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Pedras preciosas de Portugal

Pedras preciosas encontradas em Portugal
Portugal Gemstones

Esta Base de Dados apresenta a caracterização ilustrada de algumas amostras selecionadas do vasto acervo de rochas, minerais e fósseis do Museu Geológico e de outras fontes como o Mindat ou da Wikipédia.

Devido à grande ocorrência de minerais em Portugal, este artigo contém apenas algumas informações das pedras preciosas e semi preciosas como as suas principais características ou locais de ocorrências, por exemplo.
A pedra preciosa de maior valor encontrada em Portugal é o Topázio, porém só alcançam valores de tabela se os espécimes forem bem cristalinos e com qualidade gemológica. Não há diamantes em solo português.

As imagens das amostras são das Coleções de Rochas, Minerais e Fósseis do Museu Geológico - GEOBASES via GeoPortal Ineg e do Mindat.org

Pedras Preciosas de Portugal:

Âmbar
âmbar - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Âmbar
Estrada do Algueirão, lugar de Morés - Sintra

Dureza: 2 a 2,5
Cor: Amarelo-mel; Laranja; Branco amarelado a Vermelho jacinto
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Resinoso
Densidade: 1 a 1,1
Ocorrência: Abundante (localmente)
Génese: Corresponde a uma resina petrificada de coníferas mesozóicas e cenozóicas
Paragénese:
Caract.Particulares: Funde-se facilmente na chama de uma vela, libertando um odor adocicado característico; Por vezes apresenta inclusões de H2S, sendo também frequente encontrarem-se fósseis de insectos aprisionados no seu interior; Se for friccionado atrai algodão ou outras substâncias leves, devido à electricidade estática acumulada
Aplicações: Pedra preciosa; Fabrico de objectos de arte; Jóias facetadas
(âmbar é considerada uma das pedras orgânicas)

Andaluzite
andaluzite - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Andaluzite (Quiastolite)
Caminha - Caminha

Dureza: 6,5 a 7,5
Cor: Cinzento; Castanho; Verde escuro; Rosado
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Baço
Densidade: 3,1 a 3,2
Ocorrência: Abundante, especialmente em gneisses, xistos micáceos e em alguns pegmatitos
Génese: Metamórfica (frequentemente associada a metamorfismo de contacto, em especial nas auréolas metamórficas que fazem o contacto entre intrusões igneas e rochas pelíticas)
Paragénese: Rútilo; Quartzo; Turmalina; Granadas; Corindo; Topázio; Cordierite; Silimanite;
Caract.Particulares: A variedade quiastolite apresenta uma tonalidade escura, que resulta do facto deste mineral conter inclusões carbonáceas, dispostas regularmente, em forma de cruz
Aplicações: Porcelanas com elevado índice refractário; Os exemplares transparentes podem ser utilizados como gemas.

Apatite
apatite - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Apatite
Mina da Panasqueira - Fundão

Dureza: 5
Cor: Branco; Amarelo; Verde; Azul; Violeta; Vermelho; Castanho
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Resinoso; Gorduroso
Densidade: 3,16 a 3,22
Ocorrência: Abundante
Génese: Magmática; Pegmatítico-Pneumatolítica; Hidrotermal; Sedimentar; Metamórfica
Paragénese: Fluorite; Arsenopirite; Cassiterite; Topázio; Quartzo; Actinolite; Clorite; Ortose; Nefelina; Clinocloro; Epídoto;
Caract.Particulares: Este mineral é facilmente dissolvido em ácido clorídrico
Aplicações: Adubos artificiais; Indústria química; As variedades transparentes por vezes são utilizadas como gemas.

Azurite
azurite - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Azurite
Mina de Minancos - Barrancos

Dureza: 3,5 a 4
Cor: Azul
Risca: Azul claro
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo
Densidade: 3,7 a 3,9
Ocorrência: Muito abundante
Génese: É um mineral secundário que ocorre nas zonas oxidadas dos depósitos de cobre
Paragénese: Calcosite; Cuprite; Malaquite; Limonite; Calcopirite; Gesso; Cerussite; Dolomite; Quartzo; Barite;
Caract.Particulares: Faz efervescência com o ácido clorídrico
Aplicações: Minério de cobre (importância secundária); Corantes; Por vezes como pedras preciosas.

Berilo
berilo - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Berilo
Mangualde - Mangualde

Dureza: 7,5 a 8
Cor: Incolor; Branco; Amarelado; Amarelo esverdeado; Verde; Rosa; Azulado; Azul esverdeado; Vermelho; Amarelo dourado
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Baço
Densidade: 2,63 a 2,80
Ocorrência: Rara
Génese: Pegmatítico-pneumatolítica; Hidrotermal; Metamórfica
Paragénese: Ortose; Quartzo; Cassiterite; Turmalina; Topázio; Albite; Lepidolite;
Caract.Particulares: Uma curiosidade interessante diz respeito ao facto do berilo ser incolor. Assim as cores que dão grande valor económico às variedades deste mineral, sendo mesmo consideradas como gemas e pedras precisosas (e.g. esmeralda, água marinha), resultam de pequenos defeitos existentes na rede cristalina deste mineral. No caso da esmeralda a sua cor resulta da presença de crómio, enquanto que no caso da água-marinha resulta da existência de ferro
Aplicações: Indústria aeronáutica e espacial (ligas leves); Algumas variedades são lapidadas e utilizadas como pedras preciosas (e.g. esmeralda, água-marinha).
Berilo na variedade água-marinha são encontradas em Montalegre, Vila Real.

Calcite
calcite - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Calcita
Serra do Monsanto - Lisboa

Dureza: 3
Cor: Incolor; Branco; Amarelo; Castanho; Avermelhado; Azulado a negro
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo a nacarado
Densidade: 2,6 a 2,8
Ocorrência: Muito abundante
Génese: Hidrotermal; Sedimentar; Metamórfica; Magmática
Paragénese: Dolomite; Quartzo; Argilas; Galena; Esfalerite (Blenda); Fluorite; Barite; Celestite; Enxofre; Ouro; Cobre; Esmeralda; Apatite; Biotite; Zeólitos; Calcopirite; Siderite; Pirite; Dióptase;
Caract.Particulares: A dureza da calcite é variável, dependendo do plano onde é observada, assim ao longo dos planos de clivagem é 3, sendo 2,5 na base do mineral; Faz efervescência quando em contacto com ácido clorídrico; Quando um cristal transparente é colocado sobre uma linha simples, através deste é possível observarem-se duas linhas. Este fenómeno é denominado por "Efeito da dupla refracção"
Aplicações: Óptica; Fabrico de cimento; Construção cívil; Metalúrgia; Vidraria; Material de decoração; Objectos de arte; Se for lapidada pode ser usada como pedra preciosa.

Cassiterite
cassiterite - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Cassiterite
Mina do Massueime, Cótimos - Trancoso

Dureza: 6 a 7
Cor: Castanho; Negro; Amarelo; Cinzento
Risca: Branco; Castanho claro
Transparência: Translúcido; Raramente transparente
Brilho: Adamantino; Sub-metálico
Densidade: 6,8 a 7
Ocorrência: Frequente
Génese: Pegmatítica; Hidrotermal; Secundária nas aluviões
Paragénese: Volframite; Arsenopirite; Apatite; Fluorite; Scheelite; Topázio; Albite; Quartzo; Berilo; Moscovite; Ortose;
Caract.Particulares: Este mineral é facilmente identificado pois apresenta uma densidade elevada
Aplicações: Minério de estanho; Quando lapidado pode ser utilizado como gema.

Celestite
celestite -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Celestite
Túnel de Lisboa - Poço da Legoa da Povoa - Lisboa

Dureza: 3 a 3,5
Cor: Incolor; Branco; Cinzento; Azul; Amarelo; Vermelho
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Nacarado
Densidade: 3,9 a 4
Ocorrência: Abundante
Génese: Sedimentar (existe especialmente em calcários e arenitos)
Paragénese: Enxofre; Calcite; Aragonite; Dolomite; Gesso; Halite (Salgema); Fluorite; Minerais de chumbo; Marcassite; Barite;
Caract.Particulares: Corresponde ao mineral de estrôncio mais comum na natureza
Aplicações: Fabrico de nitrato de estrôncio; Gema lapidada (muito raramente), pois como geralmente esta como geodo, muito raramente há algum cristal grande e mais resistente para lapidar.

Cianite (distena)
cianite -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Distena
Serra da Freita - Arouca

Dureza: 4 a 4,5 / 6 a 7
Cor: Branco; Azul; Cinzento; Esverdeado; Amarelado
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Nacarado
Densidade: 3,6 a 3,7
Ocorrência: Abundante
Génese: Metamórfica; Pegmatítica
Paragénese: Silimanite; Andaluzite; Almandina; Estaurolite; Corindo; Quartzo; Cloritóide;
Caract.Particulares: Num mesmo cristal, o valor da dureza é variável consoante esta é observada nas superfícies prismáticas ou nas secções. Assim nas superfícies prismáticas a dureza varia entre 4 e 4.5, enquanto que nas secções apresenta valores que variam entre 6 e 7.
Aplicações: Material incombustível e resistente aos ácidos; Porcelanas com elevado índice refractário; Os cristais transparentes são utilizados como gemas.

Dolomite
dolomite -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Dolomite
Mina do Braçal - Albergaria-a-Velha

Dureza: 3,5 a 4
Cor: Branco; Cinzento; Avermelhado; Azulado
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Nacarado
Densidade: 2,85 a 2,95
Ocorrência: Muito abundante
Génese: Hidrotermal; Sedimentar; Metamórfica
Paragénese: Galena; Esfalerite (Blenda); Calcite; Pirite; Quartzo; Malaquite; Barite; Fluorite; Cinábrio; Realgar;
Caract.Particulares: Faz efervescência com o ácido clorídrico aquecido.
Aplicações: Construção cívil; Adubos; Materiais incombústiveis; As variedades incolores quando lapidadas podem ser utilizadas como gemas.

Epídoto
epídoto -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Epídoto
Monforte - Monforte

Dureza: 6 a 7
Cor: Verde escuro a Amarelo esverdeado; Negro; Amarelo; Cinzento
Risca: Branco acinzentado
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo
Densidade: 3,25 a 3,45
Ocorrência: Frequente
Génese: Metamórfica (metamorfismo de contacto); Hidrotermal
Paragénese: Actinolite; Albite; Vesuvianite (Idiocrase); Grossulária; Quartzo; Apatite; Magnetite; Pirite; Prenite; Augite; Tremolite;
Aplicações: Por vezes é utilizado como gema.

Esfalerite (BLENDA)
esfalerite -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Blenda, Anquerite e Quartzo
Mina do Pinheiro, Aldeia de João Pires - Penamacor

Dureza: 3,5 a 4
Cor: Castanho claro a castanho escuro; Amarelo; Vermelho; Cinzento; Verde; Amarelo esverdeado; Branco; Negro, marrom-esverdeada, marrom-amarelada ou marrom-avermelhada.
Risca: Branco quando apresenta cor clara; Castanho claro quando apresenta uma tonalidade mais escura, 
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Resinoso; Adamantino nos planos de clivagem; Vítreo nas faces cristalinas; Gorduroso; Baço
Densidade: 3,9 a 4,2
Ocorrência: Abundante
Génese: Magmática; Pegmatítico- pneumatolítica; Hidrotermal; Sedimentar
Paragénese: Galena; Calcopirite; Tetraedrite; Pirite; Calcite; Quartzo; Pirrotite; Magnetite; Marcassite; Dolomite; Fluorite; Arsenopirite; Barite; Siderite;
Caract.Particulares: Dissolve-se com ácido clorídrico, produzindo um odor a ovos-podres
Caract. Particulares da amostra acima: Esta amostra corresponde a um nódulo, cujo núcleo é constituído por blenda, ao qual se segue uma orla anqueritica, sendo a periferia constituída por quartzo.
Aplicações: Principal minério de zinco; Indústria eléctrica; Tinturaria; Medicina; Os exemplares de cor clara podem ser lapidados e posteriormente utilizados como gemas.

Granada
granada -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Granadas
Serra de Sintra - Sintra

Dureza: 6,5 a 7,5
Cor: Incolor; Branco; Róseo; Verde claro; Vermelho jacinto; Vermelho violeta; Vermelho escuro; Verde escuro a Verde esmeralda; Castanho; Castanho amarelado; Castanho avermelhado; Negro
Risca: Branco ou tons coloridos claros
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Gorduroso; Acetinado; Resinoso
Densidade: 3,5 a 4,3

granada -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Granadas
Monforte - Monforte

Ocorrência: Abundante
Génese: Magmática; Metamórfica; Sedimentar
Paragénese: Clorites; Biotite; Feldspatos; Quartzo; Turmalina; Calcite; Dravite;
Caract.Particulares: A fórmula química deste grupo de minerais é variável, no entanto de uma forma geral corresponde a
X3Y2(SiO4)3, em que:
- na posição X pode encontrar-se Ca, Mg, Fe ou Mn;
- na posição Y encontra-se Al, Fe e Cr;
As granadas hidratadas por vezes chegam a conter cerca de 8,5% de água. Assim a água forma grupos (OH)4-4, que substituem nos tetraedros de SiO4 a posição do Si+4 por 4H+
Aplicações: Abrasivos; Instrumentos de corte, de polimento e de perfuração; Por vezes quando são lapidadas utilizam-se como gemas.

granadas rubras - monte suímo, Belas - SINTRA
Amostras de Granadas rubras de Monte Suímo - Belas - Sintra

O monte Suímo, em Belas, é explorado há pelo menos dois milénios em busca de granadas.
Veja mais em:

Hematite
hematite -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Hematite
Alvito - Alvito

Dureza: 6,5
Cor: Castanho avermelhado; Cinzento escuro; Negro
Risca: Vermelho claro a vermelho escuro
Transparência: Translúcido; Opaco
Brilho: Metálico (nos cristais); Baço (nas variedades terrosas)
Densidade: 5,2 a 5,3
Ocorrência: Abundante
Génese: Magmática; Hidrotermal; Metamórfica; Sedimentar
Paragénese: Siderite; Limonite; Magnetite; Pirite; Quartzo; Quartzo fumado; Cuprite; Topázio; Rútilo; Clorite; Calcite; Fluorite;
Caract.Particulares: Torna-se fortemente magnético quando aquecido
Aplicações: Importante minério de ferro; Pó abrasivo; Corante; Os cristais mais escuros podem ser talhados e usados como gemas.

Libethenite
libethenite -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Libethenite
Vila Viçosa - Évora

Dureza: 4
Cor: Verde-claro a verde-escuro, verde-escuro, verde-oliva
Risca: verde claro
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; gorduroso
Densidade: 3,6 a 4, média = 3,8
Ocorrência: Raro
Génese: zona oxidada
Paragénese: a partir do intemperismo de rochas de fosfato,apatita , monazita e xenotime.
Caract.Particulares: Solúvel em ácidos e amônia.
Aplicações: Quando cristalino e grande é usada como pedra preciosa.
Libetenita é encontrada na zona oxidada de depósitos de minério de cobre e é encontrado associado a outros minerais como: piromorfita, pseudomalaquita, malaquita, limonite, azurita, atacamita, crisocola e óxidos de ferro.

Malaquite
malaquite -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Malaquita
Mina de S. João do Deserto - Aljustrel

Dureza: 3,5 a 4
Cor: Verde
Risca: Verde claro
Transparência: Translúcido
Brilho: Adamantino a vítreo nos cristais; Sedoso nas variedades fibrosas; Baço nos exemplares terrosos.
Densidade: 3,9 a 4,03
Ocorrência: Abundante
Génese: É um mineral secundário que ocorre nas zonas oxidadas dos depósitos de cobre.
Paragénese: Cobre; Calcopirite; Cuprite; Azurite; Cerussite; Calcite; Quartzo; Barite; Dolomite;
Caract.Particulares: Faz efervescência quando em contacto com ácido clorídrico
Aplicações: É usado essencialmente como gema quando o espécime é mais cristalino.

Olivina
olivina -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Olivina
Camadas terciárias da Margueira, corte 26a. - Almada

Dureza: 6,5 a 7
Cor: Verde; Negro esverdeado; Castanho avermelhado
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo
Densidade: 3,27 a 4,37
Ocorrência: Abundante
Génese: Magmática (pegmatitos básicos); Metamórfica; Aluviões; Meteoritos
Paragénese: Flogopite; Magnetite; Apatite; Diópsido; Piroxena; Plagioclase; Corindo; Cromite; Serpentina;
Caract.Particulares: É solúvel em ácido clorídrico.
Caract. da Amostra: Massa constituída por cristais de dimensões pequenas
Aplicações: Gema; Vidro técnico

No arquipelago dos Açores podemos encontrar o Peridoto, uma das varieades de Olivina. Encontra-se essencialmente em volta do cone vulcanico na Ponta da Ferraria, na Ilha de São Miguel, e em todas as Ilhas é possivel encontrar os finos grãos  de olivina nas areia das praias.

Quartzo
(em Portugal se conhecem 14 variedades de quartzo das quais algumas mostraremos a seguir)
ametista -  Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Quartzo (Ametista)
Monchique - Monchique

Dureza: 7
Cor: Branco; Cinzento; Castanho; Negro; Violeta; Esverdeado; Azulado; Amarelo; Rosa; Incolor
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Gorduroso
Densidade: 2,65

quartzo fumado - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Quartzo (Quartzo fumado)
Serra de Gerês - Montalegre

quartzo com inclusão - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Quartzo, Volframite e Apatite
Mina da Panasqueira - Fundão

Caract. da Amostra acima (Fundão): Os cristais de quartzo apresentam-se localmente hialinos, sendo possivel observar inúmeras inclusões de minerais negros com dimensões milimétricas. Observa-se ainda, a presença de cristais centimétricos de apatite e volframite, sendo ainda possível encontrar cristais milimétricos de pirite.

ágata - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Quartzo (Ágata)
Amadora - Lisboa

Caract. da Amostra acima: Amostra cuja superfície se apresenta cortada e polida.

Ocorrência: Muito abundante
Génese: Magmática; Pegmatítica; Hidrotermal; Metamórfica; Sedimentar (crostas de alteração)
Paragénese: Feldspatos; Micas; Anfibolas; Piroxenas; Fluorite; Hematite; Esfalerite (Blenda); Dolomite; Calcite; Galena; Rodocrosite; Calcopirite; Pirite; Tetraedrite;
Caract.Particulares: Com base na cor, textura e forma cristalográfica este mineral pode ser dividido em 2 grupos principais:
- Variedades fanerocristalinas (e.g. ametista, quartzo róseo, quartzo leitoso, quartzo fumado)
- Variedades criptocristalinas (e.g. calcedónia)
Aplicações: Cerâmica; Vidraria; Construção; Metalurgia; Electrotecnia; Óptica; Gemas

Siderite
siderite - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Siderite
Mina da Panasqueira - Fundão

Dureza: 3,5 a 4
Cor: Amarelo; Castanho; Cinzento
Risca: Branco; Amarelado
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo
Densidade: 3,7 a 3,9
Ocorrência: Abundante
Génese: Hidrotermal; Metamórfica; Pegmatítico-pneumatolitica; Sedimentar
Paragénese: Calcopirite; Tetraedrite; Calcite; Anquerite; Barite; Pirite; Quartzo; Galena; Arsenopirite; Moscovite; Esfalerite (Blenda); Fluorite;
Caract.Particulares: Quando aquecido torna-se fortemente magnético; Faz efervescência com o ácido clorídrico aquecido
Aplicações: Importante minério de ferro; Por vezes é usada como pedra preciosa.

Topázio
topázio, serra da freita, arouca via mindat.org
Amostra de Topázio
Serra da Freita, Arouca (via mindat.org)

Dureza: 8
Cor: Incolor; Amarelo; Amarelo dourado; Rosa; Vermelho; Azulado; Violeta; Castanho
Risca: Branco
Transparência: Transparente; Translúcido
Brilho: Vítreo
Densidade: 3,4 a 3,6
Ocorrência: Rara
Génese: Magmática; Hidrotermal
Paragénese: Fluorite; Quartzo; Cassiterite; Turmalina; Apatite; Berilo; Lepidolite; Feldspatos; Elbaíte; Microclina; Opala; Quartzo fumado; Albite; Montmorilonite;
Caract.Particulares: É classificado como pedra preciosa.
Aplicações: Pedra preciosa.

Topázio é a pedra preciosa de maior valor encontrada em Portugal.
O Topázio em Portugal é encontrado em:
Braga
Vieira do Minho:
Anjos e Vilar do Chão

Castelo Branco
Covilhã:
Aldeia de São Francisco de Assis
Idanha-a-Nova:
União de Freg de Segura e Zebreira

Guarda
Almeida:
Malpartida e Vale de Coelha
Guarda:
Gonçalo e Vela

Vila Real
Montalegre:
Cabril
Sabrosa:
Souto Maior

Viseu
Vila Nova de Paiva:
Queiriga e Lagares do Estanho
Viseu:
Repeses e São Salvador

Saiba mais em:

Turquesa
turquesa - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Turquesas
Serra da Argemela - Covilhã e Fundão

Dureza: 5 a 6
Cor: Turquesa, azul, azul esverdeado, verde ou variável quanto as outras propriedades do mineral, variando de branco a azul-claro, azul-celeste e de azul-esverdeado a verde-amarelado.
Risca: Branco azulado
Transparência: opaco
Brilho: Ceroso a subvítreo
Densidade: 2,6 a 2,9
Ocorrência: Rara
Génese: deposição hidrotermal
Paragénese: feldspato, apatita, crisocola...
Caract.Particulares: É classificado como pedra preciosa. Alguns materiais naturais de azul a azul esverdeado, como a crisocola botrioidal com quartzo druso, howlita e a magnesita tingidas são ocasionalmente confundidos ou usados ​​para imitar a turquesa. A turquesa é insolúvel em todos os ácidos, exceto no ácido clorídrico aquecido.
Caract. Excepcionais: A turquesa também pode ser salpicada com manchas de pirita ou intercalada com veios escuros de limonita.
Aplicações: Pedra preciosa.

Turmalina
turmalina (schorl) - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Turmalina (schorl)
Nelas - Nelas

Dureza: 7 a 7,5
Cor: Negro (variedade escorlite); Castanho a castanho esverdeado (variedades dravite ou uvite ); Rosa a Vermelho (variedade indicolite); Verde (variedade verdelite); Incolor (variedade acroíte).
Risca: Branco
Transparência: Transparente; Translúcido; Opaco
Brilho: Vítreo; Resinoso
Densidade: 3,0 a 3,25
Ocorrência: Abundantes
Génese: Magmática; Metamórfica; Hidrotermal
Paragénese: Apatite; Ortose; Quartzo; Berilo; Topázio; Granadas;
Caract.Particulares: Quando observadas em secção apresentam uma forma triangular esférica; É fortemente piezoeléctrico.
Caract. da amostra acima: Os cristais encontram-se dispersos na superfície de um cristal de quartzo.
Aplicações: Electrotecnia; As variedades coloridas são trabalhadas como pedras preciosas.

Vesuvianite (IDIOCRASE)
vesuvianite - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Vesuvianite
1300m N60º da Igreja de Barbacena, Elvas - Elvas

Dureza: 6,5
Cor: Castanho; Verde; Azul (variedade ciprina); Amarelo; Avermelhado
Risca: Branco
Transparência: Sub-transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Resinoso; Gorduroso
Densidade: 3,35 a 3,45
Ocorrência: Muito rara
Génese: Metamórfica
Paragénese: Clorite; Diópsido; Granada; Epídoto;
Aplicações: As variedades transparentes podem ser lapidadas e utilizadas como gemas.

Zircão
zircão - Pedras preciosas de Portugal
Amostra de Zircão
Alter Pedroso - Alter do Chão

Dureza: 7,5
Cor: Incolor; Amarelo (variedade jargonite); Avermelhado a vermelho alaranjado (variedade jacinto); Esverdeado e azulado (variedade estarlite); Castanho.
Risca: Branco
Transparência: Transparente a translúcido
Brilho: Vítreo; Gorduroso; Adamantino
Densidade: 4,0 a 4,7
Ocorrência: Abundante
Génese: Magmática; Metamórfica; Sedimentar
Paragénese: Biotite; Tremolite; Quartzo; Granadas; Pirite; Calcopirite; Anatase; Ilmenite; Pirrotite;
Caract.Particulares: Este mineral por vezes apresenta alguma radioactividade, pois pode conter elementos radiactivos na sua estrutura.
Aplicações: Fonte de zircónio; Quando transparente é usada como pedra preciosa.


Outras pedras semi preciosas de Portugal:
(em actualização)

Albite,
Anatase,
Hematite,
Jaspe,
Lepidolite,
Obsidiana (Açores),
Opala - (Morais, Macedo de Cavaleiros - Bragança);
Pirite,
Purpurite...


Observação:
Nem todas a pedras preciosas ou semi preciosas encontradas em Portugal e listadas acima são cristalinas ou tem qualidade gemológica, servindo apenas de referência para colecionadores ou entusiastas.


As Pedras Preciosas de Lisboa (Belas) na História
(livro histórico sobre as pedras preciosas do aro de Lisboa)

O ouro em Portugal:


Fontes:

The Most Rare Geological Phenomenon In The World

The most rare geological phenomenon in the World
Rock that gives birth, know as "Pedra Parideira".
rare geological phenomenon in the World

How does the phenomenon of Calving Stones occur?
The growth of calving stones is due to thermal oscillations and the action of erosion on biotitic nodules. They eventually break free from the parent rock and accumulate in the soil, leaving a cavity in the granite lined with a biotitic layer.
Portugal, calving stones and your nodules.
Portugal, calving stones and your nodules.

This geological process takes a long time, so it can take about 300 million years for the nodules to be released. These have dimensions that vary between 1 and 12 centimeters in diameter and have a core with quartz and feldspar minerals.

In popular parlance, this phenomenon came to be called Calving Stones (pedra parideira), for it refers to a stone that “calving”, from giving birth, bearing small children.

I believe that because it is a rock, the most correct term to use is "calving stone" and not "birthing stone", although both terms are acceptable.

Where can you see Calving Stones?
The Calving Stones can be seen in only two places in the world:
in the city of Saint Petersburg, Russia and in Arouca, Portugal.
So having a Calving Stone nodule in your collection will be even rarer.
rareste geological phenomenon
An inhabitant of the region with several nodules of the Calving Stone.

In Portugal, the Calving Stones are located in the village of Castanheira, in the heart of the Serra da Freita plateau, divided between the municipality of Arouca and Vale de Cambra. Amidst this idyllic landscape, divided by grazing activities, lies this famous natural and geological heritage, which extends over an area of ​​about 1 km².

The first account described
dicionário geográfico das aldeias de Portugal
First Geographic Dictionary of villages in Portugal

In 1751, this phenomenon is described for the first time in the "Geographic Dictionary" (TOMO II: page 505), by Fr. Luiz Cardoso, who describes it based on the reports of the inhabitants:
"Cliffs that the natives call the Stones that stop, deducing the name that these stones throw other small pebbles in certain months of the year, leaving the pits after throwing them."

In Portugal they are known as Pedra Parideira and are a rare geological phenomenon.
The nodules assume discoid and biconvex shapes and are composed of the same mineralogical elements as granite, the outer layer is composed of biotite and the inner layer has a quartz and potassium feldspar core. These nodules, when descaling from the bedrock cores by thermoclast/cryoclast, leave an outer layer in low relief in the bedrock cores and spread around it.
nódulo de pedra parideira
Calving stone nodule.

The Parideiras Stones symbolize fertility in the ancestral tradition of the region, this tradition is still present in the local populations. Sleeping with a birthing stone under your pillow is believed to increase fertility.

They are a rare phenomenon on Planet Earth, which is why visitors to these places are asked not to collect stones for personal use.

Due to erosion, some nodules are released from the "mother stone" and accumulate in the soil, leaving a cavity in the granite. That's why the inhabitants of the village of Castanheira called this rock "Pedra Parideira", for being "the stone that looks like stone".

It was here that the Arouca Geopark, a geosite of extreme international relevance, was installed but little known, even within the country. The objective of this private law association is to conserve, promote and enhance its cultural, natural and geological heritage.

How does the release of the nodules from the mother rock happen?
The explanation for this phenomenon according to José Lobo and Bruno Novo, from Visionarium, thermoclasty is a type of weathering agent, caused by the variability of temperature on the surface of rocky materials, causing a variation in volume.

Envelopes swell as a reaction to elevated temperatures and contract as a reaction to cooling. As rocks are generally polymineralic aggregates, and due to the fact that each mineral presents different values ​​of expansion coefficient, different expansion and contraction speeds arise. The outermost parts of the rocks, subject to strong diurnal thermal amplitudes, fracture.

Disaggregation by gelation is one of the most effective in terms of fracturing, although it is a seasonal mechanism that occurs predominantly in high mountain areas. This agent actively contributes to the “birth” of the biotite nodule. The water contained in the fractures, when the temperature is lower than 0ºC, starts to freeze in the most superficial part. As the outside temperature drops, ice wedges grow inside the fractures. When water freezes, it increases in volume (about 10%), consequently exerting great pressure inside these fractures, causing them to widen and extend. Therefore, it promotes the disaggregation of the rocks, and the consequent “birth” of the biotitic enclave.

The Parideiras Stones gradually emerge on the surface of the rock, come off and accumulate on the ground. For this reason, the peasants of the region call the rock “the stone that stops stone”, that is, the rock that produces another rock.


The assertion of the existence of Birthing stone in other latitudes is not proven.


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Sources:

Rochas e minerais nos Açores, PORTUGAL

Os Açores, oficialmente Região Autónoma dos Açores, é uma das duas regiões autónomas de Portugal (juntamente com a Madeira).
É um arquipélago composto por nove ilhas vulcânicas na região da Macaronésia do Oceano Atlântico Norte, a cerca de 1.360 km (850 mi) a oeste de Portugal continental.
Ilhéu de Vila Franca do Campo, Azores
Ilhéu Vila Franca do Campo, Açores - PORTUGAL

Nas ilhas dos Açores predominam as rochas vulcânicas, estando as rochas sedimentares especialmente presentes na ilha de Santa Maria, onde frequentemente apresentam conteúdo fossilífero diversificado e importante.
A natureza explosiva de alguns vulcões dos Açores traduz-se nos abundantes depósitos pomíticos (pedra-pomes) presentes em muitas ilhas, bem como de ignimbritos. O carácter hidromagmático de algumas erupções vulcânicas (quando o magma entra em contacto com água) traduz-se em diversos depósitos de tufos e em lavas submarinas.
Do ponto de vista composicional, nas ilhas de Santa Maria, São Jorge e Pico predominam as rochas basálticas, enquanto nas restantes ilhas há uma maior variedade, desde basaltos a riólitos e traquitos.

A única commodities mineral explorável ​​ou explorada registada nesta região é a Sílica.

Nos Açores estão catalogados cerca de 98 minerais, sendo que 4 tipo de minerais válidos pelo IMA (International Mineralogical Association) só são encontrados no arquipélogo, são eles:
Faialita (fayalite)
Nomeado por Christian Gottlieb Gmelin em 1840 para a localidade, Ilha do Faial.
Localidade: Faial, Açores, Portugal

Chiappinoíte
Homenageia o colecionador Luigi Chiappino, de Milão, Itália, que descobriu o mineral que foi aprovado pelo IMA em 2014.
Localidade: Vulcão Água de Pau (Vulcão do Fogo), São Miguel, Açores, Portugal

Fogoíte
Nomeado com o nome da localidade onde foi encontrado, Vulcão Lagoa do Fogo, Ilha de São Miguel. Aprovado pelo IMA em 2015.
Localidade: Ruínas de Lombadas arredores, Ribeira Grande, São Miguel, Açores, Portugal

Håleniusita
Nomeado em uma homenagem ao Prof. Ulf Hålenius (nascido em 1951), professor e Diretor do Departamento de Mineralogia do Museu de História Natural de Estocolmo, Suécia, por suas contribuições à espectroscopia de minerais e às ciências minerais em geral.
Localidade: Vulcão Água de Pau (Vulcão do Fogo), São Miguel, Açores, Portugal


Lista de minerais dos Açores:
Egirina, Egirina-augita, Enigmatita, Albita, 'Série Albita-Anortita',
'Alkali Feldspato', Alofano, Alum- (K), 'Supergrupo Anfibólio', Analcime,
Andradita, Annita, 'Anortoclásio', 'Apatita', Aragonita,
Arfvedsonita, Astrofilita, Augita, Baddeleyita, Bastnäsite- (Ce),
'Biotita', Britholite- (Ce), 'Grupo Britholite', Britholite- (Y), Calcita,
Catapleiite, Cerite- (Ce), Chevkinite- (Ce), Chiappinoite- (Y) (TL),
'Subgrupo Clinopiroxênio', Dalyita, Diopsídio, Ekanita, Elpidita,
Epididimita, Eudialyte, 'Eudialyte Group', Euxenite- (Y), Fayalite (TL),
'Série Fayalita-Forsterita', Fergusonita- (Y), Ferridrita, Ferro-edenita,
Ferro-katoforita, Ferrokentbrooksita, Ferro-richterita, Fluocerita- (Ce),
Fluorapatita, Fluorcalciopirocloro, Fluorita, Fluornatropirocloro,
Fogoite- (Y) (TL), Forsterite, Gadolinite- (Y), Grafite, Gesso, Girolite,
Halita, Hedenbergita, Hematita, Hingganita- (Y), Huttonita, Ilmenita,
Kaersutite, Katophorite, Kentbrooksite, Låvenite, 'Limonite', Lorenzenite,
Magnetita variedade Magnetita titanífera, Manganoeudialyte, Moissanita,
Molibdenita, Monazita- (Ce), Narsarsucita, Natrolita, Okanoganita- (Y), Oneilita,
Opala, Parisita- (Ce), Petarasita, 'subgrupo Phillipsita', Polícrase- (Y), Pirita,
'Grupo Pirocloro', 'Grupo Piroxênio', Pirrotita, Quartzo, Sanidina, Sodalita,
'Subgrupo de anfibólio de sódio', 'Subgrupo de anfibólio de sódio-cálcio', Esteaciita,
Enxofre, Torita, Titanita, Tremolita, Turquestanita, Vlasovite, 'Wad',
Zircão, Zirconolite e Zircophyllite.

Diferente tipos de rochas encontrados no arquipélogo:
Obsidiana negra vítrea, Coleção Museu Geológico de Lisboa
Obsidiana negra vítrea, Coleção Museu Geológico de Lisboa

Basalto alcalino, Basalto, Tufo basáltico, Basáltico-traquiandesita,
Basanita, Basanitóide, Benmoreita, Riolito comendítico,
Conglomerado, Diorito, Dunita, Gabro, Harzburgita, Havaíto,
Tufo Ignimbrítico, Calcário, Mugearita, Obsidiana, Basalto de olivina,
Riolito pantellerítico, Sienito peralcalino, Tefrita fonolítica, Picrobasalto,
Pedra-pomes, Quartzo-sienito, Arenito, Espinela lherzolita, Sienito,
Tefrite, Tefrítico-fonólito, Traquito, Websterite e Wehrlito.

A descoberta de novos minerais nos Açores
por National Geographic Portugal:
Aenigmatite, Açores - Portugal
Aenigmatite, Açores - PORTUGAL





Lista de Minerais válidos pelo IMA - Associação Mineralógica Internacional
COMISSÃO DE NOVOS MINERAIS,
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO

Imagens de:
National Geografic via sapo.pt
Mindat.org
Museu Geológico via LNEG


Fontes:

O ouro romano de Portugal

As minas de ouro romanas em Portugal
A riqueza e a opulência da Península Ibérica são exaltadas na literatura latina, e foi continuamente explorada pelas suas valiosas jazidas minerais.
Hoje, minas abandonadas das épocas romana e pré-romana podem ser encontradas em todo Portugal; os mais significativos são o vale do Tejo, o Vale do Ceira e outras áreas do norte de Portugal.
minas de ouro romanas em Portugal
A região já foi uns dos maiores centro de produção de ouro para o império romano. A parte norte de Portugal produziu toneladas de ouro por centenas de anos, mas a produção cessou logo após a saída dos romanos. A mineração de ouro voltou a Portugal em 1800, mas diminuiu devido aos altos custos de produção. A última mina comercial, 'New Jales Mine', fechou em 1992.

Hoje, Portugal ainda é considerado uma terra de minerais e tem uma forte indústria mineira. Neste artigo, exploraremos a história da mineração de ouro de Portugal antigo e moderno.

Mineração de ouro do Império Romano em Hispania
Os romanos invadiram a Península Ibérica (Hispania) no século II aC e, em 27 aC, a dividiram em quatro províncias. Portugal fazia parte da província da 'Lusitânia'.
minas roamanas da lusitania
Minas roamanas na lusitania.

Nos tempos pré-romanos, os lusitanos trabalhavam na mineração artesanal nos ricos paleoluviadores de ouro ou no antigo minério aluvial. Por volta do início do século I d.C., os romanos começaram a explorar as jazidas auríferas dos rios Tejo e Alva e seus afluentes. Várias minas foram estabelecidas em toda a região nos próximos cem anos, e a Lusitânia tornou-se uma importante província produtora de ouro na Europa Ocidental. Os engenheiros romanos melhoraram as antigas técnicas de mineração aluvial, introduziram sistemas avançados de aquedutos, melhoraram as minas a céu aberto e começaram a cavar mais fundo para encontrar ricos veios de ouro.

Portugal tem vários sítios mineiros antigos bem preservados. Complexos mineiros como São Domingo, Mina Escádia Grande, Tresminas, minas de ouro de Castromil e muitos mais dão um vislumbre das técnicas de mineração usadas pelos romanos. Pesquisas exploraram muitos desses locais e estimaram a produção total das minas portuguesas em cerca de 9 toneladas de ouro durante o período romano.
A maioria das minas localizam-se principalmente no vale do Tejo e seus afluentes: o Erges, o Ponsul, o Ocreza e o Zêzere”, sendo que no Zêzere uma boa parte das minas situam-se abaixo das barragens e só podem ser reconhecidas em fotografias aéreas tiradas pelo exército na década de 1940.
minas romanas de Covão do Urso e Mina da Presa
Minas romanas de Covão do Urso e Mina da Presa

No vale do rio Alva havia uma grande área mineira e que até a pouco tempo era quase desconhecida, e que alberga uma das maiores concentrações de explorações auríferas romanas em todo Portugal.
Escavações realizadas encontraram ali o complexo mineiro Covão do Urso e Mina da Presa.
As escavações foram realizadas nas caixas d'água da rede hidráulica utilizada na operação. Desta forma, foi possível demonstrar que as minas estiveram em funcionamento entre os séculos I e III d.C. Além disso, o estudo dos registros paleoambientais preservados na rede possibilitou compreender as mudanças nos usos da terra decorrentes do início da mineração de ouro.
No interior do complexo mineiro de Penamacor realizaram-se também escavações no arraial romano situado junto à Mina da Presa. Os dados obtidos mostram que a cronologia do acampamento situa-se na época júlio-claudiana, por volta da primeira metade do século I d.C. Na época, o território lusitano já havia sido conquistado por Roma há muito tempo. Assim, a presença do exército não estaria relacionada à conquista, mas ao controle do território e à exploração dos recursos.

Conheiras romanas
Ainda hoje se avistam as chamadas "Conheiras", resultantes de exploração mineira romana ao ouro português.
conheira romana em Vila de Rei, Portugal
Conheira romana em Vila de Rei, Portugal.

As conheiras são amontados de seixos rolados, resultante de escavação ao céu aberto de exploração mineira de ouro aluvionar pelos Romanos, cujas dimensões podem atingir 200-500 metros de Extensão superficial e 10–20 metros de profundidade.
Portugal preservou algumas destas conheiras e hoje em dia há espaços destes que podem ser visitados, havendo até mesmo uma rota das conheiras.
Veja AQUI a "Rotas das Conheiras".

O ouro que os romanos levaram de Portugal
Nos dois primeiros séculos do I milénio d.C. a Península Ibérica foi o principal abastecedor de ouro para o Império Romano, como aliás também de prata e estanho. Estes minerais eram de tamanha importância para o império que até se montou um assentamento militar romano na Serra do Marão, ao lado de uma mina de estanho, e que se chamava Castra Oresbi.
Depois que os romanos foram expulsos da Península Ibérica pelos "Mouros", a mineração de ouro parou e a maioria das minas foi fechada. Apenas a população local continuou a trabalhar na mineração de pequena escala, que era em grande parte de forma artesanal. A condição continuou por vários séculos até o século XIX, quando algumas empresas de mineração se apresentaram para estabelecer operações e reexplorar o potencial da região.

Exploração de ouro em Portugal na era moderna
Em meados de 1800, quando a Revolução Industrial estava em pleno andamento, Portugal viu outra onda de exploração de ouro. Embora o foco permanecesse nas minas romanas existentes, várias empresas estabeleceram operações de pequena escala e exploraram os recursos. A atividade continuou ao longo do início do século 20, mas a produção permaneceu baixa porque as técnicas de mineração de pequena escala existentes não eram viáveis ​​em grande escala. Poucos locais lucrativos que reabriram enfrentaram uma forte reação por causa dos danos ambientais. Nenhuma das empresas manteve a produção por muito tempo e, finalmente, a última mina de ouro fechou em 1992.
Listamos algumas minas importantes que operaram nos séculos 19 e 20.

Tresminas
Tresminas foi uma das maiores explorações mineiras de ouro do mundo romano, com registos de actividade desde o reinado do Imperador Augusto (27 a.C - 14 d.C.) até à época de Sétimo Severo (193 - 211 d.C.).
As minas eram constituídas por um sistema a céu aberto, originando crateras de grandes dimensões que testemunhavam o esforço humano ali empreendido, e por um complexo de galerias para transporte, escoamento e tratamento dos minérios. O abastecimento de água era feito por aquedutos desde o Rio Tinhela e da Ribeira da Fraga.
A antiguidade da presença humana na região é evidente pela existência de muitos vestígios arqueológicos, como pontes e estradas romanas ou o Castro da Cidadelha de Jales.

Tresminas esta aberto a visitação contando também há um centro de interpretação.

Minas de São Domingos
Por 400 anos, os romanos mineraram ouro em São Domingos. O local foi abandonado em algum momento durante o século IV dC. Em 1854, um mineiro italiano o reexaminou, e uma firma inglesa começou a minerar aqui em 1856, mas trabalhava principalmente com minério de cobre. Eles converteram a mina em uma operação a céu aberto em 1867, o que resultou em alta lixiviação de ácido sulfúrico e contaminação do ar, e forçou seu fechamento em 1866.

Minas de Castromil
Outro antigo local de mineração onde os romanos extraíam ouro tanto por escavação a céu aberto quanto por operações subterrâneas. Até o século 19, garimpeiros locais e algumas empresas de mineração continuaram a explorar a área. No entanto, em 1940, a exploração foi totalmente encerrada devido à contaminação excessiva de chumbo e arsênico das águas subterrâneas.

Minas de Jales
A mina de ouro de Jales foi explorada desde o tempo dos romanos (séculos I e II). Os trabalhos desenvolveram-se ao longo de 4 a 5 Km de extensão na região de Vila Real, atingindo os 120 m de profundidade. Segundo estimativas, 25 toneladas de ouro foram extraídas dessas minas.
Possuía enorme impacte visual e de enquadramento, destacando-se da envolvente. A exploração recente foi retomada em 1929, com a exploração do sistema filoniano da Gralheira e, mais tarde, em 1933,  os trabalhos deslocaram-se para o Filão do Campo. Por insolvência da empresa exploradora a New Jales minas parou a produção em 1992, principalmente devido aos altos custos da mineração, o que a tornou não lucrativa sendo encerrada em 1993, muito embora já desde 1992 a exploração e atividade mineiras se tenham praticamente limitado a simples trabalhos de manutenção e de conservação.
Semelhante a outras minas, as minas de Jales também sofreram degradação ambiental. 

Garimpo de ouro recreativo em Portugal
Garimpo de ouro recreativo em Portugal
O garimpo de ouro como hobby parece que ainda permanece a correr nas veias de alguns lusitanos onde se veem alguns a aventurarem-se e até por vezes terem êxito ao encontrar ouro nativo quer seja ouro fino, fagulhas ou até mesmo pequenas pepitas.
Garimpo de ouro recreativo em Portugal
Se quer começar nesta aventura romana do garimpo de ouro poderá começar por seguir alguns dos grupos de garimpo de ouro em Portugal no Facebook.

Veja mais sobre onde começar a garimpar ouro em Portugal nos links a seguir:

Parque Arqueológico de Tresminas

Vias Romanas em Portugal:

Cidades Romanas em Portugal:

Exploração romana do ouro em Portugal:

Fontes: