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A Transmutação do Ouro e outros Indicadores

Transmutar Chumbo em Ouro
A transmutação do chumbo em ouro, o antigo sonho dos alquimistas, é, de facto, possível, mas não através de uma fórmula mágica, e sim de um complexo e dispendioso processo de física nuclear como aconteceu no CERN.

A chave está em alterar o número de protões no núcleo atómico. O ouro e o chumbo são elementos diferentes porque têm um número diferente de protões.
Chumbo (Pb): Tem 82 protões no seu núcleo.
Ouro (Au): Tem 79 protões no seu núcleo.
Transmutar Chumbo em Ouro, a alquimia do ouro
Para transmutar o chumbo em ouro, teria de remover três protões do núcleo de um átomo de chumbo.

A Sequência de Transmutação Nuclear
A "sequência" para esta transmutação não é uma receita, mas um processo que só pode ser realizado em laboratórios de alta tecnologia, utilizando um acelerador de partículas ou um reator nuclear.

Bombardeamento Atómico: O chumbo, na sua forma mais pura, teria de ser bombardeado com partículas subatómicas de alta energia (como neutrões ou protões) dentro de um acelerador de partículas.

Decaimento Radioativo: O objetivo é que o impacto das partículas "arranque" protões do núcleo de chumbo. O resultado é um átomo de chumbo instável e altamente radioativo. Este átomo instável decai (emite radiação) em poucos segundos, transformando-se noutro elemento, geralmente bismuto (Bi), que tem 83 protões, por isso teria de decair três vezes para chegar ao ouro.

Conversão em Ouro: Com o bombardeamento correto e o decaimento em cadeia, o núcleo pode finalmente atingir o número atómico 79, transformando-se em ouro. No entanto, este ouro é também radioativo e tem de ser purificado.

Em resumo, a transmutação não é um processo químico, mas sim um processo nuclear extremamente complexo e ineficiente. A quantidade de ouro que se conseguiria produzir seria minúscula e o custo energético e financeiro para o fazer seria astronomicamente superior ao valor do ouro obtido. A transmutação do chumbo para o ouro é, portanto, uma curiosidade científica e muito dispendiosa, não uma solução prática.

Notáveis que já tentaram a transmutação do ouro
notáveis que já tentaram a transmutação do ouro
Muitas figuras históricas famosas, de cientistas a filósofos e até monarcas, dedicaram grande parte das suas vidas à alquimia, e o sonho de transmutar o chumbo em ouro era o seu objetivo final. Para eles, a alquimia não era apenas sobre riqueza material, mas também sobre o domínio dos segredos da natureza e a perfeição da matéria.

Aqui estão alguns dos nomes mais notáveis que se envolveram na busca pela transmutação:
Isaac Newton
Isaac Newton: Conhecido como um dos maiores cientistas da história, Newton dedicou uma parte significativa e secreta da sua vida à alquimia. Ele acreditava que a alquimia, juntamente com a gravidade, era uma chave para desvendar os mistérios do universo.

Paracelso
Paracelso: Médico, astrólogo e alquimista suíço do século XVI, é considerado o pai da toxicologia. Ele defendia a ideia de que o corpo humano era feito dos mesmos elementos da alquimia, e que a saúde poderia ser restaurada através do uso de compostos químicos. Acreditava ser possível purificar os metais e o corpo humano.

Nicolau Flamel
Nicolau Flamel: Este escriba e comerciante de Paris, no século XIV, é uma das figuras mais lendárias da alquimia. A ele foi atribuída a descoberta da Pedra Filosofal e a capacidade de transmutar o chumbo em ouro, embora a sua riqueza real tenha vindo do seu trabalho e de investimentos imobiliários. A sua história popularizou-se ainda mais em obras modernas, como a série de livros Harry Potter.

Robert Boyle
Robert Boyle: Conhecido como um dos fundadores da química moderna, Boyle também praticou alquimia. Ele estava particularmente interessado na "multiplicação do ouro", ou seja, na possibilidade de aumentar a quantidade de ouro a partir de uma pequena quantidade inicial, o que era um dos objetivos da alquimia. Ele esteve, na óptica da geologia, mais perto de o conseguir.

Jabir ibn Hayyan (Geber)
Jabir ibn Hayyan (Geber): Considerado o "pai da química" para o mundo islâmico, este erudito do século VIII desenvolveu inúmeros equipamentos de laboratório e processos químicos que seriam a base da química moderna. A sua alquimia focava na transmutação como um processo de purificação espiritual.


Como Aconteceu a Transmutação no CERN
A transmutação de chumbo em ouro é um feito que já foi alcançado no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), mas não da forma como os alquimistas sonharam. Foi um subproduto de experiências de física de partículas de alta energia, e não uma experiência dedicada a criar riqueza.

Chumbo transformado em Ouro:
O feito ocorreu no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo. O processo é um ato de pura física nuclear, completamente diferente dos métodos da alquimia. A chave está em alterar o número de protões no núcleo atómico. O chumbo tem 82 protões, enquanto o ouro tem 79. Para converter o chumbo em ouro, três protões têm de ser removidos do seu núcleo.

A Experiência ALICE: Um dos experimentos no CERN, chamado ALICE (A Large Ion Collider Experiment), estuda as colisões de iões pesados, como o chumbo. Entre 2015 e 2018, em vez de colidir diretamente, alguns iões de chumbo passaram muito perto uns dos outros, gerando campos eletromagnéticos intensos.

A Transmutação: Em raras ocasiões, estes campos eletromagnéticos foram fortes o suficiente para ejetar protões dos núcleos de chumbo. Nesses momentos, e por uma fração de segundo, os núcleos de chumbo que perderam exatamente três protões transformaram-se em núcleos de ouro.

O Resultado e o Significado:
Apesar do sucesso, a experiência não é nada parecida com o sonho de enriquecer. A quantidade de ouro criada é ínfima. Entre 2015 e 2018, estima-se que foram criados cerca de 86 mil milhões de núcleos de ouro, o que parece um número enorme, mas a massa total obtida foi de apenas 29 trilionésimos de grama, uma quantidade invisível a olho nu e sem qualquer valor comercial.

O objetivo principal desta pesquisa no CERN não é a produção de ouro, mas sim a compreensão fundamental da estrutura da matéria e das forças que atuam no núcleo atómico. A experiência, embora tenha concretizado o antigo sonho da alquimia, serve como uma prova do poder da física moderna e uma demonstração da complexidade da transmutação nuclear.


A verdadeira transmutação do ouro é muito difícil, mais fácil é o crescimento do ouro a partir do chamado "ouro virgo, aourum ou ouro mãe", um ouro extraído de pepitas de crescimento de ouro natural


Oficina70 e a transmutação do ouro
Há anos também estudo as possibilidades, embora com uma visão diferente, a do crescimento do ouro.
oficina 70
Embora, desprovido de recursos e materiais, ainda sou daqueles poucos que pensa na possibilidade do crescimento e cristalização do ouro, e vou explicar o porque.

Principais diferenças entre ouro cristalizado e pepitas comuns:
O ouro cristalizado se forma em cavidades abertas no subsolo, criando padrões geométricos definidos. Em contraste, as pepitas de ouro resultam da erosão de rochas auríferas, com seu formato influenciado pelo transporte de água e abrasão.

O que diz a geologia:
Embora a ideia de que o ouro "cresce" seja popular, na geologia, o termo correto para a sua formação é diferente.

O ouro, como um elemento nativo, não "cresce" da mesma forma que um cristal de quartzo ou que um ser vivo. Ele não aumenta de massa adicionando átomos à sua estrutura. Em vez disso, o ouro é concentrado por processos geológicos.

Como o Ouro é Formado na visão Geológica: Pepita comuns
O ouro é um metal nobre e muito estável que se forma nas profundezas da Terra, geralmente em veios de quartzo.

Formação Hidrotermal: O processo mais comum envolve a água subterrânea superaquecida. Essa água dissolve o ouro e outros minerais de rochas circundantes.

Deposição: À medida que a água sobe para a superfície e arrefece, a sua capacidade de manter o ouro dissolvido diminui. O ouro precipita-se para fora da solução e deposita-se em fissuras e fendas das rochas, formando os veios.

O que se vê como um pedaço de ouro ou um veio "a crescer" é, na verdade, a acumulação de átomos de ouro que estavam dispersos, sendo depositados e concentrados num só local.

Então, enquanto um cristal de sal ou de quartzo pode "crescer" camada por camada a partir de uma solução, o ouro simplesmente é concentrado em depósitos através da ação do calor, da água e da pressão ao longo de milhões de anos. O ouro em si não aumenta de massa, ele é apenas agrupado pela natureza.

Como o Ouro é Formado na visão Geológica: Ouro cristalizado
cristalized gold from Brazil
O ouro cristalizado é uma forma rara e requintada de ouro natural que se forma em condições geológicas específicas. Nas profundezas da Terra, o ouro cristaliza em cavidades abertas, frequentemente ao lado de minerais como o quartzo. Esse processo permite que o ouro se desenvolva em formas distintas e simétricas, como cubos, octaedros ou padrões dendríticos, onde os galhos se assemelham a estruturas semelhantes a árvores. Cada espécime é único, exibindo a intrincada arte da natureza.

A raridade do ouro cristalizado é incomparável, visto que apenas uma pequena fração do ouro do mundo existe nessa forma, menos de 0,01%. Além de seu apelo visual, o ouro cristalizado possui importância geológica, oferecendo insights sobre as condições da crosta terrestre durante sua formação.


A bactéria que secreta ouro
Cupriavidus metallidurans, a bactéria que secreta ouro
Sobre os estudo da Cupriavidus metallidurans, uma bactéria amplamente estudada e que secreta ouro, literalmente.
A descoberta de que a bactéria Cupriavidus metallidurans pode "criar" ouro é, de facto, uma exceção fascinante à regra geral da formação mineral que foi mencionada anteriormente.

O que esta bactéria faz não é o mesmo que o processo de acumulação geológica. É um processo de biomineralização, ou seja, a formação de minerais através de uma reação biológica.


O Mecanismo de Defesa da Bactéria
O processo é essencialmente uma estratégia de sobrevivência. O ouro que existe na natureza, em sua forma solúvel (como o cloreto de ouro), é extremamente tóxico para a maioria das formas de vida, incluindo as bactérias. No entanto, a Cupriavidus metallidurans evoluiu para viver em ambientes contaminados com metais pesados.

O seu "milagre" acontece em duas etapas:
Ingestão de Toxinas: A bactéria absorve o cloreto de ouro tóxico do ambiente, juntamente com outros metais pesados.

Transformação para Sobrevivência: Para se desintoxicar, ela usa enzimas para converter o composto de ouro solúvel e tóxico em nanopartículas de ouro metálico. O ouro metálico é inerte e não tóxico para a bactéria.

O resultado é a precipitação de pequenas partículas de ouro puro. Com o tempo, estas nanopartículas podem acumular-se e formar os chamados "grãos de ouro biogénico" que, em escala geológica, podem contribuir para a formação de pepitas maiores.

No entanto, bactéria não cria o ouro a partir do nada, mas precipita-o através de um processo biológico engenhoso, mostrando como a vida pode influenciar os processos geológicos de forma notável.

Ok, então você ainda está cético quanto ao crescimento do ouro?
Sem problemas, respeito a sua opinião, mas é preciso um conhecimento muito mais abrangente sobre tudo isto que envolve o ouro.

A seguir esta mais um estudo sobre o ouro que pode desconhecer:

Plantas indicadoras de ouro
O ouro não cresce por si só como um ser vivo, mas certas plantas, como os eucaliptos na Austrália, acumulam micropartículas de ouro em suas folhas e tecidos, que foram absorvidas por suas raízes profundas no solo rico em ouro. Este fenômeno permite que os cientistas usem a vegetação como um "mapa natural" para localizar depósitos de ouro no subsolo, tornando a exploração mais eficiente e sustentável.

Como funciona o processo
Absorção pelas raízes: As raízes profundas dos eucaliptos, que podem atingir até 40 metros, alcançam depósitos de ouro no subsolo.
Transporte do metal: Ao absorver água e nutrientes, as plantas também absorvem o ouro.
Acúmulo nas folhas: O ouro, que é tóxico para as árvores, é transportado para suas extremidades, as folhas, onde a concentração é maior.

Aplicações práticas
Exploração mineral:
A descoberta permite o desenvolvimento de novas tecnologias de mineração que usam a bio-indicadores (plantas que indicam a presença de minerais) para localizar jazidas de ouro de forma mais econômica e ecológica.

Indicador biológico
As plantas servem como um "mapa natural", revelando áreas onde o ouro está presente no subsolo, sem a necessidade de escavar grandes áreas.

Exemplos de plantas que podem ser usadas como indicadoras:
Eucalipto (Austrália):
Ocupa o solo rico em ouro com suas raízes profundas e acumula micropartículas de ouro nas folhas, segundo estudos.
Artemísia (Estados Unidos):
Tradicionalmente usada por garimpeiros, a artemísia absorve ouro e o acumula nas raízes e caules.
Essa planta pode crescer em solos com depósitos de ouro e prata, sendo um indicador para garimpeiros, de acordo com a fonte, segundo o YouTube.
Um fungo que pode transformar micropartículas de ouro em ouro sólido e acumula-o em sua superfície, de acordo com a fonte, segundo o Instagram.


Leia mais sobre "plantas que indicam ouro:

Animais, plantas e insetos indicadoras de ouro:
Animais, plantas e insetos indicadoras de ouro



Fontes:
https://goldbay.com/blogs/news/what-makes-crystallized-gold-unique-from-regular-nuggets
https://robloxislands.fandom.com/wiki/Crystallized_Gold
https://clickpetroleoegas.com.br/chuva-de-ouro-vulcao-ativo-esta-fazendo-cair-ouro-cristalizado-do-ceu-diariamente-ele-libera-cerca-de-80-gramas-do-metal-precioso/

CPU´S com alto teor de ouro

Saiba quanto ouro tem nas CPU´s para reciclar

No entanto algumas destas CPU´s na lista tem alto valor para colecionadores de chips de eletrônica, onde a peça em si pode valer mais que seu peso em ouro.
lista de teor de ouro nos chips de computador
Consulte a lista nos links no final deste artigo.


CPU'S com muito alto teor de ouro - NEC
NEC (chip de servidor) - 0,27g
Toshiba (chip de servidor) - 0,27g
AMD K5 - 0,50g
Cyrix 586 - 0,25g

CPU'S com alto teor de ouro:
CPU´s com alto teor de ouro - Cyrix 486
Cyrix 486 - 0,11g
IBM 586 - 0,1g
AMD (verde precoce) - 0,11g
Cyrix 686 - 0,21g
Cyrix MII - 0,18g
Winchip - 0,17g
Intel I960 - 0,16g
AMD 486 - 0,12g
AMD (marrom) - 0,08g
AMD K6 - 0,11g
Intel Pentium e MMX (cerâmica) 0,12g
Intel Pentium MMX (cerâmica) 0,12g

(estes chips também contém ouro, mas em menor quantidade)
CPU´s com alto teor de ouro - Intel Pentium 1 MMX
Fibra preta Intel Pentium 1 MMX
Celeron - fibra preta
Celeron - fibra verde
Celeron - slot um
Pentium 2 - slot um
Pentium 3 - slot um
Pentium 3 - todos os tipos
Pentium 4 - todos os tipos
Intel Core - todos os tipos
Intel Core 2 Duo - todos os tipos
Intel i3, i5, i7 - todos os tipos


AVISO:
A reciclagem pode ser muito perigosa se você não tiver experiência.
Os produtos químicos usados para extrair o ouro podem ser fatais se usados incorretamente ou inalados.
Veja mais técnicas de como extrair ouro de lixo eletrônico AQUI




Fontes:

Critérios de seleção de resíduos eletrônicos

Manual de separação de componentes de lixo eletrônico para empresas de sucata

Quais são os critérios de seleção usados pelas grandes companhias que recuperam metais preciosos na hora de comprar os resíduos eletrônicos de uma empresa de sucata?

O lixo eletrônico é um material de reciclagem muito heterogêneo.
Os preços de compra são determinados pela qualidade de metais preciosos contidos, os teores de ouro, prata, paládio e cobre são diferentes entre os vários componentes, os vários circuitos impressos e as várias fichas de contato.
É por isso que são determinados critérios de seleção das categorias de resíduos eletrônicos para calcular os valores de compra, tornando-o mais justo.
Para maiores quantidades de placas de circuito impresso ou componentes similares da indústria, calculam-se os preços de compra individuais com base em envios de amostra para avaliar as várias ações de metais preciosos no laboratório.

Portanto antes de vender sua sucata eletrônica perca um tempo a separar e poderá ganhar um pouco mais do que o esperado se fosse vender a sucata toda misturada.

Circuitos impressos de Categoria 1 - A
sucata eletrônica

Descrição:
As placas de circuito de classe 1-A são placas de circuito impresso antigas com contatos/conectores galvanizados, uma grande quantidade de chips pequenos e bem instalados que são originários de sistemas de computador/servidor na maioria dos casos . As placas não devem ter componentes aderidos (por exemplo, folhas, armações e dissipadores de calor) terão que ser retiradas.

Circuitos impressos Categoria 1 - B

Descrição:
As placas de circuito impresso na categoria 1-B são placas de circuito impresso de computadores industriais/dispositivos com dourado visível, pequenos mas numerosos chips, transistores e contatos contendo metais preciosos. Para placas gráficas/som é necessário notar: somente até a produção do ano 2000. Para placas-mãe apenas aquelas com placa de base verde. As folhas e dissipadores de calor e as baterias terão que ser removidas das placas.

Circuitos impressos Categoria 1 - C

Descrição:
As placas de circuito impresso na categoria 1-C são placas-mãe coloridas de computadores (amarelo, azul, laranja, roxo além de cartões verdes a partir do ano 2000) e da geração Pentium4/AMD Athlon . São também decks de Categoria 1-A e 1-B onde as adesões de ferro ou alumínio (por exemplo, chapas, dissipadores de calor) não foram eliminadas ou cujos componentes contêm metais preciosos ( por exemplo, chips) foram eliminados.

Circuito impresso Categoria 2 - A

Descrição:
Os circuitos impressos da categoria 2-A são circuitos impressos provenientes de dispositivos industriais que, no entanto, têm contatos dourados quase visíveis, ao contrários à categoria 1 dos circuitos impressos. As placas são equipadas com chips pequenos, transistores e quartzo contendo metais preciosos, mas não devem ter componentes (dissipadores de calor, transformadores, condensadores) maiores que uma polegada.

Circuitos impressos Categoria 2 - B

Descrição:
As placas de circuito impresso na categoria 2-B são circuitos impressos de dispositivos industriais que têm pouco contato visível em ouro, ao contrário das plataformas da categoria 1. As placas estão equipadas com poucos chips, transistores e metais preciosos com quartzo e pode ter algumas adesões de componentes como dissipadores de calor, transformadores ou relés.

Circuitos impressos da categoria 3

Descrição:
As PCBs da Categoria 3 são PCBs com componentes grandes como capacitores, condensadores, transformadores, dissipadores de calor e com apenas alguns componentes/chips ou contatos que contenham metais preciosos. Na maioria dos casos, eles provêm de monitores de TV, controles de fonte de alimentação, carros ou eletrônicos de consumo.


Slot de PCI
sucata eletrônica

Descrição:
Slots de PCI, (backpannels) feitos de servidores ou computadores mainframe são densamente cobertos com pinos de contato banhados a ouro ou tiras de conector de um sistema de servidor. O preço é determinado pelo grau de ouro ou pela questão de saber se os pinos estão completamente dourados ou se eles têm apenas uma extremidade dourada, pela espessura da cobertura, pelo peso ou espessura da placa de base e se todas as aderências (por exemplo, estruturas metálicas) foram eliminadas.

Nota: as placas de conector de computadores padrão não são Slots de PCI, elas fazem parte da placa de circuito categoria 1-B.

Conectores para periféricos de computador

Descrição:
Os conectores do computador são conectores com contatos de baixo teor de ouro para equipamentos periféricos como cabo da tela do computador, impressoras, scanner, mouse e fiação interna do computador.

Nota: conectores especiais com dourado com qualidade muito maior, como p. ex. utilizados na indústria, correspondem aos valores de compra dos circuitos impressos e até a Slots PCI da categoria I.

Conectores de ouro

Descrição:
Os conectores de ouro são conectores adaptativos com contatos/pinos fortemente dourados, na maioria das vezes com uma caixa de plástico e provêm de tecnologia militar, tecnologia aeronáutica e ferroviária ou eletrônicos muito antigos. O preço do ouro é muito maior do que para conectores de computador padrão, portanto, atenção a estes conectores.

Circuitos impressos de telefones celulares

Descrição:
Placas de circuitos impressos para telefones celulares antigos ou  placas de smartphones com contatos dourados de alta qualidade (por exemplo, para cartão SIM) e com componentes contendo metais preciosos.

Não se aplica às placas de circuito impresso de telefones doméstico padrão ou sem fio.

Nota: os preços são mais altos para placas que estiverem equipadas sem que se retirem os componentes, já o valor das placas de circuitos móveis sem componentes é determinado de acordo com o seu teor de metais preciosos.

Smartphones

Descrição:
Os smartphones contêm metais preciosos em componentes e circuitos impressos que podem ser reciclados. Como as caixas dos smartphones às vezes não são fáceis de abrir, elas geralmente são compradas de forma não desmontada. Sendo só preciso remover a bateria.

Não se aplica à telefones sem fio domésticos.

Laptops

Descrição:
Em seus elementos e suas placas de circuito impresso, laptops antigos contêm metais preciosos que podem ser reciclados. Como as caixas são muito difíceis de abrir, também são compradas não desmontadas. É necessário remover a bateria. Se possível, também remova a tela.
Haverá preços diferentes para a compra de laptops sem telas e com telas.

Nota: Geralmente não são comprados laptops individuais.

Processadores de cerâmica Goldcap

Descrição:
Processadores (CPU) de computador com contatos banhados a ouro e tampa de ouro.
Processadores de cerâmica Goldcap, bem como processadores de cerâmica i286, i389 ou i486 de computadores/computadores industriais sem componentes, por exemplo, ventiladores ou dissipadores de calor.

Nota: tenha em atenção que algumas CPU´s podem valer mais que o seu peso em ouro para alguns colecionadores. 

Processadores de cerâmica Intel e AMD

Descrição:
Processador (CPU) de computador de cerâmica da Intel/AMD com contatos banhados a ouro. Os dissipadores de calor são removidos.

Processadores CPU em plástico

Descrição:
Processador (CPU) de computador com contatos banhados a ouro. Sem dissipador de calor ou placas de resfriamento
Na maioria dos casos, suas cores são preta, verde ou marrom.

CPU de plástico com placa de refrigeração

Descrição:
Processador (CPU) em plástico de computador com contatos banhados a ouro. Com dissipador de calor ou placas de resfriamento
Na maioria dos casos, sua cor é preta, verde ou marrom.

Processadores para conectar numa slot

Descrição:
Slot do processador CPU com base em PCB. Placa de processador de computador, como, por exemplo, Pentium 4 com contatos banhados a ouro. Sem dissipador de calor, ventilador ou caixa de plástico.



Veja mais onde estão os metais preciosos na sucata eletrônica e como extrair em:

Fontes:

Metais mais caros do mundo

Os metais mais caros do mundo
(naturais e químicos)

Os metais mais caros do mundo são valorizados pela sua raridade, propriedades únicas e aplicações especializadas em diversas indústrias. Embora o ouro e a platina sejam amplamente conhecidos, existem outros metais que alcançam preços significativamente mais altos.

Metais preciosos são considerados commodities
most expensive metals in the world

Commodities são matérias-primas ou produtos agrícolas primários que podem ser comprados e vendidos. São fungíveis, o que significa que uma unidade da commodity é essencialmente intercambiável com outra unidade do mesmo tipo, independentemente de sua origem. Por exemplo, uma onça de ouro é uma onça de ouro, independentemente de onde tenha sido minerada.
E embora sejam commodities, os metais preciosos têm uma natureza dupla, atuando tanto como matéria-prima para a indústria quanto como importantes ativos financeiros.

Então, as flutuações dos preços dos metais preciosos vão ser considerados pela lei da procura e da oferta e podem variar, porém, outros fatores podem influenciar e inflacionar os preços.

Aqui está uma lista dos metais mais caros, começando pelo mais valioso:

1. Califórnio (Californium - Cf)
Californium - Cf

O Califórnio é, de longe, o metal mais caro do mundo.
É um elemento sintético, altamente radioativo e extremamente perigoso, com pouquíssima produção anual (apenas microgramas). Sua principal utilidade é em aplicações nucleares, como o início de reatores nucleares e em radiografia de nêutrons para inspecionar componentes estruturais. Também tem usos na medicina para tratamento de certos tipos de câncer. Seu valor pode chegar a centenas de milhões de euros por onça devido à sua extrema escassez e ao complexo processo de produção.

2. Ródio (Rhodium - Rh)
O Ródio é o segundo metal mais caro e de longe o mais valioso entre os metais preciosos "tradicionais" (como ouro, prata, platina e paládio) e é um elemento químico. É um metal branco-prateado, extremamente raro e com alta refletividade. Sua demanda é impulsionada principalmente pela indústria automotiva, onde é essencial em conversores catalíticos para reduzir as emissões de gases tóxicos.

3. Irídio (Iridium - Ir)
O Irídio é um dos elementos naturais mais raros da crosta terrestre, conhecido por ser extremamente duro, quebradiço e o mais resistente à corrosão e ao calor de todos os metais. É frequentemente usado em ligas metálicas para aumentar a dureza e a resistência, bem como em velas de ignição de alta performance e em eletrônica.

4. Paládio (Palladium - Pd)
O Paládio é outro metal do grupo da platina e, assim como o ródio, é amplamente utilizado em conversores catalíticos automotivos. É um metal natural mais escasso que a platina e sua demanda tem crescido devido às regulamentações ambientais mais rigorosas. Também é encontrado em eletrônicos e em joalheria.

5. Ouro (Gold - Au)
gold nugget, oficina 70
Embora não seja o metal mais caro, o Ouro é o metal precioso mais conhecido e o mais utilizado como investimento, joalheria e símbolo de riqueza. O Ouro é um o metal natural mais utilizado no mundo. Possui excelente condutividade e resistência à corrosão, sendo também empregado em eletrônica e odontologia.

6. Platina (Platinum - Pt)
A Platina é um metal natural raro e valorizado, conhecido por sua durabilidade e resistência ao embaçamento. É amplamente utilizada em joalheria, catalisadores industriais (incluindo conversores automotivos) e em equipamentos de laboratório.

7. Rutênio (Ruthenium - Ru)
O Rutênio é um metal natural raro do grupo da platina, usado principalmente como agente de liga para endurecer outros metais, como a platina e o paládio. Também tem aplicações em eletrônica e na indústria química.

8. Ósmio (Osmium - Os)
O Ósmio é o metal mais denso que ocorre naturalmente na Terra, com uma cor azul-acinzentada. É valorizado por sua extrema dureza e densidade, sendo usado em contatos elétricos, pontas de canetas-tinteiro de alta qualidade e em alguns implantes cirúrgicos.

9. Rênio (Rhenium - Re)
O Rênio é um elemento químico, conhecido por ser um dos metais mais raros da crosta terrestre e um dos mais caros. O rênio não é encontrado em estado puro na natureza.
O Rênio se destaca por ter o terceiro maior ponto de fusão e o maior ponto de ebulição entre todos os elementos naturais. Sendo assim ele é usado em super ligas para motores a jato, catalisadores em refinarias de petróleo, fios e filamentos, eletrônica e aplicações espaciais.

Outros:
Índio (Indium - In), Escândio (Scandium - Sc) ...


OBS:
É importante notar que os preços desses metais podem flutuar significativamente devido a fatores como oferta, demanda industrial, guerras, condições econômicas globais e especulação no mercado.