oficina70.com: Minerais magnéticos
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Como identificar minerais no seu estado bruto

Uma das dificuldades enfrentadas pelos colecionadores de minerais que não são geólogos ou engenheiros de minas é a identificação das peças de sua coleção. Alguns minerais são bastante comuns na natureza e no comércio, sendo por isso bem conhecidos dos colecionadores. Outros, porém, são muito procurados não pela beleza, mas pela raridade, e podem não ser de fácil identificação.



Quando a peça é adquirida por compra obviamente já vem identificada. Mas, infelizmente, muitas lojas não oferecem segurança nesse aspecto, pois às vezes não sabem exatamente o que estão vendendo, ou sabem mas não escrevem o nome corretamente. Isso é comum em muitas das lojas no Brasil.


Métodos e técnicas para identicar minerais
(deixe seu comentário no final do artigo)

O que fazer?
Há dois caminhos: um é procurar alguém que entenda do assunto, como um geólogo ou pelo menos um colecionador muito experiente; outro é o próprio colecionador tentar identificar o mineral, com o uso de manuais, dicionários ou guias de mineralogia.

Serviço de identificação de minerais gratuito:
O Museu de Geologia do Serviço Geológico do Brasil (museugeo@cprm.gov.br), em Porto Alegre (RS) oferece serviço gratuito de identificação de minerais e faz doação de minerais e rochas a escolas.

Tentar identificar minerais é uma tarefa que pode ser difícil, mas que será cada vez mais fácil à medida que se for adquirindo experiência. Nas orientações a seguir, vamos tratar da identificação de minerais no estado bruto (não lapidados) e sem uso de equipamento ou análises sofisticadas.

A identificação pelas propriedades físicas
A identificação de minerais pelo exame a olho nu utiliza as propriedades físicas das pedras e, uma exceção, o comportamento quando atacado pelo ácido clorídrico (também chamado de ácido muriático) diluído e a frio.
São muitas as propriedades a examinar, como veremos a seguir. Os livros de mineralogia geralmente apresentam os minerais classificados pela composição química, iniciando com os elementos nativos (ouro, prata, diamante, enxofre etc.), que são os quimicamente mais simples, passando a seguir para os de composição cada vez mais complexa (sulfetos, cloretos, sulfatos, carbonatos, silicatos e assim por diante). Essa maneira de apresentação é racional, mas pouco prática quando se trata de determinar uma espécie desconhecida. Para isso, são preferíveis aquelas que agrupam os minerais de acordo com uma ou duas propriedades físicas e então, levando em conta outras características, vão reduzindo o leque de possibilidades, até chegar a uma só espécie ou a pelo menos algumas poucas.

Equipamento para determinar as propriedades físicas dos minerais
Antes de descrever as propriedades dos minerais, é importante saber o equipamento que todo colecionador deve possuir. São coisas simples e baratas.

- Canivete ou outra lâmina de aço;
- pequena (poucos centímetros) placa de porcelana branca fosca (não esmaltada);
- ímã (pequeno), preso a um fio fino e bem flexível, como uma linha de costura;
- lupa que aumente 10 vezes (menos do que isso é pouco, mais do que isso é desnecessário). Use a lupa perto do olho e aproxime o mineral dela até vê-lo com nitidez;
- frasco com ácido clorídrico diluído a 10% (90% de água). Esse ácido é vendido em lojas de material para construção sob o nome de ácido muriático. Ver qual é a concentração e acrescentar água se necessário.

É importante também possuir pelo menos alguns dos minerais da Escala de Mohs, como quartzo, fluorita, calcita e ortoclásio. O que é e como se usa a Escala de Mohs você verá adiante, quando ler sobre a dureza dos minerais.

Se puder comprar uma lâmpada de luz ultravioleta, o colecionador terá não apenas um recurso adicional para identificação de seus minerais, mas também um ótimo passatempo, pois testar a fluorescência de minerais e outras substâncias é uma atividade que encanta pelas surpresas que proporciona.

As propriedades físicas dos minerais
São muitas as propriedades físicas usadas na identificação dos minerais. Cada espécie, porém, tem aquelas que lhe são mais típicas. Para algumas, é fundamental a cor (ex.: malaquita, azurita); para outras, densidade, cor e brilho (galena, por exemplo); algumas têm como propriedade diagnóstica o magnetismo (ex.: magnetita, pirrotita) ou a clivagem (calcita, micas etc.). A prática ensina o que cada espécie tem de mais característico.

Cor - alguns minerais têm cor variável (minerais alocromáticos), mas outros têm sempre a mesma cor (minerais idiocromáticos) e isso ajuda muito na sua identificação. A pirita é sempre amarela e a malaquita, sempre verde. Já o quartzo pode ser incolor (cristal de rocha), amarelo, laranja, vermelho (citrino), preto (mórion), roxo (ametista), rosa, cinza, branco etc.

A cor deve ser observada numa superfície fresca, como a de uma fratura recente. A cor de alguns minerais altera-se facilmente. A bornita é rosada, mas após poucos minutos em contato com o ar adquire belas cores azul-escura e púrpura. A calcopirita é amarela, mas também adquire facilmente cores vermelha, azul e púrpura misturadas. Nos dois casos, as cores surgem por oxidação e aparecem apenas na superfície. Quebrando o mineral, vê-se a cor verdadeira.

Dureza - o mineral que risca outro tem dureza maior (ou igual) que a do que foi riscado. Assim, o quartzo risca os feldspatos, a apatita, a fluorita etc. e é riscado pelo topázio, pelo coríndon e pelo diamante. A apatita é a substância que forma o esmalte dos nossos dentes e nada é mais duro que ela no nosso organismo. Ortoclásio é um dos vários tipos de feldspato. Coríndon é uma espécie mineral que tem duas variedades famosas, o rubi e a safira. O diamante risca não só todos os outros minerais da Escala de Mohs, mas todos os minerais conhecidos. E sua dureza (10,0) é muito maior que a do coríndon (9,0).



É importante lembrar que a dureza 4,0 não é o dobro da dureza 2,0, assim a apatita não tem metade da dureza do diamante. Nessa escala, a dureza não tem um crescimento uniforme e entre aos valores 9,0 e 10,0 a diferença é muito maior que entre 7,0 e 8,0 ou entre 3,0 e 4,0, por exemplo. A Escala de Mohs é, pois, uma escala de dureza relativa. Existem escalas de dureza absoluta, mas para usá-las são necessários equipamentos sofisticados.

É fundamental também saber que alta dureza é alta resistência ao risco, mas não alta resistência à fratura, torção ou deformação. O mineral difícil de quebrar, torcer ou amassar tem alta tenacidade, não alta dureza. O diamante tem dureza altíssima, mas baixa tenacidade. O jade, ao contrário, tem alta tenacidade, mas dureza apenas média (entre 6,0 e 7,0).

O aço, como o de um canivete ou tesoura, tem dureza em torno de 5,0. O vidro também tem dureza em torno de 5,0. Minerais que são riscados pela unha humana têm dureza inferior a 2,0. A maioria das pedras preciosas tem dureza 7,0 ou maior.

Para fazer o teste de dureza, escolha uma superfície do mineral a ser testado que não esteja alterada (superfície fresca). Não é necessário um risco grande, 2 ou 3 mm são o suficiente. Após friccionar o material de dureza conhecida contra o mineral, remova as partículas que ficaram soltas para ver se ele realmente foi riscado. As partículas podem ser não do mineral que está sendo testado, mas do mineral de dureza já conhecida.

Conheça mais sobre a Escala de Mohs e a dureza dos minerais clicando no link a seguir:

Transparência - minerais de brilho metálico são opacos (cromita, calcopirita, pirolusita) e a maioria das gemas são transparentes (ametista, citrino, turmalina, topázio, granada) ou pelo menos translúcidas (quartzo rosa, ágata). O mineral é translúcido quando permite passar a luz, mas não se pode ver através dele com nitidez.

Hábito - alguns minerais costumam ser encontrados como cristais bem formados. Ex.: pirita (cubos e outras formas), quartzo, berilo (prismas com seis faces verticais), granadas (grãos de 12, 24 ou 36 faces). Outros raramente formam belos cristais (rodonita, rodocrosita, ouro etc.).

A morfologia dos cristais é descrita em todos os manuais de mineralogia, que chamam essa propriedade de hábito. Minerais como o crisotilo têm sempre hábito fibroso, mas a calcita pode formar cristais com hábitos (e cores) bem variados.

Clivagem - é a tendência que têm alguns minerais de quebrar sempre em determinadas direções. Ex.: mica, topázio (uma direção), calcita (três direções). Conforme essa tendência seja mais ou menos acentuada, a clivagem é perfeita, boa, regular, má, etc.

Observando os cristais que têm clivagem, pode-se ver fissuras em uma ou mais direções, indicativas de planos onde há tendência a quebrar. Minerais como o quartzo não possuem nenhuma direção de clivagem, ou seja, a tendência de quebrar é a mesma em todas as direções.

Densidade - há minerais muito leves, como a epsomita (densidade 1,70), e outros muito pesados, como o ouro (19,30). Os escuros e de brilho metálico costumam ser pesados. Os claros e transparentes costumam ser leves (o diamante e a barita, porém, são claros, mas relativamente pesados). Qualquer pessoa dirá que a galena (densidade 7,5) é pesada. Mas a densidade de espécies como a fluorita (3,18) e o topázio (3,55) chama a atenção de pessoas com experiência no manuseio de minerais.

Saiba como identificar a densidade de um mineral fazendo o teste de gravidade específica clicando no link a seguir:

Fluorescência e fosforescência - fluorescência é a luminosidade emitida por uma substância quando está sob a ação de uma radiação invisível, como raios X ou luz ultravioleta. Um cristal de calcita colocado num ambiente escuro e sob a ação de luz ultravioleta deveria permanecer escuro, uma vez que essa luz é invisível aos olhos humanos. Entretanto, ele fica alaranjado, pois é fluorescente. Uma opala cinza-azulada sob a ação da mesma luz fica verde-clara.

Um estudo completo sobre a fluorescência nos minerais brutos estão nos links a seguir:
Se ao cessar o efeito da radiação invisível a luminosidade persistir, ainda que por poucos segundos, diz-se que a substância é fosforescente. Outros minerais fluorescentes são, por exemplo, a fluorita (daí vem a palavra fluorescência), a willemita, a franklinita e muitos diamantes.

Magnetismo - alguns minerais são atraídos por um ímã de mão, o que ajuda na sua identificação. Dois exemplos são a magnetita (daí vem a palavra magnetismo) e a pirrotita. Para ver melhor se o mineral é magnético, amarre o ímã num fio fino e flexível e aproxime-o, assim pendurado, do mineral.

Saiba mais sobre minerais magnéticos clicando no link a seguir:

Reação ao ácido clorídrico
Há substâncias que sob a ação de uma gota de ácido clorídrico diluído a 10% e a frio dão uma efervescência, liberando dióxido de carbono. Exemplos disso são a calcita, o coral, as pérolas e a maioria das conchas. Como a calcita é um mineral muito comum, vale a pena ter esse ácido sempre à mão.

Cuidado:
uma gota de ácido clorídrico diluído não afeta sua pele, mas pode furar sua roupa.

Outras propriedades dos minerais
Há várias outras propriedades úteis na identificação de minerais. Entre elas estão radioatividade (ex. monazita), flexibilidade (ex. cobre, prata), elasticidade (ex. micas), sabor (ex. halita, calcantita), odor (ex. enxofre) e fratura(que pode ser serrilhada, irregular etc.).

Conheça minerais com cheiro clicando no link a seguir:

Conheça os minerais com sabor clicando no link a seguir:

Fontes:

Minerais magnéticos

Os minerais magnéticos são poucos, e esta é uma propriedade importante por causa desse fato.
Uma vez que um espécime é estabelecido como magnético, a identificação torna-se um exercício bastante rotineiro.
A magnetita é nomeada após essa característica.


O magnetismo ocorre (na maioria das vezes) quando existe um desequilíbrio na disposição estrutural dos iões de ferro. O ferro é encontrado em dois estados iónicos principais chamados iões ferrosos e férricos. O íon ferroso tem carga de dois positivos, (+2); O íon férrico tem uma carga de três positivos, (+3). Os dois íons têm diferentes raios atômicos porque a carga mais alta dos íons férricos puxa os elétrons que cercam o íon mais apertado. Esse fato pode levar os diferentes íons a serem colocados em posições separadas em uma estrutura de cristal. Os elétrons que se deslocam dos íons férricos ferrosos para os íons ferrosos mais altos criam um campo magnético leve.

Os minerais que são magnéticos são capazes de movimentar as hastes de aço para girar a agulha em uma bússola.
Alguns minerais podem não ser magnéticos, mas ainda assim são atraídos por ímãs.
O magnetismo é uma propriedade pouco confiável, pois nem todos os espécimes podem demonstrar isso. Embora a presença de magnetismo possa ajudar uma identificação, a falta de magnetismo geralmente não exclui minerais tipicamente magnéticos. Uma agulha da bússola é um bom dispositivo para testar o magnetismo, assim como um ímã em uma corda que pode balançar perto da amostra.

Estes são alguns dos minerais mais comuns que demonstram propriedades magnéticas:

Babingtonita
(magnetismo fraco)
A cor é quase sempre preta para verde escuro.
Luster é vítreo.
Transparência: os cristais geralmente são opacos, mas cristais finos ou fragmentos podem ser translúcidos.
O sistema de cristal é triclinico; barra 1.
Os hábitos de cristal incluem cristais prismíticos curtos e práticos ou formas tabulares para chatos.
A clivagem é boa em uma direção e perfeita em outra, estas são pinacoidais, mas estão em ângulo perpendicular um ao outro formando prismas retangulares.
A fratura é desigual para subconcoidal.
Minerais associados são: quartzo, apophyllite, feldspatos, heulandite, stilbite, scolecite e outros zeólitos.
Ocorrências notáveis: Poona na Índia; Devon na Inglaterra; Baveno na Itália e vários locais em Massachusetts, U.S.A.
Os melhores indicadores são: o hábito de cristal, a cor, as associações com zeólitos e o brilho.
Traço: marrom a cinza.
Tem uma dureza Mohs de 5,5 a 6 e uma gravidade específica de 3,3.

Cromita
(magnetismo fraco)
A cor é preto acastanhado para um negro escuro e profundo.
Lustre é metálico gorduroso.
Transparência: os cristais são opacos.
O sistema de cristal é isométrico; 4 / m barra 3 2 / m
Os hábitos de cristal incluem octaedros freqüentemente com faces dodecaédricas que modificam as bordas do octaedro até o ponto de arredondar o cristal. Os cristais bem formados são raros e o cromite geralmente é encontrado maciço ou granular.
A clivagem está ausente.
A fratura é concoidal.
Minerais associados: olivina, talco, serpentina, uvarovite, piroxenos, biotita, magnetita e anorthite.
Ocorrências notáveis: várias minas na Carolina do Norte, Montana, Maryland, Oregon, Texas, Califórnia e Wyoming, EUA também encontrados na Turquia; África do Sul; Filipinas; Rússia e no Brasil em menor quantidade.
Os melhores indicadores: são hábitos de cristal, raia, associações com minerais ultra-básicos e separação.
Traço: marrom.
Tem uma dureza Mohs de 5,5 e uma gravidade específica de 4,5 - 4,8 (média para minerais metálicos).

Columbita
(magnetismo fraco)
A cor é preto escuro, preto de ferro a marrom escuro.
Luster é submetálico.
Transparência: os cristais são quase opacos sendo transparentes em estilhas finas.
O sistema de cristal é ortorrômbico; 2 / m 2 / m 2 / m
Os hábitos de cristal incluem cristais prismáticos estranhos com terminações completas ou redondas. Também os cristais tabulares muito planos geralmente são agregados em grupos paralelos ou quase paralelos. Também pode ser granular e maciço.
O clivagem é bom em uma direção.
A fratura é subconcoidal.
Minerais associados: albite, spodumene, cassiterite, microclina, lepidolite, apatita, berilo, microlite, turmalinas e amblygonite.
Ocorrências notáveis: Newry, Maine; San Diego Co., Califórnia; Colorado e Amélia, Virgínia nos EUA; Renfrow County, Ontário no Canadá; Madagáscar; Suécia; Noruega; Brasil; Argentina; Kugi-Lyal, Pamir, Rússia e Finlândia.
Os melhores indicadores de campo são: hábitos de cristal, raia, associações e gravidade específica.
Traço: marrom a preto.
Tem uma dureza Mohs de 6 e a gravidade específica é de aproximadamente 5,0 a 5,3+ quando perto da columbita pura (muito pesada para minerais não metálicos).
Notas: Columbita é um mineral ortorrômbico com teor de 30% de Nb2O5 (Óxido de Nióbio) e 3,0 % de Ta2O5 (Óxido de Tantálio). Consiste em niobato e tantalato de ferro e manganês, e no qual a porcentagem de nióbio é maior que a de tântalo. Quando se sobrepõe àquele, o mineral passa a chamar-se tantalita.

Ferberita
(magnetismo fraco)
A cor é preta.
Luster é submetálico.
Os cristais de transparência são opacos.
O sistema de cristal é monoclínico; 2 / m
Os hábitos de cristal incluem os cristais planos, fortemente modificados, tabulares. Os cristais são alongados ao longo do eixo b e geralmente são achatados na direção do eixo. Também como agregados colunares e massas lamelares.
A clivagem é perfeita em uma direção paralela aos eixos a e c.
A fratura é desigual.
A dureza é 4 - 4.5.
Gravidade específica é aproximadamente 7,6 (pesado mesmo para minerais metálicos)
Traço: preto.
Minerais associados: quartzo, hematita, turmalinas, cassiterita, micas e pirita.
Outras características: os cristais são muitas vezes estriados.
Ocorrências notáveis: Nanling Range na China; Dakota do Sul e Colorado nos EUA; Rússia; Coréia; Inglaterra; Bolívia e Portugal.
Os melhores indicadores de campo são o hábito, cor, densidade, brilho e clivagem do cristal.

Franklinita
(magnetismo fraco)
A cor é preto escuro.
Lustre é metálico.
Transparência: os cristais são opacos.
O sistema de cristal é isométrico; 4 / m barra 3 2 / m
Os hábitos de cristal incluem octaedros freqüentemente com faces dodecaédricas que modificam as bordas do octaedro. A modificação pode levar a um arredondamento geral do cristal. Também como enorme e granular.
A clivagem está ausente.
A fratura é concoidal.
Dureza é 6
Gravidade específica é 5.0 - 5.2 (ligeiramente acima da média para minerais metálicos)
Traço: marrom avermelhado.
Outras características: ligeiramente magnético.
Minerais associados incluem willemite, zincite, calcita, rhodonite e outros minerais encontrados em Franklin, Nova Jersey.
Ocorrências notáveis são limitadas às minas de fama mundial em Franklin, Nova Jersey, EUA, de onde a franklinita ganhou o nome.
Os melhores indicadores de campo são hábitos de cristais, raias, associações com outros minerais de zinco e localidade.
Nota: Em sua localidade, Franklinita pode ser encontrada com uma grande variedade, muitos dos quais são fluorescentes.

Ilmenita
(fracamente, sempre quando aquecida)
A cor é preta.
Lustre é metálico, submetálico para maçante quando manchado.
Transparência: os cristais são opacos.
Sistema de cristal: Trigonal; barra 3
Os hábitos de cristal incluem cristais tabulares finos e grossos com truncamentos romboédricos (semelhante aos hábitos tabulares de hematita); às vezes formado em rosetas. Também granular e maciço. Ocorre como grãos nas areias de prazeres.
A clivagem está ausente.
A fratura é concoidal ou desigual.
A dureza é de 5 a 6
Gravidade específica é 4,5 - 5,0 (média para minerais metálicos).
Traço: preto acastanhado.
Outras características: às vezes magnético (sempre se tornará magnético se aquecido) e há separação basal e romboédrica.
Minerais associados incluem zircão, hematita, magnetita, rutilo, espinela, analíma, albite, apatite, monazita, calcita, natrolite, microclina, olivina, pirrotita, nefelina de biotite e quartzo.
Ocorrências notáveis: a localidade de onde é chamado, Lago Ilmen nas Montanhas Ilmen, Miask nas partes do Sul da Cadeia de Montanhas Urais na Rússia; Suécia; Alemanha; Froland, Arendal e Kragero, na Noruega; Gilgit no Paquistão; Allard Lake e Mont Saint-Hilaire, Quebec e Bancroft, Ontário no Canadá; Finlândia; as costas orientais da Austrália e do Brasil, Moçambique, Sri Lanka, China, Tailândia, África do Sul, Índia, Malásia, Serra Leoa e em Orange County e Essex County, Nova York; Iron Mountain, Wyoming; Chester, Massachusetts; vários locais na Califórnia e ao longo da costa leste dos Estados Unidos.
Os melhores indicadores de campo são hábitos de cristais, densidade, falta de clivagem, brilho, associações e raia.
Nota: O mineral ilmenita é geralmente maciço, porém também é encontrado como cristais romboédricos. Nas areias de praias é encontrado normalmente como partículas arredondadas com um diâmetro entre 0,1 e 0,2 mm.

Ferro Níquel
(atraído para ímãs)
A cor é aço cinza ou preto.
Lustre é metálico.
A transparência é opaca.
O sistema de cristal é isométrico; 4 / m barra 3 2 / m
A forma cristalina dos hábitos de cristal é extremamente rara, quando gravada, os exemplos meteórticos podem mostrar intercâmbios interessantes e complicados de cristais de acordo com diferentes concentrados de níquel-ferro. As amostras terrestres são maciças e aparecem como pequenos flocos e massas irregulares. As amostras meteorticas geralmente são arredondadas, pitted e irregulares.
O clivagem está ausente, mas os cristais terão separações paralelas distintas.
A fratura é barulhenta.
Traço: cinza metálico.
Dureza é 4-5
Gravidade específica é 7.3-7.8 (pesado mesmo para metálico)
Outras características: maleável, fortemente atraído por ímãs.
Minerais associados são olivina, piroxenos e alguns minerais que só são encontrados em meteoritos. Em amostras terrestres, é encontrado com ouro e platina e com minérios sulfureiros.
Ocorrências notáveis ​​para o ferro meteoriático são melhor encontradas na Antártida, onde os meteoritos são fáceis de detectar contra um fundo de neve e gelo. Muitos espécimes são encontrados em Diablo Canyon, Arizona, EUA; e em Gibbeon, Hoba, Namíbia. Também são encontrados na Cratera de meteoro Barringer, Arizona, EUA; Austrália; Polônia e outros lugares. Para o ferro terrestre, bons espécimes podem ser encontrados na Kola Pennisula, na Rússia; Disco Island, Groenlândia; Kassel, Alemanha e Nova Zelândia.

No Brasil, as principais minas estão concentradas nos Estados do Pará, Bahia e Goiás.
Os melhores indicadores de campo são cor, maleabilidade, atração de ímãs. Claro, quando sair à caça a meteoritos de ferro, um detector de metais é a ferramenta perfeita.

Magnetita
(magnetismo forte)
A cor é preta.
Luster é metálico para opaco.
Transparência: os cristais são opacos.
O sistema de cristal é isométrico; 4 / m barra 3 2 / m
Os hábitos de cristal são geralmente octaedros, mas raramente o rhombododecaedro e outras formas isométricas, mais comumente encontradas enormes ou granulares. A gemagem de octaedros em gemeos de lei de espinela é vista ocasionalmente.
A clivagem está ausente, embora a separação octaédrica possa ser vista em alguns espécimes.
A fratura é concoidal.
Dureza é 5.5 - 6.5
Gravidade específica é 5.1+ (média para minerais metálicos)
Traço: preto.
Minerais associados são talco e clorito (xistos), pirita e hematita.
Outras características: o magnetismo mais forte em exemplos maciços do que em cristais, estrias em faces cristalinas (nem sempre vistas).
Ocorrências notáveis incluem a África do Sul, Alemanha, Austrália, Rússia e muitas localidades nos EUA.
Na América do Sul há grandes depósitos no Peru, Bolívia, Chile e Uruguai.

Os melhores indicadores de campo são magnetismo, hábito de cristal e raia.
Notas: A magnetita também é encontrada em meteoritos.
A magnetita, quando aquecida a uma temperatura superior a 550 °C, adquire a estrutura da hematita.

Maghemite
(magnetismo forte)
Não deve ser confundido com Magnesite, Magnetite ou Magnemite.

Manganbabingtonite
(muito fraco)
A cor é marrom a preto.
O brilho é vítreo, submetálico para opaco.
Transparência: os cristais geralmente são opacos, mas cristais finos ou fragmentos podem ser translúcidos.
Crystal System é triclinico; barra 1
Os hábitos de cristal incluem cristais prismáticos curtos e práticos e tabular para formas de platy.
A clivagem é boa em uma direção e perfeita em outra, estas são pinacoidais, mas estão em ângulo perpendicular entre si, dando a aparência de prismas retangulares.
A fratura é desigual para subconcoidal.
Dureza é 5.
A gravidade específica é de aproximadamente 3,5 - 3,6 (um pouco acima da média para os minerais translúcidos)
Traço: marrom a cinza.
Outras características: às vezes muito fracamente magnético.
Minerais associados são galena, esferalerita, diópside, hedenbergite, granadas, axinite, babingtonite, polilitônio e calcita.
Ocorrências notáveis ​​incluem Santa Teresa Mountains, Graham County, Arizona, EUA e Rudnyi Kaskad depósito, Sayan, Rússia.
Os melhores indicadores de campo são hábitos de cristal, cor, localidade, associações, clivagem e brilho.

Platina
(magnetismo fraco)
A cor é um cinza branco-cinza a prata-cinzento, geralmente mais leve que a cor da platina da platina pura processada.
Lustre é metálico.
A transparência é opaca.
Sistema Cristal: Isométrico; 4 / m barra 3 2 / m
Os hábitos de cristal incluem nuggets, grãos ou flocos, raramente mostrando formas cúbicas.
A clivagem está ausente.
A fratura está irregular.
Dureza é 4 - 4.5
Gravidade específica é de 14 a 19 +, a platina pura é 21,5 (extremamente pesada, mesmo para minerais metálicos).
Traço: aço-cinza.
Outras características: não mancha, às vezes é fraca-magnética e é dúctil, maleável e sectil, o que significa que pode ser batido em outras formas, esticado em um fio e cortado em fatias.
Minerais associados incluem cromite, olivina, enstatite, piroxeno, magnetita e ocasionalmente ouro.

Ocorrências notáveis incluem Transvaal, África do Sul; Montanhas Urais, Rússia; Columbia e Alaska, EUA.
Os melhores indicadores de campo são cor, densidade, magnetismo fraco, dureza, associações e ductilidade.

Pirrotita
(às vezes forte, mas inconsistente)
A cor é bronze.
Lustre é metálico.
Os cristais de transparência são opacos.
Sistema de cristal hexagonal, 6 / m2 / m2 / m e monoclínico; 2 / m
Hábitos de cristal: tabular ou prismático em prismas hexagonais com terminação pinacoidal, mas principalmente maciço de camadas formadoras de rocha com outros sulfetos.
Não divide nenhum, mas há uma forte tendência de despedida.
A fratura é desigual
A dureza é 3,5-4,5
Gravidade específica é 4.6
Traço: cinza-preto
Minerais associados pentlandite, quartzo, ankerite, pirita e outros sulfetos.
Outras características: fraca magnética, faces de prisma estriadas paralelamente a faces pinacoides e a cor escurecerá com a exposição à luz.
Ocorrências notáveis Sudbury, Ontário; Ducktown, Tennessee; Chihuahua, México; Rússia; Alemanha e Brasil.

Melhores indicadores de campo magnetismo, hábito de cristal, dureza e cor.
Nota: É também chamada de pirita magnética, por causa de sua cor, similar à da pirita, e seu magnetismo, quase sempre presente.

Siderita
(magnetismo fraco quando aquecida)
A cor é cinza, amarelo, castanho amarelado, castanho esverdeado, marrom avermelhado e marrom. Alguns espécimes mostram uma iridescência provavelmente causada pela alteração da superfície ao goethite.
O lustre é vítreo a perolado ou sedoso em alguns espécimes.
Transparência: os cristais geralmente são translúcidos ou praticamente opacos.
Sistema de cristal é trigonal; barra 3 2 / m.
Os hábitos de cristal são geralmente rombohedrons curvados que às vezes são achatados para aparecer em pás, raramente scalaédricos. Muitas formas agregadas também são encontradas como botryoidal, sphericules (sphaerosiderite), concretionary, stalactitic, vein-filling e earthy.
A clivagem é perfeita em 3 direções formando os rhombs.
A fratura é concoidal a desigual.
A dureza é bastante variável variando de 3,5 a 4,5.
Gravidade específica é 3.9+ (relativamente pesado)
Traço: branco.
Outras características: torna-se magnético quando aquecido, efervesce ligeiramente em contato com ácidos fortes ou com ácidos quentes.
Minerais associados incluem sulfetos de ferro e quartzo, cerussite, ankerite, dolomite, goethite, cryolite, limonite, barite, pirita e esferica.

Ocorrências notáveis ​​são numerosas e incluem Harz Mountains, Alemanha; várias minas na Cornualha, na Inglaterra e no Peru; Biera Baixa, Portugal; Tatasi, Bolívia; Minas Gerais, Brasil; Lorena, França; Bohemia, República Tcheca; Broken Hill, Nova Gales do Sul, Austrália; Tsumeb, Otavi, Namíbia; as minas de Franklin, Nova Jersey; Condado de San Bernardino, Califórnia; Flambeau Mine, Ladysmith, Wisconsin, Antler Mine, Arizona e Connecticut, EUA e Rapid Creek, Território do Yukon; Francon Quarry, Montreal e Mont Saint-Hilaire, Quebec, Canadá.
Os melhores indicadores de campo são hábitos de cristais, ligeira reação aos ácidos, clivagem, cor e densidade superior à média.
Nota: Também é conhecido pelo nome de calibita.

Outros minerais que demonstram propriedades magnéticas:
Babingtonite (fraco)
Barite (diamagnético)
Borax (diamagnético)
Braunite (fraco)
Burckhardtite (paramagnética)
Cádmio (diamagnético)
Chromferida (diamagnética)
Columbite (fraco)
Coyoteite (moderadamente)
Epidote do Paquistão (atraído para ímãs)
Epsomite (diamagnética)
Goethita
Goslarite (diamagnética)
Greigite
Hematita
Jacobsite (diamagnético)
Limonita
Ludlamite (diamagnética)
Magnetoplumbite
Manganbabingtonite (muito fraco)
Nitratina (diamagnética)
Pirita
Tantalita
Trevorite (diamagnético)

(caso falte algum outro mineral magnético na lista, deixe nos comentários, obrigado)

Fontes:

Segue oficina70.com