Rochas vulcânicas que contém pedras preciosas

Algumas rochas são um indicador de que elas podem conter pedras preciosas no seu interior.
basalto amigdalóide com cristais de piroxena e olivinas
Basalto amigdalóide com fenocristais de piroxena e olivinas

A maioria destas rochas são rochas ígneas, ou seja, rochas de composição vulcânicas.
Estas rochas ígneas são formadas pelo resfriamento e solidificação do magma ou lava.

Principais rochas vulcânicas que podem conter pedras preciosas são: Kimberlito e Lamproíto, Basalto, Riolito e nos Pegmatitos.
Já o Xisto não é uma rocha vulcânica mas é uma destas rochas hospedeiras de pedras preciosas.

O tipo de pedras preciosas encontrados na matriz destas rochas vai depender da formação química destes vulcões ou do solo de que foi formado.
esmeralda na matriz de pegmatito
Esmeralda na matriz de pegmatito

Encontre uma destas rochas e muito provavelmente encontrará pedras preciosas como diamante, água-marinha (berilo), turmalina, rubi, safira, ametista (quartzo), topázio, esmeralda (berilo), pirita, etc.

Basalto
olivina e piroxena no basalto
Das rochas vulcânicas o Basalto é o mais conhecido, porém, há basaltos e basaltos.
Vocábulo antigo dos léxicos geográfico, naturalista e, mais tarde, geológico, “basalto” é, pois, o termo geral que designa o equivalente vulcânico do gabro, a rocha plutónica de composição máfica e ferro, e com baixo conteúdo em sílica, pelo que uma e outra são qualificadas como básicas.
Mais de 90% das rochas básicas são vulcânicas e, dentro delas, mais de 90% são basaltos, constituindo o essencial da crosta oceânica. No seu conjunto, os basaltos são as rochas magmáticas mais abundantes na crosta terrestre, onde ocupam cerca de 70% da superfície. Os granitos ocupam os restantes 30%, confinados à crosta continental.
Basalto é hoje um vocábulo petrográfico muito abrangente das rochas vulcânicas com as características químicas e acima definidas (conteúdo em sílica entre 52% e 49%). Aplica-se, não só àquelas cuja lava brota à superfície e aí arrefece e solidifica, como às que, no decurso desta actividade, solidificam a meio caminho da extrusão. É o caso dos chamados basaltos das soleiras, diques, chaminés e outros corpos intrusivos de relativamente pequena profundidade, muitos deles designados por doleritos.

Quais gemas são encontradas na rocha ígnea e como são formados?
As pedras preciosas encontradas em rochas ígneas incluem os quartzos (incluindo ametista, citrino e ametrino), as granadas, pedra da lua, apatita, diamante, espinélio, tanzanita, turmalina, topázio e zircão. Algumas dessas gemas se formam em pegmatitos e veios hidrotermais que são geneticamente relacionados a rochas ígneas.
rocha de pegmatito
Rocha de pegmatito, Portugal

Pelo resfriamento do magma, os átomos são ligados em padrões cristalinos e, posteriormente, diferentes minerais são formados. Quando a formação ocorre nas profundezas da crosta terrestre (aprox. 33 km de profundidade) podem formar-se rochas bastante grandes (por exemplo, granitos).

Rochas ígneas são formadas e criadas por processos magmáticos na terra. Para formar cristais muito grandes de minerais raros, são necessárias condições excepcionais. Por exemplo, a rocha de pegmatito é formada pela cristalização de magma enriquecido com água nos veios de outras rochas, podendo conter berilo, turmalina e topázio.

As rochas ígneas são divididas em dois tipos, a rocha vulcânica (extrusiva) e a rocha plutônica (intrusiva), dependendo de onde o magma esfria.

Rocha vulcânica ou extrusiva
Esta é a rocha que se forma na superfície da terra. Em contato com o ar ou a água do mar, a rocha derretida esfria rapidamente e se extingue em um vidro (como obsidiana) ou forma pequenos cristais (basalto). As rochas vulcânicas são geralmente de granulação fina ou de estrutura vítrea.

O basalto é uma rocha extrusiva, de granulação fina devido ao seu rápido resfriamento. Consiste em grande parte em minúsculos cristais de feldspato e piroxênio (como diopsídio, olivinas e enstatita). Alguns basaltos contêm pedras preciosas como corindo, zircão e granadas.

Outra rocha vulcânica é o kimberlito. Os tubos de kimberlite são a maior fonte de diamante.

Ocasionalmente, variedades de vidro vulcânico, obsidiana, são lapidadas e transformadas em pedras preciosas.
A obsidiana é um mineraloide amorfo com dureza de aproximadamente 5,5.
tipos de obsidiana
Alguns tipos de obsidiana

Variedades de obsidiana incluem:
Obsidiana floco de neve (com inclusões do mineral cristobalita);
Obsidiana arco-íris;
Obsidiana de mogno vermelho;
Obsidiana de brilho prateado;
Obsidiana rendada meia-noite;
Abóbora obsidiana e
Obsidiana "lágrimas de apache".

Rocha plutônica ou intrusiva
Quando a rocha derretida se solidifica dentro da rocha preexistente, ela esfria lentamente, formando rochas plutônicas com cristais maiores. Eles tendem a ser de granulação grossa.

O granito é uma rocha intrusiva de grão grosso que contém os minerais quartzo e feldspato, e geralmente carrega mica ou hornblenda. Em algumas circunstâncias, o granito sofre "cristalização fracionada", um processo em que o resfriamento lento cria cristais de diferentes minerais à medida que se formam em diferentes temperaturas.

Os minerais do grupo dos pegmatitos estão entre os últimos a serem formados, muitas vezes ocorrendo como veios que penetram em seu entorno.

Minerais associados que encontram sua origem em rochas ígneas:
Berilo;
Crisoberilo;
Corindo;
Diamante;
Granada;
Feldspato;
Peridoto (uma das formas de Olivinas);
Quartzo (e suas variedades);
Espinélio;
Topázio;
Turmalina e
Zircão.

Fases do ciclo ígneo ou magmático
Os estágios do ciclo ígneo ou magmático são os seguintes:
1. Fase do ciclo ígneo ou magmático
Cromita;
Magnetita e
Magnetita de titânio.

2. Fase magmática líquida (cristalização principal) 1500-600 graus C:
Espinélio;
Zircão;
Apatita;
Peridoto e 
Diamante.

3. Fase de pegmatita (cristalização em repouso) 700-400 graus C:
A parte residual do magma, que é rica em fluxos, é conhecida como estágio pegmatítico. O fundido torna-se uma solução aquosa à medida que a solidificação prossegue. Devido a essa fluidez, os líquidos podem penetrar em fissuras e rachaduras nas rochas circundantes. Sob a pressão e as temperaturas concentradas, formam-se cristais individuais que podem medir vários centímetros e, ocasionalmente, vários metros. Os cristais prismáticos crescem perpendicularmente às paredes do veio.
Os veios de pegmatito são alguns dos melhores exemplos de formação de pedras preciosas.
Turmalina;
Berilo;
Quartzo;
Feldspato;
Zircão;
Apatita;
Brasilianita;
Grafite;
Moscovita e
Lepidolita.

4. Fase pneumatolítica 500-300 graus C:
Os minerais formados nesta fase se formam em temperaturas mais baixas e pressão crescente. Componentes voláteis superaquecidos estão envolvidos. O mais proeminente desses componentes são os gases de vapor de água, boro e flúor. Sob a influência desses vapores, outros minerais são frequentemente formados na zona de contato do calcário.
Topázio;
Euclase;
Vesuvianita;
Fluorita;
Cassiterita;
Sheelite e
Volframite.

5. Fase hidrotérmica 400-50 graus C:
Este é um processo associado à atividade ígnea que envolve água aquecida ou superaquecida. A água a temperatura e pressão muito altas é uma substância extremamente ativa, capaz de quebrar silicatos e dissolver muitas substâncias normalmente consideradas insolúveis. Este é o último estágio dos minerais que podem ser considerados formados diretamente do magma.
Ouro;
Prata;
Esmeralda (colombiana);
Berilo;
Quartzo;
Barita;
Pirita;
Dolomite e
Calcita.

Ouro disseminado no Granito
O ouro em rochas ígneas; tendo em vista a mineralização de ouro.
Ouro disseminado no Granito, PORTUGAL
Ouro disseminado no Granito Rosa Porrinho, Portugal

O ouro é um constituinte do granito e das rochas plutónicas.
Essas rochas cristalinas podem ser uma fonte primária do ouro, que se concentram nos veios.
Geralmente a disseminação do ouro no granito ocorre em pequenas escamas, raramente ultrapassando um milímetro de diâmetro, distribuído pelas escamas de mica e aparentemente encerrado em grânulos de feldspato e quartzo como é o exemplo da foto acima.


Zircão para calcular a idade da terra
O zircão se forma em granitos nas profundezas da crosta terrestre (rocha plutônica). Através do movimento das placas tectônicas, esse granito é trazido à superfície e inicia a construção da montanha. Através da erosão, o granito (e o zircão contido) constrói sedimentos que eventualmente serão enterrados profundamente o suficiente para se transformarem em rochas metamórficas.
ZIRCON du Sénégal
Zircão do Senegal

O zircão tem duas propriedades importantes:
Alta dureza relativa e
Resistência a ataques químicos.

Devido à sua dureza de 7,5 na escala de Mohs, os zircões costumam sobreviver intactos ao processo sedimentar. Devido à sua resistência a ataques químicos, o zircão sobreviverá ao processo de metamorfismo de contato que tenta atacá-lo com calor e pressão. Este último é importante, pois a massa líquida ao redor do zircão fará com que uma nova borda seja formada ao redor do antigo zircão, assim como a formação de anéis de árvores.
Este primeiro ciclo geralmente levará centenas de milhões de anos.

Saiba como a pedra de Zircão ajuda a clacular a idade da terra:

Formações rochosas que contém ouro:


Fontes:
e outras várias.

Sem comentários:

Enviar um comentário