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Rochas vulcânicas que contém pedras preciosas

Algumas rochas são um indicador de que elas podem conter pedras preciosas no seu interior.
basalto amigdalóide com cristais de piroxena e olivinas
Basalto amigdalóide com fenocristais de piroxena e olivinas

A maioria destas rochas são rochas ígneas, ou seja, rochas de composição vulcânicas.
Estas rochas ígneas são formadas pelo resfriamento e solidificação do magma ou lava.

Principais rochas vulcânicas que podem conter pedras preciosas são: Kimberlito e Lamproíto, Basalto, Riolito e nos Pegmatitos.
Já o Xisto não é uma rocha vulcânica mas é uma destas rochas hospedeiras de pedras preciosas.

O tipo de pedras preciosas encontrados na matriz destas rochas vai depender da formação química destes vulcões ou do solo de que foi formado.
esmeralda na matriz de pegmatito
Esmeralda na matriz de pegmatito

Encontre uma destas rochas e muito provavelmente encontrará pedras preciosas como diamante, água-marinha (berilo), turmalina, rubi, safira, ametista (quartzo), topázio, esmeralda (berilo), pirita, etc.

Basalto
olivina e piroxena no basalto
Das rochas vulcânicas o Basalto é o mais conhecido, porém, há basaltos e basaltos.
Vocábulo antigo dos léxicos geográfico, naturalista e, mais tarde, geológico, “basalto” é, pois, o termo geral que designa o equivalente vulcânico do gabro, a rocha plutónica de composição máfica e ferro, e com baixo conteúdo em sílica, pelo que uma e outra são qualificadas como básicas.
Mais de 90% das rochas básicas são vulcânicas e, dentro delas, mais de 90% são basaltos, constituindo o essencial da crosta oceânica. No seu conjunto, os basaltos são as rochas magmáticas mais abundantes na crosta terrestre, onde ocupam cerca de 70% da superfície. Os granitos ocupam os restantes 30%, confinados à crosta continental.
Basalto é hoje um vocábulo petrográfico muito abrangente das rochas vulcânicas com as características químicas e acima definidas (conteúdo em sílica entre 52% e 49%). Aplica-se, não só àquelas cuja lava brota à superfície e aí arrefece e solidifica, como às que, no decurso desta actividade, solidificam a meio caminho da extrusão. É o caso dos chamados basaltos das soleiras, diques, chaminés e outros corpos intrusivos de relativamente pequena profundidade, muitos deles designados por doleritos.

Quais gemas são encontradas na rocha ígnea e como são formados?
As pedras preciosas encontradas em rochas ígneas incluem os quartzos (incluindo ametista, citrino e ametrino), as granadas, pedra da lua, apatita, diamante, espinélio, tanzanita, turmalina, topázio e zircão. Algumas dessas gemas se formam em pegmatitos e veios hidrotermais que são geneticamente relacionados a rochas ígneas.
rocha de pegmatito
Rocha de pegmatito, Portugal

Pelo resfriamento do magma, os átomos são ligados em padrões cristalinos e, posteriormente, diferentes minerais são formados. Quando a formação ocorre nas profundezas da crosta terrestre (aprox. 33 km de profundidade) podem formar-se rochas bastante grandes (por exemplo, granitos).

Rochas ígneas são formadas e criadas por processos magmáticos na terra. Para formar cristais muito grandes de minerais raros, são necessárias condições excepcionais. Por exemplo, a rocha de pegmatito é formada pela cristalização de magma enriquecido com água nos veios de outras rochas, podendo conter berilo, turmalina e topázio.

As rochas ígneas são divididas em dois tipos, a rocha vulcânica (extrusiva) e a rocha plutônica (intrusiva), dependendo de onde o magma esfria.

Rocha vulcânica ou extrusiva
Esta é a rocha que se forma na superfície da terra. Em contato com o ar ou a água do mar, a rocha derretida esfria rapidamente e se extingue em um vidro (como obsidiana) ou forma pequenos cristais (basalto). As rochas vulcânicas são geralmente de granulação fina ou de estrutura vítrea.

O basalto é uma rocha extrusiva, de granulação fina devido ao seu rápido resfriamento. Consiste em grande parte em minúsculos cristais de feldspato e piroxênio (como diopsídio, olivinas e enstatita). Alguns basaltos contêm pedras preciosas como corindo, zircão e granadas.

Outra rocha vulcânica é o kimberlito. Os tubos de kimberlite são a maior fonte de diamante.

Ocasionalmente, variedades de vidro vulcânico, obsidiana, são lapidadas e transformadas em pedras preciosas.
A obsidiana é um mineraloide amorfo com dureza de aproximadamente 5,5.
tipos de obsidiana
Alguns tipos de obsidiana

Variedades de obsidiana incluem:
Obsidiana floco de neve (com inclusões do mineral cristobalita);
Obsidiana arco-íris;
Obsidiana de mogno vermelho;
Obsidiana de brilho prateado;
Obsidiana rendada meia-noite;
Abóbora obsidiana e
Obsidiana "lágrimas de apache".

Rocha plutônica ou intrusiva
Quando a rocha derretida se solidifica dentro da rocha preexistente, ela esfria lentamente, formando rochas plutônicas com cristais maiores. Eles tendem a ser de granulação grossa.

O granito é uma rocha intrusiva de grão grosso que contém os minerais quartzo e feldspato, e geralmente carrega mica ou hornblenda. Em algumas circunstâncias, o granito sofre "cristalização fracionada", um processo em que o resfriamento lento cria cristais de diferentes minerais à medida que se formam em diferentes temperaturas.

Os minerais do grupo dos pegmatitos estão entre os últimos a serem formados, muitas vezes ocorrendo como veios que penetram em seu entorno.

Minerais associados que encontram sua origem em rochas ígneas:
Berilo;
Crisoberilo;
Corindo;
Diamante;
Granada;
Feldspato;
Peridoto (uma das formas de Olivinas);
Quartzo (e suas variedades);
Espinélio;
Topázio;
Turmalina e
Zircão.

Fases do ciclo ígneo ou magmático
Os estágios do ciclo ígneo ou magmático são os seguintes:
1. Fase do ciclo ígneo ou magmático
Cromita;
Magnetita e
Magnetita de titânio.

2. Fase magmática líquida (cristalização principal) 1500-600 graus C:
Espinélio;
Zircão;
Apatita;
Peridoto e 
Diamante.

3. Fase de pegmatita (cristalização em repouso) 700-400 graus C:
A parte residual do magma, que é rica em fluxos, é conhecida como estágio pegmatítico. O fundido torna-se uma solução aquosa à medida que a solidificação prossegue. Devido a essa fluidez, os líquidos podem penetrar em fissuras e rachaduras nas rochas circundantes. Sob a pressão e as temperaturas concentradas, formam-se cristais individuais que podem medir vários centímetros e, ocasionalmente, vários metros. Os cristais prismáticos crescem perpendicularmente às paredes do veio.
Os veios de pegmatito são alguns dos melhores exemplos de formação de pedras preciosas.
Turmalina;
Berilo;
Quartzo;
Feldspato;
Zircão;
Apatita;
Brasilianita;
Grafite;
Moscovita e
Lepidolita.

4. Fase pneumatolítica 500-300 graus C:
Os minerais formados nesta fase se formam em temperaturas mais baixas e pressão crescente. Componentes voláteis superaquecidos estão envolvidos. O mais proeminente desses componentes são os gases de vapor de água, boro e flúor. Sob a influência desses vapores, outros minerais são frequentemente formados na zona de contato do calcário.
Topázio;
Euclase;
Vesuvianita;
Fluorita;
Cassiterita;
Sheelite e
Volframite.

5. Fase hidrotérmica 400-50 graus C:
Este é um processo associado à atividade ígnea que envolve água aquecida ou superaquecida. A água a temperatura e pressão muito altas é uma substância extremamente ativa, capaz de quebrar silicatos e dissolver muitas substâncias normalmente consideradas insolúveis. Este é o último estágio dos minerais que podem ser considerados formados diretamente do magma.
Ouro;
Prata;
Esmeralda (colombiana);
Berilo;
Quartzo;
Barita;
Pirita;
Dolomite e
Calcita.

Ouro disseminado no Granito
O ouro em rochas ígneas; tendo em vista a mineralização de ouro.
Ouro disseminado no Granito, PORTUGAL
Ouro disseminado no Granito Rosa Porrinho, Portugal

O ouro é um constituinte do granito e das rochas plutónicas.
Essas rochas cristalinas podem ser uma fonte primária do ouro, que se concentram nos veios.
Geralmente a disseminação do ouro no granito ocorre em pequenas escamas, raramente ultrapassando um milímetro de diâmetro, distribuído pelas escamas de mica e aparentemente encerrado em grânulos de feldspato e quartzo como é o exemplo da foto acima.


Zircão para calcular a idade da terra
O zircão se forma em granitos nas profundezas da crosta terrestre (rocha plutônica). Através do movimento das placas tectônicas, esse granito é trazido à superfície e inicia a construção da montanha. Através da erosão, o granito (e o zircão contido) constrói sedimentos que eventualmente serão enterrados profundamente o suficiente para se transformarem em rochas metamórficas.
ZIRCON du Sénégal
Zircão do Senegal

O zircão tem duas propriedades importantes:
Alta dureza relativa e
Resistência a ataques químicos.

Devido à sua dureza de 7,5 na escala de Mohs, os zircões costumam sobreviver intactos ao processo sedimentar. Devido à sua resistência a ataques químicos, o zircão sobreviverá ao processo de metamorfismo de contato que tenta atacá-lo com calor e pressão. Este último é importante, pois a massa líquida ao redor do zircão fará com que uma nova borda seja formada ao redor do antigo zircão, assim como a formação de anéis de árvores.
Este primeiro ciclo geralmente levará centenas de milhões de anos.

Saiba como a pedra de Zircão ajuda a clacular a idade da terra:

Formações rochosas que contém ouro:


Fontes:
e outras várias.

Mar de Vidro e Praia de Vidro (sea glass)

As praias de vidros existem um pouco por todo o mundo e sim, é mesmo verdade.
O vidro do mar e o vidro da praia (como são conhecidos só dependendo se são encontrados na praia ou em um rio) são pedaços de vidro naturalmente desgastados, que muitas vezes têm a aparência de pedras caídas.
vidro de mar
O "vidro do mar" é um vidro desgastado física e quimicamente encontrado em praias ao longo de corpos de água salgada. Os processos de intemperismo produzem vidro fosco natural.
O "vidro do mar genuíno" pode ser coletado como hobby e é usado para decoração, mais comumente em joias.
"Copo de praia" vem de água doce e muitas vezes é menos fosco na aparência do que o vidro do mar. O vidro do mar leva de 20 a 40 anos, e às vezes até 100 a 200 anos, para adquirir sua textura e forma características. E sim, além de joalheiros e designers, pasmem, há colecionadores para este tipo de material.
Também é coloquialmente referido como "vidro de deriva" do processo de deriva longshore que forma as bordas lisas. Na prática, os dois termos são usados ​​de forma intercambiável.

As praias de Mar de Vidro mais famosas no Mundo são:
Glass Beach (Fort Bragg, Califórnia)
Glass Beach (Fort Bragg, Califórnia)
Glass Beach é uma praia adjacente ao MacKerricher State Park, perto de Fort Bragg, Califórnia, nomeada em uma época em que era abundante em vidro marinho criado por anos de despejo de lixo em uma área do litoral perto da parte norte da cidade.
É ilegal coletar vidro neste local.

Glass Beach (Eleele, Havaí)
Glass Beach (Eleele, Havaí)
Glass Beach é uma praia em Eleele, uma área industrial em Kauai, Havaí, que é feita de vidro marinho. Fica na Baía de Hanapepe, perto do Porto de Port Allen.
A rocha regular da praia é basalto, mas o vidro do mar se formou após anos de vidro descartado.

Praia de vidro da Baía de Ussuri (Vladivostok, Rússia)
Russian Glass Sea Bay, Vladivostok
A baía é uma área de lazer popular na região devido às suas praias de areia, sendo a mais conhecida a Baía de Lazurnaya. Mas uma pequena parte da praia há o mar de vidro, onde a ação das marés atingiu garrafas de vidro que foram levadas para a costa ou foram despejadas lá pela proximidade de fábricas de vidros e de porcelana deixando-os em seixos de vidro arredondado.
Русский стеклянный морской залив, Владивосток
Русский стеклянный морской залив, Владивосток

A diferença entre esta praia de vidro das outras é que aqui o vidro é mais visível devido ao gelo deixando a praia bem mais colorida.
Em vez de um perigo ambiental, o vidro na praia é considerado seguro.

Origem do vidro nos Oceanos
A origem dos vidros nos mares e que chegam às nossas praias remontam os finais dos séculos 19 e início do século 20 onde devido ao despejo de lixo nos rios e nos mares fizeram que estes seguissem este rumo. Nestes séculos a maioria das embalagens de produtos eram em vidro e não em pláticos como são usados hoje em dia.
Raras procedências de vidros e cerâmicas nas praias vem de naufrágios.
Por causa da densidade do vidro comum, os vidros quebrados no alto mar veem dar à costa marítima.

Formação do Vidro do Mar
"cristais" de mar de vidro
O vidro do mar começa como cacos normais de vidro quebrado que são então persistentemente derrubados e moídos pela movimentação das ondas do mar até que as bordas afiadas sejam suavizadas e arredondadas. Nesse processo, o vidro perde sua superfície lisa, mas ganha uma aparência fosca ao longo dos anos.

O vidro do mar produzido naturalmente "vidro do mar genuíno" origina-se de pedaços de vidro de garrafas quebradas, louças quebradas ou mesmo de naufrágios, que são rolados e tombados no oceano por anos até que todas as suas bordas sejam arredondadas, e a maciez do vidro foi desgastado para uma aparência fosca.

Locais famosos com Mar de Vidros 
O vidro do mar pode ser encontrado em todo o mundo, mas as praias do nordeste dos Estados Unidos, Bermudas, Escócia, Ilha de Man, nordeste e noroeste da Inglaterra, México, Havaí, República Dominicana, Porto Rico, Nova Escócia, Austrália, na Itália e o sul da Espanha são famosos por sua abundância de vidro marinho, garrafas, bocas e rolhas de garrafas, vidro artístico, mármores e cacos de cerâmicas. As melhores épocas para olhar são durante as marés vivas (especialmente as marés perigeana e próxima) e durante a primeira maré baixa após uma tempestade.
Em alguns destes locais acima mencionados, há praias em que os vidros substituem a areia em grande parte de uma extensão do areal.

Vidro de Rio, Vidro de Lago vs Vidro de Mar
Vidro de Rio vs Vidro de Mar
O vidro de rios ou de lagos é semelhante ao vidro do mar, mas na ausência do rigor das ondas e salina oceânica, o conteúdo é tipicamente menos intemperizado. O vidro de rios das regiões do interior geralmente tem desenhos ou letras em relevo, o que pode tornar o rastreamento de sua origem menos desafiador. A superfície externa dos cacos de vidro de praia também pode ser texturalmente variada, com um lado opaco e o outro brilhante. Isso é mais provável porque eles são pedaços quebrados de objetos de vidro maiores que ainda estão embutidos em lama, lodo ou argila, sendo lentamente expostos pela ação das ondas e erosão.

As cores dos Vidros de Mar
A cor do vidro marinho é determinada por sua fonte original, e a maioria dos vidros marinhos vem de garrafas. Além de peças de vidro, também são encontradas peças de cerâmica marinha colorida.

As cores mais comuns do vidro do mar são verde, marrom, branco e transparente. Essas cores vêm predominantemente de garrafas de vidro usadas principalmente por empresas que vendem cerveja, sucos, refrigerantes e outras bebidas. O vidro transparente ou branco vem de placas e vidros transparentes, para-brisas, janelas e diversas outras fontes.
cores dos vidros de mar

As cores menos comuns incluem jade, âmbar (de garrafas de uísque, remédios, destilados e garrafas de alvejante), âmbar dourado ou amberina (usado principalmente para garrafas de destilados), verde limão (de garrafas de refrigerante durante a década de 1960), verde floresta e gelo ou azul suave (de garrafas de refrigerante, garrafas de remédios, garrafas de tinta e potes de frutas do final do século 19 e início do século 20, janelas e pára-brisas). Essas cores são encontradas cerca de uma vez para cada 25 a 100 peças de vidro marinho encontradas.

Cores incomuns de vidro do mar incluem um tipo de verde, que vem principalmente do início a meados dos anos 1900, de garrafas de Coca-Cola, Dr. Pepper e RC Cola, bem como garrafas de cerveja. Cores verdes suaves podem vir de garrafas usadas para tinta, frutas e bicarbonato de sódio. Essas cores são encontradas uma vez a cada 50 a 100 peças.

Vidro marinho roxo é muito incomum, assim como citron, branco opaco (de garrafas de leite), azul cobalto e centáurea (de garrafas de leite de magnésia , garrafas de veneno, obras de arte, recipientes Bromo-Seltzer e Vicks VapoRub) e aqua (de Ball Frascos de pedreiro e certas garrafas de vidro do século XIX). Essas cores são encontradas uma vez para cada 200 a 1.000 peças encontradas.

Cores extremamente raras incluem cinza, rosa (muitas vezes de pratos da época da Grande Depressão), verde- azulado (muitas vezes de garrafas de vinho Mateus), preto (mais velho, vidro verde-oliva muito escuro), amarelo (geralmente de recipientes de vaselina da década de 1930), turquesa (de talheres e vidro artístico), vermelho (muitas vezes de garrafas velhas de Schlitz, luzes traseiras de carros, louças ou luzes náuticas), é encontrado uma vez a cada 5.000 peças e laranja o tipo menos comum de vidro marinho, encontrado uma vez em cerca de 10.000 peças.
A maioria dessas cores são encontradas uma vez para cada 1.000 a 10.000 peças coletadas. Alguns cacos de vidro preto são bastante antigos, originários de grossas lâminas do século XVIII de garrafas de gin, cerveja e vinho.

Identificação de vidro do Mar
Garrafas de vidro preto velhas (o tipo mais raro de vidro do mar) que tinham escória de ferro adicionada durante a produção para aumentar a resistência e a opacidade às vezes eram quebradas no transporte.
vidro de mar e de praia
O vidro preto geralmente é verde ou marrom quando exposto à luz, embora pareça preto a olho nu. O intemperismo e a oxidação, juntamente com a interação da luz UV com óxidos metálicos e produtos químicos no vidro e na água do mar, são fatores que afetam a cor do vidro marinho em longas exposições e prazos. Em textura e cor, o vidro do mar negro assemelha-se à rocha preta da praia, muito parecida com o basalto de rocha ígnea extrusiva, ou obsidiana negra resistida, um vidro vulcânico preto natural. Bolhas de gás são muitas vezes presas em vidro velho, impurezas e irregularidades nas garrafas originais eram comuns e um indicador de idade. Os primeiros exemplos foram soprados à mão, os posteriores utilizaram um molde. Devido à resistência inerente, pedaços maiores de vidro preto velho são mais comuns, incluindo peças que sobreviveram por séculos.

Pequenos pedaços requerem um olho treinado para detectar. A textura, juntamente com a cor, são úteis nas pesquisas. O vidro preto é o mais raro de todos seja no mar ou na praia devido à idade e dificuldade em encontrá-lo. No entanto, se um local confiável for encontrado, poderá produzir uma quantidade considerável de material.

Os colecionadores devem estar cientes da natureza histórica do local e do fato de que coletar itens antigos é considerado roubo cultural em algumas áreas do mundo. Em outras áreas, o vidro do mar é apenas mais um lixo na praia. A maior parte do contexto histórico do vidro marinho perde-se para o mar, mas a sua mera presença em algumas áreas é o património e o legado do local. Existem tesouros nacionais feitos de lixo antigo, como Glass Beach em Fort Bragg, Califórnia. O vidro em Fort Bragg é principalmente de meados do século 20.

Coletores de Vidro de Mar
coletores e colecionadores de vidros do mar
Assim como coletar conchas, fósseis ou pedras, vasculhar as costas em busca de vidro marinho é um hobby que muitos banhistas desfrutam. Hobbyists muitas vezes enchem frascos decorativos com suas coleções e têm grande prazer em rastrear a proveniência de um fragmento, enquanto artesãos criam peças de joalheria, vitrais e outras peças decorativas de vidro do mar. Alguns colecionadores usam suas coleções na criação de obras de arte, colocando-as em cimento ou outro adesivo para criar um mosaico.
Nos E.U.A., o hobby conta com a North American Sea Glass Association, que organiza anualmente uma conferência e emite um boletim informativo. Há também um guia que inclui um levantamento dos principais colecionadores de vidro marinho e os artistas que o utilizam para criar uma variedade de itens.

Vidro do Mar falso
Como tudo, devido a grande procura por artesãos e colecionadores, este tipo de vidro também esta se tornando muito falsificado e vendido como se tratasse de vidro do mar.
O vidro autêntico do mar e da praia está se tornando cada vez mais raro e difícil de encontrar. Mais pessoas estão procurando ativamente por ele, e a mudança para outros materiais, como plástico para recipientes, reduziu bastante o número de recipientes de vidro despejados no mar.

Essa escassez levou alguns artesãos a derrubar pedaços mais pobres de cacos de vidro do mar para criar o que é chamado de vidro "duas vezes jogado", enquanto outros criam vidro do mar artificial, ou "vidro artesanal", a partir de peças de vidro comuns usando um copo de pedra. Embora esse vidro seja mais grosso do que a maioria dos vidros marinhos verdadeiros, carece de sua proveniência romântica e difere em muitos aspectos técnicos (por exemplo, a exposição a longo prazo às condições da água cria uma superfície gravada no vidro que não pode ser duplicada artificialmente), ele atende aos requisitos demanda de artesãos a um preço mais barato e em uma gama mais ampla de cores.
Para fazer vidro artificial do mar, são necessários um copo, areia e vidro.
Tamboreadores de pedras também são usados para polir as bordas afiadas dos vidros.

Várias características destacam as diferenças entre o vidro marinho artificial e o vidro marinho natural, começando pela coloração e textura da superfície de cada peça. Um exemplo de vidro marinho natural geralmente terá uma textura gelada (opaca), quase em pó em diferentes pontos. Um dos indicadores mais confiáveis ​​para o vidro marinho natural é um desenho em forma de "C" em toda a parte externa da amostra. Se o desenho estiver localizado na peça, trata-se de vidro marinho autêntico, pois o vidro artificial normalmente não terá esse desenho específico. O vidro do mar geralmente vem de garrafas de vidro quebradas ou outros utensílios domésticos, então as peças encontradas nas praias não terão o formato perfeito, ao contrário do vidro do mar artificial, muitas vezes vendido como vidro de praia.

Sea Glass, video:

"Partilhe este artigo com seus amigos,
compartilhe conhecimentos."
(J. Charles Silva - oficina70.com)


Fontes:

Ocorrências de pedras preciosas no Espiríto Santo

Ocorrência de pedras preciosas na variedade Berilo no estado do Espiríto Santo
cascalho de água-marinha
Cascalho de água-marinha

Em vez do ouro, o que desperta atenção dos garimpeiros no estado são as pedras preciosas onde geralmente a maioria das gemas estão nas rochas de pegmatitos.
Sendo assim, se no Espírito Santo você encontrar um pegmatito, então avance nas suas pesquisas para encontrar belas gemas.

O Espírito Santo destaca-se, historicamente, como produtor de gemas, sendo referência no que se refere às variedades de berilo, principalmente a Água-marinha e o Heliodoro.

No estado estão referenciados em banco de dados de minerais cerca de 15 variedades de pedras preciosas, mas hoje vamos falar do Berilo.
mapa gemológico do Espírito Santo
Mapa gemológico do Espírito Santo

Segundo estudo geológicos, em todos os municípios do Espírito Santo é possível encontrar o mineral berilo, nas variedades água-marinha, heliodoro e morganita, juntamente com outros minerais com grande potencial gemológico.
Embora a sua produção atual não seja legalizada, durante os anos 40 a região de Itarana ficou conhecida como a “Serra Pelada Capixaba” devido à grande quantidade, qualidade e tamanho dos cristais de água-marinha.
Com cristais prismáticos e hexagonais elas podem chegar a atingir mais de 100 kg.
Outro destaque é o município de Pancas, a região produziu as duas águas-marinhas mais famosas do Brasil, a primeira, encontrada na década de 50 pesando 25kg foi batizada de “Marta Rocha” e a segunda, encontrada na década de 80 pesando 20,6kg foi batizada de “Xuxa”.
Há ocorrência de água-marinha nos municípios de Santa Teresa, Itaguaçu, Barra de São Francisco, Colatina, Baixo Guandu, Laranja da Terra, Afonso Claudio, Fundão, Santa Leopoldina, Domingos Martins, Castelo, Cachoeiro de Itapemirim, Mimoso do Sul e Muqui, além dos já descritos anteriormente.
Segue-se também ocorrências de água-marinha nos municípios de Bom Jesus de Norte, São Roque do Canaã, Ecoporanga, Alto Rio Novo, João Neiva, Ibiraçu, Aracruz, Santa Maria de Jetiba assim como nos municípios de Vargem Alta e Rio Novo do Sul.
escórias de água-marinha
Escórias de água-marinha

Trabalhos realizados pelo CPRM (2007), (2010), (2012) apontam a ocorrência de água-marinha nos municípios de Venda Nova, Linhares, Iconha e Nova Venécia, dando foco à região do Caparaó e seus municípios Jerônimo Monteiro, Guaçuí, São José do Calçado, Dores do Rio Preto, Divino São Lourenço,Ibitirama, Irupi, Iúna,Muniz Freire e Ibatiba, destaca ainda pontos de garimpos inativos em Alegre e Muqui.
Também por meio de trabalhos de pesquisa, envolvendo trabalhos de campo foi possível verificar a veracidade das informações descritas anteriormente e foram descritas outras ocorrências de água-marinha no Estado, tanto em depósitos primários, associadas à pegmatitos zonados simples, compostos por quartzo, feldspato branco a rosa, mica, variedades de berilo, destacando as ocorrências dos municípios da Serra, Vila Velha, Cariacica, Afonso Cláudio, Fundão, João Neiva, Ecoporanga, Colatina, Nova Venécia, São Gabriel da Palha, Itaguaçu, Mimoso do Sul, como em depósitos aluviais, destacando-se as ocorrências dos municípios de Pancas, Rio Ponte, Viana, Mantenópolis e Domingos Martins.
canudo de água-marinha, qualidade gemológica AAA
Canudo de água-marinha, qualidade gemológica AAB

A coloração e a qualidade dos cristais varia de um depósito para outro indo de azul claro, quase incolor ao azul intenso e azul esverdeado, com diafaneidade variando de transparente a translúcido, subédricas à euédricas com grande potencial de aproveitamento gemológico. Testes preliminares para melhoramento de cor, realizados em amostras de coloração azul esverdeada, resultaram promissores e as amostras resultantes apresentaram coloração variando do azul médio ao azul intenso.

Os estudos realizado nessa pesquisa mostram apenas os resultados preliminares da caracterização do potencial de produção de materiais gemológicos no estado do Espírito Santo.

Ocorrências de pedras preciosas no Espiríto Santo
Água-marinha de qualidade gemológica

A maior parte das água-marinhas encontradas no estado não tem qualidade gemológica, servindo apenas para catálogos de colecionismo ou bijuterias. Apenas uma pequena parte tem qualidade gemológica.

Berilo Heliodoro no Espírito Santo
HELIODORO - Aracruz, ES - Brasil
Peça da coleção de Anton Watzl Minerals: https://www.facebook.com/awminerals

O mineral Heliodoro é um ciclossilicato de berílio e alumínio com fórmula química Be3Al2(SiO3)6. Os cristais hexagonais do berilo podem ser de tamanho muito pequeno ou atingir dimensões de alguns metros. Os cristais terminados são relativamente raros.
O Espírito Santo é considerado a terra dos minerais Berilos. Segundo revelou uma pesquisa geológica, praticamente em todos os municípios do Espírito Santo é possível encontrar o mineral berilo, nas variedades água-marinha, heliodoro e morganita, juntamente com outros minerais com grande potencial gemológico.


Além das pedras preciosas o estado é referência nas Rochas Ornamentais.


Conheça as variedades de Berilo:

História do Início do Garimpo de Itarana

Análise gemológica de berilo da região de Pedra da Onça, Santa Teresa - ES

Informação sobre o suposto ouro encontrados no Rio Itapemirim:


Fontes:

Diferentes tipos e variedades de Ametistas

Tipos e variedades de Ametistas que você (talves) não conhecia
Todos nós sabemos que a cor da ametista é roxa, mas você sabia que a ametista também vem naturalmente em outras cores como em verde, rosa, preto e até vermelho?!
Ametista é uma pedra formada por óxido de silício (SiO2), apresentando também compostos de manganês e ferro, que combinados em maior ou menor quantidade, dão a esta gema ímpar, sua coloração, que vai desde o mais profundo púrpura ou roxo, até um cristalino e claro lilás, quase totalmente transparente como vidro.
Brandberg Amethyst

É considerada uma das primeiras e principais pedras preciosa ao longo de séculos, sendo encontrada em quase todos os continentes e lugares.
Alguns dos maiores produtores de ametista natural estão localizados na Bolívia, Brasil, Uruguai, Tanzânia, Zâmbia, Madagascar, Espanha e no Arizona (U.S.A.).

A ametista, com seus ricos tons violetas são facilmente reconhecíveis.
Cores fortes como a púrpura, o roxo ou o violeta são comuns nas pedras de ametista. Mas há uma boa variedade de cores e até pedras que tem duas ou três cores, dependendo de sua composição química.
Algumas variedades de cores são: Ametista Jacobina, Quartzo Ametista, Ametista de Madagascar, Ametista Mosquito, Ametista Púrpura e Ametista Espanhola.

Porém, existem alguns tipos de ametista que você não conhecia, então vamos explorá-los para que você os conheça.

IMA - International Mineralogical Association (Associação Internacional de Mineralogia) NÃO reconhece as variedades de ametista, mas somente a própria Ametista como mineral.

Tipos individuais de ametista e suas variedades  
Os cristais de quartzo vêm em várias cores, incluindo a ametista preta e o belo cristal de ametista rosa recentemente descoberto. Outros cristais neste grupo são Brandberg Amethyst, e uma rocha do Canadá identificada como Auralita-23 que é uma ametista com ponta vermelha composta de hematita e misturada com pedras violetas e outros minerais. 

Os cristais de ametista e cacoxenita do Brasil também pertencem à família das ametistas. 

Os belos cristais transparentes de lavanda da variedade Vera Cruz são provenientes de uma única mina no México.

Prasiolita é o nome de uma variedade verde de quartzo, que se acredita pertencer à família das ametistas. Também é referido como ametista verde, mas não é um tipo de ametista, e não vou entrar em detalhes neste artigo.

O Quartzo Prasiotrino talves esteja mais perto de pertencer como uma variedade de ametista, isto porque muitas destas pedras são encontradas em minas próximas dos locais com ametistas. E muito embora eu não a tenha incluído na lista abaixo você poderá ver e conhecer o Quartzo Prasiotrino AQUI

Amegreen é uma mistura de quartzo branco, quartzo violeta e verde e é quase idêntico a prasiolita.
Amegreen um tipo de ametista
Amegreen, imagem de https://crystalsandjoy.com/amegreen/

Já o Ametrino é uma pedra amarelo e violeta, e a Ametista Chevron é uma pedra misturada com quartzo violeta e branco com um padrão bem reconhecível.

Tamanha é a variedades das Ametistas que você pode fazer uma coleção só com elas.

Variedades de Ametistas:

Ametista Cacoxenita
Informações sobre Ametista cacoxenita AQUI

Amegreen
amegreen
Amegreen é uma combinação de cristais de 3 tipos diferentes de cristais de quartzo, que são ametista, prasiolita que também é conhecida como ametista verde e quartzo branco.
Esta impressionante combinação de cristais explica os tons de cor únicos da pedra Amegreen.
Ao olhar para esta pedra, você notará uma fascinante mistura de três tons principais:
O roxo é claramente devido ao composto de ametista que geralmente é apresentado na forma de um padrão chevron distinguível.
Em segundo lugar, temos a tonalidade Verde que reflete o compósito Prasiolite (Green Amethyst).
E por último, você pode observar algumas manchas brancas notáveis que revelam o elemento Quartzo Branco.

Auralita-23
auralita 23
Auralita-23, a pedra que combina 23 minerais.

Informações sobre Auralita 23 AQUI


Ametista Vera Cruz
Ametista Vera Cruz do México
Ametista Vera Cruz do México por https://suryacristais.pt/

Ametista Negra
ametista negra
Ametista negra é uma ametista com uma cor mais intensa

Ametista negra é o nome dado a um tipo de cristal que parece preto à primeira vista, embora ela seja de um roxo muito escuro, em vez de  preto fosco.
Alguns desses cristais parecem pretos, mas geralmente são de um tom roxo muito intenso, muito bonito e muito profundo, e apenas de perto ou com uma luz artificial você podera notar o tom roxo violeta intenso.
Alguns são bastante pretos, mas outros não são tão pretos, mas têm uma coloração roxa profunda bastante óbvia.
A cor da maioria das pedras mais escuras está relacionada à inclusão de boas quantidades dos minerais hematita e ferro.
Eles também ocorrem como geodos e druzas, o que significa que há muitos cristais minúsculos que apontam para fora e ocorrem em uma pedra matriz.
Muitos geodos de Ametista Negra têm cristais bem pequenos, mas outros têm uma formação de cristais um pouco maior.
A maior parte do que é conhecido como Ametista Negra vem do Uruguai e do Brasil e comumente ocorrem como  aglomerados ou pequenos geodos.

Ametrino ou Bolivianita
A Bolivianita também chamado Ametrino, é uma gema com fusão única da ametista com o citrino que lhe dão essas cores tão diversas que vão desde os amarelos tênues para a gama dos lilás, até a profunda violeta e cujas características a fazem que seja única no mundo.
Se encontra unicamente na Mina Anahí, único jazimento no mundo, localizada na província de Germán Busch, perto da cidade de Puerto Suárez, no departamento de Santa Cruz, Bolívia.

Brandberg
Os cristais de Brandberg também são conhecidos como Ametista Brandberg ou Quartzo Brandberg. São uma mistura de ametista, quartzo claro e fumê juntos sendo que algumas peças podem trazer quartzo lodalita ou até o quartzo fantasma, e é uma excitante mistura de minerais. Mas nem todos os Brandbergs são peças roxas. Eles são vendidos como quartzo Brandenberg com a grafia errada.
É encontrada apenas na Namíbia, África, nas montanhas Goboboseb, área de Brandberg.

Ametista de ponta vermelha
Red Tip Amethyst
Ametista de ponta vermelha ou em inglês, Red Tip Amethyst, é um quartzo com ponta vermelha e consiste em um revestimento do mineral hematita. O revestimento de pedra é uma mistura de quartzo violeta e marrom escuro. É uma fusão com oscilações de ametista e quartzo fumê e o mineral hematita. Também muito confundido com a Auralita-23, porém auralita contém os 23 minerais e é muito rara, outras pedras também igualmente são confundidas com a auralita (inclusive a chevron) mas só contém no máximo 7 inclusões.

Ametista Elestial
ametista elestial
Ametista elestial é uma ametista de cor lilás mas que o que a define é a sua formação piramidal. Peças pequenas são conhecidas no Brasil como dente de ametista já as peças maiores são conhecidos como cetro de ametistas.

Ametista Rosa
A Ametista Rosa é uma variedade de cristal recém-descoberta na Mina Choique, Pehuenches-Neuquén na Patagônia, Argentina. Há alguma controvérsia sobre onde foi encontrado, mas é ametista, e os geólogos realizaram análises espectroscópicas para determinar sua composição.
Suas cores não são todas rosas, como lavanda, roxo, rosa pêssego claro, mas variam de tons claros e suaves a tons rosa pêssego profundos.

Chevron Ametista
Informações sobre Ametista chevron AQUI

Super Seven
Este cristal é uma base de ametista
Ela é chamada assim porque se trata de uma combinação de 7 minerais sendo eles: ametista, quartzo, rutilo, quartzo fumê, lepidocracita, goethita e cacoxenita.
O seu nome foi composto já pela influência dominante da língua inglesa, chamada assim devido a sua principal característica, a da união das 7 pedras.


Fontes:

LEGO® Minerais, a coleção

LEGO® MINERAIS é uma idéia de novo produto
LEGO® Minerais, a coleção de minerais da LEGO®
LEGO® Minerais, a coleção de minerais da LEGO®

Um conjunto LEGO® muito legal foi proposto no site ideas.lego.com e para aqueles que não sabem, este site permite que designers amadores de LEGO® criem seus próprios conjuntos propostos que são votados e qualquer um que receba pelo menos 10.000 votos são então considerados pela LEGO® para produção como conjuntos de 'Ideias' de tiragem limitada.
OFICINA70 foi o apoiador número: 9.945

LEGO® coleção de minerais

Poderá ver esta idéia acessando o link a seguir

Este conjunto chama-se 'Tesouros da Terra: Reflexões' e inclui excelentes réplicas de quatro soberbos espécimes minerais e uma água-marinha.
LEGO® Pirita cúbica
LEGO® Pirita cúbica

LEGO® Água-marinha
LEGO® Água-marinha

Turmalina rubelita logotipo do Mindat
LEGO® Turmalina Mindat
LEGO® Turmalina Mindat

O maior banco de dados de minerais do mundo, o Mindat,org também apoia esta idéia.
Outras imagens da coleção de minerais da LEGO® Minerals clica no link a seguir:

O que é LEGO® MINERAIS?
LEGO® Minerais combina a beleza excepcional dos minerais da natureza com as infinitas possibilidades de LEGO®.
Construa os cristais, admire-os, colete-os e aprenda como eles se formaram ao longo de centenas de séculos!

LEGO® Quartzo citrino
LEGO® Quartzo citrino

Os espécimes são construídos em escala 1:1 sendo os minerais iniciais desta coleção: Berilo Água-marinha, Geodo de Ametista, Pirita, Rodocrosita, Quartzo, Berilo Vermelho e 4 turmalinas diferentes.

Um conjunto oficial pode incluir de 3 a 5 cristais (sem necessidade de recoloração e entre 1100 a 1700 tijolos) com seus próprios suportes dedicados e etiqueta de nome relativa.
LEGO® Rodocrosita
LEGO® Rodocrosita

LEGO® Rodocrosita
LEGO® Rodocrosita com pedestal

No entanto, a coleção pode crescer ao longo dos anos com lançamentos periódicos pela LEGO® de novos espécimes, afinal, não é disso que tratam as coleções!

LEGO® Minerais é perfeito para exibição, mas também é uma construção interessante, pois muitas técnicas avançadas estão envolvidas. Os cristais são maravilhas geométricas naturais e é bastante complicado construir em diferentes planos e ângulos para representar do que a Natureza é capaz!
LEGO® geodo de Ametista
LEGO® geodo de Ametista

LEGO® Minerais também pode despertar a curiosidade em crianças e adultos e aproximá-los da geologia e mineralogia. Várias instituições e vozes respeitadas na comunidade estão apoiando o projeto e cuidariam das informações educacionais que poderiam complementar o manual de instruções.
LEGO® Turmalina negra
LEGO® Turmalina Schorl

GOSTOU DA IDÉIA?
 Então prepare-se para uma diversão séria!!!

LEGO® Turmalina rubelita
LEGO® Turmalina rubelita


Todas as imagens são fontes do autor da idéia via LEGO®

Fonte:

Fenacita a pedra preciosa astuciosa

Fenaquita a pedra preciosa astuciosa
A fenaquita é um silicato de berílio que pertence ao grupo de minerais fenaquita.
Também chamada de fenacita, fenaquita (phenakita), é um mineral raro, principalmente em cristais bem formados e transparentes.
É encontrado em bolsões pegmatíticos e está associado a gemas como topázio, berilo, especialmente esmeralda, crisoberilo e quartzo fumê.
Esta pedra é transparente a translúcida com um brilho vítreo.
Seu nome é derivado do grego phenakos - “enganador”, em alusão à sua semelhança com o quartzo quando incolor. Por culpa disto esta pedra ganhou reputação como a "gema da enganação".
Isso ocorre porque a fenaquita varia tanto na forma que é facilmente confundida com outros tipos de cristal, como quartzo, topázio ou mesmo turmalina.
Na aparência geral, o mineral não é diferente do quartzo, com o qual de fato é mais confundido.
Seu aspeto transparente, brilhante com tons de amarelo, rosa ou roxo fazem-nas parecer diamantes.
Ela ocorre como incolor e branco, mas também ocorre com tons de amarelo, marrom e rosa.
Seu sistema cristalino é hexagonal (trigonal) e frequentemente se cristaliza em prismas curtos.
No entanto, a fenaquita varia muito na forma de um local para outro.

A fenaquita é encontrada no Brasil, Sri Lanka, Madagáscar, México, Zimbábue, Zâmbia, Noruega, Rússia, Tanzânia, Suíça e EUA.

Informações sobre a Fenaquita
Fenaquita é um mineral da família dos silicatos, subclasse nesossilicatos, contendo berílio. Sua formula é Be2SiO4.
Ocasionalmente usada como gema, a fenacita ocorre como cristais isolados, que são romboédricos com hemiedrismo de face paralela e são lenticulares ou prismáticos no hábito: o hábito lenticular é determinado pelo desenvolvimento de faces de vários romboedros obtusos e ausência de faces prismáticas .
Seus cristais apresentam sistema cristalino trigonal.
Não há clivagem e a fratura é concoidal.
É transparente a semitranslúcido, brilho vítreo, incolor ou tons de amarelo, rosa, roxo ou vinho, com raias de cor branca.

A gravidade específica é 2,96.
Com uma dureza de Mohs de 7,5 a 8, a fenaquita é uma pedra preciosa relativamente resistente e durável.

Minerais do grupo da Fenaquita:
Eucriptita,
Fenaquita e
Willemita, Mina da Preguiça, Beja - Portugal
Willemita.

Locais de ocorrências no mundo
A fenaquita foi encontrada pela primeira vez no início do século 19 nas minas de esmeralda da região de Sverdlovskaya, no sopé oriental dos montes Urais, no sul da Rússia. Mais tarde, também foi encontrado em outras partes dos Urais. Hoje, pode ser encontrado em quase todos os continentes, mas nunca em quantidades significativas.

Cristais bem definidos de fenaquita também foram encontrados na região do Pikes Peak, no Colorado (EUA).
Outras ocorrências incluem; Kragero, Noruega; Província da Alsácia, França; Mogok, Mianmar; Brasil, Suíça, África Oriental, Birmânia, Madagáscar, Itália, Sri Lanka, Zimbábue e Nigéria.

As descobertas recentes mais importantes foram em Madagáscar e na Nigéria.
Em Madagáscar, o material foi extraído na virada do milênio de uma única localidade remota em Abalavato. Alguns anos depois, esse depósito foi coberto por um deslizamento de terra e, desde então, nenhuma ocorrência significativa de fenaquitas de Madagáscar foi relatada.

Na Nigéria, a fenaquita foi descoberta no ano de 2008 por Tunde Jimba (Min.), o minerador líder da Salistone Ventures. A pedra foi encontrada a uma profundidade de 15 metros e alguns cristais grandes, limpos e impressionantes foram recuperados. A mina Salistone está localizada em Jos Plateau, no estado de Plateau da Nigéria. O nome "OKUTA-DIDAN" na língua nativa iorubá, que significa "Uma pedra brilhante", foi dado a esta pedra preciosa e é frequentemente referido como o nome da mina, o que não é. Este nome local foi dado à fenaquita por causa de sua alta transparência e refletividade diferente de qualquer outra pedra na região. A produção continua em um nível limitado e nunca há muito material no mercado.

Fenaquita na terapia holística
A fenaquita é sempre procurada por suas propriedades metafísicas e sempre esteve no topo de todas as listas de pedras preciosas fortalecedoras usada nas terapias com cristais. Diz-se que possui uma série de valores corretivos. Diz-se que oferece energia protetora e aumenta a perceção de si mesmo. Supostamente, a fenaquita se livra de emoções negativas. Desespero, negação, desejo de vingança ou desejo de morte são aliviados com fenaquita. Com esta pedra preciosa, nossos problemas supostamente se tornam nossos professores, possibilitando um caminho para o futuro.  

Ocorrência e minerais associados
Fenaquita na canga de esmeralda, Campo Formoso - Bahia
A fenaquita é encontrada em veios pegmatíticos de alta temperatura e em micaxistos associados a quartzo, crisoberilo, apatita e topázio. Há muito que se conhece da mina de esmeralda e crisoberilo no riacho Takovaya, perto de Yekaterinburg, nos Urais da Rússia, onde grandes cristais ocorrem no micaxisto. Também é encontrada com topázio e pedra amazonita no granito das montanhas Ilmen, no sul dos Urais, e na região do Pikes Peak, no Colorado (EUA). Grandes cristais de hábito prismático foram encontrados em uma pedreira de feldspato em Kragero, na Noruega. Framont, perto de Schirmeck, na Alsácia, é outra localidade bem conhecida. Cristais ainda maiores, medindo 1 a 2 pol. de diâmetro e pesando 13 kg foram encontrados em Greenwood no Maine, mas estes são pseudomorfos de quartzo após fenaquita.

Fenaquita na lapidação para ornamentar joias
Fenaquita está entre as gemas incolores mais duras e brilhantes. Com dureza de 7 1/2 a 8 e sem clivagem, a fenaquita é fácil de trabalhar e dura o suficiente para facilitar um excelente polimento.
Fenaquita bruta e
fenaquita lapidada.

Para fins de gema, a pedra é lapidada na forma brilhante, da qual existem dois belos exemplares, pesando 34 e 43 quilates (6,8 e 8,6 g), no Museu Britânico. Os índices de refração são superiores aos do quartzo, berilo ou topázio; uma fenaquita facetada é, portanto, bastante brilhante e às vezes pode ser confundida com diamante.
Embora suas cores possam variar do branco ou rosa ao amarelo ou marrom, a fenaquita é conhecida predominantemente como uma pedra preciosa transparente e incolor. Muitas pedras são perfeitamente incolores, sem nenhum traço de qualquer alteração de cor.

Hoje em dia, vendedores inescrupulosos de pedras brutas ou lapidadas ainda tentam fazer passar espécimes de quartzo abundantes como sendo fenaquitas muito mais valiosos.

Com pouca dispersão, essas gemas não geraram muito entusiasmo além dos coletores de minerais incomuns. No entanto, o aumento do interesse da Nova Era por cristais na década de 1990 alcançou essa pedra. Com ou sem auras místicas, dureza excecional (7,5 - 8) e clivagem indistinta fazem desta uma boa, embora incomum, pedra para joalheria.

Recentemente, laboratórios gemológicos confirmaram joias de olho de gato retiradas de fenaquitas de Madagascar e Sri Lanka.

Fenaquitas sintéticas
Os laboratórios sintetizaram esse mineral, começando com uma semente de willemita, nada menos. No entanto, é mais provável que você encontre joias de quartzo erroneamente ou deliberadamente apresentadas como fenaquitas. Por ser áspero, esse mineral pode cumprir sua etimologia.
Em pelo menos um caso, fenaquita bruta quase incolor foi submetida à análise gemológica como diamante suspeito. Apesar das semelhanças externas, incluindo características semelhantes a trígonos, essas gemas têm propriedades ópticas e físicas muito diferentes.
Por exemplo, a fenacita tem birrefringência e uma gravidade específica mais baixa do que o diamante.

Quando encontrados em esmeraldas como inclusões, as próprias fenaquitas comumente indicam origens sintéticas.

Os tratamentos de radiação podem transformar fenaquitas incolores em amarelo-marrom.

Perfil da Fenaquita:
Informação de cor: branco
Índice de refração: 1,651-1,696
Composição Química: Be2SiO4
Dureza: 7,5-8,0
Densidade: 2,94-2,96
Grupo Cristal: Hexagonal

Inclusões e ocorrência:
Em pegmatitos de granito, frequentemente em bons cristais. Além disso, depósitos de esmeralda e alexandrita hospedados em xisto.
Cristais de aikinite; também mica (Brasil) como forma de tubos finos em forma de agulha podem causar cálculos em olhos de gato na fenaquita mas isto são casos raros.

Minerais associados à Fenaquita:
A fenacita encontrada predominantemente na Rússia esta associação com a Alexandrita.
Já na moior parte do mundo a Fenaquita está associada ao Quartzo, Quartzo Fumê, Microclino, Fluorita, Schorl, Albita, Muscovita, Esmeralda, Flogopita e Bertrandita.

Locais catalogados de ocorrências no Brasil:
Bahia:
Campo Formoso, Érico Cardoso, Paramirim das Crioulas e Pindobaçu.
Espírito Santo:
Mimoso do Sul.
Goiás:
Cavalcante e Monte Alegre de Goiás.
Minas Gerais:
Aimorés, Araçuaí, Caraí, Marambainha, Santa Maria de Itabira e no Rio Piracicaba.

Locais catalogados e de ocorrências em Portugal:
Braga:
Vieira do Minho, Anjos e Vilar do Chão.
Vila Real:
Chaves e Vidago.
Viseu:
Penalva do Castelo, Sezures, Sátão, Ferreira de Aves, Aldeia Nova, Vila Nova de Paiva, Queiriga e em Viseu na U.F Repeses e São Salvador.

Locais de ocorrências em Moçambique:
Província da Zambézia no Distrito Alto Ligonha,
Distrito de Mocuba - Mocuba.


Fontes: