Oficina70: Como reconhecer e testar pirita

Como reconhecer e testar pirita

Como fazer testes para saber se é pirita

Aquelas partículas de mineral douradas brilhando atrativamente em uma rocha podem ser ouro, ou podem ser piritas de ferro astutamente disfarçadas de ouro e que são comumentes chamados de "ouro de tolo". Um explorador precavido tem algumas diferentes análises à sua disposição para calcular se depositou suas esperanças em nada ou se realmente deu sorte. Muitas das análises envolvem o uso de ferramentas comuns de uso doméstico ou simples conhecimentos das características específicas do mineral que transforma milionários do ouro em tolos.
Como reconhecer pirita chamado de o ouro de tolo
Rocha encontrada na Bahia, Brasil
Só porque você encontrou uma pedra que brilha como ouro não significa que esteja realmente segurando uma fortuna em sua mão. Vários outros minerais, principalmente pirita ou "ouro dos tolos", têm o mesmo brilho e aparência do ouro, mas valem muito menos.

Materiais que vai precisar para identificar pirita:
testar pirita
Ímã;
Martelo;
Pinça ou faca;
Lupa, lente de camera ou microscópio;
Ácido hidroclorídrico ou Ácido Muriático.

Seguem alguns testes caseiros para poder identificar uma pirita:

Teste do brilho:
Verifique atentamente a cor do mineral sob o sol, se as pedras forem grandes o suficiente. Se refletir contra o sol é pirita, ouro não reflete mantém a cor e o mesmo brilho. Já a pirita vai refletir com um glitter.

Lupa, lente ou microscópio:
Se as pedras forem pequenas ou em forma de areia então use uma lente de aumento.
Se a rocha for consistente e com a camada superficial uniforme e a cor do "ouro" for realmente dourado ou amarelo prateado, pode ser realmente ouro. Pirita de ferro é ligeiramente diferente, da cor do bronze, indo do pálido a um bronze médio quando vista sob uma lente. Piritas de ferro também têm estrutura mais parecida com a de um cristal (formas regulares como um cubo ou um octaedro) do que o ouro. O ouro ocorre mais frequentemente em forma de pepitas, em lençóis, em pequenas lascas e pedaços disformes. O ouro raramente é encontrado em estrutura cristalina. A pirita de ferro também existe em pedaços disformes.

Teste com uma faca ou pinça:
Arranhe amostras grandes com uma faca. O ouro pode ser cortado, soltando um pó residual amarelo, mas a pirita de ferro é mais dura e não pode ser arranhada com uma faca. Provavelmente ela irá se fragmentar.

Use um martelo ou uma pinça:
Bata na amostra com um martelo, isto se a pepita for grande o bastante, porém se for uma rocha bonita não efetue este teste, ela pode ter um valor comercial melhor do que partida. O ouro é maleável e mais mole do que a pirita de ferro. A pirita irá se despedaçar e podem voar lascas, mas o ouro irá apenas deformar, ao invés de quebrar. Em amostras menores, utilize uma pinça para verificar se são inquebráveis.

Teste do cheiro:
Esfregue partes pontuais de uma pepita grande contra uma superfície dura, tipo outra rocha ou em uma base de cimento mais rígido. Se surgir um cheiro de enxofre (ovo podre), a amostra é, muito provavelmente, pirita de ferro. Ouro não produz nenhum tipo de cheiro.

Teste da densidade:
Verifique se a substância esta assentada no fundo do coletor. O ouro é mais pesado do que a pirita de ferro e se o "ouro" permanece no alto ou flutua quando chacoalha-se o coletor, provavelmente isto é pirita ou outro metal.

Teste do magnetismo:
Amostra de solo da Ilha de São Miguel, Açores, Portugal
Use um ímã sobre a amostra. A pirita de ferro às vezes é magnética e o ouro nunca o é. Se o "ouro" grudar no ímã, transfira-o para outro coletor e chacoalhe e gire o coletor novamente. Ocasionalmente o ouro podera estar grudado em algum sedimento magnético e fixar-se ao ímã em um torrão de areia. Repetindo o passo com o ímã uma ou mais vezes garatirá que o "ouro de tolo" é definitivamente magnético e, portanto, não é ouro.

Testes com ácidos:
Outra forma simples de testar se a rocha, na verdade, tem o ouro ou pirita é raspar alguns pedaços do material brilhante em uma solução de ácido clorídrico ou muriático. Qualquer material que se dissolva em ácido não é ouro, pois o ouro só é dissolvido com Água Régia (AR).

ATENÇÃO:

Pirita o ouro de tolo
(ao manusear ácidos, use sempre equipamentos de proteção)
Coloque suas luvas de borracha e óculos de segurança. O ácido muriático é altamente corrosivo e e os gases podem ser venenoso se estiver em um ambiente fechado e sem ventilação, por isso você deve usar equipamentos de segurança em todos os momentos em que manusear tais líquidos.

Ácido Muriático
Despeje uma pequena quantidade de ácido muriático na proveta de vidro. Tenha muito cuidado para não derramar.

Use uma ferramenta de raspagem para raspar vários pedaços pequenos da rocha no ácido. Raspe em vários pontos sobre a rocha, onde quer que você ache que o ouro possa estar localizado.

Agite o ácido na proveta de vidro suavemente e deixe que o conteúdo assentar. Examine a proveta depois de vários minutos. Qualquer material não dissolvido pelo ácido será ouro.

Ácido ClorídricoGoteje um pouco de ácido hidroclorídrico sobre a amostra. A pirita de ferro irá espumar e dissolver-se, mas o ouro permanecerá inalterado.

Testes efetuados em amostras de solo enviado por nosso leitor da 
Ilha de São Miguel nos Açores-Portugal.
Logo na recepção do material reparei que não se tratava de ouro;
Mas continuei fazendo os testes que considero importantes a nível caseiro;
Exposta sob a luz do sol a amostra refletiu um brilho de espelhamento tipo glitter;
Segui para o teste da pinça em que um pedaço se estilhaçou;
Efetuei o teste com imã e o material agarrou dando a indicação de ser ferroso;
Foi o suficiente para chegar à decisão que a amostra de solo se tratava definitivamente de areia com pirita.

Não desanime e saiba porque encontrar pirita às vezes não é de todo um mal:
Ironicamente, contudo, pequenas quantidades de ouro podem às vezes ser encontradas disseminadas nas piritas. Com efeito, dependendo da quantidade de ouro, a pirita aurífera pode mesmo ser uma fonte valiosa deste metal precioso. Em piritas podem ocorrer também arsênio, níquel, cobalto e cobre.


Sendo encontrado em qualquer parte do mundo, a pirita é o sulfeto mineral mais comum. Encontra-se geralmente associado com outros sulfetos ou óxidos em veios de quartzo, rocha sedimentar ou rocha metamórfica, em leitos de carvão e também como mineral de substituição nos fósseis.



Entretanto, a pirita não serve apenas para passar-se por ouro, ela possui também aplicações importantes.

Por exemplo, a partir dela, é produzido o ácido sulfúrico (H2SO4), que é a substância química mais utilizada nas indústrias, tanto que o consumo per capita dele constitui um importante indicador do desenvolvimento técnico do país. Esse mineral também pode ser convertido em sulfato férrico, sulfato ferroso e óxidos de ferro ou como fonte do próprio enxofre.

Nas siderúgicas, a pirita pode ser usada para a produção de ferro e, consequentemente, do aço (liga metálica do ferro).

A pirita também é confundida com outros minerais, a marcassita, arsenopirita, calcopirita e pirrotita.

Fontes:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Segue-nos e partilhe com amigos...