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Cianita Azul, a pedra do ano 2019

Cianita Azul
Cianita Azul no Quartzo de Galileia, Vale do Doce, Minas Gerais, Brasil
Cianita Azul no Quartzo de Galileia, Vale do Doce, Minas Gerais, Brasil
A Cianita Azul proporciona paz, calma e trabalha de forma positiva as preocupações. Seu utilizador será capaz de compreender com mais lucidez os problemas que possam estar ocorrendo, encontrando a solução mais rapidamente.

Diante do medo e da raiva, você também conseguirá trabalhar melhor os aspectos psíquicos, promovendo clareza mental e a ordenação dos pensamentos. Ela ajuda a superar a timidez e ansiedade.
Blue Kyanite, stone of year 2019
Como consequência de uma mente equilibrada, temos efeitos de segurança interior. Alívio do medo, das tensões, inseguranças são resultados da compreensão a respeito do próprio coração. A Cianita Azul é capaz de nos conectar ao amor espiritual, equilibrar as energias e nos proteger das possíveis somatizações de doenças.
Devido ao seu aspecto físico laminado, costuma ser utilizada como um bisturi em cirurgias espirituais, bem como para cortar pensamentos e padrões negativos.

Use a Cianita Azul sempre que sentir vontade, mas lembre-se de dar intervalo de uso. Por ser tóxica, não pode ser utilizada para fazer Elixir.

Sobre a Cianita Azul
Blue Kyanite, stone of year 2019
A cianite ou cianita cujo nome deriva do grego kyanos, que significa azul, é um silicato tipicamente azul, mas que pode ser também incolor, verde, branco, cinza, preto ou castanho. É geralmente encontrada em pegmatitos metamórficos ou rochas sedimentares ricos em alumínio. É também chamada de distênio (ou distena) , que significa duas forças (do grego sthenos), porque tem durezas bem diferentes conforme a face considerada.
A cianite é um polimorfo da andaluzita e da sillimanita. É um mineral fortemente anisotrópico.

Dureza dos minerais, Cianita
Na escala de Mohs, a sua dureza varia entre 4,5 e 7,0, dependendo da direção cristalográfica. Dureza variável é uma característica de quase todos os minerais, mas variação tão grande como a da cianita não é comum e considera-se um traço identificativo.

Usos
Cianita azul lapidada
Usa-se principalmente em produtos refractários e cerâmicos, incluindo porcelana. Utiliza-se na fabricação de utensílios de electricidade. A cianite também pode ser usada como pedra preciosa graças a sua cor. É importante também para os coleccionadores de minerais por sua beleza e raridade.

A importância deste mineral é latente, já que inclusive, uma companhia, a Kyanite Mining Corporation dedica-se exclusivamente à sua extracção e beneficiamento.
Cianita Azul da coleção de Rob Lavinsky, Suiça by www.irocks.com
Cianita do Maciço Central de São Gotardo, Leventina, Ticino, Suíça
Foto de Rob Lavinsky da www.irocks.com
É mais encontrada na Suíça, Quênia, Mianmar, Áustria e Brasil.

Cianita Azul no Brasil
Cianitas cortadas e lapidadas de Minas Gerais, Brasil, por Afonso Marques
Cianitas cortadas e lapidadas de Minas Gerais, Brasil, por Afonso Marques
No Brasil as melhores peças de Cianita Azul são encontradas em Galiléia e Coronel Murta em Minas Gerais.
As melhores peças são as mais cristalizadas e de um azul intenso que são lapidadas para serem usadas em jóias.
Cianitas Verde são encontradas em Goiás.

Localidades brasileiras onde é possível encontrar as variedades de Cianita:
Bahia:
Boquira, Brumado (Bom Jesus dos Meiras), Chapada Diamantina, Érico Cardoso e Paramirim.

Goiás:
Estrela do Norte, Mara Rosa, Minaçu e Uruaçu.

Minas Gerais:
Andrelândia, Araçuaí, Coromandel, Coronel Murta, Diamantina, Itabira, Malacacheta, Mariana (Mariana de Itacolumy), Minas Novas, Ouro Preto, São José da Safira,
Três Pontas e Varginha.

Pára:
São Geraldo do Araguaia

Tocantins:
Peixe

Identificação
Cianita Azul encontrada em Barra de Salinas, Coronel Murta, Minas Gerais, Brasil
Barra de Salinas, Coronel Murta, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil
Seus cristais laminados longos são normalmente um bom começo para identificar a cianite. Sua cor (quando é azul) a define também perfeitamente. Outra característica é que pode estar misturada com minerais polimórficos ou com estaurolite. No entanto, a característica mais útil para sua identificação é o seu forte anisotropismo.

Cianita Azul de Barra do Salinas, Coronel Murta, Minas Gerais, Brasil
Peça da coleção do Museu de História Natural de Harvard, EUA
Procedência. Barra do Salinas, Coronel Murta, Minas Gerais, Brasil.
Minerais associados

Normalmente, este mineral ocorre associado aos seus polimorfos bem como a outros silicatos, incluindo:
Andaluzite, Sillimanite, Biotita, Quartzo, Moscovita, Pirita, Rutilo,
Talco, Hematita, Estaurolite, Micas, Corídon e Granadas.

Pedra do seu mês de nascimento:

Fontes:

Como identificar madeira petrificada

O que é madeira petrificada/fossilizada?
A madeira petrificada é um fóssil, sendo também conhecida como madeira fossilizada.
madeira petrificada com xilopala
Madeira petrificada com vestigios de opala tal como diz o nome Xilopala.
Ela se forma quando o material vegetal é enterrado pelos sedimentos e protegido da decomposição devido ao oxigênio e aos organismos. Então, a água subterrânea rica em sólidos dissolvidos flui através do sedimento, substituindo o material vegetal original por sílica, calcita, pirita ou outro material inorgânico, como opala. O resultado é um fóssil do material lenhoso original que frequentemente exibe detalhes preservados da casca, madeira e estruturas celulares.

Alguns espécimes de madeira petrificada são preservações tão precisas que as pessoas não percebem que são fósseis até que as apanhem e fiquem chocadas com o peso delas. Esses espécimes com preservação quase perfeita são incomuns; no entanto, espécimes que exibem estruturas de casca e madeira claramente reconhecíveis são muito comuns.

Como identificar madeira petrificada
Identificar madeira petrificada pode ser uma tarefa difícil e às vezes impossível.
tronco de uma árvore petrificada
Alguns pedaços de madeira perdem muito da sua estrutura celular original durante o processo petrificante, sendo impossível recuperar informações suficientes para identificá-las. Alguns tipos de madeira são distintos o suficiente para que os novatos possam reconhecê-los com apenas uma lupa de 10x. Mesmo para os melhores exemplares de algumas espécies de madeira, geólogos precisam de treinamento e equipamentos de alta ampliação para identificar.

Primeiras pistas
A qualidade da madeira determinará se a peça pode ser identificada.
tronco de madeira petrificada
A estrutura celular original é às vezes completamente destruída pelo processo de petrificação. Se você puder ver padrões na madeira, há uma boa chance de a peça poder ser identificada. Saber quais tipos de árvores crescem nas áreas em que a madeira foi encontrada também pode ajudar na identificação de sua peça. Se uma amostra pode ser reduzida a algumas possibilidades, alguns tipos podem ser descartados, porque eles provavelmente não seriam encontrados com espécies conhecidas daquela área. O resto do processo de identificação requer ampliação em microscópios.

Estruturas celulares da madeira
Algumas estruturas celulares são evidentes com ampliação de apenas 10x. Outros podem precisar de ampliação de até 800x. Células (traqueídos) de diferentes classes de madeira são dispostas em diferentes padrões. Por exemplo, quando se olha através da madeira como se veria anéis de crescimento, uma árvore conífera tem pequenas células redondas que formam linhas retas. As angiospérmicas (carvalho, nogueira, plátano) têm vasos em vez de traqueídes, que são semelhantes, mas não formam fileiras nem são sempre redondas. O ginkgo tem ainda uma formação celular diferente, semelhante ao milho. Conhecer a estrutura celular de diferentes formas de madeira é necessário para uma identificação adequada.

Raios e outros recursos distintos
Raios (anéis circulares concêntricos a partir de um corte transversal) são indicadores importantes dos tipos de madeira.
veios em madeira petrificada
Raios são linhas de pequenas células que vão do centro (medula) do círculo até a casca da madeira. Em alguns tipos de madeira, esses raios são finos, às vezes com apenas uma ou duas células de largura, e em outros são mais largos ou de larguras diferentes. As árvores frutíferas têm muitas larguras de raios, enquanto o pinheiro tem raios estreitos e uniformes. Algumas madeiras têm outras características distintas. Pinho, por exemplo, tem "dutos de resina". Esses dutos parecem células, mas são muito maiores. Se eles são encontrados em madeira com pequenas linhas retas de células e raios estreitos, nenhum exame adicional é necessário para saber que a madeira é pinheiro.

Método de examinação
O exame é feito frequentemente fazendo um cubo da madeira para que possa ser visto de diferentes ângulos do eixo. Os cubos de madeira são finamente lixados para remover riscos que podem dificultar a identificação.
Como identificar madeira petrificada
Se forem necessários altos níveis de ampliação, fatias finas de madeira são usadas com apenas alguns centímetros de espessura. O examinador deve conhecer os diferentes aspectos das madeiras, de modo que algum conhecimento em Botânica também vai estar envolvido no processo.
A tecnologia facilita a identificação com software de computador que pode ajudar no processo de identificação. Este software pode ser comprado on-line por qualquer pessoa que deseje buscar o campo da identificação de madeira fossilizada.
O ideal é a peça ser examinada por um Dentrologista, uma vez que a Dendrologia é o ramo da botânica que estuda as plantas lenhosas, principalmente árvores e arbustos, e as suas madeiras. Se não encontrar um especialista acima descrito, então um Petrologista poderá o ajudar e no caso mais singular, procure em última instância um Geólogo.

Madeira Petrificada no Brasil
como identificar madeira petrificada
Madeira petrificada do Jardim Paleobotânico de Mata.
Conforme um mapeamento realizado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), foram identificadas cerca de 17 afloramentos de árvores petrificadas nos municípios de Santa Maria, Mata e São Pedro do Sul no estado do Rio Grande do Sul, demarcando-as com área de fácil acesso para os turistas e estudiosos interessados.

Como identificar madeira petrificada
MONAF - Município de Filadélfia em Tocantins
Em outros estados como São Paulo, Amazonas e Ceará também foram observadas madeiras petrificadas, mas sem caracterização de floresta como a que ocorre no Rio Grande Do Sul e no Tocantins (Monaf) que é a maior floresta de árvores fossilizadas do hemisfério sul sendo possível visualizar até algumas folhas de árvores fossilizadas.
Segue no link abaixo as localizações das florestas petrificadas do RS:

Madeira petrificada e outros nomes
Uma ampla variedade de nomes é comumente usada para madeira petrificada. "Madeira fossilizada" é um termo geral para madeira que foi petrificado ou preservado por outros métodos de fossilização. "Madeira opalizada" (xilopala) é madeira petrificada que foi substituída por opala, uma forma amorfa de sílica. "Madeira agatizada" é a madeira que foi substituída por ágata, uma forma de calcedônia ou quartzo microcristalino. "Madeira silicificada" é a madeira que foi substituída por qualquer forma de sílica, incluindo opala e ágata.

Madeira opalizada (xilopala)
Xilopal, image by Petrified Forest National Park
Exemplo de madeira petrificada opalizada com cores espetaculares e petrificação completa é altamente muito valorizada para lapidar. Pode ser polido e usado para fazer jóias e muitos outros ofícios.

Nota:
A menos que não tenha a certeza caso se depare com uma peça de madeira petrificada, então, contate o setor de Geologia numa faculdade mais próxima.

Fontes:

Tipos de veios de ouro

Tipos de veios de ouro nas minas
gold veins
Veio de ouro é o afloramento de rochas e geralmente contêm muito frequentemente minerais de minério de ouro. Num processo de formação de veios é mais comum os veios de ouro que não são visíveis a olho nu, porque geralmente estão sempre junto com um transportador mineral, como quartzo, sulfetos, calcita, gossans e alguns minerais de argila. E a espessura dos veios varia de poucos centímetros a quatro metros, e o comprimento pode atingir várias centenas de metros e se estender até uma profundidade de mais de 1.500 m. Alguns depósitos de veios de ouro são caracterizados por baixa sulfização e mineralogia constituída por quartzo, pirita, galena, calcopirita e esfalerita são menores. Em alguns lugares, os sulfetos são acompanhados por calcita e alguns minerais de prata. Observou-se que os veios podem estar na transição entre o ouro-quartzo-sulfeto e o ouro-metal-base-carbonato, mas também distinguem-se de cada um, por diferentes mineralogias e geologia ambiental.
quartzo hidrotermal com veio de ouro
        Depósitos de veios formados a partir de fluidos hidrotermais que se elevam através da crosta até a superfície. Este líquido, geralmente é feito pelo magma, movendo-se através da crosta terrestre. Em geologia, um veio é um elemento mineral que foi cristalizado e contido na rocha e a forma da ranhura é diferente da cor da base da pedra. Os veios são formadas quando os elementos minerais trazidos por uma solução aquosa armazenada na massa rochosa através da precipitação e do fluxo hidráulico envolvidos são geralmente devidos à circulação hidrotermal.

veio de ouro em uma mina do quadrilátero ferrífero em MG
       A maioria dos veios são considerados como o resultado do crescimento de cristais em fraturas planares na parede da rocha, com o crescimento de cristais na cavidade da parede, e formam cristais que se projetam para o espaço aberto. Estes são alguns métodos no processo de formação de algumas veias.

Mas a geologia é muito rara para um espaço aberto significativo permanecer aberto no grande volume de pedra, especialmente a poucos quilômetros abaixo da superfície.


Veios de quartzo na aparência da cor é um pouco diferente, principalmente leitoso de cor branca e, por vezes, é muito grande e mais escuro e mostra a inclusão de fluidos ou gases que podem ser derivados de ácido carbônico em abundância nas profundezas da terra.

Estes são alguns exemplos de veios de ouro contidos em uma mina:
veios de ouro
 Claramente visível camada de ouro amarelo junto a fendas entre o osso da cavidade da rocha cinzentas brancas coloridas.

veios de ouro
A direção da linha é de veios de cor dourada para cinza e cunha de cor acastanhada na parede lateral.
veios de ouro
  Este veio contêm elementos minerais de ouro e prata, mas têm poucos depósitos minerais de minério de ouro.
veios de ouro
veios de ouro
Uma cor um pouco enegrecida no lado da parede de rocha na cunha por uma parede de pedra de cor acastanhada tem teor de ouro de minério, mas não é visível quando vista a olho nu. Para poder ver, precisa-se da ajuda de um microscópio ou de uma lupa.

Alguns estudos sobre mineralizações e veios auríferos no Brasil:
veio de ouro no quartzo em uma mina de Apiaí-SP
Formação de veios quartzo auríferos da Mina Morro do Ouro, Apiaí, SP
http://www.teses.usp.br
https://revistas.ufpr.br/geociencias

Caracterização estrutural dos veios auríferos da região de Cuiabá, MT
https://www.researchgate.net/publication

Inclusões Associadas aos Veios de Quartzo Auríferos da Costa Sena e Diamantina - MG
http://horizon.documentation.ird.fr

Mineralização Aurífera de Lages-Antônio Dias, Ouro Preto - MG
http://repositorio.unicamp.br

Filitos Carbonosos do depósito do Morro do Ouro, Paracatu, MG
https://core.ac.uk/download/pdf

Veios de Quartzo e Inclusões Fluidas nos Depósitos de ouro da Faixa Móvel Aguapeí
http://www.ppegeo.igc.usp.br
https://repositorio.unesp.br

Nota da Oficina70:
Nós não temos que ser um geólogo para procurar ouro e há muitas pessoas sortudas por aí que têm colecionado e ganhado a vida com a prospecção de ouro. Isto apenas requer que nos familiarizemos com certos elementos que estão associados ao ouro, por exemplo, a rocha que contém depósitos de ouro.

Abaixo está uma coleção de fotos de vários sites para mostrar um exemplo de rochas potenciais contendo depósitos ou veios de ouro.

Para estudar mais profundamente os detalhes científicos da geologia do ouro e suas rochas, há uma abundância de informações on-line para fornecer a idéia básica sobre a formação do elemento ouro e suas associações.

Abaixo estão algumas amostras de pepitas de ouro que são encontradas em áreas como principalmente rios, leitos secos de rios, areias pretas de rios ou de praias, cavernas, etc.
exemplos de pepitas de ouro nativas

Isto é só uma idéia para não esquecer se é ouro ou outra coisa quando tropeçar em cima de algo parecido com eles.

Hoje eu trouxe uma importante informação de que a formação de ouro ocorre também em veios de grandes rochas ou pedras e não só na forma de pepitas. No entanto, nem todas as rochas costumam ter depósitos de ouro, e apenas certas rochas do tipo a possuem sendo o caso mais comum a ocorrência de veios de ouro no quartzo. Este é um senso comum e básico para se familiarizar com os tipos de rochas que normalmente possuem depósitos de ouro.

Se você esta atrás de suas primeiras gramas de ouro, nos aqui queremos te ajudar a ter êxito e por isto dispomos de vários assuntos sobre o ouro sua formação e tipos de solo e minerais que estão associados ao ouro.
native gold
Para ter acesso a muito mais informações sobre o ouro nativo, no início do site dispomos de cabeçalho com vários assuntos, escolha neste caso, a do "ouro nativo" e clica no artigo que quer estudar.

Fonte:

Fontes de minérios de ouro

Os metais de ouro e prata são obtidos a partir de uma variedade de diferentes tipos de minérios de rocha. A maioria das pessoas pensa que as pepitas de ouro constituem a principal fonte do ouro. Mas a realidade é que muito pouco do ouro é derivado das pepitas, tornando assim as pepitas super valorizadas. Quase todo o ouro recém-extraído vem de minérios de mineração natural de rocha dura, finos grãos de ouro ou até mesmo partículas microscópicas de gossans.
gold in hessit

O ouro é amplamente encontrado na natureza, embora ele seja um dos metais raros. Muitas vezes acontece que o ouro conhecido como o metal é nativo encapsulado dentro de um mineral como o quartzo. E, historicamente, o ouro, o mais produtivo, ocorre nos depósitos dos veios hidrotermais de quartzo. Atualmente, esses depósitos generalizados fornecem grande parte do minério de ouro do mundo.

O elemento minério de ouro na natureza ocorre até mesmo principalmente na forma de ouro nativo. Em vários minérios de ouro, o conteúdo mineral de ouro original geralmente ocorre em partículas minerais muito finas e pequenas contidas dentro de minerais de sulfeto como a pirita.

As pirites de ferro são um mineral muito comum associado ao ouro, mas também servem como agente redutor. Portanto, se o ouro é encontrado em pirita, é sempre ouro livre e não como algum tipo de sulfeto de ouro. O ouro também esta presente às vezes em calcopirita, galena e arsenopirita e estibina, mas não como é encontrado em quantidades que podem ser encontradas em pirita. Outros minerais, como esfalerita, pirhotita, magnetita e hematita, também carregam pequenas quantidades de ouro.

Veja lista de outros minerais que estão associados ao ouro:

O ouro também vem como Telureto de ouro em Calaverita. Ganga comum em minérios de ouro inclui quartzo, fluorita, calcita e pirita, mas muitos outros podem ser encontrados em quantidades menores.

Outro Telureto de ouro e prata é a Silvanita, também conhecido como “ouro gráfico” ou “telúrio gráfico” e é o mais comum telureto de ouro. A relação ouro/prata varia desde 3:1 até 1:1. É um mineral metálico cuja cor varia desde um cinza até quase branco. Encontra-se largamente associado a calaverita.

Minérios de Ouro:
O mais proeminente é ouro puro, sendo que o mais comum do ouro nativo contém uma pequena quantidade de prata, cobre, platina, ou outro metal precioso.

Os minerais de telureto são os minerais mais comuns e significativo na composição do ouro.
Esses incluem:
Petzita (Ag3AuTe2)
Petzit (Ag3AuTe2)

Hessita (Ag2Te)
Hessit (Ag2Te)

Silvanita (Au, Ag)Te2
Silvanit (Au, Ag)Te2

Calaverita (Au, Ag) Te2
Calaverit (Au, Ag) Te2

Krennerita (AuTe2 to Au3AgTe8)
Krennerit (AuTe2 to Au3AgTe8)

Nagyagita (Au2, Pbi4, Sb 3, TE7, S7)
Nagyagit (Au2, Pbi4, Sb 3, TE7, S7)

Os sulfuretos e teluretos contendo ouro são a formação primária do minério de ouro, embora a calcopirita aurífera possa ser formada por um processo de enriquecimento secundário.

Ouro nativo pode ocorrer no primário, enriquecimento secundário ou zonas oxidadas. Os teluretos, geralmente associados à pirita, são amplamente utilizados, embora não com muita frequência, mas nem sempre reconhecidos, na verdade, alguns dos minérios são confundidos com sulfetos.

Os depósitos de ouro são geralmente classificados de acordo com sua associação:
1. Destes podem ser catalogados como quartzoso
Isto significa que o mineral de ganga é ácido, isto é, quartzo e fluorite, que podem ser muito abundantes ou os outros minerais de ganga do grupo do solo alcalino. Não raro, parece variar da pirita e quantidades limitadas de calcopirita e galena dentro de quantidades de quartzo. Estes são minérios de moagem livre.

2. Minérios de cobre contendo minério de ouro
Nos Estados Unidos grande parte da calcopirita é de ouro. Os minérios de cobre auríferos são particularmente abundantes no Colorado, Utah, Montana e British Columbia. Eles também estão em Gold Hill, Carolina do Norte e no Canadá em Newfoundland.

3. A classe do minério de chumbo aurífero
A proporção de chumbo nestas rochas é grande e o teor de ouro é frequentemente baixo. Eles são minérios refratários, como o minério de cobre. O minério refratário requer torrefação antes do processamento de extração. Os sulfetos pesados ​​como cobre, chumbo e antimônio requerem este método de tratamento, ou seja, a condição do ouro no mineral não permitirá sua captura imediata com a maioria dos sistemas de recuperação.

4. O minério de ouro é constituído pelo grupo do telureto de ouro
Os minérios de telureto de ouro ocorrem acompanhados por outros teluretos com prata, chumbo e antimônio ou como ouro nativo acompanhado por outros teluretos. Estes minérios são frequentemente enviados diretamente para o tratamento de fundições.

5. Tipo de minério disseminado
Eles são freqüentemente de baixa qualidade, mas presentes em números muito grandes. Eles preenchem grandes fraturas e zonas de falha ou substituem certos horizontes geológicos. Eles são o resultado da circulação de grandes quantidades de água aquecida no subsolo conhecidos como hidrotermais.

Assita ao video do IPMI (em inglês)

Fontes:

Estudo sobre os Depósitos Auríferos

Estudo completo sobre os Depósitos Auríferos
Estudo completo sobre os Depósitos Auríferos
O ouro é conhecido desde a Antiguidade, sendo certamente um dos primeiros metais trabalhados pelo homem, conhecido na antiguidade desde, aproximadamente, 2600 a. C. descrito como metal, que é referido em várias passagens no antigo testamento. É considerado como um dos metais mais preciosos, tendo o seu valor sido empregue como padrão para muitas moedas ao longo da história. Apresenta diversas aplicações devido suas características de condutividade e resistência a oxidação.
Ouro é produzido no mundo como subproduto de diversos tipos de depósitos, como sulfetos maciços vulcanogênicos, depósitos de níquel-cobre, depósitos pórfiro, depósitos de Fe, entre outros. A principal fonte desse metal é de depósitos tido como gold-only, que incluem os placers e os lode-gold. Incluem os depósitos: epitermais, orogenéticos de veios sulfetados quartzo-carbonático, stratabound em formações ferríferas bandadas e disseminados e de substituição.

FORMAÇÃO DOS DEPÓSITOS
Conforme o conhecimento prévio, uma jazida é um depósito mineral economicamente aproveitável e como tal, todas as suas características geológicas como forma, dimensões, disposição e orientação, comportamento e relações com as rochas encaixantes devem ser bem conhecidas antes mesmo daquelas relativas ao seu valor econômico.

O conhecimento dessas características geológicas está baseado no estudo detalhado de afloramentos, capeamento, forma, zona de enriquecimento, rochas encaixantes, rocha hospedeira, capa e lapa, contatos, ramificações, potência, direção e mergulho, extensão e profundidade, declividade da jazida, que são elementos imprescindíveis na escolha e definição do tipo e métodos de lavra a serem empregados.

Para o levantamento e determinação dessas características devem ser realizados trabalhos de gabinete, em duas etapas, uma antes e outra após a etapa dos trabalhos de campo.

DEPÓSITO EPITERMAL
filão hidrotermal de ouro
Muitos dos depósitos de ouro do mundo relacionados a condições quase subaéreas comumente envolvem rochas vulcânicas de composição intermediária a félsica. São geralmente associados a processos vulcânicos e a colocação, resfriamento e consolidação dessas rochas vulcânicas.
Depósitos minerais epitermais são o produto de grandes sistemas hidrotermais convectivos, movimentados por calor magmático nos primeiros quilômetros da crosta, relacionados com rochas vulcânicas. Esses sistemas, enquanto ativos, descarregam na superfície fluidos quentes como hot springs ou fumarolas.
São definidos como depósitos epigenéticos, formados em níveis rasos dentro da crosta. 
Os de veios e substituição (300-400oC) são formados em ± 1,5 km
Os depósitos formados a 100-200 m são chamados tipo hot-spring (~ 100oC).
A mineralização ocorre em veios silicáticos discretos, em fissuras irregulares em várias direções, stockworks, brechas, preenchimento vesicular e também em forma disseminada em encaixante mineralizada, ou ainda em corpos de substituição associados a zonas de silicificação. Em alguns casos, depósitos maciços são distribuídos nos níveis rasos, vulcânicos, dos arcos principais e dentro das porções mais superiores dos sistemas intrusivos subjacentes.
Alguns depósitos epitermais são diretamente relacionados a corpos intrusivos profundos, mas essa relação só é demonstrável se a erosão permitir. Texturas de preenchimento e substituição são comuns. Cavidades drúsicas (tipo geodo), estruturas em pente, encrustações, bandamento simétrico, texturas coloformes e do tipo ágata são típicas e circulação livre de soluções hidrotermais. As fissuras têm ligação direta com a superfície, permitindo que os fluidos mineralizantes percolem com facilidade.

TIPOS DE DEPÓSITOS HIDROTERMAIS
Minério de Ouro, quartzo hidrotermal
Há três tipos principais de depósitos epitermais , dois dos quais em sistemas de arcos principais, sendo as diferenças entre depósitos visualmente relacionadas à profundidade relativa das intrusões.
A divisão em tipos de baixo e alto enxofre é baseada na alteração hidrotermal e na composição mineralógica.
O tipo mais comum é caracterizado por um ambiente de deposição de baixo enxofre (low sulfidation type), associação de alteração com quartzo-adulária-carbonato-sericita. Têm alta razão Au e quantidade menor de metais básicos como Pb, Zn e Cu. Um outro tipo é a classe chamada de alto enxofre, sendo caracterizada por um ambiente de deposição de enxofre de estado de sulfidação alta (high sulfidation;). Produz quantidades menores de Cu (contêm mais As) e alguma Ag, contendo quartzo, alunita, pirita e sulfetos de Cu, como enargita.
As maiores concentrações mundiais de ouro nativo e ligas Au-Ag são depositadas em condições epitermais, tendo-se como exemplos os depósitos de Goldfields, Nevada; Cripple Creek, Colorado e Hauraki, Nova Zelândia. Minerais como quartzo e carbonatos podem se estender em profundidade, mas os valores do minério diminuem muito, o que pode estar relacionado à ausência de ebulição. Em alguns depósitos, entretanto, sulfetos como galena, esfalerita, calcopirita e outros aparecem mais no fundo, caracterizando condições mesotermais. Essa interdigitação de condições foi chamada de leptotermal para descrever a transição entre condições de temperaturas moderadas a baixas.

DEPÓSITOS DE OURO PALEOPLACER
depósitos de ouro de placer
Depósitos paleoplacer de ouro-urânio piritosos são a maior fonte de ouro do mundo no Supergrupo Witwatersrand da África do Sul, com depósitos de urânio similares no Supergrupo Huronian do Canadá. Tais concentrações são encontradas na maioria dos crátons precambrianos do mundo, ocorrendo em camadas de conglomerados piritosos com seixos de quartzo, aos quais se associam quartzo arenitos, sendo os mais importantes encontrados no arqueano e proterozóico inferior.
Os paleoplacers piríticos e muitos hematíticos ocorrem em espessas seqüências de rochas sedimentares clásticas. Muitas porções dessas seqüências, que incluem conglomerados piríticos (ou hematíticos) muito grossos, têm sido interpretadas como tendo formado em condições fluviais, em sistemas de riachos entrelaçados em extensos vales e, mais importante ainda, sobre enormes leques aluviais.

 QUADRILÁTERO FERRÍFERO
Na Formação Moeda, Supergrupo Minas, no Quadrilátero Ferrífero, ocorrem depósitos placer em vários pontos dos metaconglomerados, merecendo destaque as áreas da Serra das Gaivotas e Serra do Gandarela.
A mineralização urano-aurífera se associa aos metaconglomerados* oligomíticos na base da Formação Moeda, com seixos de quartzo cinzentos que apresentam uma auréola de crescimento. A matriz é quartzosa, sericítica, piritosa e com finos filmes carbonosos. Tanto o ouro, quanto o urânio, guardam certa relação com a presença de pirita e de matéria carbonosa. A pirita é o mais abundante mineral opaco ocorrendo sob a forma nodular e idiomórfica.

JACOBINA
Importantes depósitos auríferos estão associados aos conglomerados da Formação Serra do Córrego, que foram depositados em um sistema de drenagem fluvial, anastomosada*, que fluía de leste para oeste.
Sob o ponto de vista estrutural o Grupo Jacobina é descrito como um homoclinal, mergulhando forte para leste. Está dividido em blocos, separados por falhas originadas, principalmente, por esforços compressivos provenientes do sudeste. Diques básicos ocupam geralmente, os planos de falha e em seus afloramentos são caracterizados por um relevo negativo, entre as cristas de quartzitos e conglomerados.

CARACTERÍSTICAS RESSALTADAS DOS DEPÓSITOS PLACERS
garimpo de pepitas de ouro
A composição mineralógica dos depósitos inclui pirita como diversos tipos de grãos em matrizes dos conglomerados, junto com quartzo, feldspato e moscovita. Outros minerais pesados são uraninita, granada, cromita, titanita, rutilo, monazita, xenotima, apatita, turmalina, ilmenita, columbita, córindum, cassiterita, osmiridium e diamante.
Ouro é concentrado junto com uraninita detrítica, mas as menores razões U/Au ocorrem nas faixas de seixos mais grossos, sugerindo que o ouro originalmente depositou-se junto com os sedimentos mais grossos e que uraninita foi carregada rio abaixo (downstream)* por maiores distâncias, fruto da diferença de densidade desses dois minerais.
Alguns autores sugerem que o Au tenha sido introduzido na Bacia de Witwatesrand por fluidos hidrotermais logo após seu soterramento.
Seriam fluidos do tipo metamórfico, com alteração associada a um fluido redutor, de baixa salinidade, similares aos dos greenstone belts. Os fluidos teriam sido canalizados ao longo de estruturas, superfícies de discordância e acamamento, tendo a precipitação do ouro sido dominada por reações com rochas carbonosas ou ricas em ferro. Essas rochas acham-se concentradas imediatamente acima das superfícies de discordância. Nesse modelo, as rochas crustais máficas, abaixo da bacia Witwatersrand, teriam sido a fonte do ouro.

DEPÓSITOS DE OURO DISSEMINADOS EM ROCHAS CARBONÁTICAS
Ouro disseminado em rochas sedimentares, do tipo Carlin, constitui depósitos de pirita rica em arsenopirita aurífera, epigenéticos, disseminados, caracterizados por dissolução de carbonatos, alteração argílica, sulfetação e silicificação em rochas sedimentares calcáreas. Ouro e pirita precipitam-se juntamente com fluidos ricos em H2S pela sulfetação de minerais de ferro das rochas encaixantes.
Os depósitos são associados com falhas normais de alto ângulo e horizontes permeáveis de sucessões sedimentares. Formaram-se quando fluidos hidrotermais, fluindo ao longo de falhas, encontravam zonas de brecha e/ou horizontes permeáveis. Os fluidos então reagiram com as rochas encaixantes, produzindo sua alteração e depositando ouro. O processo é essencialmente de substituição seletiva de rocha carbonosa por sílica, pirita e ouro. Os depósitos formam-se a 1,5-4 km, com T de 225ºC.

GEOLOGIA LOCAL
Trata-se de estudos geológicos detalhados da área alvo de pesquisa mineral, abordando suas caracterizações, litoestratigráficas, topográficas, petrológicas e petrográficas, estruturais (falhamentos e dobramentos, estruturas lineares etc.), geomorfologia, drenagem e ainda hidrografia.

JAZIMENTO
depósito de ouro epitermal
Deve-se fazer uma descrição detalhada do depósito mineral de acordo com a sistemática a seguir, bem como descrever todos os seus elementos característicos mencionados anteriormente:
Tipo de rochas: hospedeiras, encaixantes, intrusivas;
Estruturas: cisalhamento, falhas, dobras, etc. em relação ao minério;
Mineralogia das hospedeiras: descrição dos litotipos mineralizados;
Ambiência tectônica: tectônica antes, durante e após a formação das hospedeiras e do depósito;
Idade das hospedeiras: idades e métodos de detecção;
Mineralogia do minério: minerais opacos e translúcidos por modo de ocorrência;
Mineralogia secundária, acessória e de alteração: associações por zonas de alteração, metamorfismo e retrometamorfismo;
Controles da mineralização: controles litoestratigráficos, estruturais etc.;
Estruturas e texturas do minério: bandado, filonar, de substituição, exosolução etc.;
Assinatura geoquímica: anomalias positivas e negativas na área do depósito;
Fluidos mineralizadores: tipos de fluidos e suas composições químicas;
Assinatura isotópica: composição isotópica das rochas, minerais e fluidos;
Alteração supergênica: mineralogia, estruturas e texturas da alteração meteórica;
Produção passada: indicar a produção e os períodos de produção;
Reserva estimada: quantidades por tipos de reserva (medida, indicada e inferida), teores e ano;
Depósitos associados: outros depósitos na mesma área ou região ou unidade geológica;
Outros depósitos similares: outros depósitos do mesmo tipo no Brasil e no mundo.

TRABALHOS DE PESQUISA MINERAL
Os trabalhos de pesquisa mineral necessários à definição de uma jazida mineral, sua avaliação e a determinação da exeqüibilidade de seu aproveitamento econômico, como preceituado no § 1° do Código de Mineração, e também na efetivação dos estudos de geociências anteriormente mencionados são apresentados a seguir.

É conveniente ressaltar que esses trabalhos preceituados no CM são os mínimos solicitados e que alguns deles podem ser realizados e/ou adaptados ao projeto de pesquisa em função da substância mineral a ser pesquisada em como das hospedeiras e encaixantes dos mesmos.

LEVANTAMENTOS GEOFÍSICOS
Estudo completo sobre os Depósitos Auríferos
Podem ser realizados tanto em solo (levantamentos terrestres), como por ar (aéreos), quanto em água (aquáticos) e baseiam-se nas propriedades físicas manifestadas pelas diferentes rochas. Por exemplo: densidade, magnetismo, sísmicas etc. Estes métodos de levantamento são empregado para mineralizações em profundidade.

LEVANTAMENTOS GEOQUÍMICOS
São utilizados para detectar a existência ou não de mineralizações em uma área através da geoquímica da água, sedimento, solo ou rocha. Tal levantamento é realizado conforme as propriedades químicas, físicas e físico-químicas da substância pesquisada.

MAPEAMENTO GEOLÓGICO DE DETALHE
Consiste na caracterização de todas as litologias, dobras, falhas e qualquer outra feição geológica de interesse que se encontram na área pesquisada, através da delimitação dos corpos geológicos e seus contatos. Após esse trabalho, deve-se apresentar um mapa geológico em escala de detalhe.

LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS
Consiste em efetua-se o levantamento planialtimétrico de toda a área pesquisada, em escala de detalhe, geralmente 1:2.000 com curvas de nível de 5 em 5 metros.
Todas as seções de amostragem sistemática devem ser também levantadas, inclusive as escavações executadas.

ESTUDO DE AFLORAMENTOS
Faz-se a descrição mineralógica, petrográfica e estrutural da rocha; as medições de estruturas planares e lineares; as descrições das evidências de topo e base da camada; as descrições e classificações das dobras e falhas observadas. Nas áreas mineralizadas, faz-se a descrição dos gossans e das zonas de lixiviação, de enriquecimento supergênico, e de alteração indicando a paragênses mineral de cada zona e dos elementos característicos da do corpo.

AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA DE AFLORAMENTOS
Nos afloramentos das zonas mineralizadas, faz-se uma amostragem de canal ao longo de todo afloramento. As seções de amostragem são espaçadas no máximo de 2 em 2 metros uma da outra, localizadas perpendicularmente aos contados aos contatos da jazida e devem cobrir toda sua espessura aparente.
Depois da retirada das amostras, cada uma delas é devidamente embalada, identificada e enviada para análise química e/ou petrográfica microscópica.

ABERTURA DE ESCAVAÇÕES
Nos locais de contatos invisíveis onde a identificação é muito importante, são abertos poços e/ou trincheiras visando à medição desses contatos.
A localização de um poço ou trincheira depende da conveniência de cada local, mas no geral, pode ser de perpendicular a paralelo à direção esperada do corpo neste local.

EXECUÇÃO DE SONDAGEM NO CORPO DE MINÉRIO
Com base no conhecimento dos afloramentos das zonas mineralizadas e nos elementos estruturais característicos do corpo geológico, faz-se a locação dos furos de sonda nos vértices de uma malha, visando interceptar tal corpo, em profundidade. A metragem total a ser perfurada e o conseqüente número de furos está limitado ao orçamento do projeto elaborado no Plano de Pesquisa apresentando ao DNPM no ato do Requerimento da Autorização de Pesquisa.

A sondagem se dá por sonda rotativa, percussiva ou rotopercussiva, em função do tipo de material que se tem na área (rocha sã, alterada, solo, sedimentos).

Os testemunhos ou materiais recuperados são acondicionados em recipientes adequados a cada tipo e num outro momento, descritos estrutural e petrograficamente e em muito casos, metade desses é submetida a algum outro tipo de ensaio e/ou análise.

ANÁLISES FÍSICAS DE AMOSTRAS
Sem atribuição especifica às jazidas metálicas e não-metálicas, as análises físicas realizadas mais comuns são a petrografia do minério, a determinação da densidade, testes de pureza, coesão, abrasão, impermeabilidade, absorção de água, porosidade, brilho, permeabilidade, ataque químico etc.

As seções polidas e lâminas delgadas são preparadas são encaminhadas a laboratório de análises químicas para determinações por meio de métodos analíticos não-destrutivos.

ANÁLISES QUÍMICAS DE AMOSTRAS
Nas amostras de água, as determinações de cátions podem ser feitas por espectrometria de absorção atômica ou de emissão, com fonte de plasma e, as de ânions, por cromatografia iônica.

Nas amostras de sedimentos, solo, produtos de alteração, rocha e minério, as determinações podem ser feitas por espectrofotometria de absorção atômica, espectrometria de fluorescência de raios-x, espectrometria de plasma induzido dentre outros.

Pelos métodos analíticos não-destrutivos, as determinações podem ser feitas por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectrometria de reflectância.

ENSAIOS DE BENEFICIAMENTO DO MINÉRIO
São realizados com o objetivo de conceituar produtos que caracterizar a exeqüibilidade técnica do aproveitamento industrial da substância mineral útil da pesquisa mineral. Comprovada a existência de tecnologia no mercado para a obtenção dos produtos minerais através da realização desses ensaios de beneficiamento do minério, o jazimento passa de depósito para jazida mineral.

Dessa forma, casa substância mineral das jazidas de minérios metálicos requer a sua tecnologia própria; e os respectivos ensaios de beneficiamento e metalurgia do minério. Os mais comuns são os teste de britagem, classificação, moagem, concentração, lixiviação, filtragem, lixiviação, fundição, purificação e/ou tratamento de rejeito.

Nas jazidas não-metálicas, que abrangem o betume, carvão-de-pedra, materiais cerâmicos, materiais para construção civil, revestimento, cimento, adubos, evaporitos, pedras preciosas e semipreciosas etc., destacam-se as rochas ornamentais cujos ensaios mais comuns são os de desdobramento de blocos, abertura, polimento e/ou retificação.

ESTUDOS DE VIABILIDADE ECONÔMICA
pepitas de ouro de rios
Um projeto de mineração pode ser desenvolvido em três fases distintas, classificados segundo a época em que esta fase ocorre e o grau de precisão.

PROJETO (OU ESTUDO) DE VIABILIDADE
Compreende os primeiros estudos realizados sobre uma determinada ocorrência, com finalidade de demonstrar a viabilidade de sua lavra sob os pontos de vista técnico e econômico.

Os estudos preliminares sobre o jazimento e sua área de influência têm unicamente que convergir sobre a conveniência de se desenvolver mais trabalhos detalhados sobre o referido jazimento.

ANTE PROJETO
Trata-se de uma fase que se realiza após o estudo de viabilidade. Nesta fase usam-se dados mais precisos sobre o jazimento. E com a base nos resultados do anteprojeto é possível iniciar negociações para o financiamento do empreendimento. Resumindo, o ante-projeto é uma ferramenta de decisão sobre o que, como e quando realizar ações para o levantamento de imprecisões que ainda persistem.

PROJETO DETALHADO
Corresponde a fase final de um projeto de mineração e sua precisão deve ser suficiente para permitir a implantação do empreendimento.

Diante do que foi exposto até agora, o projeto final de mineração é o resultado do somatório de vários projetos que buscam reduzir o erro do dimensionamento do empreendimento e busca garantir-lhe o sucesso.

Para elaborar um projeto básico de lavra é necessário:
O conhecimento da jazida;
Análise do relatório de pesquisa;
Localização da jazida;
Determinação da escala de produção;
Pesquisa tecnológica;
Classificação dos recursos minerais:
Reserva medida, Reserva indicada, Reserva inferida;
Tipo de lavra;
Plano de exaustão ou fechamento de mina.

Inicialmente é necessário conhecer a jazida nos aspectos relativos a quantidade e qualidade das reservas dos bens minerais.

Para cada tipo de jazimento existe um método de pesquisa que é mais apropriado para a determinação de seus volumes e características. O método deve ser seguro, rápido e econômico, a um custo mínimo e que se determine com segurança as características principais do jazimento.

Um bom resultado de análise da pesquisa deve ter um número de informações sem exagero, culminando com dados suficientes sobre a substância útil. Pesquisa bem como aquelas que afetam negativamente a qualidade da substância útil. Outro aspecto é a confiabilidade das informações. Alguns cuidados podem ser tomados, como enviar amostras para laboratórios diferentes e de competência comprovada; cuidados com erros sistemáticos, porventura cometidos em determinações químicas levam a uma má caracterização da substancia útil.

LOCALIZAÇÃO DA JAZIDA
Estudo completo sobre os Depósitos Auríferos
A viabilidade do empreendimento não se promete apenas a partir da existência de reserva técnica e economicamente viável. É necessário uma análise cuidadosa da revê viária da jazida, bem como rede viária nacional. A disponibilidade de energia (solar, petróleo, elétrica, carvão etc.). Disponibilidade de infra-estrutura como hospitais, escolas, redes de abastecimento, moradias, transporte. Outro aspecto é a disponibilidade de mão-de-obra na região.

CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS MINERAIS
Tipos de Reservas
Qualquer minério revelado está sempre sujeito a um maior ou menor grau de incerteza e de imprecisão. Visando uniformizar as diversas especificações o DNPM instituiu três tipos de reserva: Reserva Medida, Reserva Indicada e Reserva Inferida.

Reserva Medida: é a parcela economicamente lavrável do recurso mineral medido, incluindo perdas (e diluição) com a lavra e o beneficiamento, para a qual a viabilidade técnica e econômica encontra-se tão bem estabelecida que há alto grau de confiabilidade nas conclusões. Os estudos abrangem análises dos diversos elementos modificadores (tais como lavra, metalurgia, economia e mercado, fatores legais, ambientais e sociais) e demonstram que, na época em que se reportaram as reservas, sua extração era claramente justificável, bem como adequadas as hipóteses adotadas para investimentos.

Reserva Indicada: é a parcela economicamente lavrável do recurso mineral indicado e, mais raramente, do Recurso Mineral Medido, para a qual a viabilidade técnica e econômica foi demonstrada; inclui perdas (e diluição) com a lavra e o beneficiamento. Avaliações apropriadas, além da viabilidade técnica e econômica, são efetuadas compreendendo elementos modificadores, tais como fatores legais, ambientais e sociais. As avaliações são demonstradas para a época em que se reportam as reservas e razoavelmente justificadas.

Reserva Inferida: é a parcela do recurso mineral inferida pela apenas por considerações feitas a partir de trends dos corpos geológicos regionais, com pouco conhecimento oi precisão.

DETERMINAÇÃO DA ESCALA DE PRODUÇÃO
É sabido que a vida útil de uma mina é função da quantidade e qualidade do material útil. São, porém condições necessárias, mas não suficientes. Muitos outros fatores exercerão influência ponderável: todos os lucros possíveis tais como custos da lavra e de processamento, preços de venda, transportes, mercados acessíveis, custos de capital etc.
São considerados componentes da exeqüibilidade:

Mercado: é o produto vendável e em que quantidade?
Reservas Minerais: o valor do minério recuperável é suficiente para justificar o investimento?
Lavra: pode o minérios ser lavrado a custo suficientemente baixo?
Processamento: pode o produto final ser recuperado por métodos conhecidos, em pureza vendável e a custo suficientemente baixo?
Custo do Capital: podem as instalações serem construídas para um nível de capital que justifique o empreendimento?

RISCOS
A duração das atividades de lavra depende da quantidade de minério contida e da quantidade anualmente extraída. Sob o ponto de vista econômico, a máxima rapidez de extração seria desejável, por baratear os custos de produção e de amortização dos investimentos. Mas sob aspecto financeiro seriam exigidos grandes investimentos iniciais, nem sempre disponíveis ou possíveis de serem obtidos a taxas convenientes.

TIPOS DE LAVRA
Para o estude de viabilidade de um empreendimento mineiro, a determinação do tipo lavra a ser aplicado tem suma importância no cálculo de custos.

Mina a Céu Aberto:
Método de lavra de encostas;
Método de lavras em cavas;
Método "do Funil"

Mina Subterrânea:
Método Cut and Fill;
Método Shrinkage;
Método Open Stop;
Método da Câmara de Pilares;
Método de Rise;
Método Top-Slicing.
7 de Setembro, Dia do Ouro


Autores e fonte:

Wanderson Leal e Farley Figueiredo
(Graduados em Engenharia de Minas)

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