Como saber se uma ametista é verdadeira

Se você tiver uma ametista e quiser saber se ela é falsa, experimente as dicas abaixo para testá-la.
Geralmente, as ametistas não são falsificações até porque são baratas, mas ainda existe o perigo de uma peça falsa aparecer.

Um exemplo da ametista usada em joia é que ela é a pedra oficial do curso de Letras, normalmente utilizada em anéis de formatura, simbolizando o esclarecimento.
Os seguintes testes podem ser aplicados em pedras soltas tanto nas pedras em joia ou para cristais de ametista em bruto vendidos soltos.

Considere o local de origem da ametista

Se você adquirir de um vendedor de rua, peça mais informações sobre a joia e a sua procedência.
Se você for adquirir de garimpeiro, pergunte de onde ela foi extraída.

Coloque a ametista na sua testa
A pedra verdadeira continuará fria, uma falsificação irá esquentar até ficar na temperatura da sua pele.

Faça o teste do arranhão
Se a pedra for capaz de arranhar um azulejo de porcelana (que tem uma dureza de 7.0 na escala de Mohs, assim como uma ametista), a peça pode ser verdadeira.

Risque a gema com uma placa de vidro
Essa é uma técnica usada na mineralogia. A ametista, sendo uma variedade de quartzo, apresenta riscos brancos quando raspada contra o vidro.

Observe a cor

A ametista é uma variedade violeta ou púrpura do quartzo e têm uma cor roxa profunda com tons diferentes, como roxo e branco ou roxo e violeta.

Verifique se há falhas quando em joias
Uma joia verdadeira provavelmente é impecável, mas uma pedra falsa apresenta imperfeições.

Informações sobre ametistas brutas:
No comércio de pedras ornamentais e jóias, é comum encontrar ametistas "camufladas", com tonalidades modificadas para tons amarelados após aquecimento controlado e ter o seu preço multiplicado, quando se torna "Topázio Rio Grande", o que nada mais é que uma falsificação.

Uma ametista para fortalecer sua cor poderá ser exposta ao Sol durante poucos períodos, porém, se ficar muito tempo ao Sol a sua cor pode enfraquecer. Isso acontece no Brasil principalmente com as ametistas provenientes do Pará.
A cor assim perdida pode ser recuperada com uso de raios X.

Até o século XVIII a ametista foi a principal pedra preciosa (sendo até esse momento a Rainha das Pedras Preciosas) comparada até mesmo ao nível do diamante. Contudo, a descoberta de abundantes jazidas no Brasil fez com que se tornasse numa pedra preciosa de médio valor.

 Inclusões na ametista
Conheça os tipos de inclusões mais comuns nas ametistas brutas
As inclusões sólidas mais comuns encontradas em ametista natural são concreções ou cristais tabulares dos minerais lepidocrosita, limonita ou hematita e agregados de
cristais aciculares de goethita (estes muito comuns na ametista do RS), muitas vezes observáveis a olho nu. Inclusões fluidas também são identificadas, podendo ser monofásicas e/ ou bifásicas, com formato irregular ou de cristais negativos, sempre estudadas com auxílio de microscopia, pois são de dimensões milimétricas a micrométricas. As inclusões sólidas descritas em ametista sintética são fragmentos de
um material originado por resíduos da cristalização, com aspecto de “farelo de pão” (breadcrumbs), em geral localizados próximo à semente de cristalização; inclusões fluidas, quando presentes, são bifásicas (líquido e gás) e com formato em ponta (spike-shaped).
A identificação e descrição dos padrões de zoneamento de cor (variação da cor seguindo a orientação das faces cristalinas) é sugerida como auxiliar na diferenciação da ametista natural da sintética. Segundo estudos, a zonação de cor além de não ser comum na ametista sintética, quando presente aparece como uma
variação de tonalidades mais claras e mais escuras de violeta e pode ter limites ondulados;
já na ametista natural a zonação de cor é mais comum e tipicamente marcada por limites
retos que podem apresentar ângulos em duas ou três direções. As variações das cores são
entre violeta, violeta-azulado e incolor (ou próximo do incolor), esta última nunca descrita
em ametista sintética.
Quando identificadas, feições internas como inclusões sólidas, fluidas e de zoneamento de cor são consideradas por muitos gemólogos como suficientes para separar ametista
natural da sintética. No entanto, o fato de gemas de qualidade superior serem lapidadas a
partir das porções mais límpidas dos cristais (sejam naturais ou sintéticos) e tipicamente não apresentarem inclusões e de inclusões fluidas típicas de quartzo
natural terem sido identificados em quartzo sintético, indica que
somente a análise das inclusões pode não ser conclusiva na separação da ametista sintética da natural.

Ametista e outras pedras de cor roxa:
https://www.oficina70.com/pedras-preciosas-de-cor-roxa.html

Principais produtores:
Atualmente, existem depósitos na Austrália, Sri Lanka, Índia, Madagascar, Namíbia e Estados Unidos, mas as principais reservas de potencial econômico expressivo ocorrem somente na Zâmbia, México, Uruguai e Brasil.

No Brasil as jazidas mais importantes estão nas cidades de Caetité e Sento Sé na Bahia, Chopinzinho no Paraná, Montezuma em Minas Gerais e principalmente Ametista do Sul no Rio Grande do Sul.

No Rio Grande do Sul, os principais municípios onde há produção registrada de ametista são Lajeado, Fontoura Xavier, Soledade, Encantado, Erechim, Aratiba, Quaraí, Nonoai, Iraí, Rodeio Bonito, Ametista do Sul e Frederico Westphalen.

Fontes:

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