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A Transmutação do Ouro e outros Indicadores

Transmutar Chumbo em Ouro
A transmutação do chumbo em ouro, o antigo sonho dos alquimistas, é, de facto, possível, mas não através de uma fórmula mágica, e sim de um complexo e dispendioso processo de física nuclear como aconteceu no CERN.

A chave está em alterar o número de protões no núcleo atómico. O ouro e o chumbo são elementos diferentes porque têm um número diferente de protões.
Chumbo (Pb): Tem 82 protões no seu núcleo.
Ouro (Au): Tem 79 protões no seu núcleo.
Transmutar Chumbo em Ouro, a alquimia do ouro
Para transmutar o chumbo em ouro, teria de remover três protões do núcleo de um átomo de chumbo.

A Sequência de Transmutação Nuclear
A "sequência" para esta transmutação não é uma receita, mas um processo que só pode ser realizado em laboratórios de alta tecnologia, utilizando um acelerador de partículas ou um reator nuclear.

Bombardeamento Atómico: O chumbo, na sua forma mais pura, teria de ser bombardeado com partículas subatómicas de alta energia (como neutrões ou protões) dentro de um acelerador de partículas.

Decaimento Radioativo: O objetivo é que o impacto das partículas "arranque" protões do núcleo de chumbo. O resultado é um átomo de chumbo instável e altamente radioativo. Este átomo instável decai (emite radiação) em poucos segundos, transformando-se noutro elemento, geralmente bismuto (Bi), que tem 83 protões, por isso teria de decair três vezes para chegar ao ouro.

Conversão em Ouro: Com o bombardeamento correto e o decaimento em cadeia, o núcleo pode finalmente atingir o número atómico 79, transformando-se em ouro. No entanto, este ouro é também radioativo e tem de ser purificado.

Em resumo, a transmutação não é um processo químico, mas sim um processo nuclear extremamente complexo e ineficiente. A quantidade de ouro que se conseguiria produzir seria minúscula e o custo energético e financeiro para o fazer seria astronomicamente superior ao valor do ouro obtido. A transmutação do chumbo para o ouro é, portanto, uma curiosidade científica e muito dispendiosa, não uma solução prática.

Notáveis que já tentaram a transmutação do ouro
notáveis que já tentaram a transmutação do ouro
Muitas figuras históricas famosas, de cientistas a filósofos e até monarcas, dedicaram grande parte das suas vidas à alquimia, e o sonho de transmutar o chumbo em ouro era o seu objetivo final. Para eles, a alquimia não era apenas sobre riqueza material, mas também sobre o domínio dos segredos da natureza e a perfeição da matéria.

Aqui estão alguns dos nomes mais notáveis que se envolveram na busca pela transmutação:
Isaac Newton
Isaac Newton: Conhecido como um dos maiores cientistas da história, Newton dedicou uma parte significativa e secreta da sua vida à alquimia. Ele acreditava que a alquimia, juntamente com a gravidade, era uma chave para desvendar os mistérios do universo.

Paracelso
Paracelso: Médico, astrólogo e alquimista suíço do século XVI, é considerado o pai da toxicologia. Ele defendia a ideia de que o corpo humano era feito dos mesmos elementos da alquimia, e que a saúde poderia ser restaurada através do uso de compostos químicos. Acreditava ser possível purificar os metais e o corpo humano.

Nicolau Flamel
Nicolau Flamel: Este escriba e comerciante de Paris, no século XIV, é uma das figuras mais lendárias da alquimia. A ele foi atribuída a descoberta da Pedra Filosofal e a capacidade de transmutar o chumbo em ouro, embora a sua riqueza real tenha vindo do seu trabalho e de investimentos imobiliários. A sua história popularizou-se ainda mais em obras modernas, como a série de livros Harry Potter.

Robert Boyle
Robert Boyle: Conhecido como um dos fundadores da química moderna, Boyle também praticou alquimia. Ele estava particularmente interessado na "multiplicação do ouro", ou seja, na possibilidade de aumentar a quantidade de ouro a partir de uma pequena quantidade inicial, o que era um dos objetivos da alquimia. Ele esteve, na óptica da geologia, mais perto de o conseguir.

Jabir ibn Hayyan (Geber)
Jabir ibn Hayyan (Geber): Considerado o "pai da química" para o mundo islâmico, este erudito do século VIII desenvolveu inúmeros equipamentos de laboratório e processos químicos que seriam a base da química moderna. A sua alquimia focava na transmutação como um processo de purificação espiritual.


Como Aconteceu a Transmutação no CERN
A transmutação de chumbo em ouro é um feito que já foi alcançado no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), mas não da forma como os alquimistas sonharam. Foi um subproduto de experiências de física de partículas de alta energia, e não uma experiência dedicada a criar riqueza.

Chumbo transformado em Ouro:
O feito ocorreu no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo. O processo é um ato de pura física nuclear, completamente diferente dos métodos da alquimia. A chave está em alterar o número de protões no núcleo atómico. O chumbo tem 82 protões, enquanto o ouro tem 79. Para converter o chumbo em ouro, três protões têm de ser removidos do seu núcleo.

A Experiência ALICE: Um dos experimentos no CERN, chamado ALICE (A Large Ion Collider Experiment), estuda as colisões de iões pesados, como o chumbo. Entre 2015 e 2018, em vez de colidir diretamente, alguns iões de chumbo passaram muito perto uns dos outros, gerando campos eletromagnéticos intensos.

A Transmutação: Em raras ocasiões, estes campos eletromagnéticos foram fortes o suficiente para ejetar protões dos núcleos de chumbo. Nesses momentos, e por uma fração de segundo, os núcleos de chumbo que perderam exatamente três protões transformaram-se em núcleos de ouro.

O Resultado e o Significado:
Apesar do sucesso, a experiência não é nada parecida com o sonho de enriquecer. A quantidade de ouro criada é ínfima. Entre 2015 e 2018, estima-se que foram criados cerca de 86 mil milhões de núcleos de ouro, o que parece um número enorme, mas a massa total obtida foi de apenas 29 trilionésimos de grama, uma quantidade invisível a olho nu e sem qualquer valor comercial.

O objetivo principal desta pesquisa no CERN não é a produção de ouro, mas sim a compreensão fundamental da estrutura da matéria e das forças que atuam no núcleo atómico. A experiência, embora tenha concretizado o antigo sonho da alquimia, serve como uma prova do poder da física moderna e uma demonstração da complexidade da transmutação nuclear.


A verdadeira transmutação do ouro é muito difícil, mais fácil é o crescimento do ouro a partir do chamado "ouro virgo, aourum ou ouro mãe", um ouro extraído de pepitas de crescimento de ouro natural


Oficina70 e a transmutação do ouro
Há anos também estudo as possibilidades, embora com uma visão diferente, a do crescimento do ouro.
oficina 70
Embora, desprovido de recursos e materiais, ainda sou daqueles poucos que pensa na possibilidade do crescimento e cristalização do ouro, e vou explicar o porque.

Principais diferenças entre ouro cristalizado e pepitas comuns:
O ouro cristalizado se forma em cavidades abertas no subsolo, criando padrões geométricos definidos. Em contraste, as pepitas de ouro resultam da erosão de rochas auríferas, com seu formato influenciado pelo transporte de água e abrasão.

O que diz a geologia:
Embora a ideia de que o ouro "cresce" seja popular, na geologia, o termo correto para a sua formação é diferente.

O ouro, como um elemento nativo, não "cresce" da mesma forma que um cristal de quartzo ou que um ser vivo. Ele não aumenta de massa adicionando átomos à sua estrutura. Em vez disso, o ouro é concentrado por processos geológicos.

Como o Ouro é Formado na visão Geológica: Pepita comuns
O ouro é um metal nobre e muito estável que se forma nas profundezas da Terra, geralmente em veios de quartzo.

Formação Hidrotermal: O processo mais comum envolve a água subterrânea superaquecida. Essa água dissolve o ouro e outros minerais de rochas circundantes.

Deposição: À medida que a água sobe para a superfície e arrefece, a sua capacidade de manter o ouro dissolvido diminui. O ouro precipita-se para fora da solução e deposita-se em fissuras e fendas das rochas, formando os veios.

O que se vê como um pedaço de ouro ou um veio "a crescer" é, na verdade, a acumulação de átomos de ouro que estavam dispersos, sendo depositados e concentrados num só local.

Então, enquanto um cristal de sal ou de quartzo pode "crescer" camada por camada a partir de uma solução, o ouro simplesmente é concentrado em depósitos através da ação do calor, da água e da pressão ao longo de milhões de anos. O ouro em si não aumenta de massa, ele é apenas agrupado pela natureza.

Como o Ouro é Formado na visão Geológica: Ouro cristalizado
cristalized gold from Brazil
O ouro cristalizado é uma forma rara e requintada de ouro natural que se forma em condições geológicas específicas. Nas profundezas da Terra, o ouro cristaliza em cavidades abertas, frequentemente ao lado de minerais como o quartzo. Esse processo permite que o ouro se desenvolva em formas distintas e simétricas, como cubos, octaedros ou padrões dendríticos, onde os galhos se assemelham a estruturas semelhantes a árvores. Cada espécime é único, exibindo a intrincada arte da natureza.

A raridade do ouro cristalizado é incomparável, visto que apenas uma pequena fração do ouro do mundo existe nessa forma, menos de 0,01%. Além de seu apelo visual, o ouro cristalizado possui importância geológica, oferecendo insights sobre as condições da crosta terrestre durante sua formação.


A bactéria que secreta ouro
Cupriavidus metallidurans, a bactéria que secreta ouro
Sobre os estudo da Cupriavidus metallidurans, uma bactéria amplamente estudada e que secreta ouro, literalmente.
A descoberta de que a bactéria Cupriavidus metallidurans pode "criar" ouro é, de facto, uma exceção fascinante à regra geral da formação mineral que foi mencionada anteriormente.

O que esta bactéria faz não é o mesmo que o processo de acumulação geológica. É um processo de biomineralização, ou seja, a formação de minerais através de uma reação biológica.


O Mecanismo de Defesa da Bactéria
O processo é essencialmente uma estratégia de sobrevivência. O ouro que existe na natureza, em sua forma solúvel (como o cloreto de ouro), é extremamente tóxico para a maioria das formas de vida, incluindo as bactérias. No entanto, a Cupriavidus metallidurans evoluiu para viver em ambientes contaminados com metais pesados.

O seu "milagre" acontece em duas etapas:
Ingestão de Toxinas: A bactéria absorve o cloreto de ouro tóxico do ambiente, juntamente com outros metais pesados.

Transformação para Sobrevivência: Para se desintoxicar, ela usa enzimas para converter o composto de ouro solúvel e tóxico em nanopartículas de ouro metálico. O ouro metálico é inerte e não tóxico para a bactéria.

O resultado é a precipitação de pequenas partículas de ouro puro. Com o tempo, estas nanopartículas podem acumular-se e formar os chamados "grãos de ouro biogénico" que, em escala geológica, podem contribuir para a formação de pepitas maiores.

No entanto, bactéria não cria o ouro a partir do nada, mas precipita-o através de um processo biológico engenhoso, mostrando como a vida pode influenciar os processos geológicos de forma notável.

Ok, então você ainda está cético quanto ao crescimento do ouro?
Sem problemas, respeito a sua opinião, mas é preciso um conhecimento muito mais abrangente sobre tudo isto que envolve o ouro.

A seguir esta mais um estudo sobre o ouro que pode desconhecer:

Plantas indicadoras de ouro
O ouro não cresce por si só como um ser vivo, mas certas plantas, como os eucaliptos na Austrália, acumulam micropartículas de ouro em suas folhas e tecidos, que foram absorvidas por suas raízes profundas no solo rico em ouro. Este fenômeno permite que os cientistas usem a vegetação como um "mapa natural" para localizar depósitos de ouro no subsolo, tornando a exploração mais eficiente e sustentável.

Como funciona o processo
Absorção pelas raízes: As raízes profundas dos eucaliptos, que podem atingir até 40 metros, alcançam depósitos de ouro no subsolo.
Transporte do metal: Ao absorver água e nutrientes, as plantas também absorvem o ouro.
Acúmulo nas folhas: O ouro, que é tóxico para as árvores, é transportado para suas extremidades, as folhas, onde a concentração é maior.

Aplicações práticas
Exploração mineral:
A descoberta permite o desenvolvimento de novas tecnologias de mineração que usam a bio-indicadores (plantas que indicam a presença de minerais) para localizar jazidas de ouro de forma mais econômica e ecológica.

Indicador biológico
As plantas servem como um "mapa natural", revelando áreas onde o ouro está presente no subsolo, sem a necessidade de escavar grandes áreas.

Exemplos de plantas que podem ser usadas como indicadoras:
Eucalipto (Austrália):
Ocupa o solo rico em ouro com suas raízes profundas e acumula micropartículas de ouro nas folhas, segundo estudos.
Artemísia (Estados Unidos):
Tradicionalmente usada por garimpeiros, a artemísia absorve ouro e o acumula nas raízes e caules.
Essa planta pode crescer em solos com depósitos de ouro e prata, sendo um indicador para garimpeiros, de acordo com a fonte, segundo o YouTube.
Um fungo que pode transformar micropartículas de ouro em ouro sólido e acumula-o em sua superfície, de acordo com a fonte, segundo o Instagram.


Leia mais sobre "plantas que indicam ouro:

Animais, plantas e insetos indicadoras de ouro:
Animais, plantas e insetos indicadoras de ouro



Fontes:
https://goldbay.com/blogs/news/what-makes-crystallized-gold-unique-from-regular-nuggets
https://robloxislands.fandom.com/wiki/Crystallized_Gold
https://clickpetroleoegas.com.br/chuva-de-ouro-vulcao-ativo-esta-fazendo-cair-ouro-cristalizado-do-ceu-diariamente-ele-libera-cerca-de-80-gramas-do-metal-precioso/

Passo a passo para recuperar ouro com limpa piscinas

Recuperação de Ouro de Lixo Eletrônico com Ácido Tricloroisocianúrico:
Um Guia Passo a Passo com
Ácido tricloroisocianúrico - Tricloro

Esta é uma nova forma de reciclar o ouro de sucata eletrônica além de todas as outras que já lhe mostramos aqui no site de Oficina 70.

A recuperação de ouro de lixo eletrônico é um processo fascinante que combina química e engenharia para extrair um metal precioso de materiais que, de outra forma, seriam descartados. Uma das abordagens para essa recuperação envolve o uso de ácido tricloroisocianúrico (ATCC), um composto químico comumente encontrado em pastilhas de cloro para limpar piscinas.

Passo a passo para recuperar Ouro
Tricloro para piscina e ouro

É crucial entender que este processo envolve o manuseio de produtos químicos perigosos. Sempre priorize a segurança: use equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, como luvas resistentes a produtos químicos, óculos de segurança e máscara de proteção respiratória, e trabalhe em uma área bem ventilada ou sob uma capela de exaustão.
Descarte os resíduos de forma responsável, seguindo as regulamentações locais.

Obs:
Só irá ser rentável se tiver muito material ou então faz só a título de curiosidade.


Materiais Necessários:
Lixo eletrônico: Placas de circuito impresso (PCBs) de computadores antigos, celulares, televisores, etc.

Ácido Tricloroisocianúrico (ATCC): Pastilhas de cloro para piscina ou ATCC em pó.

Ácido clorídrico (HCl): Ácido muriático, encontrado em lojas de materiais de construção.

Peróxido de hidrogênio (H₂O₂): Água oxigenada 10 volumes (3%) ou superior.

Ureia: Para neutralizar o excesso de cloro.

Meta-bissulfito de sódio (MBS) ou Cloreto ferroso: Para precipitar o ouro.

Recipientes de vidro ou plástico resistentes a ácidos: Béqueres, baldes, etc.

Filtros de café ou papel de filtro: Para separar os sólidos.

Funil de plástico ou de vidro

Bastão de vidro ou plástico: Para agitar.

Placa de aquecimento (opcional): Para acelerar algumas reações.

PHmetro ou papel indicador de pH.

Bicarbonato de sódio: para neutralizar os resíduos líquidos ácidos antes de serem descartados para as águas residuais. 


Passo a Passo:

1. Preparação do Lixo Eletrônico
Desmontagem: Desmonte cuidadosamente os equipamentos eletrônicos para remover as placas de circuito impresso (PCBs).

Trituração/Fragmentação: Para aumentar a área de contato e acelerar a reação, é ideal triturar ou fragmentar as PCBs em pedaços menores. Cuidado para não inalar poeira durante este processo.

2. Lixiviação com Ácido Clorídrico
Passo a passo para recuperar ouro com limpa piscinas
Primeira Lixiviação: Em um recipiente de vidro ou plástico, coloque os pedaços de PCBs e adicione ácido clorídrico (HCl) suficiente para cobrir o material.

Aquecimento (Opcional): Se possível, aqueça suavemente a solução (não ferva) para acelerar a dissolução dos metais menos nobres (cobre, níquel, estanho, etc.). Isso pode levar algumas horas.

Filtração: Filtre a solução para remover os metais dissolvidos e outros resíduos. O ouro permanecerá nos sólidos, juntamente com outros metais mais nobres, como a prata. Lave bem os sólidos com água destilada. Descarte o filtrado de forma responsável.

3. Dissolução do Ouro com ATCC e HCl
Preparação da Solução de Ácido Tricloroisocianúrico: Em outro recipiente, adicione os sólidos ricos em ouro obtidos na etapa anterior.
ácido de piscina para recuperar ouro do lixo
Adição de ATCC e HCl: Adicione água suficiente para cobrir os sólidos. Em seguida, adicione cuidadosamente o ácido tricloroisocianúrico (ATCC) e o ácido clorídrico (HCl) à mistura. A proporção exata pode variar, mas uma boa base é usar cerca de 1 parte de ATCC para 3 a 5 partes de HCl (em volume, ajustando conforme a concentração). O ATCC, em ambiente ácido, libera cloro gasoso, que, junto com o HCl, forma a "água régia" in situ, capaz de dissolver o ouro.

Reação: Agite a mistura ocasionalmente. A reação pode levar várias horas, dependendo da quantidade de ouro e da granulometria do material. Você verá a solução adquirir uma cor amarelada/alaranjada, indicando a dissolução do ouro.

Aquecimento (Opcional): Um aquecimento suave pode acelerar a reação, mas cuidado para não superaquecer, pois pode haver liberação excessiva de cloro.

Neutralização do Cloro (Opcional, mas recomendado): Após a dissolução do ouro, pode haver excesso de cloro na solução. Para neutralizá-lo e evitar que interfira na precipitação do ouro, adicione pequenas quantidades de ureia. Teste com papel indicador de pH para garantir que o pH esteja ácido (geralmente entre 1 e 2).

4. Filtração da Solução de Ouro
Filtração: Filtre a solução resultante para remover quaisquer resíduos sólidos não dissolvidos. O ouro agora está dissolvido na solução líquida.

Lave o resíduo sólido: Lave o resíduo sólido com água destilada algumas vezes para garantir que todo o ouro dissolvido seja recuperado. Adicione a água de lavagem ao filtrado.

5. Precipitação do Ouro
Ajuste do pH (se necessário): O pH da solução de ouro deve estar ácido (abaixo de 2) para uma precipitação eficaz.

Adição do Precipitante: Adicione lentamente o meta-bissulfito de sódio (MBS) ou o cloreto ferroso à solução de ouro enquanto agita. Você notará a formação de um precipitado marrom-escuro ou preto. Este é o ouro metálico.

Decantação e Lavagem: Deixe o precipitado assentar no fundo do recipiente. Decante cuidadosamente a solução restante (que agora não contém ouro) e lave o precipitado de ouro com água destilada várias vezes para remover impurezas e excesso de produtos químicos.

6. Refino e Secagem
Coleta do Ouro: Transfira o precipitado de ouro para um papel de filtro ou cadinho.

Secagem: Seque o ouro precipitado em um forno ou estufa a baixa temperatura, ou ao ar livre.

Fundição (Opcional): Para obter ouro de alta pureza, o pó de ouro seco pode ser fundido em um cadinho em alta temperatura (acima de 1064°C) para formar uma pepita ou barra.



Considerações Importantes:
Segurança: Repetindo, a segurança é primordial. Trabalhe em área ventilada, use EPIs e descarte os resíduos corretamente.

Proporções: As proporções dos produtos químicos podem precisar ser ajustadas dependendo da quantidade de material e da concentração dos ácidos. Comece com as proporções sugeridas e ajuste conforme a necessidade.

Pureza: O ouro recuperado através deste método pode não ser 100% puro e pode exigir refino adicional para aplicações específicas.

Legislação: Verifique as leis e regulamentações locais sobre o descarte de resíduos químicos e a recuperação de metais preciosos.


A recuperação de ouro de lixo eletrônico é um processo que exige paciência, conhecimento químico e, acima de tudo, um compromisso com a segurança e a responsabilidade ambiental.


Fazer cristais de cobre a partir de um fio de cobre

Como fazer cristais de cobre a partir de um fio de cobre?
Crystal Growing
Como fazer cristais de cobre a partir de um fio de cobre

Materiais necessários:
Fio de cobre (puro, sem revestimento ou lixe um fio até retirar o verniz)
Solução de sulfato de cobre (pode ser comprada em lojas de produtos químicos ou feita dissolvendo 10g de sulfato de cobre em 100ml de água quente)
Jarra de vidro transparente
Fita adesiva
Fonte de calor (fogão ou bico de Bunsen)
Pinça

Nota: se você não encontrar a solução de sulfato de cobre pode então fazer com "vinagre branco",
como explicado abaixo.


sulfato de cobre

Instruções:
1. Prepare a solução:
Despeje a solução de sulfato de cobre na jarra de vidro.
Certifique-se de que a solução esteja completamente dissolvida e sem grumos.
cristais de cobre a partir de um fio de cobre

2. Prepare o fio de cobre:
Limpe o fio de cobre com água e sabão para remover qualquer impureza.
Dobre o fio de cobre em um gancho ou espiral.
Amarre o fio de cobre na borda da jarra com a fita adesiva, certificando-se de que ele não toque no fundo da jarra.
fazer cristais de cobre a partir de um fio de cobre velho

3. Crescimento dos cristais:
Mergulhe o fio de cobre na solução de sulfato de cobre.
Aqueça a solução suavemente com a fonte de calor. Não ferva a solução!
Monitore o crescimento dos cristais:
Os cristais podem levar vários dias para se formar.
Observe a formação de cristais azuis ou verde no fio de cobre.
fazer cristais de cobre a partir de um fio de cobre velho

4. Remoção e cuidados:
Remova o fio de cobre da solução com cuidado usando a pinça.
Lave o fio de cobre com água destilada para remover o excesso de sulfato de cobre.
Seque o fio de cobre com um pano macio.

Dicas:
Varie a temperatura da solução: temperaturas mais altas podem acelerar o crescimento dos cristais.
Adicione um pouco de vinagre à solução para aumentar a acidez e promover o crescimento dos cristais.
Experimente diferentes formas de fio de cobre: você pode usar um fio enrolado em um palito de dente ou um clipe de papel.
Tenha paciência: o crescimento dos cristais pode ser um processo lento.

Observações:
Use sempre luvas e óculos de proteção ao trabalhar com produtos químicos.
Mantenha a solução de sulfato de cobre fora do alcance de crianças e animais.
Descarte a solução de sulfato de cobre de forma adequada.

Lembre-se:
Este experimento demonstra o processo de cristalização e as propriedades do cobre.
A qualidade e o tamanho dos cristais podem variar dependendo das condições do experimento.


NOTA:
Infelizmente perdi meus cristais porque não os deixei em caixa fechada.
Poderá guardar seus cristais em embalagens fechadas de acrílico ou em vidro.


Fazer cristais de cobre com solução de Vinagre
crescer cristais de cobre de fio velho
Primeiro, pegue algum cobre velho e raspe o verniz (qualquer cobre serve) e dissolva-o em vinagre branco.
1L de vinagre e 6g de cobre serão suficientes.
A reação será muito lenta, pois o cobre não é um metal reativo. Você pode acelerá-la com vários métodos, mas isso não é realmente necessário.
Após uma semana, a solução deve ficar azul escura. Filtre a solução para remover a poeira e o cobre metálico não dissolvido.
transformar fios velhos de cobre em cristais
Despeje a solução azul clara em um prato e coloque-o em um local fresco e escuro. Espere que os cristais azul-escuros se formem. Quando eles crescerem cerca de 3 mm, despeje a solução em um copo diferente. Usando uma pinça, remova o cristal mais bonito que você encontrar. Este será seu cristal semente.
transformar fios velhos de cobre em cristais
Amarre um fio ao cristal semente e pendure-o em um palito. Em seguida, mergulhe-o na solução que você acabou de despejar no copo. Deixe-o evaporar lentamente; quanto mais lento, melhor.
Você pode querer cobrir parcialmente a boca do copo para conseguir isso. A razão pela qual você precisa fazer isso é porque os cristais que crescem rapidamente terão muitos defeitos, enquanto aqueles que crescem lentamente são afiados e bonitos.

À medida que a solução evapora, seu cristal semente pendurado deve crescer lentamente em tamanho. Quando estiver satisfeito com o resultado, você pode remover o cristal, cortar o fio e secá-lo usando papel de filtro. Em seguida, guarde-o em um recipiente fechado.


Aproveite a experiência de criar seus próprios cristais de cobre!
kit de crescimento de cristais da TEMU

Poderá eventualmente comprar um Kit de crescimento de Cristais que estão em plataformas de compras online como o AliExpress, Temu ou Amazon.
kit de crescimento de cristais da TEMU


Grupos onde poderá aprender a criar outros cristais quimicamente:


16 Psique, o Asteróide de Ouro

 Um Asteroide cheio de Ouro
Com a possível chegada do homem à Marte seria possível explorar um asteroide cheio de ouro.
A mineração espacial é uma nova corrida do ouro e esta corrida já começou a anos com alguns dos países a considerar a sua exploração.
Estados Unidos da América, China, Rússia, Índia e ESA (Agência Espacial Europeia) estão à frente nesta corrida mineral espacial. No entanto outros países estão nesta corrida aos minerais raros do espaço entre eles Austrália, Reino Unido, Japão, Canadá, Itália, Emirados Árabes Unidos e até mesmo a Ucrânia estava nesta corrida antes da invasão de seu território.
16 Psique, o Asteróide de Ouro
16 Psique, o Asteroide de Ouro

Mas o que é o asteroide que esta dando o que falar?
16 Psique é um asteroide situado na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter.
O seu diâmetro tem mais de 250 km, e a sua massa é quase 1% de toda a massa existente na cintura de asteroides. É o de maior massa de todos os asteroides metálicos do tipo M e consiste em grande parte em ferro.

Descoberta e nomeação
Psique foi o 16º objeto descoberto no cinturão de asteroides, por Annibale de Gasparis a 17 de Março de 1852 em Nápoles e foi nomeado em honra de Psiquê, a bela mortal por quem Eros se apaixonou.

Exploração
A NASA anunciou em 2017 a seleção oficial da missão como parte do programa Discovery da agência, que desenvolve missões de exploração robótica de baixo custo.
De acordo com o plano, a sonda "Psyche" foi lançada em 13 de Outubro de 2023 e chegará ao asteroide metálico em 2030. A nave espacial passará cerca de 20 meses estudando o objeto em órbita, usando uma variedade de instrumentos para investigar a composição do objeto, ambiente magnético, campo gravitacional e outras características.
16 Psyche vs. Bitcoin
Space mining: 16 Psyche vs. Bitcoin

Asteroide gigante tem ouro no valor de US$ 700 quintilhões
Mas isso não vai nos tornar mais ricos.

O asteroide 16 Psyche tem ouro suficiente para dar a todos na Terra US$ 93 bilhões.
Contudo, este metal não permanecerá o mais precioso se chegar aos mercados em grandes quantidades.

OK, agora as más notícias: isso não vai acontecer.
Sim, 16 Psyche e outros asteroides com riquezas minerais provavelmente serão extraídos de seus metais naquela corrida a que se chamam de "corrida mineral espacial".
Mas uma vez que esses metais começam a chegar ao mercado em grandes quantidades, é improvável que sejam preciosos por muito mais tempo. Como qualquer estudante introdutório de economia sabe, o preço é uma função da escassez relativa, encha o mercado com ouro e ele deixará de ser uma raridade para se tornar uma decoração comum. A oferta aumenta, e o preço diminui.

Mas, na verdade, há uma razão mais fundamental pela qual um asteroide dourado gigante não tornaria o mundo fabulosamente rico. É porque a riqueza não vem principalmente de grandes pedaços de metal. Vem da capacidade de criar coisas que satisfaçam os desejos humanos.

Uma siderúrgica representa uma riqueza real, porque você pode usá-la para fabricar peças para carros, prédios e assim por diante. Uma casa também, porque você pode morar nela ou alugá-la. As habilidades e conhecimentos em sua cabeça também são uma forma de riqueza, embora não sejam contabilizados nas estatísticas oficiais.
a gold asteroid
O asteróide cheio de ouro e outros metais raros

Mas um asteroide gigante cheio de ouro apenas acrescenta um pouco à riqueza real.
O metal teria várias aplicações industriais e faria belas joias e obturações dentárias, mas não provocaria uma nova revolução industrial, nem reduziria drasticamente o custo de bens e serviços, nem, em geral, tornaria a vida humana muito melhor ou mais confortável. O ouro não comanda preços altos apenas porque é raro,  muitas coisas raras têm pouco ou nenhum valor de mercado. É porque é raro em relação à demanda das pessoas por ele. E como um asteroide dourado não aumentaria a demanda mundial total por ouro, não há como criar quatrilhões de dólares de nova riqueza real.

Portanto, um asteroide gigante não nos tornaria todos bilionários. Mas qualquer empresa de mineração espacial que conseguisse reivindicar a rocha espacial provavelmente ainda seria capaz de fazer uma fortuna substancial para si mesma. Teria que seguir o manual da empresa de diamantes De Beers.

Monopólio dos Diamantes, um exemplo a seguir ou não?
Os diamantes costumavam ser extremamente raros, até que grandes depósitos foram descobertos em 1800 na África do Sul. O empresário britânico e funcionário do governo colonial Cecil Rhodes consolidou toda a mineração de diamantes sul-africana sob a empresa De Beers, um monopólio efetivo que mais tarde foi controlado pela família Oppenheimer. Ao longo dos anos, a De Beers conseguiu defender esse monopólio contra os desafios de várias empresas iniciantes, acumulando diamantes quando os preços estavam baixos e inundando o mercado para destruir os concorrentes.

Um monopólio permite que uma empresa limite a oferta para manter os preços altos. Mas a De Beers precisava de mais do que isso para evitar que os diamantes acabassem se tornando comoditizados, e então voltou-se para o marketing, lançando uma das campanhas publicitárias mais eficazes de todos os tempos com o slogan "Um diamante é para sempre". Isso convenceu os casais de todo o mundo de que os anéis de noivado de diamante eram um símbolo indispensável do compromisso conjugal. Esse simbolismo representa valor real.

Os proprietários de um asteroide dourado poderiam tentar usar um truque semelhante, lançando campanhas publicitárias para fazer as pessoas começarem a usar o ouro para mais coisas, materiais de construção, talvez, ou roupas. Mas parece improvável que eles pudessem persuadir o mundo a pagar um prêmio pelo grande volume de ouro vindo de um asteroide como o 16 Psyche, especialmente se uma empresa rival aparecesse com outra rocha espacial dourada.

A impossibilidade de extrair riquezas incalculáveis ​​de 16 Psyche ensina duas lições importantes sobre como a riqueza realmente funciona.
Primeiro, mostra que muita riqueza existe apenas no papel, quando você tenta vender seus ativos, o preço cai. A liquidez que é a capacidade de vender um ativo por dinheiro, é um fator importante que tende a ser esquecido ao calcular o patrimônio líquido.
Em segundo lugar, este exemplo mostra que a verdadeira riqueza não vem de tesouros de ouro. Vem das atividades produtivas dos seres humanos criando coisas que outros seres humanos desejam. As fabulosas fortunas de De Beers não vieram de seu controle sobre um certo tipo de rocha deslumbrante, mas de sua capacidade de convencer o mundo de que esta rocha poderia ser usada para comunicar amor e devoção.

Se você quer ficar rico, não pense em como aproveitar recursos escassos. Pense em como usar os recursos de maneira inovadora para fazer algo que as pessoas realmente desejam ou precisam.


NASA Gold rush

A missão Asteroide Psyche da NASA para um asteroide rico em metal foi finalmente autorizada.
Aqui está o que a agência espacial esta a planear:
missão Asteroid Psyche da NASA
Space mining a new gold rush

Em uma reviravolta dramática, a NASA finalmente deu o aval para o lançamento da Missão Psyche para o asteroide rico em metal. No início deste ano, a agência espacial perdeu a janela de lançamento de 2022 para a missão, citando o atraso na entrega do software da espaçonave e do equipamento de teste. Segundo a NASA, a agência não teve tempo suficiente para realizar os testes dos equipamentos, o que fez com que a NASA perdesse a janela de lançamento da missão, que terminou em 11 de outubro. Agora, a NASA ressuscitou a missão com uma janela de lançamento prevista para os próximos anos.

A Psyche 16 está programada para ser lançada em 10 de outubro de 2023, e a inserção da sonda na órbita do asteroide está prevista para ocorrer entre Agosto de 2029 e início de 2030, se tudo correr bem.

Missão Psyche da NASA
Um dos maiores asteroides do nosso Sistema Solar , o asteroide 16 Psyche é formado por depósitos de ouro , níquel e ferro e supostamente vale mais do que a economia da Terra. O asteroide vale quase US$ 10.000 quatrilhões. A NASA revelou uma nova espaçonave para esta missão chamada "Psyche" para alcançar o asteróide localizado entre Marte e Júpiter com a ajuda do foguete SpaceX Falcon 9. A missão do asteróide 16 Psyche faz parte das missões Discovery da NASA.

De acordo com a NASA, a espaçonave orbitará o asteroide por 21 meses para mapear o asteroide e obter informações sobre a composição do asteroide, além de aprender como os asteroides e planetas com núcleo de metal são formados. Este será um passo importante para estudar a formação da própria Terra também.

Os objetivos da missão incluem determinar a idade das regiões do asteroide, estudar sua formação, caracterizar sua topografia e estudar mergulhos na gravidade do asteroide usando vários instrumentos científicos, como gerador de imagens multiespectrais, magnetômetro, raio gama e medidor de nêutrons e muito mais.

A Missão 16 Psyche também testará uma nova tecnologia de comunicação a laser chamada Deep Space Optical Communication (DSOC). Essa tecnologia codifica dados em fótons em comprimentos de onda infravermelhos para comunicação no espaço profundo. Baseada no Laboratório de Propulsão a Jato, essa tecnologia poderia reduzir o tempo de comunicação entre a Terra e o espaço profundo, permitindo o envio de mais dados.


Fontes:

O peixe que ajuda a encontrar ouro

Galaxias "Midas", o peixe com um toque de ouro que ajuda a encontrar ouro na Nova Zelândia
galaxias, a gold fish
Galaxias o peixe que esta ajudando a encontrar ouro

Se você esta atento ao nosso site oficina70.com você já deve saber de algumas dicas para encontrar ouro como: tipos de solo que podem ou contêm ouro ou de plantas e animais que o ajudam a encontrar ouro.
Se ainda não leu estes artigo então acesse o site e pesquisa na caixa de pesquisa ou
faça uma pesquisa no Google colocando o nome do nosso site no final da sua pesquisa.

O peixe que ajuda a encontrar Ouro
Cientistas neozelandeses descobriram uma forma invulgar de localizar ouro de aluvião, estudando a genética dos peixes de água doce nativos do género Galaxias (Galaxiidae).
Enormes quantidades de ouro estão enterradas sob os escombros das montanhas da Nova Zelândia, e os cientistas estão usando a genética de peixes de água doce para encontrá-lo.
A equipa de investigadores descobriu que, à medida que a geologia da terra mudava, as populações de peixes ficavam isoladas, levando a alterações na sua genética e ao isolamento físico de outras populações.
fish gold rush
Ao combinar a mistura invulgar da geologia e da genética das populações de peixes, a equipa conseguiu literalmente encontrar ouro.

Ao estudar as alterações na morfologia e na genética destas populações de peixes, os cientistas conseguiram prever onde corriam os antigos rios (captura fluvial) e onde poderiam estar localizados os depósitos de ouro.
O método foi mesmo utilizado na América do Sul e está a revelar-se uma forma bem sucedida de encontrar ouro de aluvião.

Exemplos de casos de captura fluvial:
Rio Bazágueda, em Portugal;
Canal do Cassiquiare, no Brasil.

Entenda como isto acontece
Ouro de aluvião é um tipo de ouro que é encontrado em depósitos aluviais, ou seja, em depósitos de sedimentos transportados pela água em rios, riachos e outros cursos de água. Este ouro normalmente é encontrado em pequenas partículas misturadas com sedimentos.

flocos de ouro nos sedimentos de rios da Nova Zelândia
Flocos de ouro do rio Waikaia em Southland, Nova Zelândia.
Este ouro foi transportado para a província há milhões de anos por um rio que já não existe.
Créditoda imagem: Dave Craw

A Nova Zelândia atravessa a fronteira de duas placas tectônicas e, como resultado, está em constante estado de turbulência. À medida que as montanhas sobem e descem, os rios são divididos, desviados e unidos. Em alguns casos, eles até inverteram o fluxo.

Um geólogo, um biólogo e um ecólogo recentemente uniram seus conhecimentos para rastrear simultaneamente o movimento de peixes e ouro pelos rios do país. Os resultados apontam para riquezas ocultas, e a abordagem da equipe impulsionou pesquisas um pouco por todo o mundo nos chamados "rios capturados" ou "capturas fluviais" ou em inglês Stream capture.

Apanhados em meio à turbulência geológica da Nova Zelândia, estão minúsculos peixes nativos de água doce das espécies do gênero Galaxias . Ao longo de milhões de anos, as populações de galaxiídeos foram divididas pela captura de rios (stream capture) o desvio, por mudança geológica, de rios em diferentes bacias hidrográficas.

Na província de Otago, no sul, os rios também carregam o ouro erodido do xisto. Os mineiros do século XIX reuniram-se em Otago para dragar, e limpar suas águas lucrativas.

O ouro também é encontrado na província vizinha de Otago, Southland. Como Southland tem muito menos rocha subterrânea contendo ouro, os geólogos deduziram que um grande sistema fluvial já carregou a maior parte desse ouro de Otago para Southland.

Hoje, porém, as duas províncias são separadas por uma cordilheira, descrita pelo geólogo da Universidade de Otago, Dave Craw , como uma “Muralha de Adriano”, que impede que a água flua entre elas.

No final dos anos 1990, Craw se encontrou para um drinque com seu colega da Universidade de Otago, o biólogo Jon Waters. Waters estava lutando para explicar outra conexão improvável entre Southland e Otago, uma espécie de galaxiídeo que ele encontrou vivendo em ambos os lados da divisão de drenagem.

Craw tinha uma explicação para ele: o rio em que os peixes viviam, o Nevis, havia, em algum momento no passado distante, sido revertido pelas montanhas crescentes, dividindo a população de peixes em dois. A dupla percebeu imediatamente que poderia usar a taxa de divergência genética entre as duas populações de peixes para identificar a data dessa reversão.

Eles passaram a aplicar as mesmas técnicas em outros lugares em Otago. “Começamos a procurar por mais pistas e continuamente encontramos mais”, disse Waters.

“Existem lugares onde o registro de peixes é forte e a geologia não, e lugares onde o registro geológico é forte e os peixes são menos informativos. Mas juntando os dois, podemos juntar as peças do quebra-cabeça.”

A partir de vários estudos, a equipe calibrou um “relógio geogenômico” que agora pode ser aplicado a consultas de captura de rios na Nova Zelândia. Também os ajudou a prever onde os antigos rios com ouro podem estar enterrados.

Os genes dos peixes, disse Craw, costumam ser muito mais úteis do que as rochas para restringir o tempo exato dos eventos geológicos, algo que é crucial quando se procura depósitos minerais. “Você precisa saber quais rios foram para onde e quando”.

Viabilidade e extração do Ouro
O rio enterrado pode muito bem estar carregado de ouro.
Os resultados do estudo sugerem que um antigo leito de rio está situado sob terras agrícolas a sudoeste do atual rio Mataura. O rio enterrado pode muito bem estar carregado de ouro, disse Craw.
A extração, no entanto, não é provável tão cedo.

“Há provavelmente 50 metros (164 pés) ou mais de cascalho no topo”, disse ele. “É muito diesel (combustível) para remover isso.”

Se a economia da mineração mudar, no entanto, esses rios enterrados podem um dia se mostrar lucrativos.
Uma mina de ouro ativa precisa de 40 metros (130 pés) de cascalho removido para se tornar operacional.
Então, por enquanto o custo operacional de exploração deste ouro é inviável devido ao alto custo operacional principalmente devido com os preços do combustíveis. Mas futuramente será um depósito de alto valor agregado à  commodity.


A genética dos peixes e a Captura fluvial na América do Sul
A abordagem colaborativa desenvolvida por Craw e Waters agora é usada em outros países. James Albert, ecologista da Universidade de Louisiana em Lafayette, estuda como os peixes de água doce na América do Sul evoluíram em resposta à elevação dos Andes.

O Geomorfólogo Pedro Val, que não participou do estudo, compara genes de peixes com sedimentos até datar as mudanças dos rios na Bacia Amazônica. “Faz todo o sentido", pois se os peixes habitam passivamente o rio e se os rios estão mudando, os peixes vão junto, e o mesmo acontece com os sedimentos. É o cenário perfeito onde você tem duas coisas independentes mostrando o mesmo processo.”

Exemplo de caso de captura fluvial na América do Sul:
Canal do Cassiquiare, no Brasil.
O canal é uma ocorrência geográfica raríssima, resultante da captura fluvial de uma bifurcação de outro curso de água, a qual faz da região do estado brasileiro do Amazonas ao nordeste dos rios Solimões e Amazonas, os estados brasileiros do Amapá e Roraima, a parte da Venezuela a leste do Orinoco e as três Guianas uma única e gigantesca ilha marítimo-fluvial.


Conheça as plantas que ajudam a encontrar Ouro:

Animais e insetos que ajudam a encontrar ouro:

Como formigas e cupins estão ajudando a encontrar ouro nativo:

Como treinar um cão para encontrar ouro nativo:



Clica nos links a seguir para saber mais sobre isto:

Cristais de laboratórios e imitação de gemas

Cristais de laboratórios, simuladores e imitação de gemas
A indústria joalheira usa o termo “simulante” para se referir a materiais, como a Zircônia Cúbica, que se parecem com outra gema e são usados ​​como seu substituto, mas possuem composição química, estrutura cristalina e propriedades ópticas e físicas muito diferentes.
Esses simulantes, também conhecidos como imitações ou substitutos, podem ser naturais ou artificiais.
cristais criados em laboratórios e simulantes de gemas
Cristais criados em laboratórios e simulantes de gemas

Não é preciso dizer que a gema natural mais simulada é o Diamante.
Somente equipamentos gemológicos de alta tecnologia e profissionais qualificados é que poderão claramente distinguir e atestar se a gema que comprou é verdadeira ou um simulante.

SIMULADORES FEITOS PELO HOMEM

Zircônia cúbica sintética (CZ)
Numerosas pedras preciosas foram usadas como imitações de diamantes ao longo da história, mas a Zircônia Cúbica (CZ) sintética superou todas elas em popularidade.
Zircônia cúbica roxa com corte xadrez
Zircônia cúbica (CZ) roxa com corte xadrez

Introduzido no final dos anos 1970, a Zircônia Cúbica (CZ) é feito colocando-se óxido de zircônio em pó dentro de uma câmara de metal e aquecendo-o até seu ponto de fusão. O fundido é então movido lentamente para longe de sua fonte de calor, de modo que os cristais cresçam no fundo do fundido até que todo o fundido esteja solidificado.

Zircônia Cúbica (CZ) tem uma dureza de Mohs de 8,5. Isso significa que é uma gema dura e durável, embora não tão dura quanto o diamante. A maioria das Zircônias Cúbicas pode ser descrita como incolor, e a maioria tem alta clareza com imperfeições mínimas, se houver. Zircônia Cúbica (CZ), no entanto, ficará amarelo com o tempo além de ter um pouco mais de fogo, mas menos brilho do que o diamante.

A zircônia cúbica (CZ) pode ser produzida em quase todas as cores. A isto se chama de "doping". Por causa da capacidade isomórfica da zircônia cúbica, ela pode ser dopada com vários elementos para mudar a cor do cristal. Uma lista de dopantes e cores específicos produzidos por sua adição pode ser vista abaixo.
as várias cores da Zircônia Cúbica (CZ)
As várias cores da Zircônia Cúbica (CZ)
 
 Exemplo de dopantes e as cores que a Zircônia cúbica (CZ) assume:
Nome do dopante (símbolo): Cores

Cério (Ce): amarelo, laranja, vermelho
Cromo (Cr): verde
Cobalto (Co): lilás-violeta-azul
Cobre (Cu): amarelo-aqua
Érbio (Er): rosa
Európio (Eu): rosa
Ferro (Fe): amarelo
Hólmio (Ho): champanhe
Manganês (Mn): marrom-violeta
Neodímio(Nd): roxo
Níquel (Ni): amarelo-marrom
Praseodímio (Pr): âmbar
Túlio (Tm): amarelo-marrom
Titânio (Ti): marrom dourado
Vanádio (V): verde

Prevalência no mercado: comum

Moissanita sintética
A moissanita sintética incolor tornou-se popular como uma imitação de diamante no final dos anos 90 e tornou-se uma pedra de anel de noivado muito popular devido ao seu brilho, fogo intenso e durabilidade.

Moissonita natural é um mineral muitíssimo raro e difícil de ser encontrado na natureza, sendo composto por carboneto de silício (SiC), é também conhecido pelos nomes de moissanita ou carborundum.

Moissanite pode ser incolor a quase incolor. Seu valor geralmente depende de seu grau de incolor. Moissanite tende a ter algumas inclusões a mais do que a Zircônia Cúbica (CZ), com clareza que pode ser descrita como tendo imperfeições menores, se houver. Tem uma dureza de 9,25 na escala de Mohs, o que o torna muito duro e durável, embora não tão duro quanto o diamante.

A moissanita tem mais que o dobro do fogo do diamante e um pouco mais de brilho. Em tamanhos grandes, de um quilate ou mais, seu fogo intenso pode denunciá-la como uma gema sem diamantes. Em tamanhos muito grandes, sua exibição de fogo extremo é às vezes chamada de efeito “bola de discoteca”.

Também é diferente do diamante visualmente, pois é duplamente refrativo, de modo que os espectadores verão uma imagem dupla de suas facetas posteriores. Isso significa que o interior do moissanite pode parecer embaçado. Alguns moissanites parecem ligeiramente amarelos ou cinza quando vistos de certos ângulos.

Moissanite pode vir em cores como amarelo, preto e azul e pode ser usado como substitutos de diamantes coloridos.

Prevalência no mercado: cada vez mais comum


Dúvidas sobre Diamantes, Moissonita e Zircônia cúbica (CZ):

Espinélio sintético
O espinélio sintético é frequentemente usado como simulante porque pode imitar a aparência de muitas gemas naturais diferentes (como safira, zircônio, água-marinha e peridoto), dependendo de sua cor. Sua reprodução precisa de uma ampla variedade de cores tornando-a em uma escolha comum para joias de imitação de pedra de nascimento.

Prevalência no mercado: comum

Rutilo sintético
O rutilo sintético foi introduzido no final da década de 1940 e usado como um simulador de diamante. Feito pelo método de fusão por chama, é quase incolor com um leve tom amarelado, mas pode ser feito em uma variedade de cores por dopagem (adição de produtos químicos durante o processo de crescimento).

Prevalência no mercado: raro

Titanato de estrôncio
Este material incolor feito pelo homem tornou-se um simulador de diamante popular na década de 1950. No entanto, sua dispersão (a propriedade óptica que cria fogo em uma pedra facetada) é mais de quatro vezes maior que o diamante. O titanato de estrôncio é mais frequentemente produzido pelo método de fusão por chama e pode ser feito em cores, como vermelho escuro e marrom, adicionando certos produtos químicos durante o processo de crescimento.

Prevalência: raro

YAG e GGG
YAG e GGG gemas criados em laboratórios
YAG e GGG gemas criados em laboratórios.

Vários materiais artificiais foram usados ​​como simuladores de diamante ao longo dos anos. Na década de 1960, a granada de ítrio-alumínio (YAG) e seu “primo” gadolínio-gálio-granada (GGG) juntaram-se a simuladores clássicos como vidro, zircônio natural e espinélio sintético incolor. YAG e GGG também estão disponíveis em uma variedade de cores.

Prevalência: rara

Quartzo craquelado
O quartzo incolor natural pode, às vezes, ser submetido a choque térmico, conhecido como “quench crackling”.
quartzo craquelado e tingido de azul
Quartzo craquelado e tingido de azul.

O material incolor é primeiro aquecido e depois submetido a têmpera em uma solução líquida e fria, como a água. A contração repentina faz com que o material desenvolva uma série de rachaduras que se irradiam por toda parte. Como essas fraturas atingem a superfície, o quartzo pode ser submetido a uma imersão adicional em uma solução de corante, permitindo que as fraturas sejam preenchidas com líquido colorido. Isso cria um simulador convincente de gemas naturais como esmeralda, rubi e safira, embora a aparência fraturada e tingida possa ser vista rapidamente ao microscópio.

Prevalência: ocasional

Vidro
O vidro manufaturado é uma imitação de gema antiga que ainda é usada hoje.
Como o vidro pode ser fabricado em praticamente qualquer cor, isso o torna um substituto popular para muitas pedras preciosas. Embora seja menos brilhante, o vidro é usado para imitar pedras como ametista, água-marinha e peridoto. Também pode ser feito para se parecer com gemas naturais, como olho de tigre e opala, e camadas fundidas de vidro podem imitar a aparência de ágata, malaquita, etc.

Prevalência: muito comum

Veja também o que é o Mar de Vidro (sea glass):


Plástico
O plástico é frequentemente usado para imitar pedras preciosas em joias de moda baratas. No entanto, esta substância moderna feita pelo homem também foi manipulada em imitações convincentes de gemas orgânicas como âmbar, pérola e coral, ou materiais agregados como jade, turquesa e lápis-lazúli. O plástico não é uma imitação durável, portanto, deve-se tomar cuidado especial para evitar danos.

Prevalência: muito comum

Epoxi
Recentemente o epoxi, uma resina transparente vem sendo usado para produzir muitas imitações de gemas. Manipulado por um profissional o epoxi pode ter uma variedade de cores e até imitar minerais com inclusão inclusive Enhydros. Porém quem entende de gemas vai identificar logo um simulante produzido com este material.

Prevalência: raro mas com ascensão

Contas de cerâmica
Você provavelmente já ouviu o termo “cerâmica” aplicado à cerâmica de barro. Em geral, uma cerâmica pode ser qualquer produto feito de um material não metálico por queima em alta temperatura. Duas gemas não facetadas populares, a imitação de turquesa e a imitação de lápis-lazúli, são produzidas por processos cerâmicos. Durante este processo, um pó finamente moído é aquecido e às vezes colocado sob pressão para recristalizar e endurecer para produzir um material sólido de grão fino.
(veja mais informação abaixo)

Prevalência: ocasional

Imitação de turquesa
Os azuis e verdes frios da turquesa atraem as pessoas há séculos. Mais de 5.000 anos atrás, os faraós egípcios se adornaram pela primeira vez com turquesa. A joia familiar é um agregado microcristalino que geralmente apresenta inclusões atraentes semelhantes a veios de rocha hospedeira conhecida como matriz. No início dos anos 1970, Gilson introduziu uma imitação de turquesa, bem como uma imitação de lápis-lazúli.

Prevalência: ocasional

Imitação de lápis-lazúli
O lápis-lazúli azul-escuro, apreciado por civilizações antigas, foi extraído no Afeganistão por mais de 6.000 anos. A gema é um agregado de vários minerais diferentes. Às vezes contém manchas douradas de pirita que podem aumentar seu apelo. O lápis-lazúli de Gilson é considerado com mais precisão uma imitação porque possui alguns ingredientes e propriedades físicas diferentes do lápis-lazúli natural.

Prevalência: rara


PEDRAS MONTADAS ou COMPOSTAS
Quando os fabricantes colam ou fundem duas ou mais peças separadas de material na forma de uma pedra preciosa facetada, o resultado é chamado de pedra montada ou composta. As peças separadas podem ser naturais ou artificiais. As superfícies planas que são coladas são paralelas à faceta grande da gema, de modo a conferir uma cor de face para cima mais uniforme.

Doublet - um doublet consiste em dois segmentos unidos.

Prevalência: comum

Triplet – um triplet tem três segmentos, ou dois segmentos separados por uma camada de cimento colorido.

Prevalência: comum

Embora os duplos (doublets) e triplos (triplets) sejam usados ​​para imitar as gemas naturais, as pedras montadas nem sempre são imitações. É o caso da opala natural, que às vezes ocorre em camadas tão finas que precisam de reforço para serem resistentes o suficiente para o uso em joias. O ônix preto, o plástico ou a matriz natural serviram como as camadas inferiores dos cabochons duplos ou triplos de opala. Os trigêmeos de opala são encimados por uma cúpula transparente feita de cristal de rocha, plástico, vidro ou corindo sintético.




Fontes: