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Como identificar se uma pedra é um meteorito


Ajuda para identificar um meteorito

Para diferenciar um meteorito das demais rochas terrestres é preciso conhecer algumas características bem típicas dos meteoritos, e conhecer os três principais tipos: aerólitos (ou rochosos), sideritos (ou metálicos), siderólitos (ou mistos) - respectivas imagens abaixo.

Aerólitos:
identificação de uma pedra meteorito
Os rochosos são os mais comuns, em geral apresentam o interior mais claro (o qual escurece com o tempo) com grãos de metal e pintinhas de cor de ferrugem (devido a oxidação do ferro). São os mais abundantes, no entanto são mais frágeis ao intemperismo, o que faz com que percam rapidamente suas características mais marcantes, dificultando a sua descoberta muito tempo depois da queda.

Sideritos:
identificação de uma pedra meteorito
Os metálicos são facilmente diferenciados das demais rochas terrestres por conta da sua elevada densidade e possuem o interior metálico (como aço). Diferentemente dos rochosos, podem ser encontrados muito tempo depois da queda, por serem bem mais resistentes ao intemperismo.

Siderólitos:
identificação de uma pedra meteorito
Os mistos correspondem ao tipo mais raro de meteorito, e são constituídos por rocha e aço.

Principais características de um meteorito

Crosta de fusão
Durante a passagem atmosférica as camadas externas do meteorito fundem-se e vaporizam. Ao chegar na superfície é possível notar apenas uma fina camada (em geral de 1 a 2 mm) deste material fundido, denominado crosta de fusão.

A crosta de fusão em geral é preta, mas pode apresentar outras colorações como cinza, marrom e verde. Todo meteorito recém-caído irá apresentar uma crosta de fusão evidente, que com o passar do tempo em ambiente terrestre vai ficando mais clara e se perdendo. 
identificação de uma pedra meteorito
Observe na imagem a crosta de fusão do Meteorito NWA 1836, note a fina película escura em contraste com o interior mais claro. Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Forma indefinida
Meteoritos não possuem uma forma definida, até mesmo porque antes de entrarem na atmosfera terrestre sofrem grandes alterações de formato devido às colisões cósmicas. Depois, quando penetram na atmosfera terrestre, sofrem os efeitos da ablação (queima) e geralmente se fragmentam. Contudo, meteoritos não são fininhos e compridos, nem redondinhos e polidos por fora, e raramente apresentam formatos aerodinâmicos.
identificação de uma pedra meteorito
Na imagem meteorito NWA 978. Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Regmaglitos
(sulcos e depressões)
Em geral, os meteoritos apresentam sulcos e depressões na superfície (regmaglitos), que se assemelham a marcas de dedos deixadas em uma massa de modelar. Os regmaglitos são consequência da ablação (queima) durante a passagem atmosférica. Meteoritos que sofrem fragmentação no final do percurso de queda apresentam menos regmaglitos, como por exemplo os meteoritos rochosos. Já nos meteoritos metálicos essa característica costuma ser bem evidente.
identificação de uma pedra meteorito
Na imagem o meteorito Sikhote-Alin, meteorito tipo metálico com diversos sulcos e depressões na superfície. Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Densidade 
Em geral, os meteoritos são um pouco ou muito mais densos do que uma rocha terrestre de tamanho similar, já que a maioria apresenta ferro e níquel, cuja quantidade varia em cada tipo de meteorito. Os metálicos são cerca de 3-4 vezes mais pesados do que uma rocha terrestre de tamanho similar, já que são basicamente constituídos por ferro e níquel. Tabela dos tipos de meteoritos e suas respectivas densidades.
Source: "METEORITE POROSITIES AND DENSITIES: A REVIEW OF
TRENDS IN THE DATE. - 2108 ", presented by D.T. Britt and G.J. Consolmagno.

Magnetismo
Praticamente todos os meteoritos são atraídos por ímã, uma vez que a maioria deles possui ferro e níquel; são raras as exceções de meteoritos que não apresentam essa propriedade. Nos meteoritos metálicos a atração é mais forte. Contudo, vale lembrar que nem toda pedra atraída por ímã é um meteorito. Existem inúmeras rochas terrestres que também são atraídas por ímã.

Interior
Na grande parte das quedas (cerca de 86%) os meteoritos apresentam o interior mais claro, semelhante a cor de cimento, com pequenos pontos de ferrugem (amarronzados), devido a oxidação em ambiente terrestre das partículas de ferro. 
identificação de uma pedra meteorito
Na imagem meteorito rochoso tipo condrito, Park Forest, perceba o interior mais claro e manchinhas de ferrugem no meteorito. Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Lembre-se ainda: o interior dos meteoritos é compacto, ou seja, sem vesículas (buracos) como uma esponja.

As características acima citadas são válidas para a maioria dos meteoritos, que são os rochosos do tipo condrito. Nos meteoritos metálicos, segundo tipo básico mais comum, o interior apresenta-se completamente prateado como aço (mais informações nos próximos itens).

Presença de ferro e níquel
Como já dito, a grande maioria dos meteoritos contém ferro e níquel. Quando lixados, irão exibir o interior com pontinhos prateados (no caso da grande parte dos meteoritos rochosos), ou inteiramente prateado como aço (no caso dos meteoritos metálicos). A quantidade de pontinhos prateados nos meteoritos rochosos varia de acordo com a quantidade de ferro destes meteoritos. Nos meteoritos metálicos o interior será sempre prateado, como aço. Vale ressaltar que o interior dos meteoritos metálicos não é cor grafite.

identificação de uma pedra meteorito
Meteorito Patrimônio, rochoso do tipo condrito, com pintinhas prateadas.

identificação de uma pedra meteorito
Meteorito Campo del Cielo, do tipo metálico, com o interior inteiramente prateado como aço.

Presença de côndrulos
Como também já dito anteriormente, os meteoritos rochosos do tipo condrito são os mais abundantes. Uma das características deste tipo de meteorito são os côndrulos, esférulas ovais ou elipsoidais de minerais. Os côndrulos estão presentes apenas nos meteoritos do tipo condrito, sendo que alguns poucos meteoritos deste tipo não apresentam côndrulos.

Os côndrulos podem ser ou não visíveis a olho nu. Em alguns tipos de condrito eles são muito bem definidos, como nos condritos tipo 3. Nos condritos tipo 4 já são bem definidos, chegando nos condritos tipo 6 os côndrulos são mal definidos.
identificação de uma pedra meteorito
Na imagem um meteorito condrito NWA 2892, um condrito tipo 3, com côndrulos bem definidos. Imagem: Copyright © Meteorites Australia

Exceções
Existem alguns meteoritos que não apresentam as características apresentadas acima (exceto a crosta de fusão, regmaglitos, forma indefinida). Estes meteoritos são bem raros e praticamente só são recuperados logo após a queda.

Você acha que a pedra que encontrou é um meteorito?
Siga os próximos passos para obter a sua autenticidade.
Porque ter um certificado de autenticidade? Para facilitar, caso queira, a venda do meteorito, e mesmo que isto tenha algum custo, a venda do meteorito sempre será maior do que custa a obter este certificado.
1- Faça o teste do fluxograma abaixo:
Meteor Wrongs são rochas que as pessoas pensam que são meteoritos mas que na verdade não passam de pedregulhos terrestres. Nos laboratórios de análises de meteoritos, para cada mil rochas analisadas apenas uma é de fato meteorito. O fluxograma abaixo é um interessante meio que elimina a maioria destes meteorwrongs. Use-o antes de enviar a sua amostra.
identificação de uma pedra meteorito

2- Envie fotos para análise inicial:
Recomendamos que antes de enviar uma amostra para análise que entre em contato conosco para que possamos analisar o suposto meteorito através de fotos. Muitas vezes é possível dizer com certeza que uma rocha não se trata de um meteorito apenas analisando as fotos em conjunto com as suas características.

Preencher formulário de envio para identificação de meteorito:
Disponibilizamos um formulário de contato no link a seguir, onde você poderá anexar fotos com muito boa qualidade do suposto meteorito e assinalar diretamente no formulário as principais características da rocha.

Caso prefira, envie um e-mail para um dos endereços abaixo, ou uma mensagem em nossa página do Facebook, informando todas as características do suposto meteorito e anexando fotos em boa qualidade do seu exterior e interior (pode ser uma beirada lixada).
Profª. Drª. Maria Elizabeth Zucolotto
Msc. André Moutinho
Higor Martinez

3- Envio de amostras e análise:
Para ter valor e ser reconhecido oficialmente como meteorito, o mesmo precisa ser submetido a uma análise em um laboratório autenticado, sendo que são poucos os laboratórios que fazem esse tipo de serviço em todo o mundo. No Brasil, o Museu Nacional faz esse serviço gratuitamente. Para que seja feita a análise você deverá, obrigatoriamente, enviar uma amostra de 100 gramas ou 30% do suposto meteorito (o que for menor) para o Museu Nacional-UFRJ, cujo endereço segue logo abaixo. Uma parte desta amostra tem que ficar depositada no Museu Nacional e uma outra parte da amostra é utilizada para realizar as análises. É necessário analisar e estudar o meteorito no microscópio para que ele seja corretamente classificado. 

ENDEREÇO PARA ENVIAR SUA AMOSTRA:
​Professora Maria Elizabeth Zucolotto
Museu Nacional / Setor Meteorítica
Quinta da Boa Vista-São Cristóvão
Rio de Janeiro-RJ
CEP:20940-040

IMPORTANTE: 
A análise não tem custo, mas é obrigatório enviar 100 gramas ou 30% do meteorito (o que for menor), caso contrário, não será feita a análise do seu suposto meteorito!
Depois do estudo do suposto meteorito pela Instituição, se for mesmo um meteorito, ele será submetido à aprovação junto ao Meteoritical Society (Sociedade Meteorítica). Este comitê, que se reúne algumas vezes no ano, analisa os pedidos de aprovação de nomes, e ao ser aprovado, todas as informações do meteorito passam a constar na página do Meteoritical Bulletin. O nome dos meteoritos são dados de acordo com a cidade em que foram encontrados, ou a cidade mais próxima.

Fonte:

Mapas do ouro no Brasil, estados e regiões

O mapa do ouro no Brasil
gold maps of Brazil
Os mapas são fornecidos pelo Serviço Geológico do Brasil via 
CPRM - Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais
vinculado ao Ministério das Minas e Energias

Os mapas com as informações tem como principais objetivos e atribuições não só para o povo brasileiro mas sobretudo ao pequeno minerador os seguinte:
Estimular o descobrimento e o aproveitamento dos recursos minerais;
Orientar, incentivar e cooperar com entidades públicas ou privadas na realização de pesquisas e estudos destinados ao aproveitamento dos recursos minerais;
Ampliar o conhecimento geofísico de todo o território nacional; e tornar estas informações acessíveis a todos os interessados.

Mapa do ouro com o nome das regiões auríferas por estados brasileiros
gold maps, google maps of gold from Brazil

Mapas de jazimentos auríferos no Brasil 
e mais 3 tipos de mapas com índices sobre estes jazimentos de ouro.

Caso não conste aqui algum mapa da sua região, volte a este link para ver se já se encontra, pois estaremos sempre a atualizar e/ou complementar estas informações, marque esta página no seu navegador de internet.
A escala dos mapas estão na proporçaõ de 1:250.000.

Clica nos links que deseja pesquisar para abrir o mapa do ouro no seu computador,
utilize o zoom para aumentar a área pretendida a ser visualizada.



Amazonas:
Rio Traíra

Parauari - Amazonas/Pará

Rio Juma/Nova Aripuanã

Bahia:
Jacobina Norte

Jacobina Sul

Correntina

Boquira Sul

Gentio do Ouro

Rio das Contas/Itabiara Sul

Itapicuru Norte

Itapicuru Sul

Ceará:
Reriutaba/Ipu

Goiás:
Pirenópolis/Jaraguá

Goiás (município)

Cavalcante - Goiás/Tocantins

Maranhão:
Belt do Gurupi - Maranhão/Pará

Aurizona/Carutapera - Maranhão/Pará

Mato Grosso:
Peixoto de Azevedo/Vila Guarita

Alta Floresta - Mato Grosso/Pará

Serra de São Vicente

Cuiabá/Poconé

Jauru/Barra dos Bugres

Juruena/Teles Pires
Mapa de Jazimentos Auríferos

Aripuanã

Minas Gerais:
Pitangui

Serro

Conselheiro Lafaiete

Itabira

Riacho dos Machados

Pará:


NOTA: 
Mesmo alguns mapas sendo antigos ainda são um bom indicativo de onde ainda pode haver ouro.

Gold maps of Brazil

Fontes:
http://rigeo.cprm.gov.br

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