nos sensores e nos catalisadores.

As funções dos metais preciosos que são essenciais para os automóveis
À medida que os mercados automotivos em todo o mundo continuam a expandir, serão aplicados requisitos cada vez mais rigorosos aos automóveis, incluindo o uso de menos recursos, redução de emissões e segurança e conforto aprimorados.

À medida que as unidades de poder se tornaram cada vez mais diversificadas nos últimos anos, estão sendo feitas demandas maiores, incluindo motores de injeção direta, motores com sobrealimentação reduzida, motores diesel limpos e sistemas híbridos. Além disso, as demandas de melhor eficiência de combustível, desempenho de saída, durabilidade e confiabilidade que mantêm o desempenho nos ambientes mais severos e o melhor desempenho ambiental que reduz os poluentes ambientais nas emissões até o ponto de tornar os veículos inofensivos. Os metais preciosos são usados ​​em várias peças de automóveis para atender a essas demandas abrangentes.

Unidades de motor
As peças de automóveis que utilizam os metais mais preciosos são as unidades de motores, o coração do automóvel. Os metais preciosos são encontrados na unidade de bomba de combustível que fornece combustível para o motor, sensores que medem a quantidade de combustível, equipamentos de injeção de combustível e velas de ignição que inflamam a mistura de combustível e ar na câmara de combustão do motor. Eles também são usados ​​nos sensores de emissão e sensores de oxigênio que impedem a liberação de poluentes ambientais em emissões, incluindo hidrocarbonetos (HC), monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e partículas (PM).
A  centralina eletrônica, controla o motor para manter as condições ideais e os inúmeros sensores que detectam e medem várias informações que a Unidade de Controle do Motor (em inglês ECU - Engine Control Unit) necessita para funcionar, também usam metais preciosos.

Principais peças que utilizam metais preciosos:
onde estão os metais preciosos nos automóveis, oscaro
1. Unidade de controle do motor (ECU),
2. Remetente de combustível,
3. Sensor de posição do acelerador,
4. Sensor de aceleração,
5. Sensor de fluxo de ar,
6. Injetor de combustível,
7. Sensor de pressão,
8. Velas de ignição,
9. Sensor de oxigênio,
10. Catalizador de controle de emissão de gases de escape,
11. Sensor de temperatura do gás de escape.
Comutadores
Os relés, que detectam o estado de ligar/desligar de vários interruptores ou a posição dos interruptores multi-etapas utilizados para vários dispositivos, como janelas elétricas e ar-condicionado, utilizam metais preciosos para permitir a circulação de eletricidade. O número desses relés está aumentando, pois eles têm alta confiabilidade para suportar diferenças extremas de temperatura no interior do veículo, variando de -30° C a 90° C. Além disso, os contatos elétricos que usam metais preciosos como a prata possuem maior condutividade, durabilidade e confiabilidade e são compatíveis com uma ampla gama de cargas a partir de correntes de minutos.

Peças de carro que utilizam metais preciosos:
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1. Interruptor rotativo
(Sinais direcionais, faróis, limpadores de pára-brisas, etc.);
2. Botões de controle
(Janelas eléctricas, ar condicionado, sistema estéreo, sistema de navegação, etc.).

Outras Partes
Uma ampla gama de peças de automóveis usam metais preciosos.
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1. Filme reflexivo em espelhos interiores e laterais;
2. Conectores de fio de ligação.

Reciclando os metais preciosos contidos nos carros:
oscaro
Os metais preciosos são usados ​​em várias peças de automóveis como discutido acima, os veículos em fim de vida tornaram-se em um recurso valioso através da reciclagem.
Existem de 3 a 7 g de platina em uma tonelada de minério natural, cerca da quantidade em um único anel, o suficiente em cerca de quatro automóveis inteiros, incluindo o catalisador usado em sistemas de purificação de emissões.

À medida que o uso de TI e equipamentos elétricos em automóveis aumenta, os metais preciosos continuarão a desempenhar um papel importante como matéria-prima usada em autopeças. Ainda mais metais preciosos serão necessários à medida que o maior desempenho ambiental é exigido e o número de veículos continua a crescer. Sob as circunstâncias, estoques estáveis ​​de metais preciosos e redução de custos são cruciais para manter a produção de automóveis.

Fonte:

Segue oficina70.com