oficina70.com: Minerais
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Cristais e minerais tóxicos

Antes de manusear pedras e cristais observe a sua toxicidade
Este artigo contém dados gemológicos que alertam quando usamos certos tipos de cristais/minerais. Enquanto a maioria da comunidade metafísica e espiritual fala apenas das propriedades de propósito mais elevado do plano espiritual que os cristais nos aferecem, o senso comum deve ser levado em consideração ao usá-las há um nível físico.
Este artigo é uma medida de precaução sobre cálculos que podem ser prejudiciais em certas situações ou usar-se certos tipos específicos de minerais (crus versus tumorosos, fibrosos versus cristalizados ou em massa), seja para serem usados em Elixires ou um manuseamento prolongado, banhando-se ou tocando a pele, por exemplo.

Não pretendemos perpetuar o medo ou a ansiedade, mas sim educar e compartilhar nosso profundo respeito pelo reino cristalino e mineral. A maioria das pedras na lista é voltada para uso interno, com alguns sendo cautelosos para uso externo. Uma boa regra é certificar-se de lavar as mãos depois de usar qualquer cristal/mineral. Ele mantém nossos minerais limpos e é uma ótima maneira de mostrar respeito a nós mesmos e aos nossos cristais e minerais.

Preste especial atenção à lista quando estiver trabalhando com amostras cruas/naturais. Eu não acho que as pedras brutas, na maior parte, sejam prejudiciais, com algumas exceções, como a Rosalgar.

NOTAS:
Antes de fazer qualquer elixir ou carregar qualquer tipo de água, é uma boa idéia checar novamente qualquer possível toxicidade que possa ocorrer, se estiver usando várias pedras em combinação, para reações elementares entre as pedras. Na verdade, seria melhor se cada pedra fosse carregada em seu próprio recipiente de água, em vez de colocar quatro ou cinco pedras no mesmo recipiente é possível que alguma mistura de pedras ou minerais possam causar algumas reações químicas na água, embora não se veja.

Se você tiver alguma dúvida (ou for novo em cristais e sua composição química), simplesmente coloque o cristal/pedra ao redor e fora do recipiente. Você ainda obterá os mesmos resultados.

Se você é um profissional neste matéria então esteja sempre atendo aos artigos como este ou consulte um gemólogo holístico.

Tenha em consideração que, em alguns casos uma pequena dose ou exposição trara consequências à saúde sendo que na sua maioria a quantidade e dose a que uma pessoa é exposta não é justificada.
Cabe a você decidir correr os riscos, nossa missão é só a de dar a conhecer os possíveis riscos.

Geralmente os minerais para se fazer um exilir são de forma cristalisada, sendo que na forma bruta de rocha só mesmo se trabalhar diariamante com estes tipos de rochas com uma exposição prolongada seja por meio de garimpo ou na lapidação delas onde poderá haver a inalição de pó, por isto devem-se usar equipamentos de proteção.

Sobre a toxicidade do alumínio:
Embora a maioria das listas de gemas tóxicas incluam o alumínio e alguns outros elementos como tóxicos, estes só são tóxicos quando a dose necessária para induzir uma reação tóxica é excepcionalmente alta. Contanto que você não esteja comendo pó de alumínio ou rocha, a toxicidade dessas pedras é quase improvável.
Portanto tenha em ATENÇÃO que quanto mais cor um mineral tem havera uma forte possibilidade deste ser ou conter algum elemento tóxico, geralmente nos minerais com uma forte cor verde, laranja, azul, amarelo.

Segue uma lista dos minerais tóxicos mais comuns:

Actinolita
Forma fibrosa é um tipo de amianto. Não recomendado para elixires.

Adamita ou adamina
Contém Arsênico (Arsenato) e vestígios de cobre que é tóxico.

Ajoite
Contém Alumínio, Cobre.

Alexandrita
Contém Alumínio.

Amazonita
Vestígios de cobre que são tóxicos.

Ambligonita
Contém Alumínio.

Andaluzita
Contém Alumínio.

Atacamita
Contém cobre venenoso / tóxico.

Auricalcita
auricalcita, mineral tóxico
Contém zinco e cobre, que é tóxico.

Aventurina
Contém Alumínio.

Axinite
Contém Alumínio, Ferro.

Azurita
Contém Cobre, Tóxico.

Bastnasita
A composição química da Bastnasita contém elementos tóxicos que podem reagir quando combinados com a água.

Grupo Berilo
(Água-marinha, Goshenite, Heliodor, Morganita)
Contém Alumínio.

Brazilianite
Contém alumínio não recomendado para usar em sua forma bruta.

Bronchantite
Sulfato Hidratado De Cobre, Tóxico.

Pedras Boji
Contém enxofre, pirita e / ou marcassita, que é tóxico (* também pode ocorrer um risco de incêndio).

Calcopirita
(pedra pavão)
Contém cobre e enxofre que podem ser tóxicos.

Crisoberilo
Contém Alumínio.

Crisocola
Contém cobre venenoso / tóxico. Seguro para manuseio, mas não para uso em elixires.

Cinábrio ou cinabre
cinábrio mineral tóxico
Contém mercúrio que pode ser venenoso / tóxico. Lavar as mãos depois de segurar. Não toque as mãos nos olhos ou boca enquanto segura.

Conicalcita
Contém cobre venenoso / tóxico.

Cobre
mineral copper nuggets
Contém cobre venenoso / tóxico.

Crocoíta
Contém níveis venenosos / tóxicos de cromo. Não toque as mãos nos olhos ou boca enquanto segura. Não ingira.

Cuprita
Contém cobre venenoso / tóxico. Lave as mãos depois de segurar. Não toque as mãos nos olhos ou boca enquanto segura.

Jaspe dálmata
Contém Alumínio.

Dioptasio
Contém cobre venenoso / tóxico. Seguro para manuseio, mas não para uso em elixires.

Dumortierita
Contém Alumínio.

Esmeralda
Contém Alumínio.

Epídoto
Contém Alumínio.

Grupo Feldspato
(Labradorita, Pedra da Lua, Ortoclásio, etc)
Contém Alumínio.

Galena
Contém quantidades elevadas de chumbo que podem ser venenosas.

Granada
(Espessartita, Uvarovita, Rodolita, Hessonita)
Contém Alumínio.

Gem Sílica
Contém cobre venenoso / tóxico. Seguro para manuseio, mas não para uso em elixires.

Halita
Inadequado para uso de elixir irá dissolver em água.

Hematita
Inadequado para o uso de elixir irá enferrujar com exposição prolongada no líquido.

Hiddenite
(Espodumena)
Contém Alumínio.

Idocrase
(Vesuvianita)
Contém Alumínio.

Iolita
Contém Alumínio.

Jadeíta
Contém Alumínio e Ferro.

Cianita
Contém Alumínio.

Labradorite
Contém Alumínio.

Lápis lazúli
Contém enxofre e possíveis inclusões de pirita que são venenosas.

Lazulite
Contém Alumínio.

Lazurite
Contém Alumínio, Enxofre.

Lepidolite
Contém Alumínio.

Magnetita
O ferro enferruja, NÃO use em elixires ou carregando água.

Malaquita
Contém cobre venenoso / tóxico.

Marcasita
Exposição ao oxigênio, pode formar uma substância branca em pó / resíduo que é venenoso / ácido sulfúrico tóxico. Se isso ocorrer, você não deve usar ao lado da pele ou tocar. Não recomendado para Elixires.

Mica
Contém Alumínio.

Moonstone
(pedra da lua)
Contém Alumínio.

Morganita
Contém Alumínio.

Moscovita
Contém Alumínio.

Auripigmento
(orpment)
auripigmento e realgar em matrix de quartzo altamente tóxico
Níveis ALTAMENTE TÓXICOS de Arsênico. Lave as mãos após o uso, mantenha longe das crianças !! Não coloque as mãos perto dos olhos ou da boca antes de lavar as mãos.

Pargasita
Contém alumínio por isso não é recomendado para elixires ou imersão em água para carregá-lo.

Pietersita
Semelhante ao olho do tigre. Forma fibrosa contém amianto. Não é recomendado usar formas brutas para elixires.

Prehnita
Contém Alumínio.

Psilomelano
Contém bário venenoso / tóxico.

Pirita
A pirite pode conter Marcasite misturada. O Marcasite com tempo e exposição ao oxigênio, pode formar uma substância branca em pó / resíduo que é venenoso / ácido sulfúrico tóxico.) Se isso ocorrer, você não deve usar junto à pele ou tocar. Não recomendado para Elixires.

Pedra quântica
(Quantum Quattro Silica)
Contém cobre venenoso / tóxico.

Rosalgar ou realgar
realgar crystals
Níveis ALTAMENTE TÓXICOS de Arsênico. Lave as mãos após o uso, mantenha longe das crianças !! Não coloque as mãos perto dos olhos ou da boca antes de lavar as mãos.

Rubi
Contém Alumínio.

Safira
Contém Alumínio.

Escapolita
Contém Alumínio.

Selenita
Inadequado para ingestão interna pequenos fragmentos podem se romper na água.

Serpentina
Formas fibrosas são asbesto. Lave as mãos após o uso. Não recomendado na preparação do elixir.

Smithsonita ou esmitsonita
Contém zinco e pode conter cobre (Smithsonita verde) Seguro para manuseio, mas pode ser venenoso / tóxico quando usado em elixires.

Sodalita
Contém Alumínio.

Espinela
Contém Alumínio.

Espodumena
Contém Alumínio.

Estaurolita
Contém Alumínio e Ferro.

Estibina
Contém chumbo e antimônio. Não recomendado para elixires.

Stilbita
Contém Alumínio.

Sugilita
Contém Alumínio.

Enxofre
enxofre cristalizado
Contém Enxofre venenoso.
Quando queimado, o enxofre derrete em um líquido vermelho-sangue e emite uma chama azul que é melhor observada no escuro.

Pedra do Sol
(Sunstone)
Contém Alumínio.

Tanzanita
(variedade Gem de Zoisite.)
Contém Alumínio.

Olho de tigre
Forma fibrosa contém amianto. Não é recomendado usar formas brutas para elixires.

Topázio
Contém Alumínio.

Torbernita
radioactive minerals
Radioativo.

Turmalina
Contém Alumínio.

Tremolita
Formas fibrosas são asbesto. Não recomendado para Elixires. Lave as mãos após o uso.

Turquesa
Contém cobre venenoso / tóxico e alumínio. Seguro para manuseio, mas não para uso em elixires.

Ulexita
Contém boro tóxico.

Unakita
radioactive minerals
Contém Alumínio e também pode conter Zircônio (Radioativo).

Vanadinita
Contém vanádio venenoso.

Variscita
Contém Alumínio.


Vavellita
Contém Alumínio.

Vesuvianita ou vesuvianite
Contém Alumínio.

Wulfenita
Contém chumbo venenoso e molibdênio. Seguro para manuseio, mas não para uso em elixires.

Zircão 
radioactive minerals
Contém zircônio, radioativo.

Zoisite

Mica, pirita vs ouro

Conheça as diferenças da Mica, da Pirita e do Ouro
diferenças da Mica, da Pirita e do Ouro

Mica
Quase todos de nós sabemos de alguma história sobre pessoas que foram enganadas ao pensar que mica era ouro, ou então que uma pedra de pirita se tratava de uma pepita de ouro.
Normalmente, elas olhavam para a bateia de ouro no rio e viam as areias brilhando ao sol parecendo muito com o que de fato foram à procura, ou seja, ouro.
É divertido ver uma bateia de ouro e tentar manter a mica enquanto lava os materiais leves. É tão leve e abundante que as pessoas que nadam em um lago podem sair com sua pele e cabelos salpicados de milhares de minúsculos flocos dourados brilhantes de mica.
Mica pode ser muito prevalente onde as rochas circundantes são de granito, porque o granito pode conter mica. Onde o leito rochoso é exposto, você pode encontrar mica em todos os riachos e rios que encontrar.
Mica há em muitas variedade de cores, incluindo preto, branco, marrom, amarelo, verde e vermelho. A cor da mica é, em parte, resultado do seu teor de ferro.
O magma rico em ferro e a rocha vulcânica influenciam a formação de micas de coloração escura que vão do marrom-amarronzado a uma variedade marrom-escura profunda conhecida como mica muscovita.
Enquanto pedaços maiores de mica mostram uma cor distinta, quando ela (facilmente) é moída em minúsculos pedaços, a maior parte da cor é perdida e tudo tende a adotar uma cor marrom-amarelada.
Geralmente próximos de antigas minas de mica,n os rejeitos podem conter blocos de mica e quartzo do tamanho de um punho a peças enormes que uma pessoa teria dificuldade em pegar.
Mica é formada em camadas muito mais finas do que uma folha de papel e estas são empilhadas uma em cima da outra, se comparando como um "livro" de folhas finas. Nos últimos anos, grandes livros de mica foram cuidadosamente descolados em camadas finas com cerca de 6 mm de espessura e usadas como janelas à prova de fogo em fogões a lenha e isoladores elétricos. Hoje em dia, a mica é usada às vezes em fios de aquecimento ou em torradeiras.
Embora você possa dobrar folhas finas de mica, quando submetido aos efeitos de moagem do cascalho do rio, os "livros" são gastos nas bordas produzindo pequenos flocos muito finos.
A ação capilar vai puxar água para os espaços microscópicos entre as folhas, e isso aumenta a refletividade da mica e muitas vezes cria uma tonalidade amarela iridescente perolada.

Mica é milhares de vezes mais abundante que ouro.
Se você suspeitar que a maioria das coisas amarelas em sua bateia é mica, você pode estar correto.
Porém, Mica é 5 vezes mais leve que o ouro. É muito fácil de mexer na areia e no cascalho. Será um dos primeiros e mais fáceis materiais a serem retirados quando saõ garimpados em uma bateia.
No entanto, alguns pequenos flocos provavelmente ficarão para trás, alguns flocos podem permanecer na bateia levando-o a iludir que se trata de ouro.
A mica é flexível, mas também tem uma natureza um tanto frágil. Portanto, um teste é cutucá-lo com um alfinete. Se for mica ele se partirá em flocos ainda menores, mas se for ouro vai se amassar ou se espalhar como um chumbo macio.
A mica mudará de cor quando você inclinar a bateia. Segure a bateia de um jeito, a mica poderá ter uma maravilhosa cor dourada, mas quando você inclinar a bateia para outro lado a maior parte da "cor dourada" desaparece.
A mica reúne a cor da luz refletida muito mais dramaticamente que o ouro, mas perderá sua cor quando os flocos forem inclinados em outra direção.
Flocos de ouro parecem "brilhar" e manterão esse brilho, não importando o quanto a bateia esteja inclinada. Se a cor dourada desaparecer quando você inclina a bateia, ela provavelmente não é ouro.

Cuidado ao pensar que é mica na superfície da água, mas algumas pessoas dizem que a flor de ouro flutua na superfície, use uma gota de sabão de lavar louça líquido, para quebrar a tensão superficial geralmente dura água.

A confusão com a mica e o ouro é devido ao fato de que, quando se raspa o topo de uma linha de mica, você obterá um pouco de ouro, mas isso se deve à forma dos flocos que criam um efeito de riffle e prendem o ouro quando ele desce o rio.

Mica na areia do mar
 Se você olhar de perto ao longo da costa, poderá ver flocos de mica em uma fina linha amarela na areia, bem dentro da borda da linha de água. Eles tenderão a vagar de um lado para o outro sempre tão ligeiramente coincidente com as ondulações que chegam à costa. Ouro, claro, não vai fazer isso.

Pirita o ouro de tolo
O ouro de tolo é uma mistura de ferro e enxofre conhecida como pirita de ferro ou, simplesmente, pirita.

A pirita pode fazer seu coração pular de alegria enquanto você garimpa uma bateia e pega aqueles 8 ou 10 "pedaços de pepita", mas depois quando você for mostrar para alguém que realmente conhece ouro nativo, ou então você vai fazer o teste ou for vender o seu coração vai reiniciar em modo normal ou então vai quase parar com o desgosto em ter encontrado um mineral que não o tão sonhado ouro.

Se você adicionar um pouco de arsênico, o resultado é arsenopirita.
Se riscado, cheira a alho.
Adicionar cobre em vez de arsênico, e se torna pirita de cobre conhecida como calcopirita.
chalcopyrite
Calcopirita

Acredita-se que a pirita é produzida pela ação da água vulcânica rica em enxofre em contato com rochas vulcânicas ricas em ferro. Sob condições ideais, a pirita de ferro formará cubos, às vezes com cantos achatados e faces brilhantes como espelhos. O minério de ouro pode ser associado à arsenopirita, mas nem sempre. Arsenopirita no filão, forma-se em lâminas achatadas levemente sulcadas que têm uma aparência cromada.

A pirite é muito comum, geralmente na forma "não-cristalina" massiva, à medida que veios e cordões são entrelaçados na rocha. Os cubos são mais raros, e os maiores são geralmente menores que 1/4 "de diâmetro.
Exposta ao meio ambiente, a pirita começa a oxidar, formando uma mancha que começa como um amarelo pálido variável, progride para um amarelo profundo e finalmente amadurece em uma cor marrom profunda.
Grandes veios de pirita de ferro "maciça" (não cristalina) são igualmente suscetíveis ao desenvolvimento de uma camada de óxido que imita o ouro.

A arsenopirita parece muito mais resistente ao embaciamento e, mesmo quando moída em pedacinhos no cascalho, tende a manter sua cor prata-cromo brilhante.
Calcopirita tende a manchar com um tom esverdeado, às vezes um vermelho-marrom sem brilho.

Como saber a diferença entre mica, pirita e ouro
native gold nuggets
Foto do site geology.com
1) Pirita de ferro oxidada a uma rica cor amarela tem sido confundida com ouro por milhares de anos, daí o apelido de "tolos de ouro". Embora algumas piritas que combinavam bem com ouro de 22 quilates, a maioria das piritas manchadas de amarelo está mais próxima do ouro de 10-12 quilates, que é visivelmente mais claro (mais branco prateado) do que ouro puro.
2) Embora a pirita tenha um alto teor de ferro e seja surpreendentemente pesada pelo seu tamanho, ela é mais leve que 1/4 do peso do ouro.
3) A pirita é frágil e quebradiça e, se for golpeada com uma ferramenta pontiaguda, quebrará em vários tamanhos de fragmentos de cor prata. Por causa de sua natureza macia e maleável, o ouro não se despedaçará, e essa é uma das melhores maneiras de distinguir entre esses dois materiais no campo.
4) O brilho dourado da pirita é apenas um efeito de superfície. Se você raspar a pirita manchada ou esfregá-la com uma pedra, a abrasão revelará uma pirita prateada que lhe dirá que não é ouro.
5) Se você esfregar ouro contra uma pedra, o ouro deixará estrias amarelas na rocha, enquanto a pirita deixará um risco (raia) cinza-prata opaca.
6) Se você não tiver certeza, use uma lupa e um alfinete para ajudá-lo a distinguir entre ouro e mica.
7) A pirita também se transforma rapidamente em fumos e um pó de ferrugem quando aquecido com o maçarico, enquanto outros compostos de ferro de cor dourada perdem rapidamente aquele brilho dourado se similarmente aquecidos.
8) Pirita perde o brilho na sombra emquanto o ouro permanecerá de um amarelo opaco.

Se depois de tudo isto ainda tiver dúvidas, pode fazer o teste de densidade por gravidade específica, veja como no link a seguir:
http://www.oficina70.com/2017/10/como-identificar-um-mineral-por.html
O ouro tem uma gravidade relativa de 19,3.

Nota:
Nos rejeitos de minas de micas e de piritas antigas ainda podem haver ouro, pois antigamente o método de recuperação não valia a pena, mas hoje em dia com a escalada do preço e da procura do ouro, pode ser que vala a pena recuperar o ouro destes rejeitos.
Um método bem simples e moer parte dos rejeitos e adicionar água e deixe assentar. Demora um pouco, mas acabará com umas 3 camadas e água limpa. A camada superior sera o lodo meio bronzeado claro, a segunda camada sera avermelhada e um pouco como areia preta e a terceira camada se houver vestígios de ouro nestes rejeitos de minas antigas sera dourada contendo partículas de ouro.

No mais...
Gold is good.

Fonte:

Como identificar pedras de sílex e de obsidiana

Muitas das vezes o Sílex é confundido com a Obsidiana, e por menos vezes, o contrário, dai ter a atenção em fazer testes de dureza e ou densidade com ambas, isto para as pessoas que não as conhecem.

Ambas foram usadas em períodos pré-históricos, devido a sua dureza e ao seu fio de corte.
Ambas são constituídas quase integralmente de 70% ou mais de sílica (SiO2 - dióxido de silício) na sua composição química.

Sílex
Uma amostra de sílex com uma camada de marga calcária
Uma amostra de sílex com (patine) uma camada de marga calcária

Sílex é uma rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada. Apresenta-se geralmente compacta, de cor branco, preto, cinza, castanho-avermelhado ou azul escuro. Com fratura conchoidal. Ocorre sob a forma de nódulos ou massas em formações de giz ou calcário. Pode apresentar várias impurezas como argilas, carbonato, silte, pirita e matéria orgânica.

Pela perda de água vai se transformando parcialmente em opala amorfa e, no final, em calcedônia finamente cristalina. Frequentemente são encontrados com inclusão de vários tipos de matérias orgânicas como restos de organismos fósseis.

Elas são encontradas em muitos lugares do mundo. Alguns dos lugares mais comuns para encontrá-las são perto de leitos de rios, nas margens de lagos e em terrenos que já foram cobertos pela água.

Procure por rochas que tenham uma aparência robusta como a pirita ou rochas que tenham lados bem lisos. Procure pedregulhos grandes ou rochas com resíduos de giz. Como a pedra de sílex é um certo tipo de giz, esses são os melhores lugares para procurá-la.

Às vezes, as suas bordas podem estar lascadas o que por sorte indicaria que já foi usada como ferramenta num período pré-histórico.

Para ter certeza de que se trata de uma pedra de sílex, pegue uma faca de aço ou de ferro e golpeie a pedra. Se soltar faíscas depois de várias tentativas, então se trata de uma sílex.

Ao colidir a sua pedra de sílex com um metal, certifique-se de que a pedra esteja seca, pois uma pedra úmida não pode produzir faíscas. Porém se tiver outra pedra de sílex, então colida uma contra a outra e mesma húmidas elas irão produzir faíscas.

Use uma faca de aço carbono ou ferro com a sílex; uma faca de material inoxidável não vai funcionar.

Quando estiver procurando pedras de sílex, CUIDADO pois as bordas afiadas das pedras podem te cortar.

flint
Fragmentos de Sílex
SISTEMA CRISTALINO: Trigonal / Amorfo.
PRINCÍPIO DE FORMAÇÃO: Secundária.
FRATURA: Conchoidal.
CLASSE MINERAL:  Variedade criptocristalina do quartzo. Silicatos.
FÓRMULA QUÍMICA, ELEMENTOS MINERAIS: SiO2.
DENSIDADE: 2,6
DUREZA: 3, 5 - 4 na escala de Mohs.

Obsidiana
Obsidian
Uma amostra de obsidiana com sua aparência de vidro e bordas afiadas.
A obsidiana é classificada como um mineralóide por não ser cristalina, já que ter estrutura cristalina é condição necessária para que um material geológico de ocorrência natural possa ser considerado um mineral.
Obsidiana é uma rocha ígnea extrusiva constituída quase integralmente por um tipo de vidro vulcânico.
Forma-se quando uma lava de composição félsica e baixo teor em água (menos que 2-3% mássicos) arrefece rapidamente sem permitir a formação de cristais em quantidade substancial. Apesar do rápido arrefecimento ser necessário, a vitrificação ocorre essencialmente porque a riqueza em silicato das lavas félsicas induz uma elevada viscosidade e polimerização que dificultam a cristalogénese.

A obsidiana pura tem em geral uma coloração escura, mas a cor varia em consequência da presença de impurezas. Ferro e magnésio tipicamente dão à obsidiana uma coloração negra ou castanho escuro. São conhecidas algumas raras ocorrências de obsidiana quase incolor. Em algumas rochas, a inclusão de pequenos cristais brancos de cristobalite, forma aglomerados radiais no seio do vidro negro que produzem um padrão de manchas, por vezes em forma de floco de neve (obsidiana floco de neve).

A obsidiana pode conter padrões formados por bolhas de gás que permaneceram do fluxo da lava, alinhadas ao longo de camadas criadas à medida que a rocha fundida fluía antes de arrefecer. Essas bolhas podem produzir interessantes efeitos tais como um brilho dourado (obsidiana brilhante). Um brilho iridescente, em forma de arco-íris (obsidiana arco-íris) é causado pela inclusão de nanopartículas de magnetite.

A obsidiana pode ser encontrada em locais onde tenham ocorrido erupções riolíticas, pelo que apesar de não ser uma rocha comum ocorre em múltiplas áreas de vulcanismo recente, desde a Australásia, à Eurásia e às Américas, para além de diversas regiões insulares.
A nível mundial, são conhecidas cerca de 70 localidades onde a obsidiana pode ser extraída (dados até 2010).

Quando estiver procurando pedras de obsidianas, CUIDADO pois as bordas afiadas ou fragmentos de vidro podem te cortar.

obsidian
Fragmentos de Obsidiana
SISTEMA CRISTALINO: Amorfo.
PRINCÍPIO DE FORMAÇÃO: Secundária.
FRATURA: Concoide.
CLASSE MINERAL:  Vidro vulcânico.
FÓRMULA QUÍMICA, ELEMENTOS MINERAIS: SiO2.
DENSIDADE: ~2.4
DUREZA: 5 - 6 na escala de Mohs.

Fontes:

Como fazer pesquisa e prospecção mineral para o ouro

 “Sem pesquisa mineral, não há mineração”.
Para fazer prospecção mineral no Brasil siga todos os seguintes passos burocráticos ou então procure um laboratório de análise de rochas ou ainda se preferir, contrate um profissional Geólogo ou Técnico em Geologia para efetuar uma inspeção na sua propriedade.

Uma lista de laboratórios de análises de rochas e minerais segue no final deste artigo.

Este artigo só descreve a prospecção de solo a fundo para produção comercial de minerais, para prospecção de superfície (hobby) ou utilizando detectores de metais não é preciso documentação com resalvas se for em propriedade alheia. 

Amostras de minerais acondicionadas em uma folha de papel A4 e respectivas procedências. 
1. Turmalina - MG, 2. Feldspato - PR, 3. Zeólita - Londrina-PR, 4. Barita - MG, 5. Calcita - PR, 6. Quartzo - RS, 7. Ilmenita - MG, 8. Galena - Adrianópolis-PR, 9. Calcopirita - Carajás-PA, 10. Piroxênio - MG.

1º- Análise de dados geofísicos para mineral ouro
O primeiro passo é fazer uma pré análise de dados aerogeofísicos já existentes para identificar possíveis alvos. Esses dados são disponibilizados gratuitamente pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).


Mapa de satélite sobre levantamentos Aerogeofisicos do Brasil,
o chamado mapa do ouro do Brasil.

Mas antes disso o que é Geofísica?
Geofísica é o ramo que estuda determinadas propriedades físicas das rochas e minerais e os fenômenos associados a essas propriedades. Tem por objetivo determinar a distribuição espacial dos materiais e estruturas que compõe o nosso Planeta. As principais áreas de aplicação da geofísica são:
Prospecção de Petróleo; Estudos Ambientais; Mineração; Arqueologia e Geologia de Engenharia.

Na prospecção mineral, tem os seguintes objetivos:
Estudo geológico das regiões, definindo, assim, as províncias mineralizadas;
Determinação da geometria de depósitos minerais aluviais, como o ouro, diamante, cassiterita, etc;
Determinação da orientação de fraturas e veios mineralizados;
Detecção da presença de minérios disseminados (sulfetos); e
Determinação da capa de matéria estéril.

As técnicas mais utilizadas na prospecção dos produtos de mineração são: meios elétricos, eletromagnéticos e potenciais. É importante, e viável, na busca pelo ouro, utilizar-se dos ensaios geofísicos, visto que colaboram com maior rapidez para o resultado desejado já que indica o caminho a ser seguido.

2º- Solicitar autorização de pesquisa pelo DNPM
Em posse do resultado das análises dos dados aerogeofísico que determina o que e onde explorar, o segundo passo é solicitar a autorização para a pesquisa no DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral que se encontra no link a seguir:

Para requerer a autorização de pesquisa e lavra de recursos minerais é preciso ser brasileiro, pessoa natural, firma individual ou empresa legalmente habilitada; deve estar cadastrado no CTDM – Cadastro de Titulares de Direitos Minerários – e precisa seguir uma lista de afazeres devidamente divulgada pelo site do DNPM no link a seguir:

O título a ser recebido, após o cumprimento legal de todas as solicitações, é o “Alvará de Pesquisa”, outorgado pelo Diretor Geral do DNPM e publicado no DOU – Diário Oficial da União. O prazo concedido para as pesquisas varia entre 2 e 3 anos e as áreas máximas cedidas para estudo, de 5 a 2.000 hectares, exceção apenas para a Amazônia Legal, que pode chegar a 10.000 hectares devido a dificuldade de acesso.

3º- Mapeamento geológico
O mapeamento geológico da área a ser estudo constitui o terceiro passo e é imprescindível para a mineração. Uma das ferramentas mais importantes do sistema de estudos, além de possibilitar a identificação dos depósitos minerais, contribui na tomada de decisão da escolha dos locais apropriados para a abertura de minas e, em parceria com o planejamento de lavra, otimiza as atividades fornecendo informações básicas sobre o modo de ocorrência do minério, sua distribuição na área geográfica, variações dos teores, entre outras. Tudo isso garante um direcionamento de qualidade na corrida pelo ouro, ou por outros tipos de minerais, é claro.

4- Amostragem de sedimentos de corrente para minerais pesados
O Sedimento de Corrente é o principal método nas pesquisas regionais e tem como principal objetivo a definição do tópico a ser analisado posteriormente. Já as amostras, que são coletas nessa fase de estudo, tendem a informar possíveis anomalias do território.

A coleta para amostragem dos sedimentos de corrente deve obedecer a um planejamento previamente estabelecido e que se baseia nas seguintes questões:
O que coletar?
Como coletar?
E, quanto coletar em cada estação de amostragem?

No geral, o mínimo a ser coletado deve ser 4 vezes maior que a alíquota a ser enviada ao laboratório de análise e, a maioria das empresas que trabalham na área recomenda, de 1 à 2 litros de amostra de sedimento de corrente.

As amostras de minerais pesados, quanto a sua representatividade, não diferem das demais, exceto no que diz respeito aos seus constituintes que, muitas vezes, contêm minerais seletivos das unidades litológicas da área de estudo e capitação.

Nesta etapa também é indicado a realização de amostragem de concentrados de bateia.
Amostras de sedimento de corrente e concentrado de bateia devidamente identificadas e codificadas.

Saiba mais sobre Amostragem Sedimento de Corrente no video a seguir:

5- Amostragem de rochas e solos na prospecção mineral para ouro
Indo para o próximo item imprescindível na pesquisa, de acordo com a NBR 6502, Rocha é um “material sólido, consolidado e constituído por um ou mais minerais, com características físicas e mecânicas específicas para cada tipo”. Sobre solo, a mesma norma define como “material proveniente da decomposição das rochas pela ação de agentes físicos ou químicos, podendo ou não conter matéria orgânica”.

O solo é um dos mais importantes e, consideravelmente, um dos mais fáceis meios para se coletar amostra. Entretanto, é preciso precauções, já que é o meio mais comum de erro. Antes de tudo, é preciso assegurar que as amostras são do próprio terreno e não as de transporte, que são levadas por eventos naturais ou humanos; também é preciso adequar à linha horizontal para, assim, garantir que as poções remontam uma mesma época.

No que interesse aos estudos para pesquisa e prospecção mineral do ouro, o volume mínimo recomendado, pelas referências históricas e geográficas, é de 300 g no horizonte B de solo residual. Esse número pode variar.

Quanto a amostragem de rochas, comumente chamada amostragem litológica pode ser classificada segundo sua forma de coleta: pontuais, que podem ser em blocos (simples) ou lascas e punhados (compostos); lineares, que podem ser obtidas por meio de canal, testemunho de sondagem ou perfuratriz (Veja "Sondagem e definição da jazida/depósito"); planares que correspondem as amostras em camadas; e, por fim, de volume, que podem ser coletadas em poços, galerias ou pilhas de estoque.

Neste passo também é indicado a realização de uma geofísica terrestre. Os métodos geofísicos elétricos são particularmente promissores em estudos voltados a busca de sulfetos, devido ao contraste das propriedades físicas resistividade elétrica e cargabilidade.

6- Sondagem e definição da jazida/depósito
Por fim, é hora de definir a malha de sondagem baseada na análise de todos os dados coletados anteriormente (Dados Geofísicos, Geológicos e Geoquímicos). Neste contexto a sondagem visa indicar o tipo de rocha e teor em profundidade, o grau de alteração, fraturamento, coerência, xistosidade, e muitos outros fatores. Além disso, com a sondagem é possível determinar com precisão toda a extensão e profundidade de um depósito mineral, seja ele aurífero ou não. Sendo assim, a sondagem é o último passo na definição da jazida.

Jazida, portanto, é um depósito natural de substâncias, minerais ou fósseis, que são encontradas tanto na superfície quanto no interior da Terra. Uma jazida mineral, ou um depósito, agrega grande valor econômico à região em que está inserido.

Lista de laboratórios de análises de rochas e minerais:
Brasília e região:

Paraná e região Sul:

Espírito Santo e região:


Serviços:

Consulte sempre o Guia do Minerador:
http://www.dnpm-pe.gov.br/Legisla/Guia/indice.php

Fontes:

Segue oficina70.com