Oficina70: Como recuperar ouro e paládio das fitas de testes de glicose

Como recuperar ouro e paládio das fitas de testes de glicose

Se você pensar em quantas tiras de teste de glicose são usadas no mundo a cada dia, você vai entender que essas tiras de teste criam um grande negócio. Ao mesmo tempo, você deve se perguntar por que essas tiras de teste são tão caras. Apenas em 2013, a Roche Estados Unidos fez $ 463 milhões de lucro em produtos de glicose no sangue. E isso é apenas um fabricante nos Estados Unidos. Estima-se que a maioria das tiras de teste de glicose não custam mais de 15 centavos para produzir, os fabricantes parecem adquirir 70 a 80% do lucro. Basta olhar para os números, você pode pensar que as empresas farmacêuticas são "otários de sangue". No entanto, existem poucos fatores a considerar.



Como funciona uma tira de teste para glicose e porque são tão caras?
Entendemos que as tiras de teste de glicose funcionam usando a enzima glucose oxidase que converte a glicose em sua amostra de sangue em uma corrente elétrica. Mas como é que essa pequena peça de plástico consegue essa reação? Para responder a esta pergunta, devemos primeiro olhar para a construção das tiras-teste.

Embora apesar de tantas marcas diferentes de tiras de teste de glicose presentes no mercado, cada uma tem sua própria tecnologia e design, todos eles fundamentalmente funcionam da mesma maneira. Conforme mostrado no diagrama, uma tira de teste é realmente composta de várias camadas e cada uma serve a sua própria função. Essencialmente, a camada superior serve como uma mini esponja para absorver uma amostra de sangue. As camadas médias servem como um filtro para canalizar a amostra de sangue para o centro de reacção. A próxima camada inclui três partes básicas: a enzima que reage com a glicose do sangue, um mediador químico que acelera os elétrons ao longo do circuito da tira de modo que uma leitura precisa possa ocorrer antes da dissipação da reação e uma mistura de produtos químicos que estabilizam e preservam a Enzima e mediadores químicos. Na parte inferior fica o ouro e o circuito revestido de paládio que transferem os elétrons de reação para o medidor para uma análise final.

O corte do intrincado circuito banhado a ouro deve ser preciso. Simplesmente não há espaço para erro, pois resultaria em um circuito defeituoso que resultará na transferência defeituosa da corrente elétrica para o medidor ou no mau funcionamento total de toda a tira de teste.

Sendo assim pode-se dizer que estas tiras são tão caras porque são feitas de ouro. Bem, é. Para que as tiras de teste sejam precisas, ouro e paládio são usados ​​para os circuitos. Além disso, todas as enzimas e produtos químicos utilizados no processo pode ser bastante caro. E para produzir todas estas tiras de teste com precisão, um monte de investimento são colocados no design, criação e manutenção da maquinaria de produção.

Como são feitas as tiras de teste do medidor de glicose no sangue?

ATENÇÃO:
(ao manusear tiras usadas de glicose)

Obviamente, você não gostaria de coletar essas tiras de alguém que você não conhece pelo medo de auto-contaminação.
Qualquer coisa que entra em contato com o sangue é uma preocupação real de segurança. Nunca manuseie com as mãos nuas USE SEMPRE LUVAS DE LÁTEX. O padrão para higienização na indústria é 180ºF para o mínimo 180s em um ambiente molhado (fervê-los por cinco minutos), isto matará todo os patogênicos vivos, embora não denature as proteínas todas, deverá fazer sempre que possível a esterilização das tiras.

Como recuperar ouro, paládio de tiras de testes de glicose?
As tiras têm ouro, paládio, platina e prata banhada, bem como pontos de contato facilmente reconhecíveis.

 Embora eu tenha algumas fitas Eu ainda não tentei recuperar ouro das tiras de glicose.
Acredito que se possa recuperar os metais com as mesmas técnicas que se recuperam  a prata de cartões RFID ou a prata da membrana de mylar dos teclados de computador. 

AR = Água Régia (ácido nítrico + ácido clorídrico) vai dissolver o ouro que depois poderá ser recuperado com metabissulfito de sódio fazendo que o ouro saia refinado a 999,99)

AP = Ácido Muriático(hcl) + peróxido de hidrogênio (água oxigenada) não dissolverá o ouro a menos que quantidades excessivas de peróxido sejam usadas e somente pequenas quantidades se dissolverão, este método vai apenas precipitar o ouro e o ouro não vai estar totalmente refinado contendo resíduos.

Hcl/cl = Ácido Muriático (hcl) + cloro (lixívia doméstica, hipoclorito de sódio), idem ao AP.

Se você estiver familiarizado com regia água, use isso, se você estiver familiarizado com hcl/cl, então isso irá funcionar igualmente bem. Se você não conhece um ou outro destes dois processos, então você deve estudar as reações e práticá-las com um pouco da sua sucata eletrônica.

Sobre o rendimento de ouro das tiras:
Estes são rendimento que eu pesquisei na internet sobre as tiras de ouro mas que nunca foi confirmado.
Cerca de 1g para 2.400 peças, se eles são dourados.
Cada tira têm entre 0,006 e 0,009 gramas, porém depende muito da marca.

Outros tipos de tiras com outros metais preciosos:
As tiras de teste Accu Chek (aquelas com duas tiras metálicas prateadas) contêm Palladium (Pd).
Outras tiras de teste de glicose usam biossensores nanoestruturados com platina e prata além das já vistas aqui em ouro e paládio.

Porém não são só as fitas de glicose que contém metais preciosos...
Lentes de contactos para monitorar diábéticos vão ser uma realidade.
Chega de alfinetadas nos dedos, agora já pode controlar os níveis de açucar no sangue através de uma lente de contacto em que o circuito é em ouro.


Vídeos de recuperação do ouro das tiras de glicose:

Fontes:
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