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Metais preciosos usados nos computadores e eletrônicos

A maioria dos computadores e dispositivos eletrônicos contém placas de circuitos e outros componentes dentro que contêm muitos tipos de metais preciosos, incluindo ouro, platina e prata.
mina de ouro nos computadores
Os componentes do computador que contêm metais valiosos incluem placas-mãe, cartões de conector, placas gráficas, cartões de memória, CPU e outros vários componentes eletrônicos pequenos, conectores/cabos e discos rígidos.

Componentes do computador com o maior conteúdo de metais preciosos por peso
CPU do computador (processadores);
Memória (RAM) e Placa de Circuito Dedos / Conectores / Pinos;
Placas de circuito (placas-mãe);
Cabos / fios;
Discos rígidos;
Computadores inteiros.

Nota:
Os computadores aeroespaciais/militares, científicos e de telecomunicações normalmente terão placas de circuitos e outros componentes com um nível mais alto de metais preciosos (principalmente chapeamento de ouro) devido à necessidade de maior qualidade e confiabilidade, ou seja, tudo aquilo que precisa de precisão além de computadores e placas sinalisadoras aeroportuários e ferroviários.

Componentes do computador com pouco ou nenhum valor de metal precioso:
Unidades de CD/DVD;
Monitores de vídeo;
Gabinete/caixa de computador;
Teclados e mouse/rato;
Impressoras;
Scanners;
Fonte de alimentação.

Onde são encontrados os metais preciosos dentro de computadores
ouro no computador
Ouro - Placas de circuito impresso, chips de computador (CPU), conectores/dedos;
Prata - Placas de circuito impresso, chips de computador, membranas de teclado, alguns capacitores;
Platina - Discos rígidos, componentes da placa de circuito;
Paládio - Discos rígidos, componentes da placa de circuito (capacitores);
Cobre - dissipadores de calor da CPU, fiação e cabos, placas de circuito impresso, chips de computador;
Níquel - Componentes da placa de circuito;
Tântalo - Componentes da placa de circuito (alguns capacitores);
Cobalto - Discos rígidos;
Alumínio - placas de circuitos impressos, chips de computador, discos rígidos, dissipadores de calor da CPU;
Estanho - placas de circuito impresso, chips de computador;
Zinco - Placas de circuitos impressos;
Silício - circuito integrado, cristal oscilador, alto-falantes piezelétrico;
Neodímio - Discos rígidos (ímãs).

Extração
A extração química de ouro, prata, platina, paládio e ródio pode ser extraída de tais componentes e também é realizada a remoção e eliminação de materiais perigosos, incluindo mercúrio, cádmio, óxido de berílio e baterias (NiCd, lítio etc.).

Os elementos encontrados em vestígios incluem o amerício, o antimônio, o arsênico, o bário, o bismuto, o boro, o cobalto, o pólipo, o gálio, o germânio, o ouro, o índio, o lítio, o manganês, o níquel, o nióbio, o paládio, a platina, o ródio, o rutênio, o selênio, a prata, tântalo, terbium, tório, titânio, vanádio e ítrio.

Quase todos os eletrônicos contêm chumbo e estanho (como solda) e cobre (como fio e faixas da placa de circuito impresso), embora o uso de solda sem chumbo esteja se espalhando rapidamente.

ouro no computador
Os processadores de CPU do computador (processadores) possuem o valor de metal mais precioso em peso, seguido de memória (RAM) e placas de circuito / conectores / pinos, placas de circuito (placas-mãe), depois cabos flat / fios, com discos rígidos e computadores inteiros sendo os últimos.

As unidades de CD/DVD, monitores, caixas, teclados/mouse, impressoras, scanners e fontes de alimentação tipicamente não possuem suficientemente metal precioso para ser considerado de valor, a menos que em grande quantidade.

Lista de elementos químicos usados ​​em computadores e eletrônicos:
Magnésio, Radium, Bário, Nióbio, Osmium, Cobalto, Manganês, Titânio, Hafnium, Tungstênio, Germânio, Ouro, Prata, Cobre, Mercúrio, Bismuto, Silício, Gálio, Zinco, Ferro, Enxofre, Fósforo, Cádmio, Paládio, Tântalo, Platina, Alumínio, Carbono, Chumbo, Níquel, Boro, Cromo, Potássio, Fâncio, Casio, Sódio, Lítio, Cálcio, Nitrogênio, Oxigênio, Arsênio, neodímio, Selênio e Estanho.

Fontes:

Quanto ouro há nos telefones celulares

Boa parte dos eletrônicos possuem alguma quantidade de metais preciosos em suas ligas, frações de grama de ouro são usadas nos circuitos impressos e em alguns dos seus componentes.
ouro nos telefones celulares

Isto em larga escala, despertou o interesse desde pequenos recicladores de eletrônicos até à grandes empresas que agora formaram um nicho pois os ganhos podem cobrir facilmente os custos de extrair metais preciosos a partir de aparelhos eletrônicos.

De acordo com um estudo realizado pela União Europeia, é possível extrair 1 grama de ouro com a reciclagem de 41 smartphones. Outro estudo conduzido pela companhia Umicore mostra um valor ainda mais impressionante: seriam necessários apenas 35 aparelhos para a extração de apenas 1 grama de ouro.

Para manter os valores perto de uma margem de erro adotada por ambos, usaremos o valor médio dos dois estudos, considerando que precisaríamos de 38 celulares para a extração do valor já mencionado e imaginando que não existam perdas durante os processos. Com isso, é só fazer uma conta rápida para chegar à quantidade de ouro dentro de um único dispositivo.

Quanto ouro há nos telefones celulares:
Quanto ouro há nos telefones celulares
1 celular tem em média 0, 026 gramas,
sem contar o ouro que há no cartão SIM e no cartão de memória
38 celulares é igual a 1 grama de ouro

Sendo assim, um celular possui 0,026 grama de ouro, ou 26 miligramas.

quanto ouro há nos telefones celulares
Estes valores refletem apenas uma média, sendo que em telefones mais antigos permanece a velha máxima, mais antigo, maior o teor de ouro, já nos telefones mais novos do tipo smarphones, como a rotatividade de aparelhos é muito maior os fabricantes de placas fabricam-nas com menor teor de ouro, onde muitas vezes subistituem o ouro de alguns componentes por metais de menor como a prata.

Agora é só fazer as contas de quanto custa 1 grama de ouro hoje no mercado para ver o valor que isto representa em um telefone celular.

Então e para ter 1 kg de ouro
Depois de ter sido feito este cálculo para saber quanto ouro existe em um celular, podemos fazer rapidamente a conta para chegar à quantidade de celulares necessários para a extração de 1 kg de ouro.
Com isso, chegamos ao número de (±) 38.461 aparelhos.

Vale a pena por tão pouco?

quanto ouro há nos telefones celulares
É claro que a gente não vai conseguir fazer 1 kg de ouro depois de extrair o metal manualmente de 38 mil smartphones. Mas empresas especializadas em reciclagem de lixo eletrônico podem fazer disso um negócio muito rentável. Para começar, não é apenas o ouro que consegue ser reciclado, uma vez que níquel, prata, cobre, arsênio e chumbo (entre outros) também são extraídos dos telefones celulares.
ouro nos chips de telefones celulares
Mais do que isso, a quantidade de silício também chama atenção dos responsáveis por esses projetos, hoje, há fortes investimentos no silício reciclado para a fabricação de painéis solares, por exemplo. Além disso tudo, existe um fato bem mais complicado: os metais usados na tecnologia estão se tornando cada vez mais escassos.

Não há apenas ouro nos aparelhos, mas também níquel, prata, cobre, arsênio, paládio, chumbo, entre outros materiais, sendo que em um telefone celular há (±) 17 outros tipos de metais.

Hoje, já existe a demanda por encontrar novas tecnologias que substituam os metais tradicionais na fabricação de eletrônicos e não apenas nos de uso pessoal, mas também em itens médicos e vários equipamentos profissionais, por exemplo. Ha longo prazo, essa escassez pode significar um aumento nos preços, e a indústria eletrônica não quer isso.

Vale a pena investir em reciclagem de lixo eletrônico!
Por esse motivo, a resposta é “Sim”.
Se tiver um grande volume e disponibilidade constante de material de sucata eletrônica.

Ou, em vez de jogar seu lixo eletrônico no lixo, doe para alguma instituição social ou encaminhe-os a locais de reciclagem próprios para este fim.



Fontes:

Como reciclar a prata dos contatos elétricos

Como recuperar a prata dos contatos elétricos

Recicle a prata e outros metais preciosos dos contatos elétricos.
Na maioria dos itens elétricos, pequenas quantidades de metais preciosos, como prata e ouro, são usados ​​como contatos elétricos. Os metais preciosos conduzem sinais digitais melhor do que os metais comuns. Em vez de jogar itens quebrados ou obsoletos com contatos elétricos, recicle a prata que eles contêm. O ácido clorídrico diluído dissolve a maioria dos materiais e deixam metais preciosos, como a prata, não serem disolvidos. O ácido clorídrico é comumente usado para reciclar metais preciosos de sucata eletrônica.

Como fazer:
Despeje 2 xícaras de ácido clorídrico a 12 por cento em um copo de vidro.
Insira o contato elétrico na solução de ácido clorídrico. Deixe que o ácido clorídrico dissolva os componentes.
Aguarde a reação entre os componentes no ácido clorídrico parar. O tempo de espera é de aproximadamente entre 12 horas a 7 dias pois vai depender muito da porcentagem de ácido que usou, da quantidade de material no frasco de vidro e dos metais contidos com os pontos de contato na prata.

A solução para de borbulhar quando somente a prata permanecer.
Reação de borbulhamento dos metais base ao ácido.

Encha um recipiente de vidro com 3 ou 4 litros com 4 xícaras de vinagre.
O vinagre é uma base que neutraliza o ácido.

Remova a prata com pinças de metal ou aquelas de cerâmica e insira a prata e as pinças num recipiente para neutralizar o ácido clorídrico por 10 minutos.

Remova a prata com as pinças e enxágue a prata e as pinças com água da torneira.

Recupere a prata fundindo-a ou vendendo para um comprador local de metais preciosos, como um joalheiro.

Materiais necessários:
2 xícaras de ácido clorídrico a 12 por cento;
Copo ou recipiente de vidro;
Recipiente de vidro de 3 litros;
4 xícaras de vinagre;
Pinças de metal;
e sucata com botões de prata.

(disjuntores residenciais)
(tipos de botões de contatos de prata dos disjuntores)
(exemplo de botão de prata de disjuntores)
(barra de disjuntor industrial com liga de prata e cobre)
(contato de prata nos chuveiros elétricos)
(contatos de prata em equipamentos de alta qualidade)

ATENÇÃO:
O ácido clorídrico é extremamente corrosivo. Se derramar ou entrar em contato com sua pele, enxague a área com vinagre e água.
(siga sempre as recomendações de segurança dos rôtulos das embalagens)

Quando o ácido clorídrico reage com outros materiais, provoca um vapor venenoso. Trabalhe em uma área bem ventilada e use luvas de proteção, óculos, máscara e roupas grossas.

Saiba mais como extrair e recuperar a prata de disjuntores:

Não sabe onde está a prata nas sucatas eletrônica e elétrica?
clica no link a seguir e saiba onde há prata:
http://www.oficina70.com/2016/10/onde-encontrar-prata-em-sucatas.html

Fonte:
Fotos de:

Fios de ouro nos semicomdutores

Aqueles fios de ligação (bond wire) que você pode observar com uma lupa ou microscópio dentro de um semicomdutor é um fio metálico que é usado para fazer as interconexões entre um microchip e outros componentes eletrônicos, como parte do processo de fabricação de dispositivos semicondutores fixados via microsoldagem.



A microsoldagem é geralmente considerada como a tecnologia de interconexão mais barata e flexível, e é usada na grande maioria dos encapsulamentos de semicondutores.

O fio é geralmente constituído por um dos seguintes metais:
gold, cuper, silver and aluminium
Ouro,
Alumínio,
Cobre ou
Prata.

O diâmetro dos fios vai de 15 µm até várias centenas de micrômetros para aplicações de alta energia.

Existem duas categorias de tecnologia de solda de fios:
Ball bonding
O ball bonding geralmente restringe-se a ouro e cobre e exige aplicação de calor na maioria dos casos.
Fio de ouro conectado a um pad de ouro com tecnologia ball bonding.

Wedge bonding
O wedge bonding pode usar ouro ou alumínio, e apenas o fio de ouro necessita ser fixado com calor.
Fios de alumínio conectados ao die de um transístor com tecnologia wedge bonding.
Este video mostra como o processo é feito.

Em ambas as tecnologias, o fio é conectado a ambas as extremidades usando alguma combinação de calor, pressão e energia ultrassônica para fazer a solda.

Então, a ligação por estes finos fios é o melhor método de se fazerem interconexões (ATJ) entre um circuito integrado (IC) ou outro dispositivo semicondutor durante a fabricação de dispositivos semicondutores. Embora menos comum, a ligação por fios pode ser usada para conectar um IC a outros eletrônicos ou conectar-se de uma placa de circuito impresso (PCB) a outra. A ligação por fio é geralmente considerada a tecnologia de interconexão mais econômica e flexível e é usada para montar a grande maioria dos semicondutores. Se projetado corretamente, a ligação de fio pode ser usada em freqüências acima de 100 GHz.

A seguir estão algumas fotos onde os fios de ouro são usados nos semicomdutores:
Fios de ouro em um chip EPROM,

Fios de ouro em um semicomdutor de chip IC de cartão de telefone,

Detalhe dos fios de ouro atrás do chip de cartão SIM,

Fios de ouro nos chips CCD e CMOS de cameras fotográficas,

Fios de ouro do chip IC no sensor CMOS de mouse pad (rato),

Fios de ouro em uma ligação na placa PCB de LED,

Diodo de germânio ligado com fio de ouro,

Fios de ouro em um transistor antigo da Motorola.

Fontes:

Como são recicladas as placas de circuito impresso

Uma placa de circuito gera mais de 17 metais na sua reciclagem

Sendo assim, como as grandes empresas recuperam estes metais?

As placas de circuito impresso (PCI) estão presentes em praticamente todos os equipamentos da indústria de eletroeletrônicos. O material que compõe a base, chamada laminado, de uma placa de circuito impresso, pode ter diferentes composições, alguns exemplos são: fenolite (papelão impregnado com uma resina fenólica), fibra de vidro, composite (mistura de resina fenólica com a fibra de vidro) e cerâmicos. O laminado é recoberto por uma fina camada de cobre, sobre a qual são montados os componentes eletrônicos. As conexões entre os componentes ocorrem do lado recoberto com cobre através de caminhos condutores.

Os equipamentos eletrônicos contêm várias frações de materiais valiosos sendo que a maioria destas substâncias está nas placas de circuito impresso. As quantidades de metais valiosos são significativas considerando-se, por exemplo, que a concentração de ouro existente na PCI é superior à encontrada no minério de ouro bruto.

O tratamento de uma placa de circuito impresso (PCI) é complexo, assim, várias tecnologias têm sido desenvolvidas ou aprimoradas para a reciclagem deste componente. Os processos para reciclagem de uma PCI podem ser mecânicos, químicos ou térmicos. Os principais processos são os mecânicos (cominuição, classificação e separação), pirometalúrgicos, hidrometalúrgicos, eletrometalúrgcos e biometalúrgicos. Dentre os tratamentos possíveis, o tratamento mecânico é o menos agressivo ao meio ambiente e aos seres humanos por gerar menos resíduos contaminantes.

As diferenças na gestão do lixo eletrônico entre os países desenvolvidos e os emergentes são visíveis. Países da África, Ásia e América Central e do Sul não possuem estratégias e tecnologias para o recolhimento e tratamento do lixo eletrônico. No Brasil são poucas as empresas especializadas na reciclagem de equipamentos eletrônicos e a completa reciclagem do lixo eletrônico ainda não ocorre no país. As placas de circuito impresso são trituradas e exportadas para outros países, tais como Canadá, Bélgica e Cingapura. O refino dos metais não é feito no Brasil, pois necessita alto investimento financeiro e uma grande quantidade de sucata para se tornar economicamente viável. Dos diversos processos e tecnologias utilizadas no tratamento do lixo de informática, a parte mais complexa e cara é a recuperação dos metais presentes nas placas de circuito impresso, pois envolve processos metalúrgicos que demandam uma elevada quantidade de energia. Portanto, os processos mecânicos, que são mais baratos que os processos metalúrgicos, utilizam equipamentos mais simples e de mais fácil operação, são os realizados no Brasil. Através do processamento mecânico pode-se obter um concentrado de metais que ultrapassa os teores de metais presentes nos respectivos minérios. Por exemplo, após as etapas de cominuição e classificação granulométrica das PCIs obtém-se uma fração de concentrado com cerca de 24% de cobre, enquanto que no minério o valor varia de 1 a 3% de cobre. Obtido o concentrado de metais este pode, então, ser vendido para uma metalúrgica para o devido refino.


O Brasil tem avançado na área de reciclagem de eletroeletrônicos, mas uma parte dos materiais ainda não pode ser recuperada no País: as placas de circuito. Placas mãe e placas de vídeo, no caso dos computadores, assim como os componentes que controlam televisões, monitores e impressoras têm uma série de metais em sua estrutura, e a reciclagem desses itens exige, pois, a separação de cada um, para posterior reaproveitamento.

Há ao menos 17 metais nessas placas, entre pesados, preciosos e de base. Alguns deles até têm tecnologia no país para reciclagem, mas quando todos estão juntos, a recuperação só é feita por cinco empresas no mundo. Uma delas é a Umicore, com sede na Bélgica, que processa 350 mil toneladas de materiais por ano.
As placas brasileiras provêm, principalmente, de equipamentos de informática como computadores, periféricos e acessórios, e o restante vem de celulares, televisões e sistemas de áudio.

Processo de separação
O processo de reciclagem começa com a etapa de amostragem. O material recebido é triturado, formando uma mistura homogênea, de onde se retira uma amostra. No laboratório, são identificados os metais contidos no lote de lixo eletrônico, o que determina quanto as empresas que entregaram a sucata vão receber pelo material. Além disso, os números servem para saber a quantidade de recursos naturais que se está economizando, ao recuperar o que já foi extraído e colocar os componentes de volta no ciclo de produção. 

Então vem a etapa de refino, ou seja, de separação de cada um dos metais. O primeiro passo é fazer lotes maiores, o que significa juntar a massa homogênea de placas de circuito, por exemplo, com outros tipos de lixo, não necessariamente eletrônico, que também têm metais em sua composição: subprodutos de processos químicos, catalizadores automotivos e resíduos da indústria petroquímica, por exemplo.

Esses lotes maiores passam então por três linhas de processo, onde há os chamados metais coletores. Eles recebem esse nome porque funcionam como espécies de imãs, atraindo outros metais. O cobre, por exemplo, atrai ouro, paládio e selênio, entre outros, então nesta etapa do processo esses metais vão formar uma liga. O que "sobrou" segue para a próxima linha, de chumbo, em que metais como prata, estanho e bismuto vão formar outra liga. E da mesma forma, o restante do material vai para a terceira linha, onde o níquel vai atrair platina e ródio, por exemplo.

A fase seguinte ocorre em três diferentes espaços, onde cada uma das três ligas formadas vai ser separada. Cada material tem características químicas que o diferem dos outros, o que possibilita que eles sejam, um a um, destacados do restante da liga.

O que difere a tecnologia da Umicore de outras presentes no mundo é justamente a unificação das três linhas, com os três metais coletores, na mesma planta de reciclagem. "Se você tivesse o cobre, por exemplo, como principal coletor, seria possível recuperar alguns metais, mas os outros não".

Ao final do processo de reciclagem, os metais estão como novos, e podem ser usados pelas mesmas indústrias que utilizam o material recém-extraído. Com isso, economiza-se a natureza de quatro formas diferentes, entre elas evitando que novos materiais sejam retirados da natureza, e impedindo que metais pesados sejam jogados em aterros sanitários sem tratamento e acabem contaminando o meio ambiente.

A indústria de reciclagem tem também uma preocupação com a sua própria emissão de poluentes. Os materiais que serão reciclados são sempre analisados previamente.

Além disso, as partes que não são recicláveis acabam usadas em outros processos. O plástico contido nas placas de circuito, por exemplo, é queimado para gerar energia para outras etapas da reciclagem. Tudo com controle de emissões de gases e de poluentes. Em outra frente, a planta tem sistema de recolhimento de água da chuva e lavagem dos solos, que passa por tratamento e é usada novamente para molhar as pilhas de materiais e resfriar o maquinário da unidade. O processo é certificado por órgãos ambientais europeus.

Depois da reciclagem
Os materiais reciclados em alguns casos voltam para suas indústrias de origem. É o que em geral acontece com platina, paládio e ródio, por exemplo, reciclados de catalizadores e que depois podem ser usados para a fabricação de novos catalizadores. Os produtos utilizados em baterias também são reaproveitados pela mesma indústria. 

No caso da Umicore, que possui, além das usinas de reaproveitamento, indústrias de baterias, catalisadores e materiais de construção, uma parte do material é consumida pela própria empresa. Quando há excedente, ou quando o produto fruto da reciclagem não faz parte da cadeia produtiva da empresa, os materiais são vendidos para outras indústrias. Os setores de eletroeletrônica, de pigmentos, de fertilizantes e de automotores são os principais clientes da Umicore. Fabricantes de bateria também compram os componentes reciclados.

Preços
Quanto aos preços, há metais preciosos que são cotados pela bolsa, então o valor dos materiais recém-extraídos ou reciclados é o mesmo do dia da cotação. Os custos do processo são pagos em parte pelas empresas que recolhem o material e em parte pelas que reciclam. "A companhia paga para a Umicore reciclar, mas depois de ver quanto vale o material, ela recebe o valor descontado o custo". Se, por exemplo, a manufatura reversa custou R$ 20 mil, e os produtos finais valem R$ 100 mil, a empresa que recolheu o material recebe R$ 80 mil.

(placa de circuito impresso flexível)

Empresas que recuperam metais preciosos de lixo eletrônico no Brasil e em Portugal:
http://www.oficina70.com/2017/09/empresas-que-recuperam-metais-preciosos.html

Fonte:

Como recuperar prata de raio-x com cloro ou hipoclorito de sódio

Há quem limpe ou retire a prata de chapa de raio-x para usar o acetato (plástico) no artesanato fazendo caixinhas para presentes ou usando o acetato como stencil para fazer pinturas.

Uma vez que o hipoclorito de sódio também é usado na produção de placas PCB, onde suas propriedades corrosivas demarcam o trilhamento de cada camada da placa, então ele também tem o poder de corroer qualquer matéria no acetato que é basicamente um composto de polímeros de acetato.

O termo acetato também se refere ao disco de acetato usado para a produção de registros de áudio e video como também ao acetato de celulose, uma fibra especial e seus derivados do qual é feito as chapas de raio x.


Os acetatos podem ser encontrados em muitos produtos.
O que muitos não sabem é que ao limpar aquela mancha negra que fica no acetato do raio-x estão jogando fora a prata contida nela.

Segue um exemplo:
O processo é simples e barato, mas ele perde uma renda a partir da recuperação da prata do líquido que sobrou o qual deveria juntar todo e deixar decantar até que todo o material ficasse no fundo criando uma bora a qual depois deverá ser fundida e originando umas boas gramas de prata.

O hipoclorito de sódio
Hipoclorito de sódio é um composto químico com fórmula NaClO. Uma solução de hipoclorito de sódio é usada frequentemente como desinfetante e como agente alvejante.
O agente branqueador na lixívia (português europeu) ou água sanitária (português brasileiro) comercial é o hipoclorito de sódio, o qual é produzido pela reação do cloro com o hidróxido de sódio. Em solução aquosa, o hipoclorito de sódio dissocia-se em cátion sódio e em ânion hipoclorito, sendo este último o agente branqueador, através de uma reação de oxidação-redução entre o ânion hipoclorito (o agente oxidante) e a mancha colorida ou nódoa a remover (agente redutor).
No Brasil, é conhecida por outros nomes de acordo com a região e, em alguns casos, de acordo com a popularidade de alguma marcas mais conhecidas do produto. Alguns exemplos são: "água sanitária", "alvejante", "cândida", "candura", "cloro", "clorofina", "globo", "q-boa" ou "quiboa".

O alvejante para uso doméstico que é vendido no mercado é uma solução de 2,0 a 2,5% de hipoclorito de sódio no momento da fabricação. A concentração varia de uma formulação a outra e diminui gradualmente com o tempo de prateleira.

Soluções entre 10 à 12% de hipoclorito de sódio são bastante usadas em cisternas e em abastecimento de água para clorar a água. Existem produtos para a cloração de piscinas que contêm aproximadamente 30% de hipoclorito de sódio. O sal cristalino também é vendido para o mesmo uso; tal sal contém menos que 50% de hipoclorito de sódio. Porém, o nível de "cloro ativo" pode ser bem mais alto.


Segurança e precauções com o Cloro

O hipoclorito de sódio é um oxidante forte, e os produtos da oxidação são corrosivos.

O cloro provoca irritação no sistema respiratório, especialmente em crianças. No estado gasoso irrita as mucosas e no estado líquido queima a pele. Pode ser detectado no ar pelo seu odor a partir de 3,5 ppm, sendo mortal a partir de 1.000 ppm. Uma exposição aguda a altas concentrações de cloro ( porém não letais ) pode provocar edema pulmonar, ou líquido nos pulmões. Uma exposição crônica abaixo do nível letal debilita os pulmões aumentando a suceptibilidade a outras enfermidades pulmonares. Em muitos países é fixado o limite de exposição no trabalho em 0,5 ppm ( média de 6 horas diárias, 40 horas semanais ).

O cloro é empregado para potabilizar a água de consumo dissolvendo-o nela. Também é usado como oxidante, branqueador e desinfetante. É gasoso e muito tóxico (neurotóxico).

Recuperar grandes volumes de chapas de raio-x com Soda Caústica

Caso você tenha muitas chapas então venda-as ou tente recuperar tomando em atenção os itens de SEGURANÇA e precauções que deverá ter em relação aos químicos usados.


Onde encontrar prata em sucatas

Que tipo de sucata tem prata

Antes é bom saber onde a prata é utilizada:
em joalheria e ourivesaria como metal precioso;

como material de cunhagem de moedas;
em eletrônica e elétrica devido a sua ótima condutividade elétrica, a maior de todos os elementos;
em fotografia "argêntica", já que os sais de prata são fotosensíveis;
em música é utilizada na fabricação de instrumentos musicais, principalmente de sopro,
em sonorização pois forma excelentes membranas ou bobinas condutoras para os tweeters dos alto-falantes;
em radiologia onde um dos componentes do filme radiográfico é o sal de prata, geralmente o brometo;
para confecção de espelhos.

Sabendo disto, quais são as empresas mais propensas a oferecer-lhe esse tipo de sucata?

Aqui está uma lista a considerar...se você tiver empresa que trabalha com compra de sucata seja para reciclar ou para revender.

Grande companhias:
Quaisquer empresas que têm uma grande quantidade de computadores de mesa mais antigos com placas-mãe e outros componentes que contêm ouro e prata reciclável.
Você também terá a prata em componentes como capacitores, transistores, circuitos integrados antigos e novos, chips e nos teclados.

Empresas ou oficinas de reparação de carros:
Oficinas de reparação automóveis e de instalações, que normalmente possuem quantidades de conversores catalíticos sucateados e velas de ignição (contendo paládio, platina, prata e outros metais) e até em placas de computadores de automóveis e que contêm ouro além de outros metais.

Empresas de químicos:
As empresas químicas, que podem ter quantidades de produtos químicos que contêm prata, paládio e outros metais valiosos.

Empresas de testes de laboratórios:
Laboratórios de testes químicos, que muitas vezes têm grandes quantidades de equipamentos de laboratório mais velhos que contém prata, platina e outros metais preciosos.

Laboratórios e consultórios dentários:
Laboratórios dentários, fabricantes e consultórios dentários, que muitas vezes têm quantidades de sucata de ouro e prata em equipamentos ou em disperdício de próteses e/ou implantes.

Empresas de eletrônicos:
Fabricantes de eletrônicos e varejistas, que podem ter telefones móveis velhos e outros produtos eletrônicos que contêm ouro, prata e outros metais preciosos.

Companhias elétricas:
(contatos elétricos com prata)
A prata esta na vida de uma companhia de eletricidade, quase todos os pontos de contatos de uma rede elétrica de alta tensão ou de baixa tenção usam contatos de prata.
Sim isto mesmo, até naqueles disjuntores ou no chuveiro elétrico que você trocou e jogou fora tinham prata nos contatos.

Indústria de manufaturados de vidro e cerâmica:
Fabricantes de vidro e cerâmica, que muitas vezes usam prata, cromo e outros metais em seus processos.

Indústria joalheira:
Fabricantes de jóias e de reparação, que muitas vezes têm sucatas de platina, prata e ouro em estoque não vendido e também em fontes de solda, limalhas e resíduos nos tanques de revestimento (chapeamento e banho).

Relojoarias:
Relojoarias custumam ter muitas baterias que trocam dos relogios de seus clientes e a maioria destas baterias e/ou pilhas tem prata na sua composição.

Empresas de equipamentos manufaturados e de tecnologia:
As empresas de manufatura que na linha de produção geralmente têm quantidades de suprimentos e máquinaria não utilizados. Você pode encontrar equipamentos de produção que contém ouro, cádmio, prata e outros metais preciosos. E não se esqueça que as empresas de tecnologia mais antigas tem equipamentos mais velhos que contêm ouro e outros metais recicláveis ​​também.

Indústria de equipamentos de medicina:
Fabricantes de dispositivos médicos e distribuidores, porque muitos dispositivos para exames médicos e implantes no corpo (tais como pacemakers e desfibriladores), muitas vezes contêm platina, cádmio, ouro, prata e outros metais valiosos.

Indústria fotográfica e gráfica:
Laboratórios fotográficos e de raio-X, que têm produtos químicos, filmes e documentos que contêm quantidades significativas de prata.
As empresas de impressão, que utilizam tintas que contêm frequentemente quantidades de sais de prata reciclável.

Que tipos de filmes há prata:
filmes médicos de ressonância magnética, medicina nuclear, varreduras, etc.
filmes industriais e de raios-X;
filmes odontológicos e de raios-X;
filmes de artes gráficas em litografia;
filme de raios-X;
impressões prata em gelatina;
impressões haleto de prata.

Indústria de painéis solares e térmicos:
Fabricantes de painéis solares, porque os painéis solares são fabricadas com prata.

Fonte:

Como recuperar ouro de módulos BGA de memórias RAM

O vídeo que se segue mostra a recuperação de ouro por incineração de chips de BGA colhidas a partir de módulos de memória RAM.
Diferentes tipos de memórias RAM com os módulos

Os chips foram embebidas em HCl concentrado e depois aquecidos por algumas horas após a remoção das placas. Isto dissolve o estanho usado na solda.
A remoção do estanho é um passo importante e não deve ser omitido!

O vídeo é longo porque o processo é longo.
(O derretimento do botão de ouro não é mostrado neste video)

ATENÇÃO:
Por favor, tenha atenção especial aos procedimentos de segurança e equipamentos utilizados em cada passo. Se não usar equipamento de segurança adequado é quase certo que você estará colocando a sua saúde em risco (calor, ácidos e gases NOX)!!!!

BGA
Ball Grid Array  é um tipo de encapsulamento utilizado em circuitos integrados, como por exemplo, chipsets, memórias ram, memórias flash e microprocessadores. A conexão entre o circuito integrado e a placa é feita por pequenos pontos de solda na sua parte inferior, que estão em contato direto com o chip de silício, dispensando pinos externos como em outros encapsulamentos. É um tipo deencapsulamento onde os terminais de contato são do tipo esfera.
Dois chips de memória flash em comparação com uma moeda

Fontes:
Canal Successful Engineer
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