Série Minerais do Brasil - Rio Grande do Sul

Principais ocorrências minerais do Rio Grande do Sul
(Série Minerais do Brasil - Rio Grande do Sul)
Série Minerais do Brasil, oficina
No estado há mais de 50 minerais catalogados entre gemas, minerais não-metálicos e minerais metálicos como o ouro.
A Ágata e a Ametista são as pedras preciosas mais importantes do Estado, ocorrendo em íntima associação em muitos jazimentos.
Informações sobre o ouro no estado se encontra no final deste artigo.

Minerais do Rio Grande do Sul:
Albita, Analcite, Anidrita, Anortita, Apatita, Apofilita, Azurita, Barita, Biotita, Bornita,
Calcita, Cavansita, Celadonita, Chabazita variedade: Facolita, Chabazita-Ca, Calcocita, Calcopirita, Clorapatita, Cromita, Cobre, Coríndon, Delessita, Diopsídio, Epistilbita,
Ferberita, Fluorapofilita- (K), Fluorita, Galena, Goetita, Ouro, Gesso variedade: Selenita, Hematita, Heulandita, Ferro variedade Kamacita, K Feldspato, Laumontita,
Lepidocrocita, Lévyne, Limonita, Magnetita, Malaquita, Maskelynita, Merrilita, Ferro Meteorítico, Microclina, Moganita (sim, MOGANITA e não morganita, que é outro mineral), Mordenita, Muscovita variedades: Illite e Phengite, Natrolito, Nekoite, Nontronite, Opala variedades: Opala de fogo comum e Hialita, Plessita, Pirita,
Quartzo variedades: Ágata, Ametista, Cornalina, Calcedônia, Citrino, Quartzo ferruginoso, Ônix, Quartzino e Cristal de rocha,
Escolecita, Siderita, Prata, Esfalerita, Estellerita, Estilbita-Ca, Taenita, Titanita, Turmalina, Troilita, Mica Branca, Grupo Zeólita e Zircão.

Pedras Preciosas e Minerais de Coleção do Rio Grande do Sul
Lista das principais gemas do estado e minerais de coleção que por via muitos são descartados devido a falta de conhecimento de alguns prospetores e garimpeiros face à abundância de minerais sem valor gemológico, minerais que pensam-se que não tem valor mas que podem ser valiosos para museus e colecionadores, e que ocorrem associados às principais pedras preciosas do estado. São minerais que, salvo raras exceções, não vêm sendo aproveitados comercialmente, perdendo-se nos rejeitos dos garimpos ou nas instalações de britagem.
GEMAS NO RIO GRANDE DO SUL
Distribuição de gemas menos comum no RS.

Ametista
É a mais importante das gemas produzidas no Rio Grande do Sul, estando presente em 64% dos jazimentos cadastrados. É encontrada em muitos locais da metade norte do Estado, geralmente associada à ágata, conforme se vê no cartograma inserido no mapa gemológico.
Sua maior concentração está no Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina, nos municípios de Ametista do Sul, Planalto, Iraí, Frederico Westphalen, Rodeio Bonito, Cristal do Sul, Gramado dos Loureiros e Trindade do Sul.

Classificação da Ametista:
a) na avaliação do geodo como um todo, são desejáveis peças grandes (mais de 1m), regulares na forma e no aspecto externo, pouco espessos e com revestimento externo de celadonita. Os geodos tipo capela são muito apreciados, mas formas ramificadas, por serem exóticas, costumam ter também boa aceitação. A presença de celadonita é tão importante que alguns geodos mais claros são pintados externamente com uma mistura de verniz incolor e celadonita pulverizada.
b) na avaliação do material que preenche os geodos, dá-se preferência às peças com camada de ágata fina (a menos que seja de boa qualidade), com pouco ou nenhum sal (cristal-de-rocha), com ametista em cristais bem desenvolvidos e formando camada espessa. Agregados exóticos de outros minerais também valorizam a peça.
c) na avaliação dos cristais de ametista, dá se mais valor aos que têm tom escuro, cor homogênea, poucas fraturas e inclusões e que sejam bem desenvolvidos.

Ametista tratada:
Um grande volume de cristais de boa transparência mas com cor fraca são submetidos a tratamento térmico (queima), sendo assim transformados em citrino amarelo-claro, laranja ou vermelho. Esse tipo de gema é comercializada, muitas vezes, com as equivocadas denominações de topázio Rio Grande ou citrino Rio Grande, ambas condenadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e outras entidades.
Nesse processo, a ametista, em drusas ou cristais isolados, é imersa em areia grossa e levada ao forno dentro de uma forma de ferro. Pedaços maiores são simplesmente empilhados no forno. A temperatura de transformação fica em torno de 475º C, mas é determinada sempre mediante teste com pedaços pequenos, pois se é ultrapassada em alguns poucos graus o material torna-se leitoso (louçado). O aquecimento deve ser gradual (seis a sete horas), o mesmo ocorrendo com o resfriamento, sobretudo quando o material não está imerso em areia.

Ágata
É mais abundante, no Rio Grande do Sul, que a ametista e o cristal-de-rocha, tendo sido encontrada em 71% dos jazimentos cadastrados. É produzida principalmente na região central do Estado. Salto do Jacuí é o maior produtor (80-90% da produção total), em garimpos situados ao longo dos rios Jacuí e Ivaí. Outros municípios que a produzem são Quaraí, Sant´Ana do Livramento, Soledade, Fontoura Xavier, Progresso, Frederico Westphalen, Rodeio Bonito, Cristal do Sul, Iraí, Ametista do Sul, Planalto, David Canabarro, Campos Borges, Fortaleza dos Valos, Segredo e Sobradinho.
Lavras abandonadas existem em Itaqui, Maçambará, Júlio de Castilhos, Santo Antônio das Missões, São Francisco de Assis, Itacurubi, Santiago, Unistalda, Lagoão, Boqueirão do Leão, Travesseiro, Santa Clara do Sul, Capitão, Vicente Dutra, Caxias do Sul e Mato Castelhano.

Classificação da Ágata:
A ágata mais comum e mais valiosa é a do tipo Umbu.
Outros tipos são calcedão (também muito apreciada), pedra oca, pedra de massa
(totalmente preenchida), oca lisa (sem cristais no interior) e oca base. O calcedão é um geodo plano-convexo (plano na base), sob o qual aparece uma placa de opala branca (calço). Acima dessa opala, que não tem valor comercial, há uma zona de ágata cinza, bandada, igualmente sem valor e, sobre ela, uma zona aparentemente homogênea mas que dá faixas retas e paralelas quando tingida.

Se o geodo contiver inclusão fluida (ágata enhydro) em volume apreciável (pedra d’água), será classificado à parte, pois é muito procurado pelos comerciantes.

No que diz respeito aos minerais presentes, os geodos mais comuns são aqueles preenchidos por ágata apenas ou por ágata e cristal-de-rocha. A presença de outras espécies, como calcita e zeólitas, pode aumentar bastante o valor da peça.

A ágata no sul do Brasil tem sua origem geológica no Basalto.

Ágata, tratamentos:
 Grande parte da ágata produzida é submetida a tingimento, prática adotada em todo o mundo. O processo pode ser a frio ou a quente, caracterizando-se o primeiro por ser mais demorado, mas com cor final estável, o que nem sempre ocorre com o tratamento a quente.

 O produto final não sofre variação de preço pelo fato de ter sido submetido a tingimento. 

Outros Tipos de Calcedônia
 São produzidos também, na região, alguns tipos diferentes de calcedônia, com cristal-de-rocha ou não, que recebem nomes comerciais específicos.
Geodinhos:
geodos de 2-6 cm, parcialmente preenchidos, que são serrados ao meio ou em placas, para uso em chaveiros ou como pingentes, neste caso às vezes combinados com outras gemas e
metais. As chapas polidas costumam mostrar interessantes desenhos esbranquiçados em forma de pluma.

Ágata casca de giz:
muito comum em vasta porção do Estado, trata-se de uma ágata que tem, na parte externa, uma capa branca, com aparência semelhante à do giz. É geralmente muito friável, prejudicando o aproveitamento, mas pode ter consistência suficiente para permitir corte e polimento.

Jaspágata:
 Outro material semelhante a jaspe é encontrada nesta região do estado, mas com porções bandadas do tipo da ágata, de cores verde e vermelha, menos brilhante e menos translúcido que a ágata. Essa variedade é chamada na literatura gemológica de Jaspágata.

Informação sobre a Ágata enidro:
Geodo Enhydro, encontrado no sul do Brasil.
As ágatas enidro são nódulos, ágatas ou geodos com água presa dentro de sua cavidade. Enidritos estão intimamente relacionados às inclusões fluidas, mas são compostos de calcedônia. A formação de enidritos ainda é um processo em andamento, com espécimes datados da Época Eocena. Eles são comumente encontrados em áreas com rocha vulcânica.

Cristal-de-Rocha
 Aparece em toda a área de rochas vulcânicas da Formação Serra Geral, sendo mais abundante que a ametista e quase tão frequente quanto a ágata. Sua presença foi registrada em 69% dos jazimentos de gemas cadastrados, mas como os garimpeiros não encontram interessados em adquiri-lo, é jogado no rejeito. Com isso, danificam-se irremediavelmente drusas e geodos valiosos como peças de coleção, entre os quais vêem-se até cristais de 10 cm de largura.

Em Santiago, há um tipo curioso de cristal-de-rocha, caracterizado por cristais com disposição radial centrífuga, formando colunas. Recebe, por isso, na região, o nome de quartzo abacaxi.
Abacaxis de quartzo de Santiago
Abacaxis de quartzo de Santiago.
Peças do acervo do Museu de Geologia da CPRM

Xilólito
(madeira fossilizada, madeira petrificada)
A madeira silicificada que ocorre no Rio Grande do Sul já foi muito exportada (para o Japão e Estados Unidos) e utilizada aqui como gema e principalmente para objetos decorativos, etc. Sua extração está suspensa, e em alguns locais até é proibido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Por ser material de interesse científico, o DNPM suspendeu a lavra e designou uma equipe para avaliar a extensão e importância dos jazimentos. Segundo geólogos, as áreas de ocorrência são muito maiores do que se supunha, principalmente nas regiões próximas a Santa Maria, Mata, São Pedro do Sul e São Vicente do Sul.
 Foram encontrados dezessete jazimentos de troncos gigantescos em uma
área de 200 x 20 km.
As principais jazidas de madeiras fossilizadas estão nos municípios de Mata e São Pedro do Sul, na região central do estado, e também
em São Vicente do Sul, Aceguá e São Gabriel, sendo conhecidos jazimentos ainda
em Butiá, Pantano Grande e São João do Polêsine.
 O material ocorre em rochas sedimentares do Grupo Rosário do Sul (Triássico Superior).

Veja mais informações sobre Madeira fossilizada no Rio Grande do Sul em:

Citrino
(cristal amarelo)
 Apesar de valer menos que a ametista, o citrino é mais raro que ela e, no Rio
Grande do Sul, praticamente não existe. Em Caxias do Sul, foram encontrados alguns geodos dessa gema, de cor fraca e pouco transparentes. O citrino ocorre junto
com ágata, ametista, cristal-de-rocha e um quartzo enfumaçado, em geodos de basalto avermelhado, microvesicular, localmente muito silicificado.
 Informações de garimpeiros dão conta de sua existência em Lagoão.
 O citrino é também submetido a tratamento térmico, visando à obtenção de
gemas mais escuras. É importante ressaltar que os produtores costumam chamar de
citrino a ametista não lapidável, passível de transformação por tratamento térmico.
Os garimpeiros invariavelmente atribuem a cor da gema a fogo, queda de
raio ou exposição ao sol.
 Não se incluiu sob a denominação de citrino o quartzo amarelado em que a cor parece ser devida a deposição secundária de óxido de ferro entre os cristais do geodo.

Serpentinito
No município de Bagé, há produção de serpentinito policromático. Trata-se de um material atraente e fácil de ser trabalhado. Ocorre em área de afloramento do Grupo Cambaí, Formação Cerro Mantiqueira.

Cornalina
(pedaço vermelho, pedra-cera, carne-de-vaca)
 A calcedônia de cor alaranjada a vermelha aparece em muitos locais, mas
usualmente em peças pequenas. Em Lagoão, podem ser obtidos exemplares de bom tamanho e boa cor, chamados pelos garimpeiros por nomes diversos e, pela indústria, simplesmente de ágata cornalina. É abundante na Fronteira Oeste, sendo menos comum na área Lagoão, Progresso e Arvorezinha. No restante do Estado é rara ou está ausente.
As melhores cornalinas foram encontradas em Lagoão. Belas amostras foram vistas em
Arvorezinha, Boqueirão do Leão, Caseiros e Mato Castelhano.

Concreção de Sílica
(medalha, conchinha de ágata)
Concreção de Sílica, concha de ágata.

Trata-se de chapas de calcedônia, de cor cinza, preta ou bege, geralmente com até 5 mm de espessura e 3 a 4 cm de diâmetro, podendo atingir 20 cm. Uma das faces pode ser revestida de microcristais de quartzo incolor, o que lhe dá aspecto cintilante. Estas podem ser aproveitadas como gema, mediante simples limpeza com ácido e colocação de um alfinete de segurança no lado menos atraente, para uso como broche. Essa gema, aqui chamada de concreção de sílica na falta de termo mais apropriado, tem sido exportada para a França e talvez outros países.
 Essas concreções costumam ocorrer em solos formados a partir de riodacitos, sendo mais raramente vistas na própria rocha, dentro de geodos, em fraturas ou em espaços vazios entre planos de fluxo da lava de rocha vulcânica rica em amígdalas.
A área de ocorrência é limitada por Vila Lângaro, Salto do Jacuí, Santa Clara
do Sul e Encantado, incluindo os municípios de Jari, Ibirapuitã, Tunas, Soledade, Barros Cassal, Arvorezinha, Progresso, Boqueirão do Leão, Ibiraiaras, Ciríaco, Muliterno, Água Santa e Vítor Graeff. Ocorre também em Passo Fundo.

Obsidiana
Aparece em vários locais do estado. Há ocorrências em Barracão, Nova Bréscia, Cambará do Sul (Itaimbezinho) e Vacaria.
Testes de laboratório feitos com obsidianas de Campos Novos (SC) e Nova Bréscia (RS) mostraram que o material tem resistência suficiente para a fabricação de cabuchões, mas é muito poroso, o que impede a obtenção de bom brilho.

Ônix
Esta variedade de calcedônia de cor preta é abundante nos garimpos de ágata de Salto do Jacuí. É também encontrada, igualmente nos municípios de Santiago, São Francisco de Assis, Bossoroca, São Paulo das Missões, Quevedos, Tupanciretã, Dezessete de Novembro, Itaara, Caxias do Sul, Quaraí, Sant’Ana do Livramento, Alegrete, Ibirapuitã, Lagoão, Arvorezinha e Capitão.

Jaspe
Em algumas regiões, encontra-se, com relativa freqüência, jaspe verde e, menos comumente, avermelhado. A área mais rica é o Médio Alto Uruguai. Foram cadastrados jazimentos em Quaraí, Sant’Ana do Livramento, Lagoão, Frederico Westphalen, Iraí, Cristal do Sul, Ametista do Sul, Caiçara, Planalto e Rio dos Índios.

Turmalina
 Em pegmatitos do município de Encruzilhada do Sul, pode-se encontrar
schorlita (turmalina preta) em quartzo. Os poucos jazimentos cadastrados não têm,
todavia, importância.

Quartzo Fumê
(quartzo enfumaçado)
Esta variedade de quartzo é muito rara na Formação Serra Geral, havendo sido encontrada em alguns poucos geodos em Caxias do Sul. Cristais mais bonitos mas igualmente raros existem na Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina.

Opala-de-fogo
 Várias informações sobre a existência de opala-defogo em Soledade, Mormaço e outros municípios próximos. Também ocorre em Espumoso, Tunas, Barros Cassal, Campos Borges e Lajeado.
Podem atingir até 60 cm de diâmetro, são translúcidas a transparentes.

Hialita
(variedade de opala)
Opala hialitas é uma variedade rara de opala. Estão catalogadas como encontradas nos municípios de Campos Borges e Lajeado.

Minerais para Coleção
Calcita
Calcita (dente de cão)
Calcita (dente de cão) na matriz de Ametista, Iraí, RS

 Comum nos basaltos e bem mais rara em riodacitos, a calcita é abundante nas regiões nordeste, norte e noroeste do Estado, mas tem maior importância no
Médio Alto Uruguai. Em Frederico Westphalen, há garimpos a céu aberto, que
fornecem geodos de até 120 kg e onde a ametista é apenas um subproduto, de pouca importância. Esses garimpos fornecem cristais de grande beleza, principalmente os do tipo dente-de-cão, além de massas esféricas. Cristais de grande beleza foram encontrados também em Iraí, Coqueiro Baixo, Imigrante e Não-Me-Toque.
Nos garimpos de ametista do Médio Alto Uruguai, belas drusas de calcita
são desprezadas, como rejeito. Em Cambará do Sul, encontrou-se grande geodo
com bela associação de estilbita escura sobre calcita.

Selenita
(pedra-gelo)
A selenita (gipsita incolor) ocorre em garimpos de Santa Lúcia, município de Planalto, onde aparece em peças excecionais quanto à beleza e ao volume. Agregados cristalinos muito límpidos e de várias toneladas foram já extraídos e exportados.

Agregados Irregulares de Ametista
(flor de ametista, formações de ametista, pratinhos, esquisitos, barreiros)
A ametista forma, sobretudo no Médio Alto Uruguai, agregados irregulares, em que aparece geralmente sem brilho mas em formas bizarras, que as tornam belas peças para coleção. Recebem diversos nomes nos garimpos e atingem preços às vezes levemente superiores aos da calcita. Há também agregados de ametista com quartzo, calcita e outros minerais, igualmente de formas estranhas, que os garimpeiros chamam de esquisitos e barreiros, e que podem também ser aproveitados como peças de coleção.

Quartzo Pseudomorfo sobre Anidrita
(palheta)
Quartzo Pseudomorfo sobre Anidrita
Quartzo Pseudomorfo sobre Anidrita

No Médio Alto Uruguai, ocorrem arranjos muito bonitos e originais formados por cristais de quartzo prismáticos e, às vezes, ocos, muito provavelmente em pseudomorfose sobre anidrita. Conhecidos pelos garimpeiros como palhetas, esses agregados costumam ter cor esbranquiçada, podendo ser esverdeados. O fato de ocorrer como subproduto da ametista tem propiciado seu aproveitamento econômico como peça de coleção.

Zeólitas
Os basaltos são também rica fonte de minerais do grupo das zeólitas, que podem formar agregados cristalinos de rara beleza, com uma ou mais espécies. Nos riodacitos e riolitos, elas aparecem em menor quantidade, com menos beleza, mas em maior variedade.
 A área de ocorrência situa-se principalmente na região nordeste do Estado, com algumas ocorrências no Médio Alto Uruguai e na região Lajeado, Soledade, Salto do Jacuí.
Outros minerais do grupo das Zeólitas incluem:
Heulandita, escolecita e estilbita são as espécies mais abundantes no estado, mas foram encontradas também laumontita, analcima, faujasita, clinoptilolito, mordenita, erionita, gonnardita, stellerita, gmelinita, mesolita, levynita, epistilbita, cabazita e heulandita.

Opala comum
A opala sem jogo de cores, usualmente branca mas muitas vezes com manchas marrons e cinza-amarronadas, é abundante em Salto do Jacuí, onde aparece na base dos geodos, recebendo dos garimpeiros o nome de calço. É totalmente desprezada por eles, mas pode ser valiosa para coleções. Em Fontoura Xavier, encontrou-se uma opala comum de cor azul, de rara beleza. No mesmo local, encontrou-se um cristal de selenita, única ocorrência conhecida fora do município de Planalto. Não se achou opala preciosa nem opala-de-fogo. Convém ressaltar que há garimpeiros que chamam de opala uma calcedônia mais lisa que o normal.

Enidrita
(pedra-d’água)
Geodos de ágata e cristal-de-rocha contendo inclusões fluidas são relativamente comuns nos basaltos e têm corte e polimento de uma superfície suficientemente próxima da cavidade central para mostrar a inclusão da água. Popularmente conhecidos como pedras-d’água, esses geodos ocorrem provavelmente em toda a extensão de rochas vulcânicas mesozóicas. Foram encontrados em Salto do Jacuí, Cerro Branco, Lagoão, Fontoura Xavier, São José do Herval, Progresso, Soledade e Nova Bréscia.

Quartzo Rosado
No Médio Alto Uruguai, ocorrem geodos de quartzo, em microcristais rosados. É um quartzo bem diferente do quartzo róseo (quartzo rosa) produzido em outros Estados e muito incomum no comércio, razão pela qual prefere-se chamá-lo aqui de quartzo rosado.

Quartzo com Goethita
Nos garimpos de ametista do Médio Alto Uruguai, ocorrem com relativa frequência geodos de cristal-de-rocha ou ametista contendo inclusões aciculares de goethita preta ou dourada, muitas vezes orientadas. Apesar de serem belas peças para coleção, esses geodos são totalmente desprezados pelos garimpeiros.

Outras Variedades de Quartzo
Em Linha Sete de Setembro, município de Palmitinho, foi encontrada uma drusa de quartzo com uma rara cor marrom-café, sem transparência. Acredita-se que essa cor seja devida a inclusões de óxido de ferro. Em Ibiraiaras, Água Santa, Vila Lângaro e Muliterno, aparecem, no solo, agregados de cristal-de-rocha, em que os cristais mostram disposição radial a partir da base. Esse arranjo lembra um pouco um buquê de flores, razão pela qual, na falta de um nome mais adequado, foram chamados pela equipe de quartzo antomórfico. Apesar de pequenos e, à primeira vista, parecerem apenas fragmentos de geodos, podem ter valor estético suficiente para serem considerados peças de coleção.
Outra variedade de quartzo criptocristalinos (calcedônia) que no Brasil só ocorre no Rio Grande do Sul é o Quartzino nas mediações do município de Barros Cassal.

Ouro no Rio Grande do Sul
(locais catalogados em banco de dados, podendo ocorrer em outros locais não mencionados)
ouro na matriz de magnetita, RS-BRASIL
Ouro na matriz de magnetita, São Sapé - RS

Ocorrência de ouro no estado ocorre nos seguintes locais:
Caçapava do Sul (mina e aluvião), Lavras do Sul (mina e aluvião) e Três Estradas.

Minerais e Rochas do Rio Grande do Sul

Fontes:

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