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Ouro na pedra de quartzo

Quartzo com ouro
gold in quartz
O quartzo com rolamento de ouro é um dos tipos mais raros de ouro natural que você pode coletar. A grande maioria do ouro extraído hoje é produzido pela detonação e esmagamento de minérios para extrair o ouro. Muito poucas operações de mineração e garimpos em grande escala retêm quartzo com ouro e que geralmente peças destas são desejads por muitos dos colecionadores de minerais.

Com os altos preços do ouro, extrair e refinar os metais geralmente é mais econômico do que separar o ouro de alta qualidade em amostras de quartzo para vender individualmente. Assim, poucas peças de quartzo com ouro de qualidade são vistas disponíveis no mercado.

Pequenos garimpeiros ocasionalmente recuperam ouro em espécimes de quartzo, mas de longe a grande maioria do ouro recuperado está na forma de pepitas, flocos ou poeira muito pequenos.

Outro aspecto do ouro em quartzo que vale a pena entender é que existe uma enorme diferença de qualidade entre as várias peças. Cada espécime individual deve ser avaliado com base em sua beleza estética geral, uma vez que não há duas peças de quartzo com ouro iguais.

electrum gold nugget in quartz
Acima está um excelente exemplo de um ouro em quartzo que é extremamente de alta qualidade, e certamente terá um preço premium para um colecionador de minerais. O ouro se forma em um padrão dendrítico incomum, o que é muito raro de se ver. Para um colecionador mineral, essa peça vale várias vezes a quantia do grama do ouro em si, portanto, se tiver ou achar uma pedra de quartzo com ouro e for de uma beleza extrema, então não tente extrair o ouro dela, venda-a assim como está porque ela terá um valor comercial muito maior.

gold in quartz from Brazil
Muitas vezes, o ouro que passa muito tempo em um riacho ou rio terá a maior parte do quartzo gasto pela erosão. Esta peça espetacular reteve muito do quartzo e tem uma incrível matriz 50/50 com ouro.

Peças mais valiosas costumam ser as cujo o ouro esteja na matriz de quartzo branco, sem nenhuma mancha de ferro, e o ouro seja brilhante e limpo, indicando uma alta pureza, sendo que ele um pedaço de arte natural isto ditará um alto valor na hora da venda desta peça.

Muitos joalheiros também procuram peças de qualidade de ouro natural em quartzo para incorporar em jóias. Eles são muitas vezes cortados e polidos em cabochons, que podem então ser incorporados em anéis, pingentes, abotoaduras e outras jóias decorativas.
Veja ou compre jóias de pepitas de ouro no site a seguir:

Nem todo o ouro em quartzo é criado igual.
Não é incomum encontrar pedaços de quartzo com manchas de ferro muito escuras, o que não contrasta bem com o ouro. Estes espécimes são frequentemente esmagados e triturados para extrair o ouro, já que eles não alcançam um valor alto para os coletores de minerais.

Comprar pedra de quartzo com ouro:

Exemplos de quartzo com ouro
gold in quartz
gold in quartz
Quartzo com ouro encntrado em São Paulo, Brasil
Quartzo com ouro encontrado em Perus-SP
Quartzo com ouro encntrada no morro do Jaraguá em Perus-SP
Quartzo com ouro encontrado em Perus-SP
pedra de quartzo com ouro encontrado em São Paulo, Brasil
Quartzo com ouro encontrado em Perus-SP
smal gold nugget in quartz
dissiminated gold in quartz rock
gold in white quartz
oxided quartz in gold
oxided quartz rock
quartzo com ouro
native gold in quartz
native gold
quartzo com oxido de ferro e ouro do Brasil
Quartzo com óxido de ferro e ouro encontrado no Brasil
native gold and silver in quartz

A quantidade de ouro contida no quartzo também faz diferença no valor.
Às vezes, um pedaço de quartzo só mostra uma quantidade muito pequena de ouro exposto. Se o ouro exposto é o único ouro no espécime, então pode valer a pena vender como está, mas se houver várias gramas escondidas dentro do quartzo, então pode ser difícil obter um preço sobre o valor do metal. Então pode ser que seja melhor triturar o quartzo para extrair o ouro, ou usar o ácido fluorídrico (só profissionais devem executar este procedimento) para expor mais o ouro dentro do espécime.

Com o ouro natural numa pedra de quartzo, o “apelo visual” é tudo.
Exemplares excepcionalmente belos geralmente exigem preços premium, assim como outros tipos de minerais e pedras preciosas.
Um pedaço natural de quartzo com ouro torna-se na peça central de qualquer coleção de minerais raros.

Fontes:

Extrair o ouro do quartzo

Como recuperar o ouro da pedra do quartzo
Extrair o ouro do quartzo
Triturando e peneirando a pedra
Compre um pilão de aço ou de ferro fundido. A melhor forma de triturar pedras em casa sem um equipamento profissional é com a ajuda de um pilão. Porém, a peça precisa ser feita de um material mais duro do que o quartzo e o ouro, como aço ou ferro fundido.
Esse método vai destruir o pedaço de quartzo.

ATENÇÃO:
Experimente outras técnicas se não quiser acabar de vez com a pedra.
Nota:
Algumas pedras de quartzo com ouro valem mais que seu peso em ouro, por isto pense duas vezes se vale mesmo apenas tentar extrair o ouro da sua pedra de quartzo, pois se a pedra for bonita e o ouro bem visível ela pode ter um valor comercial maior que o peso de ouro que esta contido nela.

Triture o quartzo até ele virar pó
Coloque um pedaço de quartzo na tigela do pilão e pressione-o com o bastão até ele começar a quebrar. Em seguida, amasse os pedaços pequenos até transformá-los em poeira, com o quartzo e o ouro misturados.
Caso solte algum pedaço que contenha apenas quartzo, separe-o dos restantes e concentre-se nos que contêm partículas douradas.
Se as pedras de quartzo forem grandes para caberem no pilão então quebre-os com um martelo reduzindo a pedaços menores.

Compre uma bateia e mergulhe o pó na água
Você pode encontrar uma bateia para ouro na internet em sites como o eBay ou no Mercado Livre. Na bateia, misture o quartzo em pó com água. Em seguida, execute movimentos de garimpo de bateia na água.
Bateie até o ouro se separar do quartzo.
Faça movimentos circulares para girar a água na bateia. Por ser pesado, o ouro verdadeiro vai afundar, ao passo que as partículas mais leves do quartzo vão flutuar até a superfície.
Incline levemente a peneira para jogar a água com as partículas mais leves em outro recipiente e descarte-as assim que tiver a certeza de que não haja mais partículas de ouro.
Pode ser que você tenha que repetir este passo diversas vezes até o ouro afundar.
Caso o pó dourado flutue em vez de afundar, isso significa que o ouro não é verdadeiro.

Com uma pinça, passe os pedaços de ouro para um vidrinho
Após peneirar o pó, você verá um acúmulo de partículas douradas no fundo da peneira. Remova-as com a ajuda de uma pinça e passe-as para um vidro para mostrá-las para um ourives e descobrir o quanto elas valem ou então para deixar guardado.
Caso encontre uma areia preta no fundo da peneira, junto com o ouro, separe-a das partículas douradas com um ímã bem forte ou um imã de neodímio.

Extrair o ouro com vinagre e outros ácidos da pedra de quartzo
Extrair o ouro com vinagre e outros ácidos da pedra de quartzo
Faça um teste ácido com vinagre.
Caso não se importe de destruir o quartzo, faça um teste ácido na pedra para descobrir se ela contém ouro. O ouro não é atacado por nenhum ácido, somente é dissolvido com água régia (ar) que é a combinação de dois ácidos.
Extrair o ouro com vinagre e outros ácidos da pedra de quartzo
Coloque o quartzo em um pote de vidro e cubra-o com vinagre branco. O ácido vai dissolver os cristais de quartzo em algumas horas, deixando intactos apenas os pedacinhos que contêm ouro.
O ouro verdadeiro não será afetado pelo ácido.
Extrair o ouro com vinagre e outros ácidos da pedra de quartzo
No exemplo acima, o que se pensava se tratar de ouro era apenas pirita de ferro.

Outros materiais dourados, porém, podem acabar sendo dissolvidos ou danificados.
Você também pode usar um ácido mais potente e rápido no teste. Já ensinamos estes procedimentos em outros artigos, porém, é bom tomar medidas de proteção. 

Já o vinagre é um ácido seguro para o uso doméstico.

Fonte:

Identificando e testando ouro no quartzo

Fazendo testes caseiros para identificar ouro no quartzo
Identificando e testando ouro no quartzo
Amostras de quartzo de F. Ferreira - Portugal
O ouro verdadeiro é um metal extremamente raro e valioso e apenas encontrado na natureza.
Encontrá-lo em grandes blocos de quartzo é praticamente impossível. Porém, pode ser que você consiga encontrar pedacinhos pequenos de ouro em pedras como o quartzo que é o mineral mais comum associado ao ouro. Caso tenha um pedaço de quartzo com traços amarelados e queira descobrir se ele contém ouro, aqui estão alguns testes caseiros que você pode experimentar antes de mandar a pedra para ser examinada por um ourives ou geólogo.
Identificando e testando ouro no quartzo
Amostras de quartzo de F. Ferreira - Portugal
Compare o peso de dois pedaços de quartzo
O ouro verdadeiro é muito pesado. Caso tenha uma pedra de quartzo com possíveis traços de ouro, experimente comparar o peso dela com o de outra pedra do mesmo tamanho. A primeira pedra será várias gramas mais pesada do que a segunda se contiver ouro.
O ouro verdadeiro pesa em torno de 1,5 vezes mais do que a pirita de ferro, também chamada de ouro de tolo.
O ouro de tolo e outros minerais parecidos com o ouro não aumentam o peso do quartzo. É possível que a pedra seja até mais leve do que o quartzo puro se as partículas douradas não forem verdadeiras.

Faça um teste com um ímã
Mais conhecida como ouro de tolo, a pirita de ferro é magnética, ao contrário do ouro verdadeiro. Segure um ímã forte (neodímio) ao lado do pedaço de quartzo com partículas douradas. Caso a pedra seja atraída pelo magnetismo, isso significa que o que ela contém é pirita de ferro ou algum outro mineral magnético.
Os ímãs de geladeira costumam ser fracos demais para esse teste.

Tente arranhar um pedaço de vidro com o ouro
Caso ele seja verdadeiro, o vidro não será arranhado, pois como deve saber, o ouro é macio e maleável. Procure uma pontinha dourada no quartzo e passe-a em uma superfície de vidro. O material vai ficar arranhado apenas se o ouro for falso.
Use um pedaço de vidro ou de um espelho quebrado.

Arranhe um pedaço de cerâmica não esmaltada com o ouro
Experimente fazer o teste em um azulejo de banheiro, por exemplo. Caso seja verdadeiro, o ouro vai deixar um risco dourado na cerâmica. Já a pirita de ferro vai deixar um rastro preto esverdeado.
Experimente fazer o teste em um azulejo solto do banheiro ou da cozinha. A maioria dos pratos de cerâmica é envernizada e não serve para detectar ouro.

Nas pedras das fotos acima, embora os traços e as cores se parecessem mesmo como sendo ouro, elas continham apenas ouro de tolo, ou seja, pirita de ferro.

Fonte:

Quartzo com ouro na natureza

Como encontrar quartzo com ouro na natureza
Dicas de como encontrar ouro associado ao quartzo:
Quartzo com ouro na natureza
Procure em lugares com alta incidência de ouro e quartzo
O ouro costuma brotar rio acima (a montante) com relação ao local em que ele foi encontrado. Entre as regiões de alta incidência de ouro, estão áreas próximas a antigas minas, onde ocorreu alguma atividade hidrotermal vulcânica no passado.
Já os veios de quartzo costumam se formar em áreas em que a rocha matriz foi fraturada pela atividade vulcânica e tectônica.
Historicamente, a mineração do ouro foi comum em algumas áreas da Costa Oeste e das Montanhas Rochosas americanas, da Austrália, da América do Sul e da Europa Central.

Examine as linhas e rachaduras naturais do quartzo
O ouro costuma aparecer nas marcas ou nas linhas e rachaduras naturais das pedras de quartzo. Embora o quartzo possa aparecer em várias variedades de cores, como amarelo, rosa, roxo, cinza e preto, a pedra em que o ouro fica mais visível é o quartzo branco.
Caso encontre um pedaço de quartzo com ouro na natureza, quebre a pedra com um martelo de geológo e observe-o com uma lupa de geólogo 10X.
Converse com o dono das terras em que você está fazendo a prospecção para ter certeza de que você pode tirar as pedras do lugar. Não entre em nenhuma propriedade particular sem a autorização do proprietário, verbalmente, embora aconselhamos por escrito.
Quartzo com ouro na natureza

ATENÇÃO:
Procurar veios ou filões de ouro em minas abandonadas requer muitas instruções e equipamentos de segurança.
Se for fazer, faça-o por sua conta e risco.
Lembrando que a sua vida vale mais que o risco de não encontrar ouro.

Use um detector de metais, se possível
Os pedaços maiores de ouro vão ativar o detector. Embora outros metais também façam com que o aparelho emita um sinal positivo, quando traços de metal são encontrados em pedras de quartzo, é bem provável eles sejam de ouro.
Alguns detectores de metais têm uma função específica para ouro. Caso esteja pensando em comprar um detector especialmente para procurar ouro, tente encontrar um aparelho com essas configurações.
Quartzo com ouro na natureza
Quartzo com ouro na natureza
Pedaços de quartzo como a dos exemplos das fotos acima são altamente colecionáveis sendo mesmo vendidos por um valor comercial acima da cotação do peso do ouro, não sendo recomendada a extração do ouro destes tipos de pedras.

Outros artigos sobre ouro no quartzo, identificação, associação e extração:

Fonte:

Tipos de veios de ouro

Tipos de veios de ouro
gold veins
Veio de ouro é o afloramento de rochas e geralmente contêm muito frequentemente minerais de minério de ouro. Num processo de formação de veios é mais comum os veios de ouro que não são visíveis a olho nu, porque geralmente estão sempre junto com um transportador mineral, como quartzo, sulfetos, calcita, gossans e alguns minerais de argila. E a espessura dos veios varia de poucos centímetros a quatro metros, e o comprimento pode atingir várias centenas de metros e se estender até uma profundidade de mais de 1.500 m. Alguns depósitos de veios de ouro são caracterizados por baixa sulfização e mineralogia constituída por quartzo, pirita, galena, calcopirita e esfalerita são menores. Em alguns lugares, os sulfetos são acompanhados por calcita e alguns minerais de prata. Observou-se que os veios podem estar na transição entre o ouro-quartzo-sulfeto e o ouro-metal-base-carbonato, mas também distinguem-se de cada um, por diferentes mineralogias e geologia ambiental.
quartzo hidrotermal com veio de ouro
        Depósitos de veios formados a partir de fluidos hidrotermais que se elevam através da crosta até a superfície. Este líquido, geralmente é feito pelo magma, movendo-se através da crosta terrestre. Em geologia, um veio é um elemento mineral que foi cristalizado e contido na rocha e a forma da ranhura é diferente da cor da base da pedra. Os veios são formadas quando os elementos minerais trazidos por uma solução aquosa armazenada na massa rochosa através da precipitação e do fluxo hidráulico envolvidos são geralmente devidos à circulação hidrotermal.

veio de ouro em uma mina do quadrilátero ferrífero em MG
       A maioria dos veios são considerados como o resultado do crescimento de cristais em fraturas planares na parede da rocha, com o crescimento de cristais na cavidade da parede, e formam cristais que se projetam para o espaço aberto. Estes são alguns métodos no processo de formação de algumas veias.

Mas a geologia é muito rara para um espaço aberto significativo permanecer aberto no grande volume de pedra, especialmente a poucos quilômetros abaixo da superfície.


Veios de quartzo na aparência da cor é um pouco diferente, principalmente leitoso de cor branca e, por vezes, é muito grande e mais escuro e mostra a inclusão de fluidos ou gases que podem ser derivados de ácido carbônico em abundância nas profundezas da terra.

Estes são alguns exemplos de veios de ouro contidos em uma mina:
veios de ouro
 Claramente visível camada de ouro amarelo junto a fendas entre o osso da cavidade da rocha cinzentas brancas coloridas.

veios de ouro
A direção da linha é de veios de cor dourada para cinza e cunha de cor acastanhada na parede lateral.
veios de ouro
  Este veio contêm elementos minerais de ouro e prata, mas têm poucos depósitos minerais de minério de ouro.
veios de ouro
veios de ouro
Uma cor um pouco enegrecida no lado da parede de rocha na cunha por uma parede de pedra de cor acastanhada tem teor de ouro de minério, mas não é visível quando vista a olho nu. Para poder ver, precisa-se da ajuda de um microscópio ou de uma lupa.

Ouro disseminado em granito
ouro disseminado no granito, Portugal
Ouro disseminado no granito rosa porrinho, Portugal
O ouro ocorre disseminado em pequenas quantidades e muitas vezes aparece em filões relacionados com rochas eruptivas, estando por vezes também estar disseminado no granito como vê-se na foto acima o qual foi encontrado em uma bancada de cozinha em "granito rosa porrinho" do norte de Portugal.

Alguns estudos sobre mineralizações e veios auríferos no Brasil:
veio de ouro no quartzo em uma mina de Apiaí-SP
Formação de veios quartzo auríferos da Mina Morro do Ouro, Apiaí, SP
http://www.teses.usp.br
https://revistas.ufpr.br/geociencias

Caracterização estrutural dos veios auríferos da região de Cuiabá, MT
https://www.researchgate.net/publication

Inclusões Associadas aos Veios de Quartzo Auríferos da Costa Sena e Diamantina - MG
http://horizon.documentation.ird.fr

Mineralização Aurífera de Lages-Antônio Dias, Ouro Preto - MG
http://repositorio.unicamp.br

Filitos Carbonosos do depósito do Morro do Ouro, Paracatu, MG
https://core.ac.uk/download/pdf

Veios de Quartzo e Inclusões Fluidas nos Depósitos de ouro da Faixa Móvel Aguapeí
http://www.ppegeo.igc.usp.br
https://repositorio.unesp.br

Nota da Oficina70:
Nós não temos que ser um geólogo para procurar ouro e há muitas pessoas sortudas por aí que têm colecionado e ganhado a vida com a prospecção de ouro. Isto apenas requer que nos familiarizemos com certos elementos que estão associados ao ouro, por exemplo, a rocha que contém depósitos de ouro.

Abaixo está uma coleção de fotos de vários sites para mostrar um exemplo de rochas potenciais contendo depósitos ou veios de ouro.

Para estudar mais profundamente os detalhes científicos da geologia do ouro e suas rochas, há uma abundância de informações on-line para fornecer a idéia básica sobre a formação do elemento ouro e suas associações.

Abaixo estão algumas amostras de pepitas de ouro que são encontradas em áreas como principalmente rios, leitos secos de rios, areias pretas de rios ou de praias, cavernas, etc.
exemplos de pepitas de ouro nativas

Isto é só uma idéia para não esquecer se é ouro ou outra coisa quando tropeçar em cima de algo parecido com eles.

Hoje eu trouxe uma importante informação de que a formação de ouro ocorre também em veios de grandes rochas ou pedras e não só na forma de pepitas. No entanto, nem todas as rochas costumam ter depósitos de ouro, e apenas certas rochas do tipo a possuem sendo o caso mais comum a ocorrência de veios de ouro no quartzo. Este é um senso comum e básico para se familiarizar com os tipos de rochas que normalmente possuem depósitos de ouro.

Se você esta atrás de suas primeiras gramas de ouro, nos aqui queremos te ajudar a ter êxito e por isto dispomos de vários assuntos sobre o ouro sua formação e tipos de solo e minerais que estão associados ao ouro.
native gold
Para ter acesso a muito mais informações sobre o ouro nativo, no início do site dispomos de cabeçalho com vários assuntos, escolha neste caso, a do "ouro nativo" e clica no artigo que quer estudar.

Fonte:

Fontes de minérios de ouro

Os metais de ouro e prata são obtidos a partir de uma variedade de diferentes tipos de minérios de rocha. A maioria das pessoas pensa que as pepitas de ouro constituem a principal fonte do ouro. Mas a realidade é que muito pouco do ouro é derivado das pepitas, tornando assim as pepitas super valorizadas. Quase todo o ouro recém-extraído vem de minérios de mineração natural de rocha dura, finos grãos de ouro ou até mesmo partículas microscópicas de gossans.
gold in hessit

O ouro é amplamente encontrado na natureza, embora ele seja um dos metais raros. Muitas vezes acontece que o ouro conhecido como o metal é nativo encapsulado dentro de um mineral como o quartzo. E, historicamente, o ouro, o mais produtivo, ocorre nos depósitos dos veios hidrotermais de quartzo. Atualmente, esses depósitos generalizados fornecem grande parte do minério de ouro do mundo.

O elemento minério de ouro na natureza ocorre até mesmo principalmente na forma de ouro nativo. Em vários minérios de ouro, o conteúdo mineral de ouro original geralmente ocorre em partículas minerais muito finas e pequenas contidas dentro de minerais de sulfeto como a pirita.

As pirites de ferro são um mineral muito comum associado ao ouro, mas também servem como agente redutor. Portanto, se o ouro é encontrado em pirita, é sempre ouro livre e não como algum tipo de sulfeto de ouro. O ouro também esta presente às vezes em calcopirita, galena e arsenopirita e estibina, mas não como é encontrado em quantidades que podem ser encontradas em pirita. Outros minerais, como esfalerita, pirhotita, magnetita e hematita, também carregam pequenas quantidades de ouro.

Veja lista de outros minerais que estão associados ao ouro:

O ouro também vem como Telureto de ouro em Calaverita. Ganga comum em minérios de ouro inclui quartzo, fluorita, calcita e pirita, mas muitos outros podem ser encontrados em quantidades menores.

Outro Telureto de ouro e prata é a Silvanita, também conhecido como “ouro gráfico” ou “telúrio gráfico” e é o mais comum telureto de ouro. A relação ouro/prata varia desde 3:1 até 1:1. É um mineral metálico cuja cor varia desde um cinza até quase branco. Encontra-se largamente associado a calaverita.

Minérios de Ouro:
O mais proeminente é ouro puro, sendo que o mais comum do ouro nativo contém uma pequena quantidade de prata, cobre, platina, ou outro metal precioso.

Os minerais de telureto são os minerais mais comuns e significativo na composição do ouro.
Esses incluem:
Petzita (Ag3AuTe2)
Petzit (Ag3AuTe2)

Hessita (Ag2Te)
Hessit (Ag2Te)

Silvanita (Au, Ag)Te2
Silvanit (Au, Ag)Te2

Calaverita (Au, Ag) Te2
Calaverit (Au, Ag) Te2

Krennerita (AuTe2 to Au3AgTe8)
Krennerit (AuTe2 to Au3AgTe8)

Nagyagita (Au2, Pbi4, Sb 3, TE7, S7)
Nagyagit (Au2, Pbi4, Sb 3, TE7, S7)

Os sulfuretos e teluretos contendo ouro são a formação primária do minério de ouro, embora a calcopirita aurífera possa ser formada por um processo de enriquecimento secundário.

Ouro nativo pode ocorrer no primário, enriquecimento secundário ou zonas oxidadas. Os teluretos, geralmente associados à pirita, são amplamente utilizados, embora não com muita frequência, mas nem sempre reconhecidos, na verdade, alguns dos minérios são confundidos com sulfetos.

Os depósitos de ouro são geralmente classificados de acordo com sua associação:
1. Destes podem ser catalogados como quartzoso
Isto significa que o mineral de ganga é ácido, isto é, quartzo e fluorite, que podem ser muito abundantes ou os outros minerais de ganga do grupo do solo alcalino. Não raro, parece variar da pirita e quantidades limitadas de calcopirita e galena dentro de quantidades de quartzo. Estes são minérios de moagem livre.

2. Minérios de cobre contendo minério de ouro
Nos Estados Unidos grande parte da calcopirita é de ouro. Os minérios de cobre auríferos são particularmente abundantes no Colorado, Utah, Montana e British Columbia. Eles também estão em Gold Hill, Carolina do Norte e no Canadá em Newfoundland.

3. A classe do minério de chumbo aurífero
A proporção de chumbo nestas rochas é grande e o teor de ouro é frequentemente baixo. Eles são minérios refratários, como o minério de cobre. O minério refratário requer torrefação antes do processamento de extração. Os sulfetos pesados ​​como cobre, chumbo e antimônio requerem este método de tratamento, ou seja, a condição do ouro no mineral não permitirá sua captura imediata com a maioria dos sistemas de recuperação.

4. O minério de ouro é constituído pelo grupo do telureto de ouro
Os minérios de telureto de ouro ocorrem acompanhados por outros teluretos com prata, chumbo e antimônio ou como ouro nativo acompanhado por outros teluretos. Estes minérios são frequentemente enviados diretamente para o tratamento de fundições.

5. Tipo de minério disseminado
Eles são freqüentemente de baixa qualidade, mas presentes em números muito grandes. Eles preenchem grandes fraturas e zonas de falha ou substituem certos horizontes geológicos. Eles são o resultado da circulação de grandes quantidades de água aquecida no subsolo conhecidos como hidrotermais.

Assita ao video do IPMI (em inglês)

Fontes:

Estudo sobre os Depósitos Auríferos

Estudo completo sobre os Depósitos Auríferos
Estudo completo sobre os Depósitos Auríferos
O ouro é conhecido desde a Antiguidade, sendo certamente um dos primeiros metais trabalhados pelo homem, conhecido na antiguidade desde, aproximadamente, 2600 a. C. descrito como metal, que é referido em várias passagens no antigo testamento. É considerado como um dos metais mais preciosos, tendo o seu valor sido empregue como padrão para muitas moedas ao longo da história. Apresenta diversas aplicações devido suas características de condutividade e resistência a oxidação.
Ouro é produzido no mundo como subproduto de diversos tipos de depósitos, como sulfetos maciços vulcanogênicos, depósitos de níquel-cobre, depósitos pórfiro, depósitos de Fe, entre outros. A principal fonte desse metal é de depósitos tido como gold-only, que incluem os placers e os lode-gold. Incluem os depósitos: epitermais, orogenéticos de veios sulfetados quartzo-carbonático, stratabound em formações ferríferas bandadas e disseminados e de substituição.

FORMAÇÃO DOS DEPÓSITOS
Conforme o conhecimento prévio, uma jazida é um depósito mineral economicamente aproveitável e como tal, todas as suas características geológicas como forma, dimensões, disposição e orientação, comportamento e relações com as rochas encaixantes devem ser bem conhecidas antes mesmo daquelas relativas ao seu valor econômico.

O conhecimento dessas características geológicas está baseado no estudo detalhado de afloramentos, capeamento, forma, zona de enriquecimento, rochas encaixantes, rocha hospedeira, capa e lapa, contatos, ramificações, potência, direção e mergulho, extensão e profundidade, declividade da jazida, que são elementos imprescindíveis na escolha e definição do tipo e métodos de lavra a serem empregados.

Para o levantamento e determinação dessas características devem ser realizados trabalhos de gabinete, em duas etapas, uma antes e outra após a etapa dos trabalhos de campo.

DEPÓSITO EPITERMAL
filão hidrotermal de ouro
Muitos dos depósitos de ouro do mundo relacionados a condições quase subaéreas comumente envolvem rochas vulcânicas de composição intermediária a félsica. São geralmente associados a processos vulcânicos e a colocação, resfriamento e consolidação dessas rochas vulcânicas.
Depósitos minerais epitermais são o produto de grandes sistemas hidrotermais convectivos, movimentados por calor magmático nos primeiros quilômetros da crosta, relacionados com rochas vulcânicas. Esses sistemas, enquanto ativos, descarregam na superfície fluidos quentes como hot springs ou fumarolas.
São definidos como depósitos epigenéticos, formados em níveis rasos dentro da crosta. 
Os de veios e substituição (300-400oC) são formados em ± 1,5 km
Os depósitos formados a 100-200 m são chamados tipo hot-spring (~ 100oC).
A mineralização ocorre em veios silicáticos discretos, em fissuras irregulares em várias direções, stockworks, brechas, preenchimento vesicular e também em forma disseminada em encaixante mineralizada, ou ainda em corpos de substituição associados a zonas de silicificação. Em alguns casos, depósitos maciços são distribuídos nos níveis rasos, vulcânicos, dos arcos principais e dentro das porções mais superiores dos sistemas intrusivos subjacentes.
Alguns depósitos epitermais são diretamente relacionados a corpos intrusivos profundos, mas essa relação só é demonstrável se a erosão permitir. Texturas de preenchimento e substituição são comuns. Cavidades drúsicas (tipo geodo), estruturas em pente, encrustações, bandamento simétrico, texturas coloformes e do tipo ágata são típicas e circulação livre de soluções hidrotermais. As fissuras têm ligação direta com a superfície, permitindo que os fluidos mineralizantes percolem com facilidade.

TIPOS DE DEPÓSITOS HIDROTERMAIS
Minério de Ouro, quartzo hidrotermal
Há três tipos principais de depósitos epitermais , dois dos quais em sistemas de arcos principais, sendo as diferenças entre depósitos visualmente relacionadas à profundidade relativa das intrusões.
A divisão em tipos de baixo e alto enxofre é baseada na alteração hidrotermal e na composição mineralógica.
O tipo mais comum é caracterizado por um ambiente de deposição de baixo enxofre (low sulfidation type), associação de alteração com quartzo-adulária-carbonato-sericita. Têm alta razão Au e quantidade menor de metais básicos como Pb, Zn e Cu. Um outro tipo é a classe chamada de alto enxofre, sendo caracterizada por um ambiente de deposição de enxofre de estado de sulfidação alta (high sulfidation;). Produz quantidades menores de Cu (contêm mais As) e alguma Ag, contendo quartzo, alunita, pirita e sulfetos de Cu, como enargita.
As maiores concentrações mundiais de ouro nativo e ligas Au-Ag são depositadas em condições epitermais, tendo-se como exemplos os depósitos de Goldfields, Nevada; Cripple Creek, Colorado e Hauraki, Nova Zelândia. Minerais como quartzo e carbonatos podem se estender em profundidade, mas os valores do minério diminuem muito, o que pode estar relacionado à ausência de ebulição. Em alguns depósitos, entretanto, sulfetos como galena, esfalerita, calcopirita e outros aparecem mais no fundo, caracterizando condições mesotermais. Essa interdigitação de condições foi chamada de leptotermal para descrever a transição entre condições de temperaturas moderadas a baixas.

DEPÓSITOS DE OURO PALEOPLACER
depósitos de ouro de placer
Depósitos paleoplacer de ouro-urânio piritosos são a maior fonte de ouro do mundo no Supergrupo Witwatersrand da África do Sul, com depósitos de urânio similares no Supergrupo Huronian do Canadá. Tais concentrações são encontradas na maioria dos crátons precambrianos do mundo, ocorrendo em camadas de conglomerados piritosos com seixos de quartzo, aos quais se associam quartzo arenitos, sendo os mais importantes encontrados no arqueano e proterozóico inferior.
Os paleoplacers piríticos e muitos hematíticos ocorrem em espessas seqüências de rochas sedimentares clásticas. Muitas porções dessas seqüências, que incluem conglomerados piríticos (ou hematíticos) muito grossos, têm sido interpretadas como tendo formado em condições fluviais, em sistemas de riachos entrelaçados em extensos vales e, mais importante ainda, sobre enormes leques aluviais.

 QUADRILÁTERO FERRÍFERO
Na Formação Moeda, Supergrupo Minas, no Quadrilátero Ferrífero, ocorrem depósitos placer em vários pontos dos metaconglomerados, merecendo destaque as áreas da Serra das Gaivotas e Serra do Gandarela.
A mineralização urano-aurífera se associa aos metaconglomerados* oligomíticos na base da Formação Moeda, com seixos de quartzo cinzentos que apresentam uma auréola de crescimento. A matriz é quartzosa, sericítica, piritosa e com finos filmes carbonosos. Tanto o ouro, quanto o urânio, guardam certa relação com a presença de pirita e de matéria carbonosa. A pirita é o mais abundante mineral opaco ocorrendo sob a forma nodular e idiomórfica.

JACOBINA
Importantes depósitos auríferos estão associados aos conglomerados da Formação Serra do Córrego, que foram depositados em um sistema de drenagem fluvial, anastomosada*, que fluía de leste para oeste.
Sob o ponto de vista estrutural o Grupo Jacobina é descrito como um homoclinal, mergulhando forte para leste. Está dividido em blocos, separados por falhas originadas, principalmente, por esforços compressivos provenientes do sudeste. Diques básicos ocupam geralmente, os planos de falha e em seus afloramentos são caracterizados por um relevo negativo, entre as cristas de quartzitos e conglomerados.

CARACTERÍSTICAS RESSALTADAS DOS DEPÓSITOS PLACERS
garimpo de pepitas de ouro
A composição mineralógica dos depósitos inclui pirita como diversos tipos de grãos em matrizes dos conglomerados, junto com quartzo, feldspato e moscovita. Outros minerais pesados são uraninita, granada, cromita, titanita, rutilo, monazita, xenotima, apatita, turmalina, ilmenita, columbita, córindum, cassiterita, osmiridium e diamante.
Ouro é concentrado junto com uraninita detrítica, mas as menores razões U/Au ocorrem nas faixas de seixos mais grossos, sugerindo que o ouro originalmente depositou-se junto com os sedimentos mais grossos e que uraninita foi carregada rio abaixo (downstream)* por maiores distâncias, fruto da diferença de densidade desses dois minerais.
Alguns autores sugerem que o Au tenha sido introduzido na Bacia de Witwatesrand por fluidos hidrotermais logo após seu soterramento.
Seriam fluidos do tipo metamórfico, com alteração associada a um fluido redutor, de baixa salinidade, similares aos dos greenstone belts. Os fluidos teriam sido canalizados ao longo de estruturas, superfícies de discordância e acamamento, tendo a precipitação do ouro sido dominada por reações com rochas carbonosas ou ricas em ferro. Essas rochas acham-se concentradas imediatamente acima das superfícies de discordância. Nesse modelo, as rochas crustais máficas, abaixo da bacia Witwatersrand, teriam sido a fonte do ouro.

DEPÓSITOS DE OURO DISSEMINADOS EM ROCHAS CARBONÁTICAS
Ouro disseminado em rochas sedimentares, do tipo Carlin, constitui depósitos de pirita rica em arsenopirita aurífera, epigenéticos, disseminados, caracterizados por dissolução de carbonatos, alteração argílica, sulfetação e silicificação em rochas sedimentares calcáreas. Ouro e pirita precipitam-se juntamente com fluidos ricos em H2S pela sulfetação de minerais de ferro das rochas encaixantes.
Os depósitos são associados com falhas normais de alto ângulo e horizontes permeáveis de sucessões sedimentares. Formaram-se quando fluidos hidrotermais, fluindo ao longo de falhas, encontravam zonas de brecha e/ou horizontes permeáveis. Os fluidos então reagiram com as rochas encaixantes, produzindo sua alteração e depositando ouro. O processo é essencialmente de substituição seletiva de rocha carbonosa por sílica, pirita e ouro. Os depósitos formam-se a 1,5-4 km, com T de 225ºC.

GEOLOGIA LOCAL
Trata-se de estudos geológicos detalhados da área alvo de pesquisa mineral, abordando suas caracterizações, litoestratigráficas, topográficas, petrológicas e petrográficas, estruturais (falhamentos e dobramentos, estruturas lineares etc.), geomorfologia, drenagem e ainda hidrografia.

JAZIMENTO
depósito de ouro epitermal
Deve-se fazer uma descrição detalhada do depósito mineral de acordo com a sistemática a seguir, bem como descrever todos os seus elementos característicos mencionados anteriormente:
Tipo de rochas: hospedeiras, encaixantes, intrusivas;
Estruturas: cisalhamento, falhas, dobras, etc. em relação ao minério;
Mineralogia das hospedeiras: descrição dos litotipos mineralizados;
Ambiência tectônica: tectônica antes, durante e após a formação das hospedeiras e do depósito;
Idade das hospedeiras: idades e métodos de detecção;
Mineralogia do minério: minerais opacos e translúcidos por modo de ocorrência;
Mineralogia secundária, acessória e de alteração: associações por zonas de alteração, metamorfismo e retrometamorfismo;
Controles da mineralização: controles litoestratigráficos, estruturais etc.;
Estruturas e texturas do minério: bandado, filonar, de substituição, exosolução etc.;
Assinatura geoquímica: anomalias positivas e negativas na área do depósito;
Fluidos mineralizadores: tipos de fluidos e suas composições químicas;
Assinatura isotópica: composição isotópica das rochas, minerais e fluidos;
Alteração supergênica: mineralogia, estruturas e texturas da alteração meteórica;
Produção passada: indicar a produção e os períodos de produção;
Reserva estimada: quantidades por tipos de reserva (medida, indicada e inferida), teores e ano;
Depósitos associados: outros depósitos na mesma área ou região ou unidade geológica;
Outros depósitos similares: outros depósitos do mesmo tipo no Brasil e no mundo.

TRABALHOS DE PESQUISA MINERAL
Os trabalhos de pesquisa mineral necessários à definição de uma jazida mineral, sua avaliação e a determinação da exeqüibilidade de seu aproveitamento econômico, como preceituado no § 1° do Código de Mineração, e também na efetivação dos estudos de geociências anteriormente mencionados são apresentados a seguir.

É conveniente ressaltar que esses trabalhos preceituados no CM são os mínimos solicitados e que alguns deles podem ser realizados e/ou adaptados ao projeto de pesquisa em função da substância mineral a ser pesquisada em como das hospedeiras e encaixantes dos mesmos.

LEVANTAMENTOS GEOFÍSICOS
Estudo completo sobre os Depósitos Auríferos
Podem ser realizados tanto em solo (levantamentos terrestres), como por ar (aéreos), quanto em água (aquáticos) e baseiam-se nas propriedades físicas manifestadas pelas diferentes rochas. Por exemplo: densidade, magnetismo, sísmicas etc. Estes métodos de levantamento são empregado para mineralizações em profundidade.

LEVANTAMENTOS GEOQUÍMICOS
São utilizados para detectar a existência ou não de mineralizações em uma área através da geoquímica da água, sedimento, solo ou rocha. Tal levantamento é realizado conforme as propriedades químicas, físicas e físico-químicas da substância pesquisada.

MAPEAMENTO GEOLÓGICO DE DETALHE
Consiste na caracterização de todas as litologias, dobras, falhas e qualquer outra feição geológica de interesse que se encontram na área pesquisada, através da delimitação dos corpos geológicos e seus contatos. Após esse trabalho, deve-se apresentar um mapa geológico em escala de detalhe.

LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS
Consiste em efetua-se o levantamento planialtimétrico de toda a área pesquisada, em escala de detalhe, geralmente 1:2.000 com curvas de nível de 5 em 5 metros.
Todas as seções de amostragem sistemática devem ser também levantadas, inclusive as escavações executadas.

ESTUDO DE AFLORAMENTOS
Faz-se a descrição mineralógica, petrográfica e estrutural da rocha; as medições de estruturas planares e lineares; as descrições das evidências de topo e base da camada; as descrições e classificações das dobras e falhas observadas. Nas áreas mineralizadas, faz-se a descrição dos gossans e das zonas de lixiviação, de enriquecimento supergênico, e de alteração indicando a paragênses mineral de cada zona e dos elementos característicos da do corpo.

AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA DE AFLORAMENTOS
Nos afloramentos das zonas mineralizadas, faz-se uma amostragem de canal ao longo de todo afloramento. As seções de amostragem são espaçadas no máximo de 2 em 2 metros uma da outra, localizadas perpendicularmente aos contados aos contatos da jazida e devem cobrir toda sua espessura aparente.
Depois da retirada das amostras, cada uma delas é devidamente embalada, identificada e enviada para análise química e/ou petrográfica microscópica.

ABERTURA DE ESCAVAÇÕES
Nos locais de contatos invisíveis onde a identificação é muito importante, são abertos poços e/ou trincheiras visando à medição desses contatos.
A localização de um poço ou trincheira depende da conveniência de cada local, mas no geral, pode ser de perpendicular a paralelo à direção esperada do corpo neste local.

EXECUÇÃO DE SONDAGEM NO CORPO DE MINÉRIO
Com base no conhecimento dos afloramentos das zonas mineralizadas e nos elementos estruturais característicos do corpo geológico, faz-se a locação dos furos de sonda nos vértices de uma malha, visando interceptar tal corpo, em profundidade. A metragem total a ser perfurada e o conseqüente número de furos está limitado ao orçamento do projeto elaborado no Plano de Pesquisa apresentando ao DNPM no ato do Requerimento da Autorização de Pesquisa.

A sondagem se dá por sonda rotativa, percussiva ou rotopercussiva, em função do tipo de material que se tem na área (rocha sã, alterada, solo, sedimentos).

Os testemunhos ou materiais recuperados são acondicionados em recipientes adequados a cada tipo e num outro momento, descritos estrutural e petrograficamente e em muito casos, metade desses é submetida a algum outro tipo de ensaio e/ou análise.

ANÁLISES FÍSICAS DE AMOSTRAS
Sem atribuição especifica às jazidas metálicas e não-metálicas, as análises físicas realizadas mais comuns são a petrografia do minério, a determinação da densidade, testes de pureza, coesão, abrasão, impermeabilidade, absorção de água, porosidade, brilho, permeabilidade, ataque químico etc.

As seções polidas e lâminas delgadas são preparadas são encaminhadas a laboratório de análises químicas para determinações por meio de métodos analíticos não-destrutivos.

ANÁLISES QUÍMICAS DE AMOSTRAS
Nas amostras de água, as determinações de cátions podem ser feitas por espectrometria de absorção atômica ou de emissão, com fonte de plasma e, as de ânions, por cromatografia iônica.

Nas amostras de sedimentos, solo, produtos de alteração, rocha e minério, as determinações podem ser feitas por espectrofotometria de absorção atômica, espectrometria de fluorescência de raios-x, espectrometria de plasma induzido dentre outros.

Pelos métodos analíticos não-destrutivos, as determinações podem ser feitas por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectrometria de reflectância.

ENSAIOS DE BENEFICIAMENTO DO MINÉRIO
São realizados com o objetivo de conceituar produtos que caracterizar a exeqüibilidade técnica do aproveitamento industrial da substância mineral útil da pesquisa mineral. Comprovada a existência de tecnologia no mercado para a obtenção dos produtos minerais através da realização desses ensaios de beneficiamento do minério, o jazimento passa de depósito para jazida mineral.

Dessa forma, casa substância mineral das jazidas de minérios metálicos requer a sua tecnologia própria; e os respectivos ensaios de beneficiamento e metalurgia do minério. Os mais comuns são os teste de britagem, classificação, moagem, concentração, lixiviação, filtragem, lixiviação, fundição, purificação e/ou tratamento de rejeito.

Nas jazidas não-metálicas, que abrangem o betume, carvão-de-pedra, materiais cerâmicos, materiais para construção civil, revestimento, cimento, adubos, evaporitos, pedras preciosas e semipreciosas etc., destacam-se as rochas ornamentais cujos ensaios mais comuns são os de desdobramento de blocos, abertura, polimento e/ou retificação.

ESTUDOS DE VIABILIDADE ECONÔMICA
pepitas de ouro de rios
Um projeto de mineração pode ser desenvolvido em três fases distintas, classificados segundo a época em que esta fase ocorre e o grau de precisão.

PROJETO (OU ESTUDO) DE VIABILIDADE
Compreende os primeiros estudos realizados sobre uma determinada ocorrência, com finalidade de demonstrar a viabilidade de sua lavra sob os pontos de vista técnico e econômico.

Os estudos preliminares sobre o jazimento e sua área de influência têm unicamente que convergir sobre a conveniência de se desenvolver mais trabalhos detalhados sobre o referido jazimento.

ANTE PROJETO
Trata-se de uma fase que se realiza após o estudo de viabilidade. Nesta fase usam-se dados mais precisos sobre o jazimento. E com a base nos resultados do anteprojeto é possível iniciar negociações para o financiamento do empreendimento. Resumindo, o ante-projeto é uma ferramenta de decisão sobre o que, como e quando realizar ações para o levantamento de imprecisões que ainda persistem.

PROJETO DETALHADO
Corresponde a fase final de um projeto de mineração e sua precisão deve ser suficiente para permitir a implantação do empreendimento.

Diante do que foi exposto até agora, o projeto final de mineração é o resultado do somatório de vários projetos que buscam reduzir o erro do dimensionamento do empreendimento e busca garantir-lhe o sucesso.

Para elaborar um projeto básico de lavra é necessário:
O conhecimento da jazida;
Análise do relatório de pesquisa;
Localização da jazida;
Determinação da escala de produção;
Pesquisa tecnológica;
Classificação dos recursos minerais:
Reserva medida, Reserva indicada, Reserva inferida;
Tipo de lavra;
Plano de exaustão ou fechamento de mina.

Inicialmente é necessário conhecer a jazida nos aspectos relativos a quantidade e qualidade das reservas dos bens minerais.

Para cada tipo de jazimento existe um método de pesquisa que é mais apropriado para a determinação de seus volumes e características. O método deve ser seguro, rápido e econômico, a um custo mínimo e que se determine com segurança as características principais do jazimento.

Um bom resultado de análise da pesquisa deve ter um número de informações sem exagero, culminando com dados suficientes sobre a substância útil. Pesquisa bem como aquelas que afetam negativamente a qualidade da substância útil. Outro aspecto é a confiabilidade das informações. Alguns cuidados podem ser tomados, como enviar amostras para laboratórios diferentes e de competência comprovada; cuidados com erros sistemáticos, porventura cometidos em determinações químicas levam a uma má caracterização da substancia útil.

LOCALIZAÇÃO DA JAZIDA
Estudo completo sobre os Depósitos Auríferos
A viabilidade do empreendimento não se promete apenas a partir da existência de reserva técnica e economicamente viável. É necessário uma análise cuidadosa da revê viária da jazida, bem como rede viária nacional. A disponibilidade de energia (solar, petróleo, elétrica, carvão etc.). Disponibilidade de infra-estrutura como hospitais, escolas, redes de abastecimento, moradias, transporte. Outro aspecto é a disponibilidade de mão-de-obra na região.

CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS MINERAIS
Tipos de Reservas
Qualquer minério revelado está sempre sujeito a um maior ou menor grau de incerteza e de imprecisão. Visando uniformizar as diversas especificações o DNPM instituiu três tipos de reserva: Reserva Medida, Reserva Indicada e Reserva Inferida.

Reserva Medida: é a parcela economicamente lavrável do recurso mineral medido, incluindo perdas (e diluição) com a lavra e o beneficiamento, para a qual a viabilidade técnica e econômica encontra-se tão bem estabelecida que há alto grau de confiabilidade nas conclusões. Os estudos abrangem análises dos diversos elementos modificadores (tais como lavra, metalurgia, economia e mercado, fatores legais, ambientais e sociais) e demonstram que, na época em que se reportaram as reservas, sua extração era claramente justificável, bem como adequadas as hipóteses adotadas para investimentos.

Reserva Indicada: é a parcela economicamente lavrável do recurso mineral indicado e, mais raramente, do Recurso Mineral Medido, para a qual a viabilidade técnica e econômica foi demonstrada; inclui perdas (e diluição) com a lavra e o beneficiamento. Avaliações apropriadas, além da viabilidade técnica e econômica, são efetuadas compreendendo elementos modificadores, tais como fatores legais, ambientais e sociais. As avaliações são demonstradas para a época em que se reportam as reservas e razoavelmente justificadas.

Reserva Inferida: é a parcela do recurso mineral inferida pela apenas por considerações feitas a partir de trends dos corpos geológicos regionais, com pouco conhecimento oi precisão.

DETERMINAÇÃO DA ESCALA DE PRODUÇÃO
É sabido que a vida útil de uma mina é função da quantidade e qualidade do material útil. São, porém condições necessárias, mas não suficientes. Muitos outros fatores exercerão influência ponderável: todos os lucros possíveis tais como custos da lavra e de processamento, preços de venda, transportes, mercados acessíveis, custos de capital etc.
São considerados componentes da exeqüibilidade:

Mercado: é o produto vendável e em que quantidade?
Reservas Minerais: o valor do minério recuperável é suficiente para justificar o investimento?
Lavra: pode o minérios ser lavrado a custo suficientemente baixo?
Processamento: pode o produto final ser recuperado por métodos conhecidos, em pureza vendável e a custo suficientemente baixo?
Custo do Capital: podem as instalações serem construídas para um nível de capital que justifique o empreendimento?

RISCOS
A duração das atividades de lavra depende da quantidade de minério contida e da quantidade anualmente extraída. Sob o ponto de vista econômico, a máxima rapidez de extração seria desejável, por baratear os custos de produção e de amortização dos investimentos. Mas sob aspecto financeiro seriam exigidos grandes investimentos iniciais, nem sempre disponíveis ou possíveis de serem obtidos a taxas convenientes.

TIPOS DE LAVRA
Para o estude de viabilidade de um empreendimento mineiro, a determinação do tipo lavra a ser aplicado tem suma importância no cálculo de custos.

Mina a Céu Aberto:
Método de lavra de encostas;
Método de lavras em cavas;
Método "do Funil"

Mina Subterrânea:
Método Cut and Fill;
Método Shrinkage;
Método Open Stop;
Método da Câmara de Pilares;
Método de Rise;
Método Top-Slicing.
7 de Setembro, Dia do Ouro

Autores e fonte:
Wanderson Leal e Farley Figueiredo

(Graduados em Engenharia de Minas)

Segue oficina70.com

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