Série Minerais do Brasil - Santa Catarina

Principais ocorrências minerais no estado de Santa Catarina
(Série Minerais do Brasil - Santa Catarina)
Série minerais do Brasil - Santa Catarina
No estado de Santa Catarina estão catalogado cerca de 88 minerais e/ou pedras preciosas.

Menções de minerais no estado:
Nas áreas de Criciúma, Urussanga, Tubarão, vários depósitos produzem fluorita em blocos listrados que são cortáveis. As cores amarela e bege predominam, com listras azuis ou verdes.

Mineral local que só existe aqui:
Arupita
Arupita é um produto de intemperismo de um meteorito de ferro rico em níquel.
Descrito como o Meteorito de ferro de Santa Catarina, ele foi encontrado no Morro do Rócio, São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil
Aprovado no IMA (International Mineralogycal Association) em 1990.
Características da Arupita:
Fórmula: Ni3 (PO4) 2 · 8H2O
Cor: azul para azul claro
Brilho: Maçante, Terroso
Dureza: 1½ - 2
Gravidade específica: 2,85 g/cm3 (medida) | 2,85 g/cm3 (calculada)
Sistema de cristal: Monoclínico
Membro do grupo: Vivianita
Formação e depósitos:
É formado a partir de meteoritos de ferro ricos em níquel a céu aberto. Geralmente é associado a outros minerais, como: reevesita, honessita, acaganeita, hematita, goethita ou magnetita.

Minerais e pedras preciosas de Santa Catarina:
Aegirina, Akaganeita, Albita, Série Albita-Anortita, Alabogdanita, Alstonita,
Analcime, Ancylita, Andradita variedade: Melanita, Anquerita,
Antitaenita, Apatita, Apofilita, Arupita (TL),
Astrofilita, Augita, Awaruita, Baddeleyita,
Barringerita, Barita, Bastnäsite, Biotita,
Böhmita, Calcita, Catapleiita, Celadonita, Chabazita,
Calcopirita, Cromita, subgrupo Clinopiroxênio,
Criolita, Diopsídio, Dolomita, Enxofre,
Eudialita, Grupo Eudialita variedade: Eucolite, Fayalita,
Série Fayalita-Forsterita, Fersmita, Fluorapofilita- (K),
Fluorita, Forsterita, Galena, Grupo da Granada,
Gibbsita, Vidro natural, Goethita, Ouro,
Gorceixita, Goyazita, Grafite (meteorito), Halita,
Halloysite, Heazlewoodita, Hematita,
Subgrupo Heulandita, Honessita, Ilmenita,
Ferro variedade: Kamacita, Kaersutite,
Kalsilite, Laumontita, Låvenita, Leucita, Limonita,
Litiophorita, Magnetita variedade: Magnetita Titanífera,
Grupo Melilite, Mesolita, 'Ferro Meteorítico', Grupo da Mica,
Monazita, Monticellite, Montmorillonita, Mordenita,
Murmanita, Natrolita, Nefelina, Neptunita,
Níquelfosfeto, Nordstrandita,
Noseanita, Opala variedade: Opal-AN (amorfo=semelhante ao vidro), Ortoclase,
Subgrupo de Ortopiroxênio, Pargasita,
Parisita- (Ce), Pectolita, Pentlandita, Perovskita,
Flogopita, Pigeonita, Pirita, Pirocloro,
Grupo do Pirocloro, Pirrotita,
Quartzo variedades: Ágata, Ametista e Calcedônias,
Reevesita, Sarcopsida, Schreibersita, Scolecita, Serandita,
subgrupo Serpentino, Siderita, Sodalita, Estellerita,
Stilbite-Ca, subgrupo Stilbite, Synchysite,
Taenita, Tetraferriphlogopita, Tetrataenita, Titanita,
Troilite, Ulvöspinel, Wolframita e Zircão.

NOTA:
Mais informações sobre pedras preciosas, minerais de coleção e ouro no estado de Santa Catarina você encontra no final deste artigo.

Principais recursos minerais explorados econômicamente no estado:
Sob a ótica dos interessados em mineralogia, certas rochas possuem minerais muito importantes. Nas rochas sedimentares antigas (paleozoicas) surgem as camadas de carvão. Essas rochas utilizam, também, materiais fragmentados, como as argilas, empregadas como matéria-prima para a cerâmica.

Na porção meridional do estado, demais minerais são economicamente importantes, como a fluorita, minério de Urussanga e Estação Cocal. O calcário é outro mineral muito importante, porque se utiliza principalmente para fabricar cimento. Aparece sob a forma de sedimento e metamorfose especialmente nos terrenos da encosta litorânea (Camboriu) e no Vale do Itajaí-Mirim. Nessas regiões, o mármore é algo economicamente valioso.

O recurso mineral mais economicamente interessante no estado é o carvão.
Historicamente, o carvão brasileiro foi descoberto em Santa Catarina, no ano de 1827, na localidade de Guatá, município de Lauro Müller. O estado é o segundo maior produtor de carvão mineral com uma cota nacional em torno dos 10,41%.
No entanto, mesmo as rochas comuns como os granitos, os gnaisses, apresentam-se, grandemente, como materiais de construção, calçamentos de ruas, etc.

As argilas, que são minerais fragmentados, pois seus materiais formadores são substâncias de desagregação e alterações químicas, quando possuem grande "plasticidade", denominadas "caolínicas" são muito importantes. Desenvolvem mais de cem olarias e cerâmicas em várias regiões de Santa Catarina.

Pedras Preciosas:
Ametista
geodo de ametista em basalto vesicular, SC
Geodo de Ametista em basalto vesicular, Santa Catarina
É a mais importante das gemas existentes em Santa Catarina, estando presente em 34 %
dos jazimentos cadastrados. Ocorre geralmente associada à ágata. Sua concentração mais importante está no Oeste Catarinense, na região entre Palmitos e Ipuaçu.
Os jazimentos de Santa Catarina costumam ocorrer em um derrame situado muito próximo à superfície. Esse derrame não está bem caracterizado, parecendo ser geralmente
um basalto microvesicular, que os garimpeiros chamam de tijolão.
A ametista é, em geral, de cor mais clara que a do Rio Grande do Sul e nem sempre é passível de transformação em citrino. Tanto ela quanto o cristal-de-rocha podem ser muito límpidos.

Ágata
É a segunda gema mais abundante em Santa Catarina, tendo sido encontrada em 58% dos jazimentos cadastrados. É produzida apenas em três locais, os garimpos de ametista de Entre Rios e Quilombo e em Itapiranga, entre os rios PeperiGuaçu e Macaco Branco. Entretanto, ocorre também na mina subterrânea de ametista de Entre Rios.

Coríndon (rubi e safira)
Rubi e safira ocorrem em rochas de todo o Complexo Granulítico de Santa Catarina, mas concentrações economicamente aproveitáveis são conhecidas nos municípios de Barra Velha e São João do Itaperuí, na margem direita do rio Itapocu.

Quartzo róseo
Há jazimentos relativamente importantes dessa gema em Nova Trento.
No morro da Cruz, junto à cidade, houve extração de quartzo leitoso e róseo nas décadas de 60 e 70, talvez também depois disso. O primeiro era usado em cerâmica, depois de moído.

Fluorita
 A fluorita não costuma ser utilizada como gema por ter baixa dureza, o que dificulta a obtenção de um bom brilho, e pela excelente clivagem cúbica, que dificulta a lapidação.
Entretanto a fluorita de Santa Catarina merece destaque por fornecer também belas peças para coleção, incluindo drusas de
grande tamanho e outras menores, em que aparecem pequenos cristais de pirita.

Cristal-de-rocha
Aparece em toda a área de rochas vulcânicas da Formação Serra Geral, sendo a gema mais abundante em Santa Catarina. Sua presença foi registrada em 72% dos jazimentos de gemas cadastrados. Entretanto, não é aproveitado nem mesmo como peça para coleção, por falta de demanda.

Xilólito
(madeira fossilizada, madeira petrificada)
 Foram cadastrados dois jazimentos de madeira silicificada nos municípios de Lages e Itaiópolis, mas, ela existe também em Taió e Bocaina do Sul. O material procedente de Lages é aparentemente o melhor para lapidação. A madeira silicificada pode ser trabalhada para obtenção de jóias e principalmente objetos decorativos, como cinzeiros, mostradores de relógio, pesos de papel, etc.

Jaspe
Foram cadastrados três jazimentos, em São Carlos, Modelo e Quilombo, todos na região oeste. O de Quilombo é o mais importante, mostrando massas de jaspe verde com até 90 cm de diâmetro pelo menos. Em São Carlos, o jaspe é menos abundante, mas aparece também com cor vermelha, mais valiosa. O jazimento de Modelo só contém jaspe verde e em
quantidade menor que a dos anteriores.

Obsidiana
Cadastrou-se interessante ocorrência em Campos Novos, e encontrou-se um indício em Xaxim, no principal trevo de acesso à cidade. Teste de lapidação encomendado pela equipe do Projeto mostrou que o material tem resistência física suficiente para ser lapidado, mas não adquire bom brilho por ser muito poroso.

Berilo
Foi encontrado, na década de 1970, em um pegmatito, no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. O jazimento fica no município de São Bonifácio, no topo da serra do Tabuleiro, em local de difícil
acesso. Dali foram extraídos minério berilífero, tanto quanto se sabe, sem qualidade gemológica.

Ônix
A calcedônia de cor preta foi encontrada em Anita Garibaldi. Os
geodos são pequenos a médios e em um dos locais mostram-se bem escuros, com aspecto fuliginoso.

Turmalina
Em veios pegmatóides de Itapema, ao norte, na ponta da Ilhota, vêem-se cristais de schorlita (turmalina preta) em quartzo. Os cristais medem até 7 cm pelo menos, mas não têm importância econômica, apenas para coleção.

Quartzo enfumaçado
Esta variedade de quartzo é muito rara na Formação Serra Geral, havendo sido encontrada em um único geodo na serra do Rio do Rastro e ao sul de São Bonifácio, onde uma equipe de mapeamento da CPRM encontrou cristais de quartzo enfumaçado e de ametista espalhados no leito de uma estrada, em solo arenoso. A inexistência de afloramentos próximos impediu que se definisse a origem das gemas, que provêm provavelmente de veios em rochas graníticas. 

Minerais para Coleção:
Zeólitas, Calcita, Opala comum, Anidrita,
 Volframita e Apofilita.

 Outros minerais:
 Malaquita e crisocola também aparecem em diversos locais, mas sem
valor como peça de coleção.
 O quartzo não gemológico exibe alguns hábitos variados, podendo se mostrar, por exemplo, maciço, branco sacaróide; em pequenos geodos elipsoidais muito
alongados; irregular e com cavidades alongadas, em massas semelhantes a couve-flor na forma e leitoso, aparentemente com estrutura radial, revestido por cristal-de-rocha.
 Na região carbonífera do sul do Estado, as camadas de carvão contêm
bastante pirita e marcassita em cristais. Seu aproveitamento como peça
de coleção é prejudicado pela íntima associação com a matéria carbonosa e pelo
pequeno tamanho dos cristais. A oxidação desses minerais ocorre com relativa rapidez (alguns meses quando guardados em caixas), formando, às vezes, delicados agregados de halotriquita, semelhantes a chumaços de algodão. 

Para uma leitura completa sobre as pedras preciosas e os Mapas Gemológicos do estado,
clica no link a seguir:

Ouro
Ocorrência de ouro no estado de Santa Catarina só esta catalogado em Blumenau.
pepita de ouro de aluvião, Rio Itajaí, Blumenau
Pepita de ouro, Rio Itajaí, Blumenau. Da coleção de Joachim Esche via mindat.org
Pepita de ouro de aluvião da foto acima foi encontrado no Rio Itajaí em Blumenau,
sendo assim, requer estudo e garimpagem a montante.

Ocorrências mencionadas para Oficina70 de ouro:
Serra Catarinense, onde o Ouro, depois de analisado, foi associado a minerais de elementos do grupo da platina;
e a norte do estado, entre Garuva e Itapoá, onde é relatado ouro em pepita e ouro fino.

Antes de sair para pesquisar ou iniciar uma prospecção, aconselhamos uma breve observação aérea em imagens via satélite do local:

Fontes e fotos deste artigo acesse os links:

Diferenças entre os quilates do ouro e o das pedras preciosas

Entenda as diferenças entre quilates "k" do ouro e "ct" das pedras preciosas
Natural Gold Nuggets & Jewellery
Pingente de ouro feito com pepita de ouro bruto

Pedras preciosas
Quilate = carat = ct
Nesse caso, o quilate é uma medida de peso.

Ouro
Quilate = karat = K
Nesse caso, o quilate é uma medida relativa à pureza do ouro.

No que se refere ao peso
Os quilates são unidades padrão de peso de pedras preciosas, como o diamante, um quilate representa uma massa igual a duzentos miligramas. A unidade de massa foi adotada em 1907 na Quarta Conferência Geral de Pesos e Medidas. O quilate pode ser subdividido ainda em 100 pontos de 2 mg cada.
Anel com diamantes e com pepitas de ouro natural
 Anel com diamantes e pepitas de ouro natural

Esse tipo de medida era utilizado muito antigamente, pois não havia balança, nem qualquer outro instrumento de precisão. Então a pesagem era feita por comparação. Assim, criaram as quantidades de quilates. Uma forma de padronizar o tamanho de uma pedra específica.
Em inglês, o quilate, como unidade de peso, é chamado de carat.
O seu símbolo é o ‘ct’ e é usado para pesar pedras preciosas lapidadas ou não, diamantes e pérolas.
Então um quilate equivale a 200 miligramas ou 0,2 gramas (1ct = 0,2g). Além disso, é importante saber que, no mercado de diamantes, principalmente, o termo “ponto” é muito utilizado. 1 quilate equivale a 100 pontos (1ct = 100 pontos ou 1 ponto = 0,01 ct).

No que se refere a pureza
Aplicado ao ouro, entretanto, o quilate é uma medida de pureza do metal, e não de massa. É a razão entre a massa de ouro puro presente e a massa total da peça, multiplicada por 24, sendo cada unidade de quilate equivalente a 4,1666 % em pontos percentuais de ouro do total.
O termo em inglês para o quilate como medida de pureza é o karat.
O símbolo que representa a medida no ouro é o ‘k’ ou o ‘kt’.
A pureza do ouro é expressa pelo número de partes de ouro que compõem a barra, pepita ou joia. O ouro de um objeto com 16 partes de ouro e 8 de outro metal é de 16 quilates. O ouro puro tem 24k.

Exemplos: Ouro e Quilates (k).
Ouro 24 quilates = ouro puro - como é praticamente impossível o ouro ter uma pureza completa, o teor máximo é de 99,99% e assim chamado de ouro 9999.
pingente de caminhão com pepita de ouro natural
Pingente de ouro de caminhão com pepita de ouro natural
O ouro puro é impróprio para fabricação de joias por ser muito maleável, sendo assim a peça irá deformar. No entanto, pode haver jóias onde pepitas de ouro natural podem estar cravada em peças de ouro com liga.

Ouro 22 quilates = 22/24 = 91,6% de ouro, também chamado de ouro 916.
Ouro 20 quilates = 20/24 = 83,3% de ouro, também chamado de ouro 833.
Ouro 19,2 quilates = 19,2/24 = 80,0% de ouro, também chamado de ouro 800
Ouro 18 quilates = 18/24 = 75% de ouro, também chamado de ouro 750.
Ouro 16 quilates = 16/24 = 66,6% de ouro, também chamado de ouro 666.
Ouro 14 quilates = 14/24 = 58,3% de ouro, também chamado de ouro 583.
Ouro 12 quilates = 12/24 = 50% de ouro, também chamado de ouro 500.
Ouro 10 quilates = 10/24 = 41,6% de ouro, também chamado de ouro 416.
Ouro 1 quilate = 1/24 = 4,1666% de ouro, também chamado de ouro 41.

Desta forma, o ouro 18 quilates tem 75% de ouro, e o restante são ligas metálicas adicionadas fundindo-se o ouro com esses metais num processo conhecido como quintagem, para garantir maior durabilidade e brilho à joia.

Ligas do ouro
Os elementos dessas ligas geralmente adicionados ao ouro podem variar muito em função da cor, ou ponto de fusão desejados e em algumas joalherias, essa fórmula é mantida como segredo industrial. Os metais mais comuns utilizados nessas ligas são o cobre, a prata, o zinco, o níquel, o cádmio, resultando em um ouro com coloração amarela. Existe também o ouro branco, que é feito com ligas utilizando o paládio que tem efeito descoloridor, nesse caso o ouro branco no processo final de acabamento a joia é submetida a um banho de ródio.

Saiba mais sobre as ligas e as diversas cores que se podem dar ao ouro através de ligas clicando no link a seguir: 

Sobre o ouro 10k:

Comprar jóia de ouro com pepita de ouro natural:
Fonte:

Segue oficina70.com

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...